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A lei e seus mandamentos

 

A lei e seus mandamentos
“Encontramos nesta Lei o princípio dos deveres
para com Deus e para com o próximo, que constitui a base da Doutrina
de Jesus Cristo”
(Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiristimo, capítulo 1)

  1. Amar a Deus sobre todas as
    coisas x Materialismo
  2. Não usar o nome de Deus em
    vão x Comércio Religioso
  3. Guardar um dia para a
    religião x Ociosidade
  4. Honrar pai e mãe x
    Desagregação familiar
  5. Não matar x Vingança
  6. Não fornicar x Prazer
    irresponsável
  7. Não furtar x Levar vantagem
    em tudo
  8. Não dizer falso testemunho x
    Língua venenosa
  9. Não desejar a companheira
    (o) do Próximo x Adultério
  10. Não cobiçar as coisas
    alheias x Inveja e ambição desmedidas

“Porque o Reino de
Deus não consiste em palavras, mas em virtude” (Paulo, I Epístola
aos Coríntios, IV: 20)

 

Acima, colocamos um exemplo de como a palestra pode ser apresentada em uma
lousa. A seguir, os comentários que podem ser feitos a cada item em destaque.

A lei e seus mandamentos

Esta palestra visa mostrar ao público a importância da história religiosa até
o advento da Doutrina Espírita.
Muitas pessoas dentro do movimento espírita não dão o devido valor às Escrituras
Sagradas (Bíblia). Isso porque apegam-se mais à letra do que ao espírito dos
ensinos, como faziam os antigos religiosos, e como fazem muitos que professam
outras religiões contemporâneas.
Porém, esta atitude preconceituosa contraria o que diz Allan Kardec, que deixa
claro, no primeiro capítulo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a
importância do Velho e do Novo Testamento Bíblicos para que a Doutrina Espírita
pudesse nos ser revelada.
Explicar isso ao público na introdução, além de conscientizar aos que já são
espíritas, trará uma afinidade com aqueles que pela primeira vez estão vindo à
casa, provenientes de outras religiões. Pois assim verão que o Cristo é o mesmo,
tanto lá como cá.

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim revogar, vim
para cumprir”
(Mateus, V: 17 e 18)

Nesta passagem, Jesus deixa claro também que seus ensinamentos estariam
baseados nos 10 Mandamentos da Lei de Deus, que foram trazidos ao homem por
Moisés.
Aproveite e explique rapidamente quem foi Moisés, sua função em libertar do
Egito o povo que viria a servir de berço para o nascimento de Jesus, e que suas
leis tinham dois aspectos: o humano e o divino.
O aspecto humano eram as leis feitas por ele para comandar cerca de 600 mil
pessoas libertadas da escravidão e que seriam guiadas pelo deserto à chamada
“terra prometida”. Por isso, foi necessária a instituição de penas severas, pois
o povo há 3700 anos era bem rebelde. Foi assim que foi instituída a Pena de
Talião (olho por olho, dente por dente), visando controlar os ímpetos dos que
quisessem dificultar o convívio entre mais de meio milhão de homens.
Já o aspecto divino são os 10 Mandamentos, que nada mais são do que o resumo da
moral divina, e Moisés foi o escolhido para começar, aos poucos, a implantar
esta idéia no seio do povo hebreu.
E Jesus, na passagem citada, reafirma a importância destes mandamentos,
afirmando que veio para cumpri-los.

“Encontramos nesta Lei o princípio dos deveres para com Deus e para com
o próximo, que constitui a base da Doutrina de Jesus Cristo”
(Allan Kardec, em O Evang. Seg. Esp., capítulo 1)

Já Allan Kardec inclui os 10 Mandamentos e o Evangelho de Jesus como as duas
primeiras grandes revelações feitas ao homem. Com isso, lembre ao público o que
falou na introdução da palestra, sobre a importância da Bíblia para a chegada da
Doutrina Espírita, pois além da parte moral (10 Mandamentos e Evangelho), Jesus
e Moisés foram os maiores médiuns de que temos notícias, com seus efeitos
físicos e curas sobre os quais a Doutrina hoje nos esclarece, através da
compreensão dos fluidos, suas modificações e o poder da fé na administração dos
mesmos.
Depois, fale que fará uma comparação entre os Mandamentos e o que temos hoje em
nossa sociedade.

  1. Amar a Deus sobre todas as coisas x Materialismo
    Comente como somos levados a desprezar as coisas religiosas em
    benefício dos prazeres terrenos. O amor a Deus passou a ser visto como piegas
    e muitos de nós estamos somente interessados em buscar o que impressiona os
    olhos, e não o que faz bem ao espírito. Mostre que amar a Deus não significa
    ficar glorificando-O o dia todo, mas sim praticar seus ensinos, fazendo ao
    próximo o que desejamos para nós mesmos.
  2. Não usar o nome de Deus em vão x Comércio Religioso
    Lembre ao público as cenas deprimentes que temos visto na TV, em que
    falsos religiosos comercializam os céus. Há promessas de quem der mais
    dinheiro, ou comprar artefatos supostamente sagrados, conseguirá o Reino de
    Deus.
    Há pessoas que abusam da boa fé alheia, distorcendo inclusive o que está
    escrito na Bíblia, enganando os ignorantes.
    Mostre a importância de analisarmos o que nos é prometido, em nome de Deus,
    pois não há dinheiro ou promessas vãs que nos tragam a paz, mas sim nossa
    mudança sincera e a busca da caridade.
  3. Guardar um dia para a religião x Ociosidade
    Quantos de nós deixamos de frequentar a casa religiosa, seja de qual
    religião for, por preguiça? Temos desculpas mil, como: o capítulo da novela, o
    jogo de futebol com os amigos, a festa a qual fomos convidados, o cansaço do
    dia etc.
    Porém, quando passamos por dificuldades, lá vamos nós, correndo à casa
    religiosa, pedindo ao dirigente, pastor ou padre que resolvam nossos
    problemas!
    Diga ao público que precisamos ter uma frequência regular à religião para que
    nossa vida mental esteja sempre equilibrada. E quando vierem os problemas,
    estejamos fortalecidos para enfrentá-los.
    E não precisamos ter o dia todo voltado para atos religiosos. O importante é
    que semanalmente entremos em contato com os ensinos cristãos, que nos
    renovarão os ânimos e nos darão maior fé no futuro.
  4. Honrar pai e mãe x Desagregação familiar
    Comente com o público como nossos jovens hoje dão pouco valor à
    família. Mas que isso muitas vezes acontece porque os pais dão maus exemplos,
    sendo desatentos com a implantação no seio do lar de atos que possam unir os
    familiares.
    Diga sobre a importância do diálogo, por pior que seja o assunto. Que pais e
    filhos precisam ter uma convivência nem muito disciplinadora, nem muito
    liberal. Mas que encontrem o equilíbrio, onde deveres e direitos convivam em
    harmonia.
  5. Não matar x Vingança
    Fale ao ouvinte que matar não é só tirar a vida, mas sim ter o
    sentimento de vingança dentro do coração. Quantos de nós temos uma vida triste
    devido à mágoa que povoa nosso coração?
    Mostre a importância do perdão, que deve fazer parte da vida do cristão.
    Principalmente do espírita, que sabe que com o fim da vida material o Espírito
    permanece e o ódio é levado para o além, trazendo aos envolvidos dores e
    remorsos.
    Demonstre também a brutalidade da pena de morte, mostrando que quem a acata
    acaba, no mínimo, comparando-se ao infrator. Que a justiça do homem seja
    severa e educativa, mas que não traga para si o direito de tirar a vida
    alheia, que só a Deus é permitido.
  6. Não fornicar x Prazer irresponsável
    O interesse pelo sexo faz o homem muitas vezes perder a razão. Mostre
    que os Mandamentos não condenam o prazer que o sexo proporciona, mas alerta
    para os desequilíbrios que a irresponsabilidade sexual pode nos trazer.
  7. Não furtar x Levar vantagem em tudo
    O roubo também existe quando lesamos indiretamente o próximo, levando
    vantagens onde outro terá perdas. No mundo capitalista em que vivemos, dizer
    que o que negocia conosco precisa levar vantagem é o mesmo que dizer que somos
    tolos. Porém, o tolo aos olhos do homem podem ser os escolhidos aos olhos de
    Deus. Lembre que tudo o que fazemos, de bom ou ruim, voltará para nós mesmos.
    É a Lei de Ação e Reação de que nos fala a Doutrina.
    Portanto, que todos que são comerciantes, ou que de alguma forma podem trazer
    prejuízos financeiros ou morais ao próximo, que se guiem pela justiça.
    Na Lei de Deus, o ditado popular onde “bom negócio é quando todas as partes
    ganham” também é válido.
  8. Não dizer falso testemunho x Língua venenosa
    Mentir é um hábito inerente da imperfeição humana. Temos um gosto
    especial para aumentar o que contamos a respeito do próximo, principalmente se
    for algo que o denigra. É a tal da fofoca.
    Um grande sábio da antiguidade, o filósofo Sócrates, disse que: “Somos donos
    das palavras que omitimos e escravos das que proferimos”.
    Lembre aos irmãos que se estivermos envolvidos em uma calúnia, da qual nós
    sejamos a vítima, não nos sentiríamos bem. Por que, então, fazer isso a outra
    pessoa?.
  9. Não desejar a companheira (o) do Próximo x Adultério
    Novamente o sexo em questão. As paixões que presenciamos, que vêm
    estruir famílias, são estimuladas inclusive pelo que vimos em novelas, filmes
    e programas de TV, onde muitas vezes deixar a família em busca da “felicidade”
    é visto com naturalidade.
    O que acontece é que a mídia, em toda a sua história, aproveita-se dos desejos
    humanos para angariar audiência. E quando vemos nossos desejos secretos, que
    estávamos controlando, serem apoiados, sentimo-nos incentivados e acabamos por
    praticá-los.
    Esse é um dos motivos que fazem o adultério aumentar em nossa sociedade.
    Mostre aos ouvintes que todos temos direito de buscar satisfações, mas nosso
    direitos terminam quando atingimos ao próximo, ou seja, quando nossos atos
    trazem angústia e decepcão.
  10. Não cobiçar as coisas alheias x Inveja e ambição desmedidas
    Desejar melhoras materiais, conforto e lazer não é condenado. O que se
    deve evitar é a inveja de quem já conquistou estas facilidades. Diga ao
    público que todos podemos e devemos buscar uma situação material estável, mas
    que isso não seja motivo de angústia e revolta.A vida não é só constituída de
    prazeres terrenos. Pelo contrário, a matéria não nos traz estabilidade, pois é
    cercada de bons e maus momentos.
    O que precisamos é buscar o equilíbrio espiritual, e com isso, todo o restante
    nos será acrescentado, como disse Jesus. Pois estaremos abertos a novas
    conquistas, materiais e espirituais, e teremos condições de escolher os
    melhores caminhos que nos trarão o que almejamos”.

“Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude”
(Paulo, I Epístola aos Coríntios, IV: 20)

Encerre a palestra mostrando que de nada adiantará dizermos que conhecemos os
10 Mandamentos, o Evangelho de Jesus e a Doutrina Espírita se não colocarmos em
prática o que aprendemos com estas três revelações que Deus nos enviou.
Como disse o apóstolo Paulo, palavras de nada adiantam se não forem calcadas em
virtudes, ou seja, a prática das mesmas.
Dê neste momento uma ênfase na voz e diga ao público que Jesus aguarda que nós,
de nossa parte, procuremos dar o primeiro passo em busca da melhoria íntima,
para que então ele também possa agir em nossas vidas e nos trazer a paz que
tanto procuramos.

Copyright by Grupo Espírita Apóstolo Paulo

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