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8º Encontro Espírita Sobre a Mediunidade

8º Encontro Espírita Sobre a Mediunidade

1ª Palestra: Modo de se Distinguirem os Bons dos Maus Espíritos
2ª Palestra: Os Bons Espíritos e Suas Tarefas no Bem

Palestra Virtual
Promovida pelo Irc-espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Leon Denis
http://www.celd.org.br

Palestrante: Dagoberto de Paula
Rio de Janeiro
24/06/2001

Organizadores da palestra:

Moderador: “Jaja” (nick: |moderador|)
“Médium digitador”: “Marcelo Soutinho” (nick: Dagoberto_de_Paula)

Oração Inicial:

<|moderador|> Senhor Jesus, aqui estamos nos reunindo mais uma vez em teu nome, com o objetivo de estudar um pouco mais a doutrina espírita sob a luz de teu evangelho. Que os bons espíritos possam se reunir à nós, nos ajudando a conduzir os estudos de maneira bastante produtiva a todos. Que a tua luz e a tua paz estejam presentes entre nós. Que assim seja!

Apresentação do Palestrante:

<Dagoberto_de_Paula> Eu sou participante do Centro Espírita Léon Denis há aproximadamente 20 anos, atuando, no momento, na cura, na desobsessão, na direção de reuniões públicas e, eventualmente, em palestras doutrinárias, que, para mim, é uma grande oportunidade de evolução espiritual.

Considerações Iniciais do Palestrante (1ª Palestra):

<Dagoberto_de_Paula> O tema em discussão no dia de hoje, ou seja, “modos de se distinguirem os bons dos maus espíritos”, fala muito de perto para todos nós que somos médiuns. Diariamente, recebemos influências de todo o tipo e de toda ordem, por isso, é necessário estarmos atentos e estudarmos sempre o assunto, para nos precavermos dessas más influenciações. (t)

Perguntas/Respostas:

<|moderador|> [1] – <Dourado> – Que é ser mau espírito?

<Dagoberto_de_Paula> Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, a partir da questão nro. 100, apresenta-nos, de forma bastante didática, uma escala Espírita, mostrando-nos as características inerentes a cada um desses Espíritos. Assim, uma das características principais dos Espíritos imperfeitos é a predominância da matéria sobre o Espírito, bem como forte propensão para o mal. É bem verdade que, dentro dessa categoria de “imperfeito”, existem variedades, como por exemplo: Nem todos são essencialmente “maus”; etc. (t)

<|moderador|> [2] – <Dourado> – O mau espírito é sempre consciente de seus atos? Ele é conduzido por outro e ou o faz inconscientemente?

<Dagoberto_de_Paula> Entre os Espíritos imperfeitos, destacamos aqueles que são “os notoriamente maus”. Esses Espíritos não se comprazem com o mal, eles são “o mal”. Não se dão conta de sua situação, tal a inferioridade deles. Não discernem de suas ações. Esses são os grandes criminosos, tanto encarnados quanto desencarnados. Alguns desses Espíritos, como os Espíritos “neutros”, apresentados por Kardec na questão 105 do “Livro dos Espíritos”, muitas vezes são conduzidos por outros. (t)

<|moderador|> [3] – <Safiri> – Sabemos que os espíritos influenciam nossas vidas constantemente, quase como guia as mesmas. Quando tais inspirações vêem do plano maior, estamos seguros que estamos sendo conduzidos pelo caminho correto. Porem, os maus espíritos conseguem entrar em nossos pensamentos , por qualquer imperfeição momentânea : tristeza, magoa, etc. Como fazer para identificá-los, se nesse momento a dor que mais nos aflige se nesse momento a dor que mais nos aflige se torna enorme e ficamos cegos ao que nos acontece e às inspirações que deles recebemos?

<Dagoberto_de_Paula> Todo homem e, principalmente, o Espírita, deve aprender a distinguir o bom pensamento do mau pensamento. Todas as vezes que nos desarmonizamos, isto é, que entramos em faixas vibratórias mais inferiores, seja por tristeza, seja pelo ódio, seja por qualquer motivo acabamos atraindo, por sintonia, Espíritos inferiores. Por isso, a assertiva Espírita de grande importância para todos nós : “Orai e vigiai”. Todas as vezes que nos sentirmos nessas faixas vibratórias inferiores, todas as vezes que a dor nos visitar devemos entrar em oração, atraindo para nós a presença dos bons Espíritos, principalmente, dos nossos Guias Espirituais. (t)

<|moderador|> [4] – <Setty> – A intromissão dos Espíritos enganadores nas comunicações escritas é uma das maiores dificuldades do Espiritismo. Sabe-se, por experiência, que eles não têm nenhum escrúpulo em tomar nomes supostos e até mesmo nomes respeitáveis. Há meios de os afastar?

<Dagoberto_de_Paula> Essa é uma questão bastante interessante, haja vista, que muitas vezes isto é até provocado, de certa forma, pelos Espíritos diretores do trabalho ou da casa Espírita. Serve como alerta, como treinamento para os médiuns de uma maneira geral. Sabemos, com certeza, que a “mentira tem perna curta”, como nos diz o aforismo popular. Um mau Espírito, ou um Espírito mistificador (ou enganador) não tem como manter uma situação de bondade ou de honestidade por muito tempo. Eles acabam se traindo. E se traem, principalmente, pela linguagem, conforme nos assevera Allan Kardec, no item 263 do “Livro dos Médiuns” : “…a linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já tenham chegado.” (t)

<|moderador|> [5] – <Safiri> – Qual o interesse dos maus espíritos em nos vigiar constantemente e fazer inspirações contrárias as leis de Deus e aos ensinamentos de Jesus ?

<Dagoberto_de_Paula> Esses Espíritos, muitas vezes, se colocam nessas posições para nos testar, uma vez que vêem em nós um trabalhador do bem, alguém que já se propõe a crescer espiritualmente. Isto incomoda sobremaneira a determinadas categorias de Espíritos, principalmente, os invejosos, os egoístas, àqueles que acham que não conseguem também sair dessas posições inferiores. É bom lembrar que essas entidades inferiores, quando encontram em nós uma resistência muito forte, acabam se afastando, na procura de outros menos resistentes. Por isso a necessidade do estudo, do trabalho no bem, do constante pensamento em busca da sintonia com os bons Espíritos. (t)

<|moderador|> [6] – <Dourado> – Sr. Dagoberto – Nos processos de cura desobsessiva, como podemos entender o tratamento adequado se somos ainda desconhecedores do histórico de obsessor e obsedados? Até que ponto uma instituição pode auxiliar na reabilitação de ambos, visto que sempre, as duas partes estão num mesmo nível. Que se aconselharia a ambos? E quando uma das partes não quer o perdão, que medida a torna melhor para a equipe de desobsessão orientar?

<Dagoberto_de_Paula> Na realidade, caro irmão <Dourado>, se encararmos obsessor e obsedado como ambos doentes da alma, não vemos tantas necessidades em conhecermos o histórico de cada um. É certo que existe uma ligação de comprometimentos entre eles. O tratamento a ser dado, no caso de uma reunião de desobsessão, em que o obsessor está a nossa frente, é mostrar-lhe a necessidade imperiosa de reformulação de pensamentos, de atitudes, mostrando-lhe que o ato de vingança ou de cobrança não lhe vai trazer nenhum benefício, muito pelo contrário, vai-lhe prejudicar muito mais. É necessário mostrar a essas entidades o benefício que eles sentirão no momento em que conseguem cortar esses elos de ligação.

Mostrar-lhe os ensinamentos e exemplos dados, não só pelo Mestre Jesus, bem como o exemplo dado por muitos Espíritos que passaram pela mesma situação. Alguns conseguem entender a mensagem, conseguem até mesmo a vislumbrar uma situação de paz e tranqüilidade. Em muitos casos, isto se verifica na própria reunião. Outros, no entanto, não conseguem perceber o bem que estão recebendo e rejeitam qualquer ajuda. Não podemos esquecer que todos têm seu livre arbítrio. Por certo, ainda não estão prontos a tomarem novos rumos. A casa Espírita será sempre o local adequado para o tratamento desses processos de enfermidades espirituais, uma vez que conta sempre com Espíritos diretores, Espíritos qualificados para esse tipo de atendimento. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

<Dagoberto_de_Paula> Como sabemos, o tema é muito vasto, dando margem a várias reflexões. Espero que tenha sido claro nas respostas. De qualquer forma, como estudantes que somos, continuaremos sempre a pesquisar, a observar, mas principalmente, nos colocarmos sempre a postos para o serviço no bem. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante (2ª Palestra):

<Dagoberto_de_Paula> Falaremos agora do “outro lado da moeda”, em relação à palestra anterior. Se antes falamos sobre más influências e Espíritos “imperfeitos”, estaremos agora conversando sobre aqueles que são a meta que desejamos atingir: Os trabalhadores no bem. (t)

Perguntas/Respostas:

<|moderador|> [1] <lflavio> Como, num trabalho mediúnico ter a certeza que estamos sendo assistidos e orientados pelos bons espíritos ?

<Dagoberto_de_Paula> Para o bom êxito de um trabalho mediúnico, há que se considerar algumas observações:

  1. A direção espiritual desta casa Espírita;
  2. A direção material da mesma;
  3. O corpo mediúnico que compõe esta casa e;
  4. Os trabalhadores, de uma forma geral, que colaboram nas demais tarefas.

O médium estudioso e trabalhador constante, mesmo considerando-se iniciante, sabe distinguir a aproximação de um bom Espírito ou de um mau Espírito. Suas emanações fluídicas são bastante “palpáveis” para esses médiuns. Para o doutrinador de uma reunião mediúnica, a linguagem utilizada pela entidade, sua posição mental, lhe mostra quem é esse Espírito. Na verdade, será sempre necessário muito estudo e observação, pois os Espíritos mistificadores são muito perspicazes. Se levarmos em consideração que um bom Espírito utiliza-se sempre de uma linguagem superior, não tanto quanto à forma, muitas vezes, mas principalmente na sua essência, estaremos mais seguros quanto à entidade que se apresenta. Um bom Espírito sempre incentiva, sempre nos conduz ao trabalho e ao estudo, nunca se perde em elogios infrutíferos. (t)

<|moderador|> [2] – <lflavio> Quais as principais tarefas desempenhadas pelos bons espíritos em uma reunião mediúnica ?

<Dagoberto_de_Paula> Em qualquer tarefa a ser realizada em uma casa Espírita, a atuação dos bons Espíritos será sempre a de procurar manter a paz e a harmonia, bem como o equilíbrio, do ambiente. Quanto às tarefas em si, cabe aos seus tarefeiros. (t)

<|moderador|> [3] – <Safiri> Como atuam os bons espiritos frente aos maus espíritos, quando esses tentam impedir a evolução de um espírito encarnado ?

<Dagoberto_de_Paula> Os bons Espíritos, e no caso em tela, os nossos guias espirituais, estão sempre prontos a nos ajudar quando nos colocamos receptivos às suas influenciações, nos afastando dos perigos iminentes, inspirando-nos e conduzindo-nos pelos caminhos do bem. Não podemos esquecer, todavia, que todos temos o nosso livre arbítrio. Cabe-nos optar pela companhia no dia-a-dia. (t)

<|moderador|> [4] – <CELD> Onde está o incentivo dos bons espíritos em trabalhar no bem?

<Dagoberto_de_Paula> Ensina-nos a Doutrina Espírita que todos fomos criados simples e ignorantes, mas com um objetivo : Atingirmos a quase perfeição. Enquanto não percebemos essa necessidade, nossas encarnações têm sido de erros e acertos, mas para atingirmos a este alvo designado para todos nós, devemos construir nosso caminho através de muito trabalho e esforço no bem. Isto nos levará a uma situação de tranqüilidade e paz espiritual, que nos incentiva a permanecer trabalhando nesse sentido. (t)

<|moderador|> [5] – <Safiri> – Qual o interesse dos maus espíritos em nos vigiar constantemente e fazer inspirações contrarias as leis de Deus e aos ensinamentos de Jesus ?

<Dagoberto_de_Paula> Evidentemente, todas as vezes que nos desviamos dos caminhos do bem, automaticamente colocamos uma barreira na sintonia com esses bons Espíritos. Por sua vez, eles estão sempre prontos a nos ajudar, mas para isso é necessário que nos coloquemos em posições receptíveis. (t)

<|moderador|> [6] – <CELD> O bom espírito também possue classificação em matéria de grau de evolução ou a sua “nomenclatura” já o auto-classifica?

<Dagoberto_de_Paula> De acordo com o “Livro dos Espíritos”, na questão numero 107, Kardec classifica os bons Espíritos em quatro grupos principais, a saber:

  1. Espíritos benévolos;
  2. Espíritos sábios;
  3. Espíritos prudentes e;
  4. Espíritos superiores.

Esses Espíritos têm como características a predominância do Espírito sobre a matéria; o desejo do bem; são felizes pelo bem que fazem, e pelo mal que impedem. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas até que atinjam a perfeição. (t)

<|moderador|> [6] – <Safiri> Uma vez li em um livro, que no plano espiritual, “guerras” entre o bem e o mal ocorriam constantemente. Como por exemplo, a disputa pela proteção de um bom espírito encarnado , que esta sofrendo tormenta dos maus espíritos com uma missão definida? Isso é verdade?

<Dagoberto_de_Paula> Pelo pouco que sabemos, existe na realidade, no plano espiritual, ataques das forças negativas no sentido de desestabilizar as forças do bem, exemplificando , o ataque às colônias que abrigam Espíritos desencarnados. Quanto à disputa pela proteção de um bom Espírito, como você se refere, desconheço essa informação, uma vez que se trata de um bom Espírito, conclui-se que a sua vibração seja superior, e a sua sintonia será sempre com bons Espíritos. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

<Dagoberto_de_Paula> Acreditamos ter alcançado a expectativa dos companheiros que nos honraram com a sua companhia. Que Jesus abençoe a todos nós. (t)

Oração Final:

<rhea> Pai, agradecemos a oportunidade de aqui estar agradecemos por nos dar a presença de tão sinceros irmãos que gentilmente nos auxiliam no entendimento da doutrina Rogamos nos auxilie manter nossa vibração em nível condizente com o bem para que possamos estar sempre amparados. Dá-nos também, forca, fé e coragem Obrigada, Pai. Que assim seja, Graças a Deus. (t)

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