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Justiça da Reencarnação

Justiça da Reencarnação

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestrante: Pedro Vieira
Rio de Janeiro
08/02/2002

Organizadores da Palestra:

Moderador: “_Alves_” (nick: [Moderador])

“Médium digitador”: “Pedro Vieira” (nick: Pedro_Vieira)

Oração Inicial:

<Adrianabcm> Pai de Amor e Infinita Bondade, nós te agradecemos por nos proporcionar o necessário ao nosso crescimento, por nos apresentar aos que precisamos resgatar laços de amor, por nos compreender o trajeto individual e permitir que sejamos artífices de nossos próprios destinos. Por nos dar o apoio, nos que cruzam nossos caminhos como mensageiros de Tua Vontade Maior. Pelo que conquistamos ontem, hoje e conquistaremos certamente amanhã, pois nada mais certo em nossa jornada do que chegarmos ao destino, todos nós, sem exceção. Abençoa-nos, Pai, para que esta estrada seja iluminada pela luz que já se faz bilhar dentro de cada um de nós permita que nosso companheiro Pedro seja inspirado pelos amigos da espiritualidade maior e que suas palavras tragam a estampa de um servo Teu. Assim seja! (t)

Apresentação do Palestrante:

<Pedro_Vieira> Primeiramente me apresentando: sou Pedro Vieira, trabalhador do Centro Espírita Cristófilos, em Botafogo, no Rio de Janeiro, e do Centro Espírita Léon Denis, em Bento Ribeiro, pelo IRC-Espiritismo. (t)

Considerações Iniciais:

<Pedro_Vieira> A estrutura de poder social sempre veio acompanhada do sentido do CONTROLE sobre os outros componentes da sociedade. Esse controle dava-se inicialmente no âmbito físico, quando o espírito humano encontrava-se ainda impregnado por grosseiras impressões animalescas e instintivas, muito simples e bastante ignorante, no início do despertar de sua consciência. Quando se descobriu ser sentimental, criaram-se sistemas patriarcais e matriarcais, baseados no sentido da pungência física e da maternidade, respectivamente.

O culto aos deuses (religione) traz, historicamente, também esses traços graduais da compreensão que foi tendo o homem de si mesmo. Enquanto ser racional, o conceito de controle passou, à medida do progresso, à busca do controle dos sistemas e do pensamento coletivo, ainda mesclado com a violência e a intolerância. Os sistemas criados eram, portanto, muito mais um reflexo da NECESSIDADE DE DOMINAÇÃO do que propriamente, muitas vezes, de uma real CRENÇA SINCERA naquilo em que se pregava. O princípio do controle mental e sistêmico é: não se pode criar sistemas sobre o que não se pode abraçar.

Nesse ponto vemos a noção da reencarnação, multimilenar na história do homem, em franco CHOQUE com os interesses de poder que se estabeleceram na Terra, em nome do Cristo. Seria impossível conciliar a lei da reencarnação com a existência de hierarquias sacerdotais divinizadas, de controle sobre os castigos e penas futuras, de estrutura de poder secular ligada ao poder religioso, em suma, a aparentemente simples idéia da reencarnação por si só derrubaria, por simples lógica, a posição de arrogância em que se colocou o próprio homem em relação às Verdades Divinas.

Haveria, portanto, de ser extirpada. O povo hebreu possuía ainda parca noção da vida espiritual. Não concebia a existência do Espírito sem o corpo. As revelações e as idéias inatas em relação à Reencarnação eram então interpretadas inequivocamente como um “retorno à vida”, mas, segundo seu entendimento, não haveria vida sem corpo, logicamente tornando-se um “retorno ao corpo”. Nasceu aí a noção da ressurreição da carne, como uma ratificação da reencarnação, como dizem os Espíritos, se considerada em sua época. Mas o pensamento hierárquico tornou esse sistema muito interessante e o cristalizou como maneira de exercer o controle sobre as outras criaturas humanas e procurar controlá-las, pelos processos já descritos.

Por isso que, ao início do século XXI, em meio a toda maturidade científica em que o mundo se encontra, em meio às diversas filosofias reencarnacionistas, permanece como que resistindo às evidências teorias não-reencarnacionistas. Mas ninguém pode calar as vozes dos Espíritos. A Reencarnação é uma noção natural, não é uma crença, é uma realidade vista e comprovada por diversos pesquisadores sérios – espíritas ou não – em todo o mundo, ao mesmo tempo. É uma noção firmada em filosofias antiqüíssimas e aceita inequivocamente e crescentemente no mundo, inclusive por religiões protestantes, como nos EUA. A reencarnação é um conceito simples, sem complexidades que normalmente os místicos lhe querem atribuir.

O conceito da bondade de Deus vendo a Terra não como a corrupção secular humana deseja – para controlá-la – mas como uma escola divina de um Educador Divino. O Espiritismo não matou a morte, porque a morte nunca existiu. O Espiritismo veio comprovar, pelas revelações espirituais, o processo que o homem já conhece há milênios: NÃO PODE VER O REINO DE DEUS QUEM NÃO NASCER DE NOVO. (t)

Perguntas/Respostas:

<[moderador]> [1] – <_Alves_> Boa noite, Pedro. Você colocou resumidamente sobre reencarnação e ressurreição. Poderia falar mais?

<Pedro_Vieira> Melhor que eu, deixarei que os Espíritos falem. O Livro dos Espíritos: 1010. O dogma da ressurreição da carne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos? Como quereríeis que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras, estas palavras só parecem despropositadas, no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra. Levam, por isso, à incredulidade. Dai-lhes uma interpretação lógica e os que chamais livres pensadores às admitirão sem dificuldades, precisamente pela razão de que refletem. (…)

Porque, não vos enganeis, esses livres pensadores o que mais pedem e desejam é crer. Têm, como os outros, ou, talvez, mais que os outros, a sede do futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente. A doutrina da pluralidade das existências é consentânea com a justiça de Deus; só ela explica o que (…), sem ela, é inexplicável. Como havíeis de pretender que o seu princípio não estivesse na própria religião? A noção da ressurreição nasceu de um desconhecimento, uma incapacidade que nós tínhamos, enquanto hebreus, de entendermos a individualidade espiritual longe do concreto (incapacidade de abstração). Vamos lembrar que estávamos ainda aprendendo a noção de Deus único, quando Jesus nos trouxe a noção de Deus de Amor, que demorou 2000 anos e ainda não foi entendida.

Como entender o Espírito sem conceber Deus como fonte de Bondade? Só a maturidade da humanidade poderia trazer a noção mais clara da realidade da reencarnação. Mas o Espírito, reencarnado, sabe – idéia inata – sobre a Reencarnação. Essa noção, entretanto, se adequa às limitações que têm culturalmente, por isso se expressou por maneira alegórica, o “retorno” como a “vida”, ou o “retorno no corpo”, ou a ressurreição da carne. A manutenção do pensamento equivocado é que obedeceu a imperativos de interesses particulares ou institucionais, que respondem pela tentativa de controle da fé e de poder secular, numa clara ação contrária aos ensinamentos de Jesus.

Mas, como foi dito anteriormente, a Verdade se fará ouvir além desses interesses pelas vozes dos Espíritos, por toda parte, e então o homem entenderá que tudo em que sempre acreditou é uma realidade recheada de amor e de lógica: a Reencarnação é, portanto, a extensão natural da Ressurreição para quem entende o Espírito e a Deus como Amor. (t)

<[moderador]> [2] – <reinaldo_> Qual seria o objetivo da reencarnação?

<Pedro_Vieira> Dar continuidade natural ao progresso do Espírito. O objetivo é a EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO, fazendo-o vivenciar as experiências de que necessita para conscientizar-se de sua missão divina e tornar-se realmente livre em pensamento – ou, de outra forma, conforme a Vontade de Deus. A experiência na carne é necessária para permitir que o Espírito mergulhe profundamente na sua psique – o esquecimento do passado, a grosseria da matéria permitem provar determinadas reações profundas do Espírito que o estado de erraticidade não permite.

De uma maneira simples de ser entendida: só há aprendizado real quando teu coração e tua lógica agirem na direção por IMPULSO REAL de bondade, isto é, com esquecimento de detalhes exteriores e com pessoas ou situações que provoquem a dúvida, para que se possa resolver as dívidas consigo mesmo que tem. O Espírito precisa progredir para chegar a Deus. Esse progresso precisa passar por profundas modificações em seu modo de enxergar a vida – pela encarnação. O processo natural é, portanto, a pluralidade das existências: a reencarnação. (t)

<[moderador]> [3] – <Adrianabcm> Que vantagem tiram as religiões que reprimem o conceito da reencarnação?

<Pedro_Vieira> Do ponto de vista secular e transitório a retenção do poder que pretende controlar o modo de pensar para controlar a sociedade. Do ponto de vista da eternidade e do Espírito, vantagem alguma, só promovem a inércia que nasce da vaidade e da falta de fé em Deus. Excluímos os que assim procedem por crença pessoal, que serão mais ou menos impulsionados pelo progresso não de acordo com suas crenças, mas com o bem que promovem. Falamos da ação premeditada com finalidade repressora, como temos visto durante séculos. (t)

<[moderador]> [4] – <farias> No deuteronômio diz que o homem deve morrer uma só vez. A própria bíblia se contradiz, também quando fala que é proibido qualquer tipo de comunicação com espíritos. O que o Espiritismo diz sobre isso?

<Pedro_Vieira> (Dt, 18:9) Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.

A outra citação é de Paulo de Tarso em sua epístola aos Hebreus, 9:27: E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. Analisemos cada caso separadamente. Nos deteremos mais no segundo, que diz respeito à reencarnação. Em Deuteronômio vemos claramente: “não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos” referindo-se à FORMA como consultavam os mortos, explicitamente colocado como “adivinhador”, “mágico”, entre outras coisas.

O que ocorria? O povo hebreu provindo de diversas tradições, tribos, e submetido ao jugo dos egípcios por anos, encontrava-se sem um destino correto moral a seguir: não tinha sequer a noção do Deus único firmada. A mediunidade existiu desde que existe o homem e foi a responsável pelo aparecimento das primeiras religiões. O uso que se fez dela é que variou de acordo com o senso moral e intelectual de cada povo. No caso do povo de Moisés, era utilizada de maneira errada, como adivinhações, para contato com Espíritos rasteiros, que nada iriam acrescentar-lhes.

Na impossibilidade de entender-se o fenômeno – veja bem que essa própria passagem atesta a veracidade da mediunidade, porque não se proíbe aquilo que não existe -, como ocorreu com a carne de porco mal lavada, Moisés o proibiu. Como alguém que proíbe uma criança de colocar a mão na tomada. Mas essa mesma criança pode ser um engenheiro elétrico de sucesso no futuro, época em que a proibição, criada para protegê-la de sua própria ignorância, não faz mais sentido. O Espiritismo estuda as passagens no contexto científico: histórico. Nele, ela fazia sentido. Hoje não mais.

Vamos a Paulo. Paulo diz que após a morte – que, realmente só ocorre uma vez – há o juízo, a avaliação das próprias posturas. Isso é correto. Ao homem é dado morrer somente uma vez – em cada corpo. Hoje podemos entender a colocação de Paulo de acordo com a certeza da reencarnação. Era de se esperar que, pela forte formação judaica, Paulo ainda resistisse pessoalmente à reencarnação, até porque não conheceu o Cristo em vida quando disse a Nicodemos claramente que era necessário retornar ao ventre de sua mãe para ver a Deus. Vamos lembrar que Paulo era um doutor da lei judaica, onde a noção da ressurreição da carne era pregada pelos motivos expostos anteriormente.

O Espiritismo, mais uma vez, considera válido o pensamento inspirado de Paulo, situando-o no âmbito em que ele, Espírito, estava: no de uma vida física. Em cada vida física é dado ao homem morrer e depois disso vir o juízo, mais uma vez entendendo as escrituras de acordo com o contexto em que foram escritas. (t)

<[moderador]> [5] – <Adrianabcm> Há quem pense que a reencarnação é uma “novidade” trazida pelo espiritismo. Qual é o povo mais antigo que se tem conhecimento que tinham a reencarnação como um processo natural da vida?

<Pedro_Vieira> Dr. Hernani Guimarães Andrade em seu excelente livro: “A Transcomunicação através dos tempos” nos fala que desde os tempos pré-históricos o sentido da preservação do corpo era feito no intuito de que os Espíritos pudessem retornar a habitá-los. Havia o sentido de que pudessem também retornar a animar estátuas e pedras (de onde surge o termo poltergeist). Podemos considerar que a idéia da reencarnação existe em TODOS os povos da Terra, desde seu início, porque ela é uma idéia inata do Espírito. Como SISTEMA, entretanto, ela obedece aos imperativos culturais.

Os homens das cavernas, logicamente, pelo seu desenvolvimento intelectual, não poderiam conceber SISTEMAS em que a reencarnação fosse vista de maneira clara, mas tinham claramente sua noção. As religiões orientais, principalmente o hinduísmo, o budismo e o bramanismo são reencarnacionistas há muitos anos. Os estudiosos afirmam que as ordens iniciáticas egípcias também dela tinham clara noção. Mas o Espiritismo veio desenvolver-lhe o sentido com a noção de Deus de Amor, de Justiça, do Espírito Imortal e da Lei de Progresso. A noção é antiga, mas o sistema adequa-se ao tempo consciencial do homem. E o Espiritismo é o tempo para o qual caminha a humanidade. (t)

<[moderador]> [6] – <_Alves_> A reencarnação não é citada por todos os espíritos comunicantes. Por que?

<Pedro_Vieira> Por diversos motivos:

  1. Porque muitos espíritos não são ainda capazes de entendê-la;
  2. Porque muitos espíritos não acreditam nela;
  3. Porque os médiuns que recebem essas comunicações interferem animicamente nelas, cortando-lhes a mensagem;
  4. Porque as pessoas que as recebem não as receberiam bem se contivesse esse dado, então primam pelo aspecto moral, deixando a reencarnação para um futuro breve, passo a passo;
  5. Porque os Espíritos desejam enganar o médium (mistificação) e falam o que ele gostaria de ouvir para agradar-lhe e dele conseguir o que deseja (obsessão).

Cabe a análise criteriosa de cada caso para determinar a verdadeira causa. Entretanto lembremo-nos: o fato de um ou outro Espírito não acreditar ou optar por alijá-la de suas mensagens não faz com que Deus mude as Leis da Vida. Felizmente Ele não nos consultou para realizar a Harmonia do Universo. Em outras palavras: a reencarnação não deixa de existir por conta disso. (t)

<[moderador]> [7] – <Kramnik> Poderíamos dizer que a Justiça da Reencarnação está essencialmente baseada na Lei de Causa e Efeito?

<Pedro_Vieira> A noção de “Lei de Causa e Efeito” para o Espírita é muito diferente da noção de “karma” oriental. O Espírita deve entender a “Lei de Causa e Efeito” como um processo educativo em que o próprio Espírito busca, inconscientemente e auxiliado por seus orientadores, as situações que o farão aprender. A reencarnação é a oportunidade de o Espírito encontrar-se frente a frente com ele mesmo e seus problemas e, por conseguinte, resolvê-los. Mas encontra-se firmada nas Leis Morais, conforme estão explicitadas em O Livro dos Espíritos, mais especificamente sobre as Leis de Progresso e de Amor, Justiça e Caridade. (t)

<[moderador]> [8] – <Adrianabcm> Como conciliar a reencarnação compulsória e o livre arbítrio?

<Pedro_Vieira> Só necessita de conciliação quem está separado. Não é o caso. No sentido estrito da palavra, a reencarnação “compulsória” não existe. Explico-me: o que chamamos de “reencarnação compulsória” é aquela que contraria as vontades debilitadas de um Espírito, conscientes. É aquele processo em que o Espírito não empenha no processo de preparação sua vontade consciente no nível intelectual e moral que seria capaz de fazê-lo. No entanto, do ponto de vista do psiquismo profundo o Espírito está escolhendo reencarnar.

Quando se coloca numa posição, por exemplo, violenta, psicologicamente busca carinho e mostra que não sabe como conseguí-lo. Seu superego, sua consciência, pede auxílio – e faz isso com total liberdade, embora suas atitudes exteriores não demonstrem isso, por orgulho. Deus felizmente não se importa com cara feia, olha o coração dos Espíritos que pedem, com total liberdade, para crescer. Embora, a nosso acanhado ponto de vista, a realização da reencarnação seja contrária à sua liberdade, do ponto de vista divino ela é uma justa resposta a um anseio de uma alma que deseja, mas não sabe como pedir. (t)

<[moderador]> [9] – <Kramnik> É verdadeira a afirmação de que uma pessoa portadora de doença mental normalmente é um suicida no passado? E um portador de esquizofrenia seria alguém que realizou um homicídio e suicidou-se posteriormente? Esta afirmação procede? Você tem alguma afirmação a respeito?

<Pedro_Vieira> Não, não é correto afirmarmos isso. A noção aí contida é a de “karma”, incompatível com os ensinos Espíritas, que se baseiam na Lei de Amor. Para citar um exemplo prático um Espírito pode pedir para nascer com determinada debilidade mental por amor a seus pais, para servir de instrumento de provação e crescimento a eles, que muito ama, sem que tenha sido suicida do passado. Não há outra forma de saber QUEM foi o Espírito senão analisando-o do ponto de vista MORAL.

Qualquer característica física seja ela encarada do ponto de vista da vida atual ou da pluralidade das existências, não tem qualquer validade real porque não podemos penetrar os motivos de Deus nem daquele Espírito. A única coisa que sabemos é que qualquer pessoa necessitando de auxílio que nos chegue às mãos é um filho querido que um pai amoroso nos delegou às mãos e que é nossa obrigação acolhê-lo, sem perguntar quem foi – nessa ou em outra vida – e de onde vem, mas sim como o Cristo: “Que quereis de mim?”. (t)

Considerações finais do palestrante:

<Pedro_Vieira> A reencarnação altera definitivamente nosso modo de pensar e encarar a vida, levando-a ao contexto real que tem de transitoriedade, mas de importância. Faz-nos refletir sobre nossos próprios problemas e na dimensão que damos a eles. E na urgência que temos em aproveitar hoje a oportunidade que não aproveitamos ontem. Sobre a responsabilidade de existir, e de ser filho de Deus. A inconseqüência, se nos parece sem sentido do ponto de vista da vida atual, da óptica da eternidade assume uma significação ainda mais sem sentido. Sejamos, pois, espíritas, no sentido real da palavra: quando a palavra dos Espíritos penetrou nosso coração, mudou nossas atitudes e moveu nossas mãos em direção ao bem. Que Deus permaneça nos abençoando. (t)

Oração Final:

<Melzinha28> Querido Mestre e espíritos amigos, elevamos nossos pensamentos até vós. Assim, agradecemos por mais estes esclarecimentos que tanto nos consolam tanto nos auxiliam na caminhada. Que todos nós possamos colocar em prática esses conhecimentos, aproveitando cada minuto desta encarnação, buscando nossa elevação sem mais delongas. Que saibamos ver nossos problemas como frutos do passado e como passageiros e tirar deles o melhor ensinamento. Esteja com todos nós e especialmente, nesta data, ampara nosso país, olhando por nós nestas “festas”. Que assim seja!

 

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