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Os 73 anos da Desencarnação de Léon Denis

Os 73 anos da Desencarnação de Léon Denis

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositor: Mauro Bueno
Manaus
08/04/2000

Dirigente do Estudo:

Mauro Bueno

Oração Inicial:

<Naema> Amigos nesse momento em que estamos iniciando mais uma noite de estudos, vamos nos colocar em contato com nossos amigos espirituais, com os mentores do trabalho do IRC-Espiritismo, e pedir que tenhamos uma noite muito proveitosa.

Que esses bons momentos que vamos passar juntos, que essas boas vibrações que vamos receber possam ser estendidas a todos nós e aos nossos. Que possamos adquirir um pouco mais de conhecimentos e agradecer, também, a chance que temos de participar de um grupo tão amoroso e dedicado. Assim Seja!

Exposição:

<MBueno_Estudos> Estas palavras datam de quase cem anos e continuam muito atuais!

Bem, falar sobre Léon Denis não é tarefa difícil. A biografia do Apóstolo do Espiritismo mostra este espírito luzidio e incansável em sua ultima encarnação. Vamos a ela:

Léon Denis – Biografia

Afinal, você nos perguntaria: quem é Léon Denis?

O Patrono do CELD nasceu na França, em 1º de Janeiro de 1846, numa localidade chamada Foug, na região da Alsácia Lorena, iniciando uma vida exemplar na qual desde a mais tenra infância conheceu as dificuldades materiais, o trabalho árduo, mas também coisas belas, as quais soube apreciar e valorizar: o aconchego familiar, as belezas naturais e os tesouros da civilização de seu país, as maravilhosas revelações contidas nos livros que, embora de difícil acesso para o jovem operário, lhe traziam conhecimentos que o deslumbravam e lhe proporcionavam “viagens” pelo mundo, pelos espaços infinitos, pelas riquezas inestimáveis do pensamento humano.

Aos 18 anos, conheceu “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. Pouco tempo depois, assistiu a uma conferência proferida pelo codificador da Doutrina Espírita em Tours, cidade na qual viveu, dos 16 anos até o fim de sua vida.

Ali, de pé no jardim onde se realizou a conferência, sob a luz das estrelas, Denis bebeu as palavras de Kardec, que falava sobre a obsessão…e, desde então, entregou-se com todas as potências de sua alma, à causa do estudo e da divulgação da Doutrina Espírita.

E é nesse espírito de total entrega que ele atravessa, imperturbável, todas as tormentas da existência: guerras (inclusive a Primeira Guerra Mundial), cegueira, críticas, perda de entes queridos, etc., sempre firme em seu posto, escrevendo livros (ver bibliografia abaixo) e artigos, fazendo palestras, presidindo Congressos, sempre esclarecendo, consolando, animando. “Sempre para o mais alto!”

É o lema que seu guia espiritual Jerônimo de Praga lhe dá para pautar a sua vida. É o exemplo que colhe da vida de sua amada “sorella”, a heroína Joanna d’Arc. É o lema que ele nos dá a todos. Sua vida absolutamente coerente com a sua obra lhe vale o título de “Apóstolo do Espiritismo”.

A hora de partir para o plano espiritual, de onde continua sua missão, vem encontrar o trabalhador, já ancião, com 81 anos, em plena atividade. Apressa-se em concluir o livro “O Gênio Céltico e o Mundo invisível”, para entregá-lo a seus editores. Não chegaria a vê-lo publicado.

Dita para a sua secretária, Claire Baumard, o prefácio prometido a Henri Sauce, que irá publicar uma biografia de Kardec. Que trabalho seria mais digno de encerrar a carreira de Denis?

Manhã chuvosa de 12 de abril de 1927…no quarto de Denis amigos fiéis acompanham seus últimos instantes. Gaston Luce e sua esposa estão entre eles. “Mademoiselle” Baumard tem nas suas as mãos do agonizante, que não cessa de lhe dar recomendações…pelo futuro da Doutrina Espírita. “Chamado ao espaço”, Denis parte, vitorioso, e, de lá, continua nos esclarecendo, consolando e animando:

“Homem! Meu irmão! Vamos para o mais alto! Mais alto!”

LÉON DENIS – 1896

Nascimento: Foug, França-1846 – Falecimento: Tours, França-1927

Léon Denis nasceu numa aldeia chamada Foug, situada nos arredores de Tours, em França, a 1 de Janeiro de 1846, numa família humilde. Cedo conheceu, por necessidade, os trabalhos manuais e os pesados encargos da família. Não era seu hábito desperdiçar um minuto sequer de seu tempo, com distrações frívolas, às quais a maior parte dos homens recorre para matar as horas.

Desde os seus primeiros passos neste mundo, sentiu que os amigos invisíveis o auxiliavam. Ao invés de participar em brincadeiras próprias da juventude, procurava instruir-se o mais possível. Lia obras sérias, conseguindo assim, com esforço próprio desenvolver a sua inteligência. Tornou-se um autodidata sério e competente.

Aos 12 anos concluiu o curso primário, mas a situação modesta da sua família não lhe permitiu grandes estudos. Desde cedo teve problemas de saúde física: com os olhos principalmente.

Aos 16 anos salientou-se como um dos melhores oradores e ardente propagandista.

Aos 18 anos tornou-se representante comercial da empresa onde trabalhava, fato que o obrigava a viagens constantes, situação que se manteve até à sua aposentadoria e manteve ainda depois por mais algum tempo. Adorava a música e sempre que podia assistia a uma ópera ou concerto. Gostava de dedilhar, ao piano, árias conhecidas e de tirar acordes para seu próprio devaneio. Não fumava, era quase exclusivamente vegetariano e não fazia uso de bebidas fermentadas. Encontrava na água a sua bebida ideal.

Era seu hábito olhar, com interesse, para os livros expostos nas livrarias. Um dia, ainda com 18 anos, o chamado acaso fez com que a sua atenção fosse despertada para uma obra de título inusitado. Esse livro era “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec. Dispondo do dinheiro necessário, comprou-o e, recolhendo-se imediatamente ao lar, entregou-se com avidez à leitura.

O próprio Denis disse: “Nele encontrei a solução clara, completa e lógica, acerca do problema universal. A minha convicção tornou-se firme. A teoria espírita dissipou a minha indiferença e as minhas dúvidas”.

O seu espírito, nessa hora, sentiu-se sacudido em face dos compromissos assumidos no Espaço, para iniciar, em breve, o trabalho de propagação das verdades Kardequianas. “Como tantos outros” – disse ele – “procurava provas, fatos precisos, de modo a apoiar a minha fé, mas esses fatos demoraram muito a chegar. A princípio insignificantes, contraditórios, mesclados de fraudes e mistificações, que não me satisfizeram, a ponto de, por vezes, pensar em não mais prosseguir as minhas investigações. Mas, sustentado, como estava, por uma teoria sólida e de princípios elevados, não desanimei. Parece que o invisível deseja experimentar-nos, medir o nosso grau de perseverança, exigir certa maturidade de espírito antes de entregar-nos aos seus segredos”.

Encontrava-se nos seus trabalhos de experimentações, quando importante acontecimento se verificou na sua vida: Allan Kardec viera passar alguns dias na pacata cidade de Tours, com seus amigos. Todos os espíritas turenses foram convidados a recebê-lo e a saudá-lo. As viagens eram para ele uma fonte de alegria e de aprendizado. Em França e no estrangeiro aproveitava as oportunidades que poderiam enriquecer materialmente o patrão sem desprezar tudo o que poderia contribuir para o conhecimento próprio.

Interessavam-lhe as praças, os monumentos, o povo, os hábitos, os costumes e a meditação entre os velhos caminhos das montanhas. Delicia-se com os bosques, com os rios e os lagos. Estas longas horas de meditação solitária no seio da Natureza conduziram-no a uma mais completa compreensão de Deus.

Em 1880, pelas cidades e vilas que percorria, por força dos seus afazeres profissionais, pronunciava conferências e fundava círculos e bibliotecas populares. É incalculável o número de conferências por ele proferidas em França, no propósito de propagar a “Liga de Ensino”, fundada por Jean Macé. Na Argélia, onde esteve várias vezes em serviço, também desenvolveu uma intensa atividade de divulgação doutrinária.

O ano de 1882 marca, em realidade, o início do seu apostolado, durante o qual teve que enfrentar sucessivos obstáculos: o materialismo e o positivismo que olham para o Espiritismo com ironia e risadas e os crentes das demais correntes religiosas, que não hesitam em aliar-se aos ateus, para o ridicularizar e enfraquecer.

Léon Denis porém, como bom paladino, enfrenta a tempestade. Os companheiros invisíveis colocam-se ao seu lado para o encorajar e exortá-lo à luta. “Coragem, amigo” – diz-lhe o espírito de Jeanne – “estaremos sempre contigo para te sustentar e inspirar. Jamais estarás só. Meios ser-te-ão dados, em tempo, para bem cumprires a tua obra”.

A 2 de Novembro de 1882, dia de Finados, um evento de capital importância produziu-se na sua vida: a manifestação, pela primeira vez, daquele Espírito que, durante meio século, havia de ser o seu guia, o seu melhor amigo, o seu pai espiritual – Jerónimo de Praga – que lhe disse: “Vai meu filho. Pela estrada aberta diante de ti. Caminharei atrás de ti para te sustentar”.

E como Léon Denis indagasse se o seu estado de saúde o permitiria estar à altura da tarefa, recebeu esta outra afirmativa: “Coragem, a recompensa será mais bela.”

A partir de 1884, achou conveniente fazer palestras visando à maior difusão das idéias espíritas. Escreveu, em 1885, o trabalho “O Porquê da Vida”, no qual explica, com nitidez e simplicidade, o que é o espiritismo.

Em 1892, recebeu um convite da duquesa de Pomar, para falar de espiritismo na sua residência, numa dessas manhãs célebres, em que se reunia quase toda a Paris. Ele ficou indeciso e temeroso. Depois de muito meditar as responsabilidades, aceitou o convite. “Le Journal” de Paris publicou, acerca da reunião na casa da duquesa, a seguinte notícia: “A reunião de ontem, para ouvir a conferência de Léon Denis sobre a Doutrina Espírita, foi uma das mais elegantes. De uma eloquência muito literária, o orador soube encantar o numeroso auditório, falando-lhe do destino da alma, que pode, diz ele, reencarnar até à sua perfeita depuração.

Ele possui a alma de um Bossuet e soube criar um entusiasmo espiritualista”. (Nota de MBueno: Jacques-Benigne Bossuet foi um célebre bispo francês, da Companhia de Jesus – Jesuíta portanto, grande orador nos púlpitos, de fervorosa e impecável eloquência católica, nascido em 27 de Setembro de 1627, e desencarnado, coincidentemente em 12 de Abril, porém em 1704. Ardoroso estudante também, realmente, a comparação é sobretudo um elogio respeitável)

O êxito do seu livro “Depois da Morte” situara-o como escritor de primeira ordem. Os grandes jornais e revistas ecléticas solicitavam-no e as tiragens sucessivas desse livro esgotavam-se rapidamente. A principal obra literária de Denis foi a concernente ao Espiritismo, mas escreveu, outrossim, segundo o testemunho de Henri Sausse, várias outras, como: Tunísia, Progresso, Ilha de Sardenha, etc., certamente fruto das suas memórias de viagem.

A partir de 1910, a visão de Léon Denis foi, dia a dia, enfraquecendo. A operação a que se submetera, dois anos antes, não lhe proporcionara nenhuma melhora, mas suportava, com calma e resignação, a marcha implacável desse mal que o castigava desde a juventude. Aceitava tudo com estoicismo e resignação. Jamais o viram queixar-se. Todavia, bem podemos avaliar quão grande devia ser o seu sofrimento.

Mantinha volumosa correspondência, jamais se aborrecia. Amava a juventude, possuía a alegria da alma. Era inimigo da tristeza. O mal físico, para ele, devia ser bem menor do que a angústia que experimentava pelo fato de não mais poder manejar a pena. Secretárias ocasionais substituíam-no nesse ofício. No entanto, a grande dificuldade para Denis, consistia em rever e corrigir as novas edições dos seus livros e dos seus escritos. Graças, porém, ao seu espírito de ordem e à sua incomparável memória, superava todos esses contratempos, sem molestar ou importunar os amigos.

Depois da morte da sua genitora, uma empregada cuidava da sua pequena habitação. Ele só exigia uma coisa: o absoluto respeito às suas numerosas notas manuscritas, as quais ele arrumava com meticulosa precaução. E foi justamente por causa dessa sua velha mania que a duquesa de Pomar o denominara “o homem dos pequenos papéis”.

Em 1911, após despender não pequeno esforço, no preparo da nova edição d’ “O Problema do Ser, do destino e da Dor”, ficou gravemente doente com uma pneumonia; foi o tratamento atempado do seu médico que, num curto espaço de tempo, o colocou de novo em pé. Contudo uma grande e profunda dor lhe estava reservada: veio a Guerra de 1914-18 e o seu espírito condoía-se ao ver partir para a frente de batalha a maioria dos seus amigos.

Léon padecia, então, de uma doença intestinal e estava parcialmente cego. Pela incorporação, os seus amigos do Espaço e, entre eles, um Espírito eminente, comunicavam-lhe, de tempos em tempos, as suas opiniões sobre essa terrível guerra, considerada nos seus dois aspectos: o visível e o oculto.

A guerra a qual se referem aqui é a Primeira Grande Guerra Mundial ocorrida em 1914 . Estas comunicações levaram-no a escrever um certo número de artigos, publicados na “Revue Spirite”, na “Revue Suisse des Sciences Psychiques” e no “Echo Fid”, onde transparece, dentro da lei de causa e efeito, o seu grande amor pela terra onde nasceu. Quando a Guerra se aproximava do fim, a “Revue Spirite” passou a publicar, em todos os seus números, artigos de Léon Denis.

Após a 1ª Grande Guerra, aprendeu braille, o que lhe permitiu fixar no papel os elementos de capítulos ou artigos que lhe vinham ao espírito, pois, nesta época da sua vida, estava, por assim dizer, quase cego.

Em 1915 iniciava ele uma nova série de artigos, repassados de poesia profunda e serena, sobre a voz das coisas, preconizando o retorno à Natureza. Nesta época, um forte vento soprava contra a Codificação Kardequiana. O fenomenismo metapsiquista espalhava aos quatro ventos a doutrina do filósofo puro. P. Heuzé fazia muito barulho através do “L’ Opinion”, com as suas entrevistas e comentários tendenciosos. Afirmava, prematuramente, que, à medida que a metapsíquica fosse avançando, o Espiritismo iria, a par e passo, perdendo terreno. A sua profecia, no entanto, ainda não se realizou. Aliás como tantas outras que profetizaram o fim do Espiritismo.

Após a vigorosa resposta de Jean Meyer na “Revue Spirite”, Léon Denis por sua vez, entrou na discussão, na qualidade de presidente de honra da União Espírita Francesa, numa carta endereçada ao “Matin”, na qual estabelecia, com admirável nitidez, a diferença entre Espiritismo e Metapsiquismo. A partir desse momento, Léon Denis teve que exercer grande atividade jornalística para responder às críticas e ataques de altos membros da Igreja Católica, saindo-se, como era de esperar, de maneira brilhante.

Em Março de 1927, com 81 anos de idade, terminara o manuscrito que intitulou de “O Gênio Céltico e o Mundo Invisível”. Neste mesmo mês a “Revue Spirite” publicava o seu derradeiro artigo.

Terça-feira, 12 de Março de 1927 pelas 13 horas, respirava Denis com grande dificuldade. A pneumonia atacava-o novamente. A vida parecia abandoná-lo, mas o seu estado de lucidez era perfeito. As suas últimas palavras, pronunciadas com extraordinária calma, apesar da muita dificuldade, foram dirigidas à sua empregada Georgette: “É preciso terminar, resumir e… concluir”.

Fazia alusão ao prefácio da nova edição biográfica de Kardec. Neste preciso momento, faltaram-lhe completamente as forças, para que pudesse articular outras palavras. Às 21.00 horas o seu espírito alou-se. O seu semblante parecia ainda em êxtase. As cerimônias fúnebres realizaram-se a 16 de Abril. A seu pedido, o enterro foi modesto e sem o ofício de qualquer Igreja confessional. Está sepultado no cemitério de La Salle, em Tours.

Abaixo, alguns livros de Léon Denis:

Cristianismo e Espiritismo (Ed. FEB)
Depois da Morte (Ed. FEB)
Espíritos e Médiuns (Ed. CELD)
Joana D’Arc, Médium (Ed. FEB)
O Além e a Sobrevivência do Ser (Ed. FEB) O Espiritismo na Arte (Ed. FEB)
O Porquê da Vida (Ed. FEB)
O Problema do Ser, do Destino e da Dor (Ed. FEB) Socialismo e Espiritismo (Ed. “O Clarim”) Texto de José Basílio, baseado no livro “Páginas de Léon Denis” de Sylvio Brito Soares Adaptado por: Núcleo Espírita O LEME
Bairro Correia, 4 7520 – 111 Sines PORTUGAL

Perguntas/Respostas:

[01] <amanda_francesa_estudos> A minha dúvida é genérica, com relação á pátria de Kardec e Denis. Como está o espiritismo na França hoje?

<MBueno_Estudos> Bem, ambos são franceses, como bem o sabe. O Movimento Espírita na França tem sua representatividade sim, mas é aqui no Brasil onde ele encontra sua maior força. Pode-se dizer que não existam hoje países onde o espiritismo não esteja presente.

Assim como nos outros países, na França o Espiritismo não é a religião de maior número de seguidores. Neste sentido, o Islamismo, o Hinduísmo, o Budismo tem uma representação maior. Mas lendo “O Céu e Inferno”, na questão 18, veremos que o Espiritismo é uma religião para aqueles que tem condições de compreendê-lo e este não é ainda o estado de toda a humanidade.

O Espiritismo requer discernimento apurado, muito estudo e leituras constantes. Para atingir este nível de compreensão, todos nós aqui nos esforçamos muito, por várias vidas. (t)

[02] <amanda_francesa_estudos> Porque o Brasil foi onde a Doutrina Espírita encontrou maior respaldo? O que dizem os espíritos elevados?

<MBueno_Estudos> Ah! Responder isto é mais fácil ainda:

Tem um livro maravilhoso do Humberto de Campos falando só disto. É o “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”! Grandes levas de espíritos com o coração vibrando no amor ensinado pelo sábio Mestre Jesus encarnaram, encarnam e encarnarão afim de mantermo-nos nesta frente, Amanda! Leia este livro, eu te asseguro que vai gostar muito (t)

[03]<Boudet> É preciso que demos sentido a palavra de Léon Denis: O Espiritismo é o futuro das religiões, e não a religião do futuro como muito pregam.

<MBueno_Estudos> Perfeito, Boudet. Eis o motivo pelo qual eu chamo a atenção para o fato de que os espíritos que encarnam no Brasil trazem no coração o Evangelho segundo Jesus nos ensinou. Quando León apontava o Espiritismo como o futuro das religiões, ele pretendia explicar que quando as verdades eternas fossem inegáveis até pela Ciência, as outras religiões se amoldariam a ponto de se parecerem muito com o Espiritismo. Eu, particularmente, creio que levaremos algumas centenas de anos ainda até obtermos a Unificação Religiosa. (t)

[04]<amanda_francesa_estudos> Desculpe se estou monopolizando a atenção. Leon Denis não se casou? Será que todos que tem altas missões devem se manter longe dos relacionamentos afetivos homem-mulher para poderem dedicar maior tempo à causa?

<MBueno_Estudos> Bem, Amanda, posso responder sim e não a esta pergunta, mas vou optar por alargar um pouco mais esta resposta. Sim, é verdade pelo aspecto de tempo que se dedica a causa. Observe que isto atrapalha o tempo necessário para as relações sociais com outros fins, como o namoro por exemplo. Imagine um palestrante adiando uma palestra para milhares de pessoas por que sua esposa está dando à luz. Bem, algumas coisas acabam por se tornar incompatíveis. Imagine-o casado com alguém que se converta a uma religião diametralmente oposta ao Espiritismo. Com que paz de espírito poderia ele seguir em sua tarefa?

Por outro lado, Kardec casou-se, Cairbar Schutel também. Existem tantos que tiveram esposas que participaram ativamente de suas missões e muito ajudaram. Enfim, não há exatamente uma regra neste sentido, casar pode ser ou não uma dificuldade, pois ambos exemplos ocorrem sem problemas. (t)

[05] <amanda_francesa_estudos> Você colou que a duquesa o recebeu bem. Nem sempre foi assim na sociedade! Ele teve suporte sempre dos seus mentores? Não entendi a relação pessoal dele com Kardec. Kardec chegou a dar suporte público a ele?

<MBueno_Estudos> Exato, muito suporte, León foi contemporâneo de Kardec e eles desenvolveram amizade e logo após a Guerra, a Revue Spirite começou a publicar os artigos de León, por indicação de Kardec. Como você sabe o Codificador era extremamente rígido em suas publicações e muito perfeccionista, León ganhou o respeito de Kardec primeiro e depois, sua amizade. (t)

[06] <_angelo__> Seria do seu conhecimento se Dr. Bezerra de Menezes, sendo contemporâneo de Léon Denis, teria com ele se encontrado?

<MBueno_Estudos> Eu acredito que não, Ângelo, devido a dificuldade que era viajar para a Europa naquela época. Mas não te posso afirmar com certeza! (t)

[07]<solmar> Só um pequena curiosidade! Você. não precisa responder se não quiser Bueno. Você é casado?

<MBueno_Estudos> Querida Solmar, não há problemas de responder isto publicamente não. Sou casado há 14 anos com a mulher que mais amei nesta vida. Conheço-a há 18 anos. Tive com ela dois maravilhosos filhos que tem hoje 10 e 9 anos, respectivamente. Tenho um lar abençoado por Deus Pai e me sinto muito feliz por isto. (t)

[08]<solmar> Bueno, minha pergunta está dentro do contexto do tema devido ao impasse quanto a dedicação ao espiritismo ser total ou parcial.

<MBueno_Estudos> Bem, Solmar, o impasse ocorre quando a companheira não comunga dos mesmos ideais. A minha nasceu em família espírita e isto muito me ajuda. Ela respeita meu trabalho, participa e me auxilia em algumas atividades.

Aqui o único conflito que poderia haver seria o tempo dedicado a causa, se este se alongasse muito mais do que o que disponho hoje. Exceto por este aspecto, ao contrário, o Espiritismo é um elemento de sintonia e desenvolvimento das pessoas desta família aqui. (t)

Oração Final:

<claralice> Boa noite amigos! Pensando em Jesus, nosso meigo Mestre de todas as horas, vamos envolvendo nossos pensamentos e nossos sentimentos em tranqüilidade, serenidade e paz para agradecermos a Ele e ao Criador de nossas vidas por estes preciosos momentos em que nos encontramos com o conhecimento, ou seja, com a Doutrina Espírita, para que possamos nos esclarecer a respeito das Leis Morais, Leis Divinas e Leis Universais e para que possamos nos esclarecer a respeito de nós mesmos dos nossos compromissos, primeiro conosco mesmos e também com a humanidade.

Agradecemos, então todos os amigos espirituais que colaboram com a divulgação e estudo da Doutrina Espirita, em todo o nosso planeta, pelos que cuidam dessa tarefa, especialmente, em nosso país ao querido Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, nosso querido Dr. Bezerra a quem neste mês reverenciamos a comemoração de 100 anos de desencarne. Nosso agradecimento ao Dr. Bezerra e todos que com ele partilham da sublime tarefa de difundir esta Doutrina em todo o continente sul-americano.

Agradecemos também aos amigos espirituais que cuidam de orientar todas as tarefas do IRC-Espiritismo, inclusive esta atividade. Agradecemos aos irmãos que coordenam e realizam-na sob as bênçãos de Jesus, e estendemos este agradecimento a todos que aqui estiveram buscando a “água viva” que sacia as almas, a que Jesus se referiu no diálogo com a Samaritana.

E assim sendo, que possam muitos outros grupos virtuais ou na interação pessoal desdobrarem-se em torno destes mesmos objetivos o estudo com vistas à transformação íntima, e, por conseqüência transformação da humanidade.

Que Jesus nos sustente em nossos propósitos de nos educarmos espiritualmente, hoje e sempre. Assim seja!

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