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Transcomunição Instrumental

José Lucas

Revista de Espiritismo nr. 27, 2.º trimestre de 1995

A Transcomunicação Instrumental (TCI) — comunicação com os “mortos” através de meios eletrónicos — embora recente vem evoluindo no tempo, apesar de estar a dar os primeiros passos e a baralhar muitos dados, principalmente os dos cépticos e/ou agnósticos, no que concerne à continuidade da vida pós-morte. Inicialmente, vozes rudimentares apareciam nas fitas dos gravadores. Doravante, já é possível captar mensagens em impressoras de computador e aparelhos de fax. Estranho? Ficção? Talvez não!

Não há nada como informar-se, ler e tirar suas próprias conclusões.

Mas, será tudo isto mais uma “modernice”?

É o oposto o que lhe queremos mostrar. Já os nossos antepassados andaram por lá perto.

Se não acredita, leia!

Folheando uma antiga “Revista de Espiritismo”, a n.º 3, no seu Ano I, Maio/Junho 1927, encontrámos referências em torno do que hoje à boca cheia se chama TCI:

“Edison e o Espiritismo — Tem causado, por vezes, alvoroço nos meios espíritas a notícia de que o célebre inventor americano Edison dera adesão à hipótese espírita como a mais consentânea com a explicação dos fenómenos metapsíquicos transcendentais.

A notícia mais uma vez aparece no jornal The People, que publica a seguinte declaração do sábio: «Atingi agora o ponto em que sou forçado, por uma verificação positiva, como consequência das minhas investigações, a sustentar firmemente o ponto de vista de que a vida existe depois da morte. Estou mesmo inclinado a sustentar o espiritismo e o seu princípio de que são possíveis as comunicações entre o mundo dos vivos e o dos mortos».

Não pode restar dúvida de que o sábio é intensamente atraído pelos estudos relacionados com a sobrevivência humana e que os seus esforços tendem essencialmente à descoberta de um aparelho que permita as comunicações sem médium.

É a esse respeito interessante a reprodução de fragmentos de um artigo do eminentíssimo sábio acerca da construção dum telefone psíquico com que ele pretende pôr em comunicação os vivos e os mortos:

«Intentei construir um aparelho científico que permita aos mortos — se isto for possível — entrar em relações comigo.»

E mais abaixo:

«Confiemos, pois, em que se conseguirá possuir o instrumento ideal que essas personalidades possam empregar. Nós, os habitantes deste mundo, poderemos receber por esse meio men-sagens procedentes da «vivenda» ou do novo lugar onde se encontrem.

Se o aparelho que eu construo pudesse ser um meio de penetrar vastamente no mundo do desconhecido, teríamos dado um grande passo para a Inteligência Suprema.

Não quero, porém, dizer mais. O que prometo é fazer com que as personalidades passadas ao au-delá possam comunicar connosco, se o desejarem ou quiserem».

Não é nova a tentativa de pretender abolir o médium como agente da comunicação.

Porém, o mais complicado aparelho construtivo para esse fim, o dinamistógrafo, parece que não exclui em absoluto a intervenção mediúnica.

Construído pelas indicações dadas mediunicamente pelo falecido engenheiro holandês, J. J. Zaalberg van Zelst a seu filho e ao seu amigo Matla, com quem durante longos anos em vida estudara o futuro póstumo do homem, apesar de livre-pensador, permitiu todavia iniciar os estudos da personalidade astral segundo processos físicos de observação e de apreciação e registo até aí nunca empregados.

Foi assim que esses autores apresentaram conclusões interessantes que seria longo enumerar aqui, sobre volume, peso, densidade e modo de constituição do corpo astral, tão bem comentadas e apreciadas pelo ilustre escritor Charles Lancelin em «La vie posthume».

Conseguirá o sábio inventor Edison melhores resultados que os seus antecessores nessa ordem de estudos, que tiveram sobre ele a vantagem de ser instruídos por individualidade astral e por isso mesmo mais profundos conhecimentos sobre o modo de actuar?

É difícil prognosticá-lo.».

No seu livro “Os mortos nos falam”, o teólogo católico padre François Brune lamenta:

«O mais escandaloso é o silêncio, o desdém, até mesmo a censura exercida pela Ciência e pela Igreja, a respeito da descoberta inconteste mais extraordinária de nosso tempo: o após-vida existe e nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos de mortos.”

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