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Allan Kardec

Allan Kardec

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Nara Coelho
Juiz de Fora
02/10/2002

Dirigente do Estudo:

Márcio Duarte

Oração Inicial:

<Moderador_> Elevemos nossos corações ao alto. Deus, nosso Pai! Estamos aqui reunidos em Teu nome e em nome de Jesus o Divino Mestre, para falarmos de Tua doutrina de Amor e de Luz. Hoje, falaremos sobre Allan Kardec, missionário que teve a árdua tarefa de nos trazer a Doutrina Espírita, a Terceira Revelação, o Consolador prometido. Pedimos ao Senhor, Pai, que nos dê a paz necessária para que o estudo transcorra da melhor forma. Que nossos corações possam absorver as palavras de nossa expositora. Pedimos que traga até nós os bons espíritos que desejam auxiliar e todo aquele que deseja aprender. Abençoe, Senhor a Nara, para que ela possa ser um veículo de Tua palavra. Que possamos estar acompanhados pelos espíritos que orientam esse trabalho, e, que seja em nome deles, em nome de Jesus e em Teu nome Pai, que possamos iniciar os trabalhos de hoje.

Que assim Seja!

Mensagem Introdutória:

CONVITE AO ESTUDO

“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem e o homem mau, do mau tesouro tira o mal; porque a sua boca fala o de que está cheio o coração.” (Lucas,6:45.)

Pugnadores do cepticismo diante das investigações das ciências modernas apresentam apressadas conclusões pessimistas através das quais subestimam os informes espiritualistas com sarcasmos e azedumes.

Tratadistas da negação arremetem, desesperados, contra as expressões imortalistas, apoiando-se nas filosofias do desespero como se elas pudessem equacionar todos os enigmas da inquietação humana.

Anarquistas apaixonados, face às alterações econômico-sociais, arremetem revoltados, em fúria brutal contra as vivas lições cristãs, como desejando tudo romper e aniquilar.

Mais do que nunca, portanto, se afigura a necessidade consciente do estudo espírita como veículo de libertação da consciência e rota iluminativa na viagem da evolução.

O estudo espírita conduz o discípulo ao esclarecimento que é base de segurança, condição precípua à paz.

Muitos estudiosos do Espiritismo, não obstante as convicções que esposam, sem a necessária maturidade ante problemas de pequena monta, desertam das fileiras da fé, afirmando que novos conhecimentos os afastaram das realidades espíritas por se encontrarem estas ultrapassadas.

A Doutrina Espírita, no entanto, portadora das informações que oferecem segurança e harmonia íntima, requer demorado estudo e bem estruturada reflexão, para ser melhor assimilada e mais facilmente vivida.

Aprofunda, por tua vez, o pensamento no estudo da revelação kardequiana, reservando algum tempo do dia, cada semana, ao estudo freqüente, a fim de impregnar-te da convicção e da renovação indispensáveis à preservação do patrimônio espiritual com o qual despertarás além da vida orgânica.

Examina o conhecimento geral à luz do Espiritismo e assimilarás melhor as conquistas dos dias modernos, despertando em definitivo para a vida melhor, curado das mazelas antigas fixadas no espírito e assim ascenderás além e acima das vicissitudes.

Outro não foi o título exigido por Jesus, senão o de Mestre, fazendo-nos discípulos permanentes ante o sublime livro da vida. Da mesma forma, a fim de poder ministrar a lição clarificadora do Espiritismo à humanidade, Kardec fez-se professor para ajudar-nos a estudar e a refletir as sagradas lições do dever e da caridade que são as metas para a nossa real liberação.

Joanna de Ângelis

Do Livro: Convites da Vida
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL

Exposição:

<Nara_Coelho> Boa noite!

Estamos mais uma vez neste canal, com muita alegria e com muita responsabilidade. Eis que o Espiritismo nos torna criatura mais felizes pela gama de informações que nos propicia, falando-nos à razão e ao sentimento, tornando-nos mais amadurecidos e donos do nosso destino. Que Jesus nos abençoe!

Na noite de hoje, vamos conversar sobre Allan Kardec.

Sempre que o assunto é esse, vem-me à mente uma música que aprendi na escola de evangelização e que resume todo o assunto da noite.

Para sorte de vocês – e por motivos óbvios – não vou cantar, mas vou passar a letra para quem não conhece. Diz assim:

Nosso Mestre Allan Kardec nasceu
Em outubro, dia 3, em Lyon
Em 1804, missionário portador de excelso dom.

Certo dia, vendo as mesas girantes
Concluiu com raciocínio e visão
Que além deste fato incomum
Ocultava-se a doutrina da razão

É ciência, filosofia, doutrina do Espírito Verdade,
Religião natural e pura
Mensagem de amor e caridade

Não conheço o autor dessa letra tão singela e tão objetiva, mas seu espírito deve ser beneficiado por esse trabalho.

Kardec nasceu Hippolyte Léon Denizard Rivail e, embora filho de uma família antiga que se distinguiu na magistratura e na advocacia, desde cedo sentiu-se inclinado para o estudo das ciências e da filosofia.

Foi educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun, na Suíça, tornando-se um dos mais eminentes alunos deste que já era, na ocasião, um célebre professor.

Na verdade, ele foi um retrato vivo do sistema de educação de Pestalozzi, influenciando a reforma do ensino na França e na Alemanha.

O jovem Hippolyte, então com 14 anos, já lecionava para os alunos que aprendiam menos do que ele, que era dotado de grande inteligência e perspicácia, dando, assim, os primeiros passos para o adulto que seria um progressista e livre-pensador.

Tornou-se um professor respeitado, autor de vários livros didáticos e avesso a religiões, pois havia nascido num lar católico mas educado num país protestante, o que lhe dera muita experiência quanto à intolerância religiosa que ele não admitia e, em silêncio, procurava um meio de unificar as crenças.

Adoro pensar em Kardec naquele meio da cultura parisiense, dedicando-se aos estudos científicos, sendo convidado pelo Sr. Fortier, que era magnetizador, para assistir a um “show” feito por mesas.

“Mesas?!”, teria indagado surpreso.

“Claro!”, teria respondido o amigo já envolvido na “febre” que tomava conta do cenário – desde os fenômenos de Hydesville em março de 1848 – , e que era feita de mesas girantes, de pancadas nas paredes sem causa ostensiva, dos movimentos dos objetos, etc. ou melhor, o prof. Rivail , não se interessou pelos fatos, pois os atribuía ao magnetismo a cujo estudo ele vinha se dedicando desde os 19 anos.

Entretanto, em fins de 1854, quando foi novamente convidado para os mesmos “shows” pelo Sr. Fortier, houve uma mudança de postura.

Eis que o Sr. Fortier lhe disse que as mesas não só giravam como também, falavam.

“Falam?!”, teria se surpreendido. “Mesas não podem falar, pois não têm cérebro para pensar, nem nervos para sentir!” E tratou de tomar conhecimento do que se passava.

O que encanta a todos que estudam a vida de Kardec e a codificação do espiritismo é perceber-lhe a extraordinária capacidade de identificar, como diz a música, as leis que existiam por trás dos fenômenos a que a sociedade assistia com olhos fúteis.

Foi capaz de elaborar questões profundas e inteligentes o suficiente para desvendar as leis divinas que regem a vida no planeta.

Não titubeou em aplicar a rigidez dos métodos científicos aos médiuns com quem trabalhava para subtrair-lhes a realidade da informação espiritual, garantida pelo que ele chamou de universalidade dos ensinos.

“Percebi naqueles fenômenos, a chave do fenômeno tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade, a solução que eu procurara em toda a minha vida”.

Dedicando-se a codificação do espiritismo o Prof. Rivail lutou também com dificuldades financeiras mas jamais atraiu para si a autoria de sua valiosa obra.

Certa vez, falando para os espíritas de Antuérpia ele disse sobre seu papel:

“Não é ele nem de inventor, nem de criador; vi, observei, estudei os fatos com cuidado e perseverança; coordenei-os e deles deduzi as conseqüências: eis a única parte que me coube.

“Em tudo isso fui um simples instrumento dos desígnios da Providência e rendo graças a Deus e aos bons Espíritos por se dignarem servir-se de mim.”

No ano de 1831, Rivail conheceu aquela que seria sua companheira e principal colaboradora: Amelie-Gabrielle Boudet, professora de letras e de artes. Casaram-se no dia 9 de fevereiro de 1832. Ela era 9 anos mais velha do que ele.

Ao lançar O Livro dos Espíritos, a primeira obra da codificação, em 18 de abril de 1857, o Prof. Rivail surpreendeu a todos, adotando o pseudônimo de Allan Kardec.

Seu bom senso indicava que ele não deveria misturar seu nome já conhecido nos meios pedagógicos da França com a nova “empreitada” a que se destinava.

“Por que Allan Kardec?

“Uma noite, seu espírito protetor Z., deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, “tê-lo conhecido em uma existência precedente, quando ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. “Ele se chamava, então, Allan Kardec e, como amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, “prometia-lhe esse espírito secunda-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado e que, facilmente, levaria a termo”.

Obras da codificação: Livro dos Espírito; Livro dos Médiuns; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno; A Gênese.

Não pode ser esquecido: O Que é o Espiritismo.

A Revista Espírita também foi uma grande obra, que deu imensa contribuição ao movimento espírita. Ela foi, na verdade, o traço de união entre os estudiosos do espiritismo.

Muito se tem a falar de Kardec. Ousaria dizer que ele foi um grande comunicador. O missionário de Jesus que abriu definitivamente as portas entre o Céu e a Terra, demonstrando a Humanidade inteira que a comunicação não cessa nem mesmo entre os ” vivos e os mortos”.

Espírito preparado para elevada missão que lhe cabia, cumpriu com galhardia e dedicação, toda a caminhada a que se propôs.

Como ensina Emmanuel, espírito que teria funcionado na equipe de espíritos Orientadores durante o período de atividades humanas de Allan Kardec, nos assuntos do espiritismo.

“Nascia Allan Kardec, aos 3 de outubro de 1804, com a sagrada missão de abrir caminho ao Espiritismo, a grande voz do Consolador prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus Cristo

Consolador da Humanidade, segundo as promessas do Cristo, o Espiritismo vinha esclarecer aos Homens, preparando-lhes os corações para o perfeito aproveitamento de tantas riquezas do Céu.” (A Caminho da Luz).

Perguntas/Respostas:

[01] <s-e-u_c-r-e-i-s-s-i-u> É verdade que o espiritismo tem maior força no Brasil?

<Nara_Coelho> 🙂 É verdade. O Brasil é o maior país espírita do mundo. Segundo as informações dos espíritos, aqui reencarnaram os franceses espíritas da época de Kardec. Pela nossa descendência do índio e do negro, facilitou o entendimento do intercâmbio entre os dois mundos: material e espiritual.

[02]<_pedro_angelo_> Pela seqüência de encarnações deste espirito (Kardec), podemos avaliar que ele era muito preparado mesmo, não é Nara? Teria sido Cornélius o centurião que viu Jesus e Jan Huss?

<Nara_Coelho> É… Alguns dizem ter sido ele reencarnações desses personagens. O interessante é nós observamos o conjunto de atitudes em cada reencarnação, que somadas, fornecem ao espírito reencarnante a evolução que nós perseguimos. Kardec era, na verdade, um espírito altamente preparado para a função a que se propôs.

<Nara_Coelho> Já que não tem mais perguntas, gostaria de acrescentar que todo aquele que se beneficia das luzes da Doutrina espírita precisa valorizar Kardec: seu trabalho, seu esforço, sua dedicação, sua capacidade de enfrentar as adversidades para nos transmitir os conhecimentos capazes de nos fazer felizes. Ao entender o espiritismo, deixamos de ser fantoches nas mãos do acaso, da sorte ou do azar para nos transformarmos em criaturas conscientes, capazes de construir o seu futuro, bem utilizando o livre-arbítrio segundo Jesus, que aprendemos a conhecer.

Oração Final:

<Nara_Coelho> Deus, nosso Pai. Jesus, nosso Mestre e amigo. Agradecemos por mais essa oportunidade de estudo e união em torno de seu evangelho. Que estejamos sempre atentos para a prática da Doutrina Espírita que, sabemos, é o cristianismo trazido de volta à nossa razão e ao nosso sentimento. Obrigada por tudo e por tanto que temos recebido.

Que assim seja!

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