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13º Encontro Espírita sobre a Vida e Obra de Bezerra de Menezes

13º Encontro Espírita sobre a Vida e Obra de Bezerra de Menezes

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Iara Cordeiro
São Paulo
24/08/2002

Dirigente do Estudo da Noite:

Safiri

Oração Inicial:

<_Martin_> Obrigado, querida irmã Safiri Boa noite a todos(as)
Deus do nosso coração, Deus da nossa compreensão te rogamos que nos envolvas a todos na tua paz, no teu amor, na tua divina energia e que possamos nos sintonizar com os teus emissários e que eles possam nos estimular a praticar tuas leis Que possamos, na noite de hoje
aprender um pouquinho mais
sobre a vida e obra do grande Kardec brasileiro que também foi conhecido como o médico dos pobres e que através do exemplo desse abnegado irmão consigamos nos sentir inspirados
a ser a extensão do eterno bem aqui na Terra, ou por onde quer que trilhem nossos passos Que assim seja!

Mensagem Introdutória:

13o Encontro Espírita sobre a Vida e a Obra de Bezerra de Menezes

Dor, sofrimentos humanos… marcas constantes junto ao coração de um ser que dedicou sua vida útil ao semelhante. Bezerra de Menezes foi assim… Em nós, desenvolver o sentimento de piedade e compreensão da dor e do sofrimento alcança-se após estudarem-se os valores do progresso moral e do progresso intelectual. Não há como esconder este fato: os grandes sofrimentos produzem sempre alguma transformação. Para melhor, naqueles que fazem de suas existências um viveiro de novas idéias e de progresso para o espírito imortal; para pior, naqueles em que a revolta predomina e os sentimentos da injustiça e do desencanto estão sempre presentes em suas vidas.

Bezerra foi um espírito que desde cedo entendeu o mecanismo da dor como instrumento do progresso. Percebeu isto em si, nos momentos de pobreza durante sua juventude; quando experimentou a viuvez; quando passou pela falência e quando, homem político, tentou ajudar a sociedade em que vivia, dando os seus primeiros passos na direção do socorro às multidões. Convidado às lides espíritas, aprimorou-se em sua percepção o que vinha a ser a dor dos semelhantes, já que incorporou à visão da dor física a da dor moral. Neste particular, não se pode esquecer que, para ajudar àqueles que sofriam, Bezerra, espírito antigo, sempre buscou inspiração no Evangelho de Jesus.

Na época em que aqui viveu, caminhou ao lado da dor, sempre se valendo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – este, um verdadeiro instrumento de luz, paz e compreensão das fraquezas humanas que atraem, por sua vez, as dores morais e físicas. Observando a pobreza, o sofrimento, o trabalho desenvolvido pelos fiéis amigos do Evangelho, Bezerra foi construindo, a pouco e pouco, a sua percepção acerca da dor, até chegar à classificação popular de “médico dos pobres”. Aqueles que desejam caminhar seguindo os passos do generoso Apóstolo do Bem devem procurar instruir seus próprios espíritos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, buscar nas visitas aos enfermos em geral a inspiração generosa para dar-lhes a melhor parcela do seu viver, e estimular em si mesmos a prática bondosa da caridade moral e material, tudo isto com vistas ao próprio desenvolvimento da percepção das dores e sofrimentos humanos.

Assim o fazendo, certamente se há de chegar junto àquele que sempre desenvolveu os melhores sentimentos ditados pelo coração.

Paz!

Luís

(Mensagem psicográfica recebida pelo médium Altivo Carissimi Pamphiro, em 22/6/2002.)

Exposição:

<Iara Cordeiro> Boa noite a todos.
Queridos irmãos, que a noite nos seja proveitosa, neste momento de enlevo com a figura de Bezerra de Menezes. Falar de Bezerra de Menezes é falar de sentimento. E, o sentimento do homem Bezerra, vem do sentimento do espírito, que na Terra elevou o próprio nome, mostrando-nos que: – Conquista espiritual feita, possibilidades de trabalho na Terra com maiores chances de elevação. Vamos nos lembrar que na Terra, envergando a veste carnal, esquecemos as nossas anteriores vivências e, nos assemelhamos, muitas vezes, ao náufrago prestes a sucumbir ante a tormenta.

O náufrago luta para sobreviver, pois que para ele a possibilidade de sobrepujar as intempéries, o mar revolto, dirá dos esforços realizados para manter-se na condição de prosseguir desfrutando aquilo que a vida lhe pode proporcionar. O instinto de sobrevivência fala mais alto, e mesmo que saiba que a vida continua, que a alma sobrevive à morte, que Deus dirige os nossos destinos, o náufrago lutará assim mesmo para não sucumbir. Diante do eventual afogamento, seja o náufrago um ser puro, um ser bondoso, um ser inferior, ele se esforçará por sobreviver, viver! Olhemo-nos como espíritos diante da vida…

Lutas, problemas de toda a sorte, trabalhos, dor, ansiedade, são as vagas do mar revolto com as quais lutamos para sobreviver e sairmos vencedores. O retorno à matéria poderá ser visto assim: lutamos pela nossa sobrevivência como espíritos, por isso a reencarnação é sempre dolorosa para todos nós. Como sair do poder que a luta terrena dá? Como ultrapassar as vicissitudes do viver sem nos sentir afogar, morrer? Desenvolvendo a crença em Deus, dizendo assim: ” – Deus, ajuda-me a passar esse momento!”

Olhando a figura de Bezerra de Menezes, verificamos que ele teve um sentimento bastante estável no que diz respeito a dor alheia. Sendo um espírito, antigo, milenar, deixou-nos perceber que o seu entendimento da dor do seu semelhante lhe mobilizava todos os sentimentos dentro de um automatismo que só espíritos que já tenham fixado em si os valores de socorro ao próximo, sem precisar ouvir uma queixa falada ou demonstrada ostensivamente, poderia efetuar aprimorando cada vez mais os seus valores interiores e culminando até com o aprimoramento de suas técnicas de socorro. Um exemplo disto: Médico que era, viu-se muitas vezes diante de criaturas que apresentavam como enfermidade o distúrbio mental.

Seu próprio filho foi acometido da loucura, e ele como especialista da saúde não encontrava meios de solucionar aquela situação. Orientado por companheiros já espíritas a procurar o amparo do Centro Espírita, viu-se diante de uma nova realidade; a loucura nem sempre é o resultado de uma deficiência orgânica congênita. Ela pode ser o resultado da ação perniciosa de um espírito que, obsidiando alguém, com fragilidade moral definida, resultará nas lesões no perispírito que atrapalharão toda e qualquer comunicação do espírito com o exterior. Diante desta realidade o médico Bezerra de Menezes trouxe ao nosso conhecimento uma obra que serve para a elucidação das diversas formas da loucura e os recursos que temos para interferir no processo, revertendo possivelmente o quadro que temos diante de nós.

Chama-se a obra “A Loucura Sob Novo Prisma”, que demonstra a acuidade do espírito Bezerra de Menezes na percepção da dor do próximo e identificação dos recursos que ele mesmo poderia aplicar no minimizar aquele sofrimento. Nos aspectos da sua vida, quer seja como Homem de Bem, político, empresário, como espírita, Bezerra passou por momentos que também lhe causaram dor: a incompreensão dos homens do seu tempo, que em alguns momentos colocavam seus interesses pessoais a frente dos interesses do próximo, não percebendo que tira-se maiores lucros quando fazemos ao outro aquilo que queremos que nos façam, faziam-no ser visto como alguém que poderia prejudicar as ações que aquelas criaturas intentavam realizar.

Assim, muitas vezes sua imagem foi denegrida pelas vozes que gritavam sem que no entanto pudessem empanar a luz que dele se irradiava. Foi chamado de ladrão enquanto político, mas a melhor resposta foi dada quando desencarna pobre, humildemente, necessitando até ser atendido pela caridade alheia. Em todos os momentos do seu viver, lições profundas de um espírito elevado foram passadas com simplicidade, humildade, tendo sempre a preocupação de colocar a frente de si mesmo o outro, a quem ele sempre se dedicou. Até mesmo quando se despede da vida, após 3 meses de sofrimento por força de uma congestão, ainda aí, Bezerra de Menezes mantém seu pensamento voltado para o benefício ao outro, e não a si mesmo.

Diante da sua própria dor seus pensamentos se dirigem aos céus rogando os recursos de socorro para os infelizes que continuaria na terra, na sua luta, contra o mar revolto das vicissitudes. Pede a Deus, e a Maria nossa Mãe, que agasalhem a todos aqueles que acorriam ao seu quarto de doente terminal em busca de um consolo, mas também, que vinham lhe trazer como resposta a sua ação amorosa e boa, o consolo fraternal do irmão agradecido que reconhecia que

“Quem se olvida na expansão íntima, colocando em plano secundário os seus sonhos de ventura e cuidando, sem cansaço, do bem incondicional dos semelhantes, surpreenderá a si mesmo no dilatar das próprias percepções” e mais ainda, “Quem não desce aos abismos da dor não sabe encontrar os caminhos para as estrelas”. Como ele o diz em mensagem do plano espiritual para os homens que continuam a tarefa de socorrer a dor, em nome do amor, da paz e da fraternidade.

Perguntas/Respostas:

01. <Safiri> Iara, uma vez alguém me disse que Bezerra de Menezes estava na hierarquia como patrono ou espírito que trabalha pela Terra e Brasil. Você poderia nos comentar algo a respeito?

<Iara_Cordeiro> Ele recebeu no plano espiritual a convite do Espírito Ismael, patrono do Brasil, para exercitar a missão de unificar a família espírita nas terras brasileiras em torno do ponto concentrador das forças da espiritualidade na transposição da Doutrina Espírita para aqui; este ponto a Federação Espírita Brasileira continua a tarefa que lhe foi destinada pela ação magnânima de Bezerra de Menezes, que no plano espiritual orienta os destinos daquela casa, espargindo o sentimento de caridade, de amor ao próximo nos mais diversos pontos do Brasil onde um grupo espírita leve a todos os necessitados do corpo ou da alma, a mensagem do Cristo de Deus:

“Amai-vos uns aos outros”. Bezerra no espaço, como ele mesmo o disse: “Enquanto houver uma lágrima de dor junto aos irmãos terrenos, ele gostaria de permanecer junto a eles, enxugando as lágrimas, balsamizando as dores”. Como a dor não tem cor nem nacionalidade, ele hoje é identificado em terras fora das nossas fronteiras fazendo o bem como aqui o fez durante tanto tempo.

02<Safiri> Iara, poderia nos dizer onde e quando nasceu , viveu e morreu nosso querido Bezerra ?

<Iara_Cordeiro> Nasceu em 29 de agosto de 1831 no Ceará, no atual município de Jaguaretama, antiga região do Riacho do Sangue. Aos 20 anos veio para o Rio de janeiro estudar medicina e aqui desencarnou em 11 de abril de 1900. (t)

03.<_ostrinha_> Existe algum médium realizando trabalhos de curas orientado pelo Dr. Bezerra?

<Iara_Cordeiro> Particularmente desconheço. Creio, no entanto, que muitos médiuns são veículos do seu carinho através de comunicações de âmbito bastante extenso no que diz respeito a orientações as almas. (t)

Oração Final:

<Wania> Senhor Jesus, Senhor meu Deus!
Que a Tua bondade infinita recaia sobre todos nós que aqui estamos,encarnados e desencarnados. Permita-nos Senhor, aproveitar a oportunidade que nos é concedida, de poder estudar a Doutrina Espírita, utilizando a tecnologia que nos favorece levar aa Tuas mensagens aos pontos mais distantes do planeta. Auxilia-nos na tarefa abraçada, fortalecendo em nossos espíritos, a vontade, o sentimento de carinho e amor pelos nossos semelhantes, estejam eles na figura do familiar, do amigo, do desconhecido que cruzamos nas ruas, nos mais necessitados materialmente, física e emocionalmente. Que possamos sair desta reunião mais conscientes do papel que nos cabe desempenhar na sociedade. Que a espiritualidade amiga, coordenada por espíritos mensageiros da paz, da harmonia e do amor, possa estar conosco. Que Deus nos permita mais uma vez, agradecer por este momento de estudo, prece e reflexões. Que assim seja!

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