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Você Sabia?

Você Sabia?

“No acampamento espiritualista de Chesterfield, Indiana, USA, existe a Helt Memorial
Gallery, na qual pode ser vista toda a coleção de quadros pintados diretamente pelos
Espíritos. Ali estão expostos em número de 30 (trinta) e são admirados por milhares
de visitantes que todos os anos vão ao acampamento. Entre eles, pode-se ver o de
Audrey Alford, que foi ‘precipitado’ na tela em 22 minutos, em janeiro de 1909,
perante numerosa assistência e, imediatamente, identificado pelos pais, que estavam
presentes. Além do fator tempo – nenhum pintor seria capaz de completar um quadro
em menos de meia hora – é verdadeiramente extraordinário o fato de que nem o artista,
nem o modelo eram visíveis. Os médiuns desse inusitado fenômeno mediúnico foram
as irmãs Lizzie e Mary Bangs, de Chicago. O fenômeno é considerado, pelos pesquisadores,
como um dos mais misteriosos da mediunidade. O método empregado pelas entidades
espirituais – técnicos altamente desenvolvidos na arte – é fascinante. Colocavam
os chassis de madeira, com a tela dois de cada vez, face a face, contra uma janela.
Os bordos inferiores assentavam-se sobre uma mesa e os laterais eram seguros com
a mão, por cada uma das irmãs, de modo que as telas se tocavam. Desciam as duas
cortinas, pendentes, faziam um pequeno gabinete em torno das médiuns. A luz que
atravessava as telas permitia aos assistentes o exame durante todo o tempo. Começavam,
então, a aparecer contornos, como se o artista espiritual estivesse desenhando um
esboço preliminar. Depois o processo ganhava intensidade e quando as telas eram
separadas os retratos surgiam. Geralmente eram de pessoas relacionadas aos assistentes
e já desencarnadas. Por falta de um nome melhor, chamaram essa técnica de Precipitação.”
(1)

Anjo da estrada

No dia 7 de julho último, às 23h35 um Fiat Uno saiu da cidade de Santo André
com destino à cidade de São Pedro, levando as seguintes pessoas: Célia Aparecida
Leite (54), Paulo Eduardo Leite (20), que conduziu o veículo, Yuri Leite (7) e a
jovem Tãrna (17), namorada do Paulo Eduardo. Na via Bandeirantes, ao se aproximarem
do segundo pedágio (quilômetro 50 aproximadamente) sentiram que havia furado um
dos pneus do veículo. Paulo pôs o carro no acostamento. Foi ao porta-malas buscar
a chave de roda, estepe e o macaco. Ao tentar soltar os parafusos, a chave entortou
de tal maneira que tornou-se imprestável. E agora, àquela hora da noite… Procuraram
um telefone por perto, não existia. Enquanto esperavam por um bom coração que pudesse
parar no local para emprestar-lhe uma chave, fizeram uma prece. De repente chegou
o Socorro mecânico Auto Ban. Trata-se de um serviço de socorro gratuito que a rodovia
oferece aos seus usuários. O motorista desceu do carro, inteirou-se do problema.
Pegou sua chave-de-rodas e trocou o pneu avariado. Não trocou qualquer palavra com
os viajantes. Terminado o serviço, ele foi até a porta da frente e disse: – Pronto,
Paulo, pode tocar e boa viagem! Ao retornarem à pista, o Paulo Eduardo perguntou:
– Mãe, por acaso a senhora falou o meu nome para o socorrista? – Não, filho, você
não viu que ele não falou conosco? – Como, então, ele sabia o meu nome? – Não sei.
O que eu sei é que ele nos tirou duma boa enrascada. – Será que ele é médium, ou
Espírito? – Bem, Espírito ele é, porque todos nós, encarnados, ou não, somos espíritos.
Mas toca em frente, porque São Pedro está muito longe e as nossas elucubrações filosóficas,
ainda que importantes, não vão mesmo desatar o nó dessa questão shakesperiana. (2)

Um museu do outro mundo

“Com esse título “O Globo” do Rio publicou, certa feita, um artigo de Charles
Dauplinn que se refere ao “Museu das Doações”, em Melbourne. Na Austrália, os objetos
colecionados têm valor material como peças arqueológicas, mas foram transportados
mediunicamente como doações de espíritos por intermédio do médium Charles Bailley.
Há nos mostruários, campainhas, flores, plantas, ovos, animais, minerais preciosos,
tabuletas de argila, etc. Uma inscrição se encontra em tudo: “Doado pelas almas
em tanto de tanto”. O articulista menciona o fato de que os objetos que apareciam
à mesa, nas sessões de efeitos físicos com Charles Bailley se desfaziam imediatamente,
perduravam apenas algum tempo, ou permaneciam na forma em que eram transportados.”
(3)

Queixosa melodia

O médium Daniel Douglas Home foi considerado o mais famoso médium do século XIX.
As suas sessões mediúnicas assombraram o mundo, sendo presenciadas por sábios, príncipes,
imperadores e rainhas da época. Napoleão III e o Czar Alexandre tomaram parte saliente
em várias sessões espíritas, levadas a efeito em pleno palácio imperial. William
Crookes também realizou com ele numerosas sessões experimentais, sob rigoroso controle
científico, verificando sempre a produção de fenômenos supranormais. Entre os complicados
aparelhos de controle instalados por “Sir” William Crookes, estava uma harmônica
(sanfona) fechada numa gaiola, toda envolvida com fio de cobre isolado. Durante
as experiências, as mãos de Home conservavam-se seguras; apesar disso, podia-se
ver o instrumento pairando dentro da gaiola tocando escalas e acordes, e depois
“uma suave e queixosa melodia.” (4)

O Czar Alexandre II da Rússia, participou das sessões medúnicas realizadas
pelo médium Daniel Douglas Home, no palácio imperial. Alexandre Nicolaievitch, primogênito
e sucessor de Nicolau I, nasceu em 29 de abril (17 no calendário juliano) de 1818,
em Moscou. Subiu ao trono em 2 de março de 1855, e pouco depois emancipou os servos
da família imperial, o que lhe valeu o cognome de “czar libertador”. Em 1861 estendeu
por decreto essa emancipação a todos os servos do império (cerca de quarenta milhões)
vencendo a forte resistência da nobreza latifundiária.

Esmagando obsessores

O velho e saudoso Carlos Imbassahy e sua amada esposa assistiram, certa feita,
num centro da cidade do Rio de Janeiro, quando esta cidade ainda era Capital do
Brasil, uma cena deveras cômica e que seria muito hilariante se não fosse obsessiva.
O casal comparecera ali para ouvir uma palestra. Na hora aprazada, o tribuno, por
sinal era também o presidente do Centro, levantou-se do seu lugar e dirigiu-se à
tribuna improvisada, um tablado lateral. No caminho, ele deu um empurrão no espaço
vazio, como se ali houvesse algo que o impedisse passar. Inicia, sem mais delonga,
sua oratória. De repente, num gesto rápido como se quisesse segurar algo, um inseto,
talvez, apanha no ar o próprio ar e o atira ao chão, pisoteando o lugar onde o pseudo
intruso aparentemente apanhado fora jogado. Continua falando… Novamente, reproduz
a cena do “apanha algo no ar”… A senhora Imbassahy cometou, admirada: – O que
será que ele está pegando? Não vejo nada! – Se você que tem bons olhos de vidente
não vê – comenta o esposo – imagina a minha situação, miope como sou!? E o discurso
continua. E mais coisa é apanhada em pleno ar e pisoteada no chão. – Deve ser algum
bicho! – Inseto não pode ser… – O que é deve estar em órbita, perturbando-o…
E o homem passa todo o tempo da palestra a catar coisas invisíveis no ar e a esmagá-las
no chão com os pés. Uma coisa não se pode negar, a platéia ficara todo o tempo ligadona
nele e curiosíssima para saber o que tanto ele esmagava. Ao fim do “eloqüente palavrório”,
o orador chama um auxiliar da casa e pede-lhe que providencie uma vassoura para
varrer os inúmeros Espíritos perturbadores que estavam esmagados no chão e que lutaram
para que ele não falasse. Estava satisfeita a curiosidade: Eram Espíritos obsessores
que o dito orador pegava no ar como se estivesse apanhando mosca.” (5)

Bibliografia:

  • (1) “Presença Espírita” de novembro/dezembro de 1994;
  • (2) “Arquivo pessoal”;
  • (3) “RIE” de novembro de 1974;
  • (4) “RIE” de junho de 1972;
  • (5) “Memórias Pitorescas de meu Pai”.

 

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