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A indulgência – Parte II

A indulgência – Parte II

“O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo X, item 17”

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Nádia Rodrigues
Rio de Janeiro
10/07/2002

Dirigente do Estudo:

Jailton Pinheiro

Mensagem Introdutória:

NA LUZ DA INDULGÊNCIA

“E se ao que quiser pleitear contigo, tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa.”Jesus Mateus.

Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará da indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.” – Cap. X, 17.

Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para fazê-lo com segurança.

Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados à evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixão uns dos outros, mas nem sempre sabemos por nós mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos.

Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber…

A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade. Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades, situando-a no rumo das experiências de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhes reproves os sonhos. Usa a indulgência e ampara-lhe a meninice.

O companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero. Claro que anelas para ele o retorno à tranqüilidade, no entanto, não te entregues às críticas que lhe agravariam a irritação. Usa a indulgência e oferece-lhe apoio.

O próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo, tolerando-lhes as faltas e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras.

Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio, a fim de aperfeiçoar-se.

Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior.

Emmanuel

Do Livro: Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Editora: CEC

Oração Inicial:

<Wania> Jesus amigo, companheiro nosso de todas as horas, mais uma vez, aqui estamos reunidos em Teu nome, rogando ao Teu coração que nos ampare nesta noite. Intua a nossa companheira Nadia, que desenvolverá o estudo da noite. Que Teus mensageiros nos envolvam em vibrações de paz, para que possamos aproveitar a mensagem que nos será passada. Que possamos sair mais enriquecidos e certos de Tua presença em nossas vidas. Que seja em Teu nome, em nome da espiritualidade amiga, mas sobretudo em nome de Deus, que possamos iniciar o estudo de hoje.

Que assim seja!

Exposição:

<Nadia_Rodrigues> Queridos companheiros, que na noite de hoje Jesus continue nos iluminando e nos amparando.

Falarmos de indulgência, primeiramente, é sermos tolerantes, praticando constantemente a lei do perdão.

E quando falamos de perdão, em primeiro lugar, pensamos sempre nos outros a nos perdoar, mas esquecendo que o trabalho com Jesus começa de dentro para fora. Por isso, é que quando falamos de perdão, devemos lembrar da nossa modificação íntima e começar a executar essa modificação para que se torne tão visível, a ponto de ser exemplo para aqueles que à nossa volta se encontram.

Jesus nos convoca a sermos indulgentes com a falta dos outros procurando julgar com severidade unicamente as nossa ações. Lembramos da passagem de Jesus diante de um animal que todos julgavam malcheiroso, ruim, com aspecto praticamente debilitado e Jesus, com a sua mansuetude, disse:

– Que belos dentes esse animal possui!

Queridos companheiros, lembremos sempre de procurar ver nos outros aquilo que gostaríamos que os outros encontrassem em nós. Lembremos de que todos nós nos encontramos num mundo onde a imperfeição é íntegra e não estamos juntos à toa, temos que procurar aprender a tolerar e se isto for difícil, exercitemos constantemente esta prática.

Quando falamos disto, lembramos da prática do mal que nos rodeia e só podemos sair do mal, diante do constante exercício do bem. Começamos a perdoar pelo imenso amor que temos pelo Cristo, para que depois possamos aprender a descobrir o perdão dentro de nós.

O perdão não é algo em que falamos de boca para fora, ou seja, eu  perdôo mas não quero vê-lo no meu caminho. O perdão é algo que vem pelo esforço íntimo daquilo que temos mais difícil no nosso ser.

Comecemos a analisar as nossas deficiências e vamos começando a trabalhar essas deficiências para que possamos ajudar ou compreender o nosso próximo diante de tanta dificuldade.

Queremos julgar, na maioria das vezes, as dificuldades do nosso semelhante; criticar no intuito de inferiorizar o nosso próximo, e às vezes, a dificuldade dele é a nossa grande abertura para a evolução. Mas, devido a estarmos embuídos no propósito de querer só o melhor para nós, esquecemos de estender as nossas mãos para que ele também possa caminhar.

A oração de São Francisco de Assis nos diz, que é perdoando que seremos perdoados, e quando ele nos coloca essa frase, ele nos fala da importância de caminharmos, mas sempre ajudando o nosso semelhante.

Que possamos refletir diante deste capítulo do Evangelho – BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS, não esquecendo de compreender a misericórdia infinita do nosso Pai, dizendo perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

O que nós queremos pedir ao Senhor quando imploramos que Ele nos perdoe diante das nossas dificuldades? Será que Ele só deverá esquecer as nossas ofensas? Pedimos também que Ele não nos puna?

E sabendo dessa misericórdia infinita, porque merecimento não temos quase nenhum, Ele também nos convida a perdoar 70 vezes 7.

Logo, queridos companheiros, que nessa reflexão contínua e na busca da nossa melhoria, procuremos olhar o nosso próximo com as suas deficiência. Mas antes que o julgamento nos chegue, que possamos rogar a Jesus e dizer: Em que podemos ser útil para esse irmão?

É difícil diante de uma mágoa profunda, diante de um acontecimento grande, pedir ainda a Jesus por aqueles que nos ferem. Não nos cobremos o perdão exterior ,da boca para fora. Comecemos o exercício diário para compensar todo esse tempo perdido, peçamos aos companheiros espirituais que nos apoiem na nova etapa, que será a nossa busca de melhoria.

Vamos visualizar Jesus através de Seu exemplo, lembremos dos Seus ensinamentos. Desta forma, todas as vezes que a mágoa penetrar no nosso pensamento, comecemos a buscar as lembranças boas e se não conseguirmos, que pelo menos, possamos elevar o nosso pensamento a Deus, pedindo força para que não estimulemos no nosso interior, o sentimento da mágoa, do rancor e até do ódio.

Hoje temos certeza que os nossos pensamentos já partem direcionados para essa reflexão e que temos condições, já que aqui estamos, pelo menos escutando os ensinamentos do Cristo. Já temos condição de começar a elevar as nossas vibrações para um campo contrário ao da maldade.

Jesus coloca para todos nós: “Quando perdoardes aos vossos irmãos não vos contenteis em cobrir os seus erros com o véu do esquecimento, porquanto freqüentemente esse véu é muito transparente aos vossos olhos juntamente com o perdão. Oferecei-lhes o amor. Fazei a eles o mesmo que pedis a vosso Pai celeste para fazer por vós.”

Porque o amor, queridos companheiros, todos nós já possuímos, o que nos falta é trabalharmos constantemente essa semente que já temos dentro de nós.

Por que devemos substituir a cólera que desonra as criaturas pelo amor que as purifica? Porque todos nós temos as más tendências para vencer, defeitos para corrigir, hábitos para modificar. Todos nós temos um fardo, mais ou menos pesado, do qual devemos nos livrar para conseguir alcançar o alto da montanha do progresso.

Os Espíritos nos perguntam:

Por que somos tão cegos conosco mesmos? Por que não vemos, depois de um longo dia de caminhada, o que podemos consertar em nós, e o que temos de condição a reformular diante das atitudes contrárias do nosso dia-a-dia sobre os ensinamentos do Cristo?

Certa vez havia um homem que com sua humildade tão grande, se assim podemos dizer, peregrinava pelo meio da rua, tentando ser útil a alguém. Na sua frente, havia um outro senhor que carregava pesos, sem condições físicas para que pudesse seguir a sua caminhada.

O senhor, com toda a dificuldade que tinha, perguntou: –  – Eu posso ser útil? Deseja alguma coisa?

E o irmão, com sua bagagem tão grande, mas com a condição do orgulho ainda predominando, disse:

– Obrigado! No momento não preciso de ajuda!

E aquele pobre senhor, que fez a sua parte em perguntar ao outro em que podia ser útil, apenas disse:

– Que Jesus te fortaleça e lhe dê uma boa caminhada!

Podemos ver, que na maioria das vezes, até para ajudarmos temos dificuldades, mas não devemos desistir. Jesus nos ensina que devemos perseverar diante de qualquer situação e acreditar que, por mais difícil que seja o nosso caminhar, não estaremos sozinhos.

Vamos começar a persistir, a se entregar, a ajudar, para que este exercício amanhã, reflita a tal ponto em que não mais teremos, à nossa volta, condições de observar os defeitos alheios e sim ver o que o próximo tem de bom para que possamos enxergar.

Que Jesus abençoe a todos e continue nos fortalecendo, hoje e sempre, mas lembrando que antes de pedirmos a Jesus que perdoe as nossas ofensas, que possamos dar o primeiro passo para a nossa modificação e conquistar o caminho do perdão.

Paz para todos.

Perguntas/Respostas:

[01]<Lucia36> É importante saber “como” ajudar ou apenas a boa intenção basta?

<Nadia_Rodrigues> A boa intenção é o começo mas, para ajudar, precisamos conhecer todo o mecanismo que envolve a situação.

[02]<Lucia36> O que fazer para saber a melhor maneira? Como reconhecer que uma ajuda será realmente uma ajuda?

<Nadia_Rodrigues> Quando o pão for urgente, em primeiro lugar, façamos uma prece para que possamos ser envolvidos pelos bons espíritos e termos a intuição de realizarmos a ajuda. Para reconhecermos se a  ajuda é realmente necessária, após a prece, perceberemos as vibrações nos direcionando para tal. Às vezes, ficamos ansiosos para ajudarmos mas não podemos esquecer que o tempo do outro não é o mesmo do que o nosso.

Oração Final:

<Wania> Jesus, Te agradecemos a oportunidade do estudo, a oportunidade da tarefa, a oportunidade de reflexão sobre os conceitos trazidos pelos espíritos amigos. Que possamos valorizar e compreender tudo o que recebemos visando a nossa evolução, pois certamente necessitamos ampliar nossos conhecimentos sobre a vida do espírito,  sobre as Tuas lições, sobre os Teus exemplos. Abençoa a todos nós e que possamos nos despedir em Paz.

Que assim seja!

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