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O Companheiro Oculto

O Companheiro Oculto

“O Livro dos Espíritos” – Questões 963 e 964

Estudo Espírita
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositor: Nara Coelho
Juiz de Fora
06/11/1999

Dirigente do Estudo:

Mauro Bueno (nick: MBueno)

Oração Inicial:

<MBueno> Deus Pai, Senhor de nossos corações, dá-nos inteligência para absorver os ensinamentos da noite. Dá a nossa palestrante a clareza de raciocínio para se fazer entender por todos nós. Dá a nós todos a oportunidade de praticarmos o que hoje aprendemos. Dá-nos a chance de multiplicar o benefício que aqui recebemos em todas as direções. Ensina-nos a amarmos uns aos outros e trazer sempre uma palavra amiga nos lábios. Abençoe a todos nós e ao trabalho que iniciamos. Assim Seja!

Exposição:

<Nara_Coelho> Obrigada aos queridos amigos, obrigada aos trabalhadores do bem que dirigem esse trabalho pela oportunidade de nos reunirmos mais uma vez para o estudo da Doutrina Espírita, lenitivo para nossas almas e estímulo para a caminhada. Que eles nos envolvam e amparem para que a mensagem da noite atenda-lhes as expectativas.

Hoje abordaremos as questões 963 e 964 de “O Livro dos Espíritos” que trata da intervenção de Deus nas penas e recompensas do homem, motivo de preocupação de tantos, o que não passou despercebido a Kardec.

“Sou um ínfimo grão de areia perdido nesse mundo … Deus nem sabe que eu existo!” Lamentam uns, enquanto outros alertam, sustentados pelas religiões dogmáticas: “Cuidado! Deus está vendo tudo o que você faz e vai castigá-lo!” Certamente, desde há muito, o homem tem-se visto sob esses paradoxos, questionando-se sobre sua pequenez em confronto com o poder de Deus que, entretanto, tem tempo para tomar conta de suas menores atitudes, o que serve de alimento para o materialismo. O Espiritismo nos livrou dessa angústia, quando desmanchou o conceito antropomórfico de Deus, herdado da nossa infância espiritual e, com a simplicidade típica de seus preceitos, demonstrou-nos que Deus não é aquele velho barbado, com uma lente enorme a nos fiscalizar eternamente. Falando-nos à razão, impulsionou-nos à maturidade ao nos dizer que Deus criou leis que sempre nos darão oportunidade da evolução integral, a qual somos destinados. Eis o ponto principal: Deus criou leis sob as quais nos encontramos subordinados, cabendo-nos conhecê-las e respeitá-las para que, assim, harmonizados aos seus mecanismos, saibamos o que fazer para encontrar o destino de felicidade a que nos candidatamos. Toda nossa trajetória evolutiva tem sido marcada pela nossa falta de entendimento sobre essa finalidade da vida. Por isso, ao longo das reencarnações, vimos “negociando” com Deus, tentando de mil formas agradá-lo para alcançar a “Graça Divina”, enganando-nos e perdendo tanto tempo. Agora sabemos: somos artífices do nosso futuro. Construímos com nossas ações o nosso destino, através do uso do livre-arbítrio. Mas Deus é amor, já nos antecipara o apóstolo João, por isso enviou-nos Jesus, um dos seus filhos já evoluídos, conhecedor de todas as suas leis, para nos ensiná-las; para nos dar um código de comportamento, afim de que não nos perdêssemos na estrada evolutiva. E Jesus fez exatamente isso: foi nosso Mestre, ensinando-nos e exemplificando-nos as leis divinas. Assim o seu trabalho não foi o de criar uma nova religião que fosse capaz de nos separar, de alimentar-nos o sectarismos, as diferenças que nos conduziram, e continuam nos conduzindo a tantos sofrimentos. Seu trabalho foi de nos instruir, de nos educar dentro do conhecimento superior. Jesus veio nos ensinar a ciência do bem viver pelo conhecimento das leis divinas. Por isso disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém irá ao Pai senão por mim”. Eis que, independente de opção religiosa, todos os que agirem como ele aconselhou, encontrará Deus.

Assim podemos entender como Deus se ocupa de cada um de nós. Por menores e mais insignificantes que classifiquemos qualquer de suas obras, o Pai, amoroso e justo, delas se ocupa ATRAVÉS DE SUAS LEIS. Jesus falou muito claro a esse respeito quando nos ensinou que nem uma só folha cai da árvore sem que o Pai saiba. É claro que Deus não toma conta de cada folhinha que cai em todas as árvores desse imensurável Universo. Deus criou leis que regem o nascimento, crescimento, envelhecimento e morte das folhinhas em questão. Quando elas envelhecem o seu caule endurece ficando vulnerável a ação do vento que, assim, conseguem derrubá-las das suas árvores. Portanto, Deus sempre SABE quando elas cairão das árvores encerrando o seu ciclo particular de evolução.

Dessa maneira também nós, os homens, vemo-nos sob a égide das leis divinas, estando as nossa penas e recompensas futuras diretamente ligadas aos nossos atos, através da lei de causa e efeito que não é apenas uma lei da física mas que dirige também nosso destino de transcendência. E, se o desconhecimento das leis divinas nos serve de atenuantes, não nos libera das dores que acarreta. Tal como ocorre na vida material: se uma criança cai de uma altura ela vai se machucar. Seus pais não podem alegar que a criança desconhecia a lei da gravidade! Eis que essa existe para todos. Cumpre-nos aos adultos ensiná-la o mais cedo possível as crianças, evitando-lhes as dores conseqüentes das quedas. Ao ensinar-nos as leis divinas Jesus tentou evita-nos as dores das quedas morais, o que não quisemos aceitar. Foi preciso que o Espiritismo trouxesse de volta os ensinos do Mestre, concretizando-lhe a promessa do Consolador, para que pudéssemos retomar com segurança a direção dos nossos destinos. E, assim, através da bondade e da justiça divinas temos a chance de aprender os mecanismos das leis que um dia infringimos e que nos causaram as dores que ora choramos e, através das reencarnações, nos harmonizarmos a essas leis, corrigindo o nosso percurso, aproximando-nos cada vez mais do Pai e das alegrias que nele existem até, quem sabe, sentirmo-nos como um dia o Mestre se sentiu ao dizer “Eu e o Pai somos um”. Vamos conversar? Estou pronta para responder às perguntas. (t)

Perguntas/Respostas:

[01] <Naema> Como podemos sentir a intervenção divina em nossas penas? (t)

<Nara_Coelho> Como falei antes, a intervenção divina se faz por meio das leis imutáveis de Deus. Se agirmos em consonância com elas, o resultado será em forma de experiências felizes. As penas são, portanto, resultado da nossa afronta a alguma dessas leis Deus, que é bondade e justiça, não interfere em nosso livre-arbítrio. Nem para nos fazer feliz, nem para nos fazer sofrer. Nós é que, com os nossos atos, construímos nossas penas ou nossas alegrias. (t)

[02] <Marco_A> Qual a diferença entre amigo espiritual e espírito guia?

<Nara_Coelho> O espírito guia é aquele que se responsabiliza por nos ajudar na reencarnação. Fica conosco, acompanha-nos, auxilia-nos nos momentos de dificuldade. Está sempre presente para nos auxiliar. O amigo espiritual ajuda-nos sem tanto vínculo. Ele é um amigo comum a nós e a muitos outros. É um espírito trabalhador do bem. (t)

Oração Final:

<Claralice> Pai de Amor, nós vos agradecemos a oportunidade de estarmos reunidos neste instrumento virtual, mesmo à revelia das dificuldades mecânicas que ele nos oferece para nos colocarmos em disponibilidade para o estudo. Vos agradecemos a colaboração sempre imensa do mundo maior com seus recursos de amor a nos envolver. Agradecemos ao Mestre Jesus que nos envolve em paz. Agradecemos as orientações espirituais de nosso querido Cairbar Schutel, agradecemos as equipes de irmãos desencarnados que auxiliam nas atividades do Canal Espiritismo e deste Canal de Estudos, e também à equipe de encarnados que aqui está, bem como ao irmão que coordenada estas atividades, que possamos todos os sábados, aqui estarmos para nos iluminarmos na luz que um dia haveremos de espargir junto de nossos irmãos em humanidade. Obrigada, Senhor. Que Jesus possa nos sustentar em sua paz! Hoje e sempre. (t)

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