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Vida Extraterrestre

Vida Extraterrestre

Não obstante o progresso da ciência, particularmente no âmbito da astronomia
e das comunicações, o milênio vai se encerrando sem a descoberta de vida fora da
Terra.

Bem que estamos tentando. Bilhões de dólares são gastos, particularmente
pelos americanos, em variados projetos de pesquisas no Cosmos, envolvendo
satélites artificiais, telescópios orbitais, radioastronomia, viagens
espaciais…

Em nosso sistema as possibilidades são remotas. Mercúrio e Vênus, próximos do
Sol, são demasiado quentes; os demais, distantes dele, são demasiado frios.

O avanço tecnológico permite detectar outras estrelas com família planetária,
algo que vai se tornando corriqueiro. Concebe-se hoje que somente na Via Láctea,
a galáxia a que pertencemos, há perto de 100 bilhões de sóis.

Admitindo que apenas 10 por cento tenha planetas (estimativa pessimista).
haverá pelo menos 10 bilhões de sistemas solares semelhantes ao nosso, com
dezenas de bilhões de planetas.

E há bilhões de galáxias!

Na radioastronomia repousam as melhores chances de detectar vida
extraterestre. Basta sintonizar uma estação transmissora instalada em planeta
com desenvolvimento tecnológico suficiente. O problema está em definir qual. É
como procurar agulha perdida num palheiro infinito.

Há uma sugestão para pesquisadores dispostos a checar informações altamente
confiável, transmitida por Emmanuel, o mentor espiritual de Francisco Cândido
Xavier, no livro “A caminho da luz”, psicografado pelo médium, publicado pela
Federação Espírita Brasileira, em 1938.

Segundo nos informa, existe um planeta habitado na constelação de Cocheiro,
pertencente ao sistema de Capela, estrela situada a 50 anos-luz da Terra.

Há cerca de 10 mil anos seus habitantes estavam num estágio semelhante ao
nosso. O planeta seria promovido. Deixaria a condição de mundo de provas e
expiações
, onde predomina o mal, para mundo de regeneração,
habitado por espíritos de consciência desperta para as responsabilidades da
vida.

No entanto, uma minoria de habitantes rebeldes, superdesenvolvidos
intelectualmente, subdesenvolvidos moralmente, atrapalha a grande conquista,
semeando a desordem.

As autoridades espirituais do orbe decidiram degredá-los em outro planeta.

O planeta escolhido foi a Terra. Milhões capelinos encarnaram em nosso meio,
constituindo o que Emmanuel chama de raça adâmica.

Os antropólogos surpreendem-se com o espantoso surto de progresso que
caracterizou aquele período, dando origem à civilização neolítica. Em
poucas centenas de anos, a humanidade conquistou a escrita, estabeleceu os
fundamentos da vida urbana, domesticou os animais, dominou a agricultura…

Foram os capelinos. Embora moralmente identificados com o homem terrestre, em
face de seu atraso, intelectualmente estavam muito adiante.

Grandes civilizações nasceram com sua presença – chinesa, egípcia, hindu – e
morreram quando, após séculos de degredo, já depurados, eles regressaram ao
planeta de origem.

Admitindo a existência desse planeta, no Sistema de Capela, pesquisadores
teriam boas chances de detectá-lo e talvez até captar sinais dele, com a
radioastronomia.

Escrevi a cientistas brasileiros dedicados à pesquisa espacial. Não obtive
sequer reposta. Certamente consideraram-me algum alucinado. Ignoram a seriedade
dessa revelação e a confiabilidade do médium por quem ela foi transmitida.

Por isso, estou aproveitando as páginas da Revista Visão Espírita para apelo
aos leitores.

Cerremos fileiras, minha gente! Vamos entrar em contato com os profissionais
do ramo, no Brasil e no exterior. Enviemos correspondências, façamos barulho em
torno do assunto.

Haveremos de sensibilizar um Cristóvão Colombo da astronomia, disposto a
direcionar suas pesquisas para Capela, habilitando-se a anunciar a mais esperada
e sensacional de todas as descobertas: a existência de vida inteligente noutras
plagas do infinito!

Revista “Visão Espírita”, nº 19

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