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Bem-Aventurados Os Misericordiosos

Bem-Aventurados Os Misericordiosos

 

Conserta-te
sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele,
para que não suceda que ele te entregue ao Juiz, e que o Juiz te
entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. (Mateus V:
25,26)

Portanto, se
estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu
irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do
altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás
fazer a tua oferta. (Mateus V: 23, 24)

Por que vês
tu, pois, o cisco no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu
olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o
cisco, quando tens no teu uma trave? (Mateus VII: 3)

Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma
lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque.

Bem-Aventurados Os
Misericordiosos, Porque Alcançarão Misericódia – (Mateus V: 7)

Esta palestra busca salientar a importância do perdão e a
necessidade e dele em nossa vida diária.
Explique porque Jesus falou que os misericordiosos alcançarão misericórdia. Ele
dá importância à aplicação da lei de causa e efeito nos nossos atos diários, ou
seja, que tudo o que fizermos, voltará para nós mesmos. Que temos que
compreender o nosso companheiro mais problemático, causador de contrariedades,
pois também nós muitas vezes necessitamos de compreensão. Esse é o sentido do
perdão: perdoar porque todos também precisaremos ser perdoados.

Senhor, quantas vezes
poderá pecar o meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Até sete vezes?
(Mateus VI: 14, 15)

Quantas vezes temos que perdoar? Até sete vezes? Quando o
apóstolo Pedro pergunta isso a Jesus, o Mestre responde que até setenta vezes
sete. Assim, ele nos ensina que a necessidade do perdão é infinita e que não
existe uma quantidade para fazermos este ato. Só a nossa limitação e a falta de
paciência é que vão limitar a quantidade de perdão que iremos distribuir.
Podemos salientar que a quantidade não é tão importante, pois não iremos contar,
mas o mais importante é a qualidade do perdão. Não adianta perdoar sem
esquecimento do fato gerador, ou perdoar com sentimentos negativos ou desejando
o mal para a pessoa “perdoada”. O verdadeiro perdão requer o esquecimento
emocional do fato. Podemos até lembrar dos atos passados, mas como aprendizado,
sem gerar sentimentos de mágoas ou ódio.

Conserta-te sem demora com
o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele
te entregue ao Juiz, e que o Juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado
para a cadeia. (Mateus V: 25,26)

Jesus pede nesta passagem para reconciliarmo-nos sem demora
com o nosso adversário enquanto estivermos a caminho com ele. E isto a Doutrina
Espírita explica completamente. Jesus fala da reencarnação, pois temos que
aproveitar esta oportunidade na matéria sem deixarmos nenhuma mágoa e ódio para
ser resolvido em vidas futuras. Mostre a importância de nos esforçarmos para o
perdão, mesmo que não tenhamos sido os culpados no desenrolar do problema. É
literalmente engolir nosso orgulho, para aplacarmos o sentimento negativo.
Conseguindo isso dentro de nosso ser, o adversário transitório também será
afetado, e todos poderão, cedo ou tarde, receber os benefícios do esquecimento
do mal ocorrido.

Portanto, se estás fazendo
a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa
contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro
com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta. (Mateus V: 23, 24)

Conforme Jesus, o sacrifício mais agradável a Deus não é vir
ao Centro Espírita ou mesmo ir fazer caridade junto a algum necessitado. Antes
de fazermos tudo isto é necessário reconciliarmo-nos com o nosso adversário.
Pois não adianta nada aprendermos o Evangelho e a Doutrina Espírita, se estes
ensinos não são praticados no momento das dificuldades. Jesus nos fala para
sermos humildes, pacientes e misericordiosos. A oferta verdadeira do espírita,
não é aquela que podemos fazer com simples atos materiais ou exteriores, mas sim
aquela que exige uma modificação espiritual, com atos de reflexão íntima e em
favor do próximo. Lembre ao ouvinte que sempre o maior beneficiado com o perdão
somos nós mesmos.

Por que vês tu, pois, o
cisco no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu
irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o cisco, quando tens no teu uma trave?
(Mateus VII: 3)

Aqui, o Mestre nos alerta para o cisco que vemos no olho do
irmão deixando de enxergar a trave que temos no nosso olho. Simboliza os
pequenos defeitos que reparamos nos outros, esquecendo-se das grandes
imperfeições que somos portadores. Somos juizes severos para os outros, mas
complacentes para conosco mesmos. Nesta frase, Jesus condena a maledicência e o
pensamento maléfico. Alerte, porém, que o Senhor não condena o estudo e a
análise dos defeitos e das imperfeições nossas e dos outros, quando isso visa o
aprendizado. Para combatermos o mal, temos que conhecê-lo. E, portanto, discutir
seus efeitos não é errado. Mas quando formos alertar um irmão que está no erro,
temos que agir com um verdadeiro sentimento de caridade e benevolência, e não
com uma superioridade moral que muitas vezes não temos.

Conclusão

Grande parte da obra evangélica e da Doutrina Espírita diz
respeito ao relacionamento humano. Procura nos informar sobre a grande
necessidade de aprendermos a nos relacionar melhor com os companheiros de vida.
E para isto temos que questionar os nossos atos diários, aferindo se eles são
benéficos ou maléficos, e assim chegarmos a uma importante conclusão: a de
sempre utilizar uma lei de comportamento deixada por Jesus. Diz ela: Fazei ao
próximo aquilo que quereis que o próximo faça a você. Com esta prática, iremos
nos colocar sempre no lugar da pessoa que irá receber o nosso ato ou as nossas
palavras. Se gostarmos do que ouvimos ou sentimos, estaremos fazendo o bem. Se
não gostarmos, com certeza estaremos praticando o mal, e consequentemente iremos
receber a consequência disto.

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