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Livre-arbítrio

Livre-arbítrio

Oração Inicial:

<Leirston> Pois bem amigos e amigas
Como muito bem foi dito, elevemos nossos pensamentos ao alto e busquemos nos
sintonizar com sentimentos nobres de muita paz que assim possamos ter amplas
possibilidades, com o auxílio de nossos amigos invisíveis, de ter uma reunião de
estudos cheia de qualidade e que cada um possa retirar daqui o aprendizado
necessário e que acima de tudo tenhamos forças para aprender, e no cotidiano
praticar levando aos que necessitam, de amor ou de coisas físicas, o amparo
necessário, não nos omitindo em nenhum momento, nem nos mais simples e assim em
nome de Jesus e dos espíritos superiores, iniciemos nosso estudo de hoje Que
assim Seja !

Mensagem Introdutória:

SE DESEJAS

Toda melhora parece distante.

Toda superação surge como sendo quase impossível. Pediste, porém, o berço
terrestre, no exato lugar em que te cabe aprender e reaprender. Não olvides, por
isso, que o domínio da lição não dispensa a vontade. Recebeste no lar muitos
daqueles que te não alimentam a simpatia. No entanto, se desejas, podes
transformar toda aversão em amor, desde que te decidas a ajudá-los com
paciência. Sofres o chefe insano, a crivar-te de inúmeros dissabores. Contudo,
se desejas, podes convertê-lo em amigo, desde que te disponhas a auxiliá-lo sem
pretensão. Padeces dura condição social, renteando o infortúnio. Todavia, se
desejas, podes transfigurar a subalternidade em elevação, desde que te eduques,
para que a vida te use em plano mais alto. Trazes o órgão enfermo, a cercar-te
de inibições. Entretanto, se desejas, podes aproveitá-lo, na própria sublimação,
em nível superior. Ainda hoje, é possível encontres sombras enormes… Sentes-te
dominado por esse ou aquele hábito vicioso, que te exila no desapreço, mas, se
desejas, podes reaver o próprio equilíbrio, empenhando energia e tempo no suor
do trabalho digno. Afirmas-te na impossibilidade de socorrer os necessitados,
mas, se desejas, podes efetuar pequeninos sacrifícios domésticos em favor dos
outros, de modo a que tua vida seja uma bênção na vida de teus irmãos. Para
isso, porém, é preciso não esquecer os recursos singelos que tanta gente deixa
ao olvido…

O minuto de tolerância.
O esquecimento de toda injúria.
O concurso anônimo.
A bondade que ninguém pede.
O contato do livro nobre.
A enxada obediente.
A panela esquecida.
O tanque de lavar.
A agulha simples.
A flor da amizade.
O resto de pão.

Queixas-te de necessidade e desencanto, fadiga e discórdia, abandono e
solidão, mas, se realmente desejas, tudo pode mudar.

Emmanuel
Do Livro: Religião dos Espíritos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB

Exposição:

<titrigo> Queridos amigos, estudantes da Doutrina renovadora, muita
Paz! É com imenso prazer que divido com vocês este momento bonito de aprendizado
rumo ao progresso moral e intelectual. Iniciemos os estudos pelo CAPÍTULO X,
parte 3º da lei de liberdade questões 843 a 850 do Livro dos Espíritos:
Livre-arbítrio “Nossa Liberdade é Proporcional ao Nosso Estágio Evolutivo” Com a
sentença acima, podemos entender o quanto é relativo o nosso livre-arbítrio,
pois que respondemos no tribunal de nossa intimidade apenas por aquilo de que
somos conscientes.

Desta forma, todos os seres existentes estão sujeitos a mesma lei, onde o
limite de sua responsabilidade e liberdade é proporcional a consciência de cada
ação. O homem dispõe de uma consciência, onde sua responsabilidade se difere dos
demais Seres, e quanto mais consciente ele for, mais compromissos assume diante
da existência. Podemos com isso entender que quanto mais primitivo for o Ser,
menos responsabilidade lhe cabe diante da Natureza, e assim menos liberdade ele
goza. Verificamos isso observando os estudos antropológicos, onde os homens em
condições primárias gozavam de muito pouca liberdade, pois pouco conscientes de
sua natureza, pouco também entendiam e faziam em relação ao aproveitamento das
oportunidades que a Natureza lhes ofertava. No entanto a medida que desenvolvem
suas faculdades perceptivas, aumenta sua consciência, assim como sua liberdade
de ação. Sem isso o homem se resumiria a um estágio animalizado, ou pior, sem
nem o instinto, seria como uma máquina. Pergunta-se então: Esse instinto que o
homem formou na sua experiência pretérita não é obstáculo ao seu livre-arbítrio
na fase atual? Respondem os Espíritos que não há arrastamento irresistível, uma
vez que se determine a isso. Porém, entende-se que quanto mais adiantado for o
espírito que habita aquela personalidade, mais fácil torna-se a resistência às
más inclinações, sendo válido também o inverso. Há também a influência do
organismo na liberdade do espírito, que inclusive pode limitar suas ações, por
isso, em mundos menos materiais, pode ele gozar de mais liberdade por ter suas
faculdades também mais livres. No entanto é preciso entender que a vontade tem
origem no espírito, e assim, mesmo vivendo na matéria, tem o espírito
inclinação, coisa própria de sua bagagem consciencial, e por isso mesmo não é a
matéria que o leva para o engano ou acerto, mas sim sua natureza mais ou menos
feliz. (LE – 367) Aí perguntariam alguns: Mas e os débeis, não estariam eles
limitados de praticarem ações? Estando sua inteligência turvada pelas limitações
físicas, já não é ele dono da mesma liberdade. Porém livre, goza ele de
liberdade, e neste caso, consciente o espírito, sofre ele por efeito de ações
pretéritas, onde a Lei de Causa e Efeito lhe impõe tal condição, o que também
constitui uma forma de aprendizado. Eis aí a influência da matéria a serviço do
seu aprimoramento ! De outra maneira, já não poderíamos dizer do homem que abre
mão de sua lucidez para embriagar-se turvando sua capacidade intelectual e com
isso agindo no escândalo. Ele o fez por iniciativa própria, cedendo as paixões
que lhe dominam. Ao contrário dos débeis, comete falta maior. Na questão 849 do
Livro dos Espíritos, os mesmos nos dizem que o homem selvagem age mais por
instinto que por liberdade do seu arbítrio, e que quanto mais cônscio for o
homem, mais responsável também será. Desta forma os Espíritos superiores, mais
uma vez, nos mostram que não só somos mais responsáveis, mas também mais livres,
pois gozamos do poder de decisão, enquanto o homem selvagem age instintivamente.
Quanto a posição social, teria alguma influência na liberdade de ação? Ora,
imaginar que não seria fechar os olhos as grandes possibilidades que dispõem, os
que estagiam em condições de privilégios sociais e econômicos, não obstante,
isso não seja obstáculo insuperável. É que seria difícil imaginar um Deus
infinitamente justo e bom sem levar em conta as suas leis perfeitas! Evidente
que fica aos menos “favorecidos” o mérito dos seus esforços em vencer as
inclinações infelizes, dando vazão as mais proveitosas. Podemos então entender
que sendo a liberdade proporcional ao estágio que atravessamos, quanto mais
conscientes da realidade maior, mais livre nos tornaremos. Assim, através do
manancial oferecido pelos Espíritos, como também pelos sábios que viveram em
existências missionárias, temos a oportunidade de conhecer o caminho que nos
leva a um porvir mais útil e a uma existência moralmente elevada. Pelo cultivo
dos ensinamentos evangélicos, pela razão, mas acima de tudo introjetando estes
ensinamentos em nós, poderemos exemplifica-los com uma vida verdadeiramente
útil, como nos legou o Mestre Jesus! Lembrando que ele nos falou em Mateus cap.
VII vv. 12 e XXII vv. 40, que toda a lei e os profetas estão resumidas em duas
ações: “Humildade e Caridade”, ou seja, no mandamento maior. Onde a Humildade
representa a possibilidade de aprendizado, tendo a Natureza como mestre, e por
fim a Caridade como exercício para o altruísmo, situação que vivenciaremos em
estágios transcendentes da alma. Já nos ensinava também outro mestre oriental:
“O sofrimento encontra origem no desejo”. Exercitemos, pois, o desapego a fim de
vivermos a liberdade na sua maior expressão, pois ela não se encontra nos
patamares exteriores, e sim, na infinitude do Universo interior ( Lucas cap.
XVII, vv. 21:22 )! (t).

Perguntas/Respostas:

01. <Naema> é possível que nem todos possamos utilizar do Livre Arbítrio
da mesma forma?

<titrigo> Sem dúvida Naema 🙂
A diversidade de entendimento e progresso faz com que os graus de
responsabilidades e de ações, sejam diferentes.
Assim como no caso do espíritos que reencarnam em corpos que impossibilitam uma
ação maior como nos casos dos deficientes.
Neste caso, há influência do corpo.
Em outros, inclusive entre os desencarnados mesmo… o que conta, é o grau de
entendimento e moralidade. Quanto maior, mais livre e mais responsabilidade tem.

02. <Naema> Até que ponto o livre arbítrio pode ser exercido por nós
encarnados? Não existem compromissos que assumimos no plano espiritual?

<titrigo> Sem dúvida temos nossos compromissos reencarnatórios. Eles nos dão
a direção a seguir, o que precisamos fazer, priorizar, em nossas reencarnações.
Mas, podemos, pelo livro arbítrio, não seguir o planejado, pois quando
mergulhamos na carne é que realmente avaliamos nossas reais qualidades. É na
carne que trabalhamos o que temos de bom e vencemos o que temos de ruim. E pode
ocorrer de falirmos.
Apesar de que toda reencarnação, absolutamente toda, é planejada para o sucesso
do espírito. Deus quer o nosso sucesso, sempre.
O que há, algumas vezes, é a nossa falta de observação do caminho do bem. Nos
desviamos e sofremos.
Temos o livre-arbítrio para agirmos nos mal, mas a falta será tanto maior,
quanto maior for o entendimento e o conhecimento que tiver o espírito. Mas,
alguns irmãos, optam em passar pelo caminho do sofrimento. Mas esse mesmo irmão,
um dia, compreenderá a verdade, e voltará ao caminho do bem… qual filho
pródigo.
Temos um planejamento, podemos não cumprí-lo. Mas saibamos sempre que haverá
conseqüências. Sempre.
Sigamos, então, meus amigos e irmãos, sempre o caminho do bem. Sempre.

03 <mmarlonn> e quando confundimos livre arbítrio com libertinagem?

<titrigo> Realmente confundimos.
A libertinagem não se preocupa com a responsabilidade. Ao passo que o
livre-arbítrio precisa se preocupar. É a libertinagem que nos leva ao erro.
Ou seja, a falta de controle da liberdade que temos de agir. A liberdade de
ação, precisa estar de mãos dadas com a responsabilidade. Não vemos a
conseqüência disso no sofrimento dos nossos irmãos. E nos nossos mesmo?
O resgate existe, porque erramos, porque não soubemos lidar com a liberdade que
tínhamos. Vemos isso nas paixões, que são naturais no homem. E que podem fazê-lo
realizar grandes coisas. Como obras de artes, inventos, etc., em vários campos
de ação. Mas que se torna perigosa, quando perdemos o controle delas. Realmente,
não podemos confundir liberdade de ação (livre-arbítrio) com libertinagem. A
primeira, utilizada com equilíbrio e responsabilidade leva ao progresso.
Enquanto que a segunda, leva ao estacionamento e a dor. (t)

Oração Final:

<Naema> Agradecemos Senhor pelos momentos que
tivemos por termos passado uma noite na tranqüilidade do estudo e do crescimento
espiritual que possamos seguir amparados em nossos propósitos e que, cada um de
nós, dentro de suas habilidades, possamos fazer sua parte na construção de um
mundo melhor obrigada aos amigos espirituais que coordenam nossos trabalhos,
obrigada aos voluntários que dividem seus conhecimentos conosco que nossas
preces possam alcançar a todos, operadores, usuários e seus familiares Que assim
seja !

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