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Felicidade e Infelicidade Relativa e Perda dos Entes Queridos

Felicidade e Infelicidade Relativa e Perda dos Entes Queridos

“O Livro dos Espíritos” Questões 926 a 936

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Vera Oliveira
Rio de Janeiro – RJ
11/01/2003

Dirigente do Estudo:

Deise Bianchini

Oração Inicial:

<Dejavu> Senhor, abençoa essa reunião
que hora se inicia
permitindo que os bons espíritos
estejam aqui presentes
e inspirem a expositora desta noite
a nos trazer a palavra clara
que consola
e que ensina
possamos ter a reunião bastante harmoniosa e produtiva
Assim seja”

Mensagem Introdutória:

NO GRANDE ADEUS

Cerraste os olhos dos entes amados, orvalhando-lhes o rosto inerte com as lágrimas que te corriam da ternura despedaçada, e inquiriste, sem palavras, para onde se dirigiam no grande silêncio. Disseste adeus, procurando debalde aquecer-lhes as mãos frias, desfalecentes nas tuas, e colaste neles o ouvido atento, no peito hirto, indagando do coração prostrado a razão por que parou de bater. Entretanto, o vaso impassível nada pode informar, quanto à destinação do perfume. Ergue as antenas da prece, no santuário da tua alma, e perceberás o verbo inarticulado dos que partiram… Saberás, então, que te comungam a dor, estendendo-te as mãos ansiosas. Arrojados à vida nova, querem dizer-te que ressurgiram. Extasiados, perante o sol que a imortalidade lhes apresenta, suspiram por transfundir a saudade e o amor, no cálice da esperança, para que não desfaleças. Libertos do cárcere em que ainda te encontras, rogam-te paz e conformação, para que possam, enfim, demandar a renascente manhã que lhes acena dos cimos… Não lhes craves nos ombros a cruz da aflição, nem lhes turves a mente, no nevoeiro de pranto que te verte da angústia. Honra-lhes a memória, abraçando os deveres que te legaram, e ajuda-os para que avancem com a tua bênção, de modo a te prepararem lugar, na pátria comum, em que todos nos reuniremos um dia. São agora companheiros que te pedem fidelidade e consolo para que te confortem, à maneira da árvore que solicita a rega da fonte a fim de preservá-la contra a secura. Ante o fel da separação, trabalha com paciência e confia neles!… E quando a agonia da suposta distância te constrinja os refolhos do espírito, deixa que eles próprios te falem ao pensamento, sob a luz da oração. Emmanuel
Do Livro: Justiça Divina
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB

Exposição:

<VeraOliveira> Boa noite a todos os presentes, que Jesus possa inspirar as nossas mentes e os nossos corações em torno do tema de hoje. A questão 926 de o Livro dos Espíritos pergunta a Kardec criando novas necessidades a civilização não constitui uma fonte de novas aflições? E nós vamos recordar o comentário do Próprio Kardec na questão 707 quando ele esclarece essa questão dizendo: Se é certo que a civilização multiplica as necessidades, também o é que multiplica as fontes de trabalho e os meios de viver. Diante desse comentário nós vamos refletir um pouco nos nossos desejos analisando-os, identificando-os e, evidentemente, selecionando-os para que possamos, através dessa reflexão, trabalharmos esses desejos direcionados melhor e conseqüentemente adequá-los as nossas reais necessidades. Na questão 621, nos dizem os espíritos que, as Leis de Deus estão escritas na nossa consciência. Isto nos coloca a responsabilidade de estarmos sempre preocupados em estudar a nós mesmos para que possamos estarmos sempre no processo de auto transformação. Os princípios da Doutrina Espírita, no que diz respeito à felicidade e infelicidade relativa, desdobra em nossas mentes questionamentos internos necessários a uma contínua avaliação. Será que estamos, realmente, convictos de que Deus é soberanamente justo e bom, e que somos espíritos imortais? Reencarnados num corpo de carne?

Isto requer de nós uma acurada meditação para que possamos verdadeiramente, a cada momento de nossas vidas, incorporarmos os princípios doutrinários A questão 928, nos advertem os espíritos, que Deus traçou em todos nós mecanismos inerentes que nortearão sempre a nossa caminhada. Recordamos que os próprios espíritos nos dizem ser possível trilharmos sempre o caminho da ignorância não do mau, por isso é que se estivermos atentos a essas leis inscritas em nossa consciência nossa caminhada, com certeza, será mais tranqüila por seguir a ordem natural da Lei. Colocamos ainda uma observação, e pedimos aos queridos companheiros, mais adiante, estudar um pouco mais nos ensinos que os espíritos nos trazem na questão das nossas faculdades como espíritos imortais. Para que possamos assim, sairmos um pouco mais da mediocridade e sabermos que temos faculdades belíssimas a desdobrar. Para que com elas possamos fazer um dia-a-dia tranquilo Nos dizem os espíritos que a razão é princípio organizador dos conhecimentos intelectuais. E que esta nos preserva dos excessos.

Vemos aí que se observarmos o objetivo desta faculdade saberemos, em qualquer circunstância, e com qualquer pessoa, e no nosso relacionamento com as coisas termos a medida do necessário, já que só o necessário nos é útil

Nos dizem ainda os espíritos da necessidade que temos em desenvolver o discernimento. Segundo eles, razão , conquistas intelectuais, discernimento e consciência interagem nos mecanismos mentais para nos dar uma qualidade de vida melhor Ou seja, vivermos como espíritos imortais, desenvolvendo tudo que precisamos desenvolver nesta etapa de humanização. Na questão 933, os espíritos tratam, claramente, do nosso campo emocional, nos mostrando o quanto precisamos administrá-las, organizá-las, e sublimá-las, para transformá-las em sentimentos. Nos falam da inveja e do ciúme como sendo emoções que atormentarão a nossa alma, bloqueando a nossa paz interior, e trazendo, até mesmo, doenças em nosso corpo físico. Os próprios estudiosos, sem vínculo nenhum com a religião, ou sentimento de religiosidade, nos mostram o quanto isso é real Isto não seria pois um motivo para trabalhamos as nossas emoções e transformá-las? Nós necessitamos cuidar um pouco mais de nós mesmos, no sentido de sermos mais felizes, sem deixarmos que nada possa nos atingir. Nos diz Joana de Angelis, analisando o capítulo das emoções, que só nos atingirá aquilo que nós permitirmos. E Jesus, já há dois mil anos, nos alertou: “O reino dos céus está dentro de vós” Um reino dos céus que é possível desdobrá-lo, transformando as nossas emoções mais grosseiras em emoções de alegria, de indulgência, de piedade, de resignação. Enfim, o Evangelho Segundo o Espiritismo está rico de todas essas emoções que devemos cultivar. Quanto à questão 934, que trata da perda dos entes queridos, recordemos que, se somos espíritos imortais, muitas vezes já morremos e já vimos entes queridos morrer. A princípio isso até parece frio.

No entanto, a psicologia nos mostra os traumas, os arquétipos, vários conteúdos armazenados em nosso inconsciente, que precisamos trabalhar e, não necessariamente,teremos que fazer terapia para trabalhar esses conteúdos. Em todas as circunstâncias da nossa vida esses conteúdos inconscientes estão sendo jogados para o nosso consciente. E , assim, se estivermos atentos saberemos transformá-los e trabalhá-los Existem duas formas de trabalho útil:

1º O trabalho na Casa Espírita
2º O trabalho interior

São trabalhos que, embora pareçam semelhantes, são distintos. Exemplificando recordamos um companheiro que desencarnou aos 60 anos e, desde os 25 trabalhava muito em orfanatos, asilos, creches, fazia palestras, ministrava cursos e assim foi até o seu desencarne. Ele foi acidentado, entrou em coma, e o mentor, da Casa Espírita em que trabalhava, disse que ele havia reencarnado e que no seu projeto reencarnatório estaria uma vida vegetativa Mas que pelo trabalho que havia feito poderia optar se ficaria ou não preso no corpo comatoso. Ele optou pelo desencarne, porque lhe foi facultada essa opção, conquistada pelo trabalho desenvolvido. Meses depois, quando ele já estava no plano espiritual, soubemos pelo mesmo espírito que ele estava em profunda depressão. O mentor esclareceu que, ele pode optar em desencarnar, mas ele não fez o trabalho de auto-transformação. Ele não conseguiu unir as duas formas de trabalho: o trabalho na Casa espírita e o Trabalho interior. É por isso, meus queridos, que necessitamos dinamizar as nossas emoções que nos infelicitam, mesmo que seja pela perda de um ente querido. Porque quando entramos em depressão pela perda de um ente querido, esse ente querido também sofre, e muitas vezes nós o prendemos por essas emoções. Que possamos todos nós desdobrar essas reflexões dentro das necessidades de cada um e rogarmos a Deus coragem para lutar contra tudo àquilo que nos faz infelizes. Nó haveremos de conseguir, porque fomos criados para consegui-lo. Muita Paz.

Perguntas/Respostas:

1.<JAS> Boa noite a todos, como podemos ajudar uma pessoa que o filho desencarnou mas ela não acredita em Deus?

<VeraOliveira> Boa noite Jas.
Essa pessoa, não acredita em Deus, mas acredita que o filho sobreviveu?

<JAS> ela acha que deveria ser assim

<VeraOliveira> Se ela acha que deveria ser assim, ela mesma está segura do que pensa e do que sente.

<JAS> mas a dificuldade de entender não lhe deixa parar de sofrer

<VeraOliveira> Através de leituras, de conversas, até onde ela permitir, sugerir a freqüência a uma Casa Espírita, onde poderá aprender, receber passes, mas o ideal é começar pelas conversas esclarecedoras.
Dependendo do desenvolvimento das conversas presenteá-la com um livro espírita que fale do assunto. Orientá-la à prática do Estudo do Evangelho no Lar

2.<Stone_> Você acredita que essa fase em que vivemos hoje, com pessoas acumulando cada vez mais bens materiais… e, junto com esses bens, mais depressão, pânico, etc. Esses problemas, que geram mais insatisfação, é o prenúncio de um mundo melhor, onde o homem não quer mais sofrer, mesmo abrindo mão de uma vida mais confortável e luxuosa? O homem parece não quer mais o mal sofrer… Você concorda?

<VeraOliveira> Com certeza. Não tenhamos dúvidas disso. E os próprios espíritos nos afirmam que é necessário que o mau chegue ao excesso, para que o homem sinta a necessidade do bem. É ainda a vida psicológica do homem. Que ele precisa aprender a desdobrá-la. Joana de Angelis, no livro Ser consciente, coloca essa afirmativa

3.<Guest25148> Como devemos proceder para não perturbar os queridos que já partiram com a nossa saudade e os nossos pensamentos?

<VeraOliveira> Sempre que sentirmos saudades oremos a Jesus, para que ampare aquele nosso ente querido. E assim, com a alma em prece, receberemos do plano espiritual os bálsamos necessários que acalmarão esta saudade e aí, sim, nossos entes queridos receberão a nossa saudade sim, mas transmutada em alentos que suavizarão também a saudade deles. Lembrando-os, ainda, através das coisas boas que fizeram, do bem que nos proporcionaram, ou ainda desenvolvendo tarefas no bem, que eles faziam quando aqui estavam.

4. <JAS> obrigado pela resposta da primeira pergunta!!! na questão 935 onde fala de podermos entrar em contato com os ente queridos…por evocação onde seria uma consolação para nós, não estaria ai a chave de todos os sofrimentos?

<VeraOliveira> Depende de que forma você encara, e do momento que você entra em contato com o ente querido. Uma comunicação com os nossos entes queridos através de um Centro Espírita sério não permitirá q isso aconteça pq os diretores espirituais da Casa tomarão os devidos cuidados para que tal não aconteça. Além do mais precisamos ver onde e como estamos fazendo essa evocação.

Oração Final:

<Safiri> Queridos amigos
Com nossos corações cheio de amor e
Nossos pensamentos elevados ao alto
Agradeçamos a Deus, nosso amado Pai,
Por mais uma noite de estudos.
Que Ele nos permita
Refletir sobre o que nos foi apresentado hoje. Permita-nos Pai, treinar nossos sentimentos sempre De forma a modificá-los dentro do contexto Trazido por nosso guia e modelo , Jesus. E é através da doutrina espírita
Que iremos pouco a pouco
Compreendendo de maneira lógica, a necessidade de mudança vibracional Através do estudo direcionado, o qual trabalha nossa Reforma Íntima. Agradeçamos então a oportunidade de estudo dessa noite. E que possamos nos encontrar novamente na próxima semana. Obrigada e que Assim seja .

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