Tamanho
do Texto

Como é organizado um texto bem redigido?

 Quando usar uma ou outra delimitação
Essa decisão depende do autor, do objetivo de seu texto e de suas intenções com
o seu leitor. Ou seja, o autor do texto deve ter sensibilidade para definir qual
é o melhor caminho a seguir.

Em algumas situações, porém,
a delimitação explícita pode ser arriscada ou um pouco pedante. Em um
vestibular, que é uma situação bastante impessoal, pode parecer pretensão
escrever o texto usando o verbo na primeira pessoa.

Em outros casos, o autor do texto pode ter segurança
suficiente para utilizar a delimitação explícita, sem parecer presunçoso. O
importante é não esquecer que o bom senso deve prevalecer sempre.

3. O desenvolvimento
As idéias, os dados e os argumentos que sustentam e
explicam as posições do autor são apresentados nessa parte do texto.

Para lembrar:

O desenvolvimento orienta a
compreensão do leitor até a conclusão.
Faz a relação entre a introdução e a conclusão.

Podemos
comparar o desenvolvimento a uma ponte. De um lado, está a introdução. Do outro,
a conclusão. Essa ponte é formada por idéias bem organizadas em uma seqüência
que permite a relação equilibrada entre os dois lados. O desenvolvimento depende
de outras partes. Isoladamente, a introdução e a conclusão podem fazer algum
sentido. O desenvolvimento não tem essa autonomia, porque ele tem a função de
relacionar trechos do texto.

. O ponto de vista do autor
É no desenvolvimento que o autor do texto revela toda a sua capacidade de
argumentar. É aí que ele defende seus pontos de vista e, de forma inteligente,
tem de dirigir a atenção do leitor para a conclusão. Nessa parte do texto, todas
as possíveis linhas de argumentação devem ser consideradas. É que a antítese, ou
o desenvolvimento, tem a função de fundamentar as conclusões.

 Organizar o desenvolvimento
Não dá para redigir um bom ensaio sem termos clareza de qual será a conclusão.
Sem essa clareza é como se fôssemos iniciar a construção de uma ponte sem saber
onde ela vai dar.

Para lembrar:

É arriscado
começar a redigir um ensaio — ou a chamada “dissertação” — sem se ter a
noção da conclusão a que se quer chegar. O risco é maior para quem está
aprendendo a redigir. Por isso é tão importante planejar o texto.

3c. Distribuindo as idéias
Se a introdução deve corresponder a aproximadamente 1/5 do texto e a conclusão
também, o desenvolvimento ocupará 3/5 dele, no mínimo. Em ensaios longos, o
desenvolvimento pode ter capítulos ou trechos destacados por subtítulos. Em
ensaios curtos, terá alguns parágrafos. Para o leitor, o ensaio deve parecer uma
redação inteligente e bem estruturada, que constrói uma argumentação sólida e
lhe permite conclusões enriquecedoras. Precisa ser saboroso e prender sua
atenção, de forma que só no final ele complete satisfatoriamente o sentido da
argumentação.

Para lembrar:

Todo texto pode (e deve!) ser
surpreendente para o leitor, com suas conclusões muito bem fundamentadas.
Para o autor, não. Não pode haver surpresas. É importante estar previsto
antes da redação. Para isso, é preciso planejá-lo, principalmente prevendo a
conclusão.

4. Evitar falhas
Muito cuidado com as falhas no desenvolvimento. Entre
elas, existem duas principais:

O desvio da argumentação — O autor toma um
argumento secundário, por exemplo, e se distancia da discussão inicial; ou
então, concentra-se em apenas um aspecto do tema e esquece a sua amplitude
(toma a parte pelo todo).
A argumentação desconexa — Acontece quando o
autor tem muitas idéias ou informações sobre o tema e não consegue
encadeá-las. Ele também pode ter dificuldade para estruturar suas idéias e
definir uma linha lógica de raciocínio.

 O plano
As falhas do desenvolvimento podem ser evitadas se antes da redação o autor
fizer um plano do que irá escrever.

Para lembrar:

O plano é um roteiro em que
organizamos as idéias e a seqüência que iremos utilizar no texto. Ele deve
ser o mais enxuto possível. Nos ensaios curtos, o plano deve prever pelo
menos as partes do texto e os parágrafos. Nos ensaios longos, é bom incluir
os subtítulos.

Retomando nossa imagem da ponte, o plano são os pilares
que sustentam essa construção, mostrando sua lógica de raciocínio e antecipando,
para quem escreve, o que depois aparecerá em uma seqüência clara e racional para
o leitor.

O Plano da
Redação
Ao planejar um texto que irá discutir o
uso de fotografias no ensino de História, o autor precisa ter clareza do
público leitor e do tamanho, ou do número de linhas, que deve ter o seu
texto.
É necessário definir a maneira como
montará a introdução — que, além de direta e objetiva, precisa
apresentar o tema ao leitor e, mais do que isso, estimulá-lo a refletir
sobre o assunto em questão. É importante pensar também no tamanho da
introdução.
Na seqüência, o roteiro define os
argumentos ou as idéias que serão debatidas no desenvolvimento do texto.
Pode ser uma idéia ou várias; o imprescindível é que ela faça a relação
entre a introdução e a conclusão.
O passo seguinte é pensar na “amarração”
das idéias desenvolvidas e que, de forma sintética, levem a uma
conclusão de seus pontos de vista.

 A conclusão
Parte mais importante do texto, é o seu ponto de chegada.
Os dados utilizados, as idéias e os argumentos convergem para este ponto em que
a discussão ou a exposição se fecha. A conclusão tem o valor da síntese no
pensamento dialético. E, na sua estrutura normal, não deve deixar abertura para
continuidade da discussão. Em uma comparação, a conclusão é equivalente à
resposta em um problema de Matemática.

5a. Concluir sem repetir
Um texto bem concluído é aquele que evita repetir argumentos já utilizados.

A repetição de argumentos e o
uso de fórmulas feitas empobrecem qualquer redação. Fuja de expressões como:
“Portanto, como já dissemos antes (…)” ou “Então, como já vimos (…)”.

Além disso, o caráter de fecho da conclusão deve ficar
evidente na clareza e força dos argumentos do autor. Portanto, é desnecessário e
pouco elegante escrever “Concluindo (…)” ou “Em conclusão (…)”.

 O tamanho ideal
Proporcionalmente, o tamanho da conclusão é equivalente ao da introdução, ou
seja, 1/5. Essa é uma característica e uma qualidade de quase todos os textos
bem redigidos. Nas conclusões que ultrapassam essa proporção; ou seja, naquelas
que ficam muito longas, é possível que haja um dos seguintes erros:

O desenvolvimento não é suficientemente
explorado e invade a conclusão.
O desenvolvimento não é suficiente para
fundamentar a conclusão e há necessidade de mais explicações.
O autor está “enrolando”, “enchendo
lingüiça”, “floreando”.
O autor usa frases vazias, perfeitamente
dispensáveis.
O autor não tem clareza de qual é a melhor
conclusão e se perde na argumentação final.
Na falta de argumentos conclusivos de fato,
o autor fica girando em torno de idéias paralelas ou redundantes.

. Quando a conclusão não conclui
A conclusão, é claro, deve concluir o texto. Por isso, não pode ser uma abertura
para novas discussões. Existem exceções. Acompanhe em seguida algumas delas:

O autor apresenta idéias polêmicas e deixa a
conclusão em aberto para não influenciar o posicionamento do leitor.
O autor não fecha a discussão
propositalmente, estimulando o leitor a ler uma possível continuidade do
texto, como um outro capítulo.
O autor não deseja mesmo concluir, mas
apenas apresentar dados e informações sobre o tema que está desenvolvendo.
O autor quer que o próprio leitor tire suas
conclusões e enumera perguntas no final.

Glossário

Chavão: fórmula muito
repetida de escrever ou falar; lugar-comum.

Intrincado: obscuro,
confuso, emaranhado, complicado.

Tema: é uma formulação que
circunscreve e delimita um conteúdo. É o assunto de que se fala ou de que se vai
falar.

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