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Obsessão / Desobsessão

Obsessão / Desobsessão

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
Http://www.Irc-espiritismo.org.br

Palestrante: Mario Coelho
Rio de Janeiro
19/04/2002

Organizadores da Palestra:

Moderador: “_Alves_” (nick: [Moderador])

Médium digitador“: “Maethorin” (nick: Mario_Coelho)

Oração Inicial:

<Mei_PB> Prezados amigos, elevemos nossos pensamentos a Deus, agradecendo mais este momento de aprendizado.

Que estejamos amparados pelo mestre Jesus a fim de discernirmos com sucesso o aprendizado de hoje, colocando-o em prática no nosso cotidiano. Aos irmãos espirituais que neste momento nos inspira, consiga auxiliar nosso amigo Mario Coelho para que sua exposição seja produtiva a nosso aprendizado. Que enfim a luz da Doutrina Espírita nos penetre de forma a tornamo-nos seus servidores no propósito do bem e do progresso moral. E assim será, em nome de Deus, de Jesus, e dos irmãos maiores da espiritualidade. (t)

Apresentação do Palestrante:

<Mario_Coelho> Sou Mário Coelho, trabalhador da Casa de Léon Denis desde de 1982 e médium, também do CELD. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Mario_Coelho> Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, define a obsessão como: “o domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca praticada se não pelos espíritos inferiores, que procuram dominar”.

É sobre esse mecanismo de domínio e sobre a desobsessão, que poderemos discutir na noite de hoje.

As casas espíritas desenvolvem variadas tarefas que têm como finalidade ajudar o homem a se livrar da obsessão, a se livrar desse domínio que os espíritos inferiores podem querer exercer sobre nós.

As reuniões de desobsessão são, em geral, reuniões privativas em que participam apenas os médiuns de incorporação, os médiuns passistas e o doutrinador.

Todos eles somarão esforços no sentido de socorrer obsessor e obsediado. (t)

Perguntas/Respostas:

<[moderador]> [1] – <_Alves_> Mário, pode um espírito me fazer mal, me prejudicar de alguma forma? Por que?

<Mario_Coelho> A obsessão, diria Kardec, “só existe porque existe imperfeição”.

Desse modo, todos nós se não estivermos vigilantes, podemos entrar em contato com os espíritos que se afinizem com as nossas imperfeições, há também, casos em que podemos sofrer influenciação daqueles a quem prejudicamos no passado, em outras encarnações.

Uma coisa é importante dizermos aqui: “Os espíritos só fazem o mal que podem e não que querem” – LE.

Desse modo, a influenciação ocorrerá de maneira ostensiva se abrirmos “brechas psíquicas” para tal. (t)

<[moderador]> [2] – [02] <OzzyMetal_Whiskeyinthejar> Existem ambientes em que a pessoa fica propícia a ser obsediada?

<Mario_Coelho>Sim, pois não somos espíritos elevados e nem sempre em lugares com baixas vibrações conseguiríamos manter a vibração elevada ou pensamentos livre de inferioridade.

Por exemplo: nos coloquemos dentro de um recinto de baile de carnaval nestes clubes onde os participantes fecham o clube para este fim e que estão abertos a toda sorte de paixões e vícios.

Será que conseguiríamos nos manter livres de qualquer influenciação? (t)

<[moderador]> [3] – <Renatinha> Quais seriam os sintomas pra se reconhecer um caso de obsessão?

<Mario_Coelho> Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, nos fala como se reconhecer a obsessão, só que ele fala voltado para a mediunidade, mas que serve para todo e qualquer influenciação.

Mas, de uma maneira geral, poderíamos reconhecer a obsessão por certas características que nos incomodem, como por exemplo:

Pesadelos constantes, em que nos sintamos perseguidos, mal estares sem estarmos doentes, pensamentos intrusos e persistentes acendendo em nós paixões inferiores, doenças psíquicas que não melhoram com a terapêutica correta, mudanças de nosso comportamento aumentando a nossa suscetibilidade frente à vida de relação, mudança de nosso modo de agir como por exemplo quando nos achamos sempre certos e só as outras pessoas é que estão erradas e outras mais… (t)

<[moderador]> [4] – <pam_derretendo> Como saber se sou eu com pensamentos negativos, ou se é alguém me obsediando?

<Mario_Coelho> Sócrates leu no Templo de Delfos a seguinte frase: “Homem, conhece-te a te mesmo”. A qual ele popularizou. Somente com o estudo de nós próprios é que saberemos o que é pensamento nosso ou o que é pensamento de influenciação.

É claro que nem sempre conseguimos perceber, mas sempre poderemos saber se estamos agindo dentro daquilo que aprendemos da Lei do Cristo ou se estamos agindo fora dela.

E se estivermos agindo fora da moral cristã, não importa se pensamento errôneo é nosso ou não. Nos cabe combatê-lo. (t)

<[moderador]> [5] – <OzzyMetal_Whiskeyinthejar> É possível uma pessoa sofrer obsessão de um outra pessoa encarnada?

<Mario_Coelho> Sim. Basta ver os grandes movimentos como por exemplo, o Nazismo, em que um homem, com a mente tresloucada, influenciou a milhares de compatriotas seus a matar seis milhões de judeus. (t)

<[moderador]> [6] – <cfeitosa> Sempre nos achamos isentos do processo e quando sentimos qualquer influência colocamos o espírito como cruel e bárbaro. O que pensar dessa situação?

<Mario_Coelho> Poderemos falar, como disse Kardec, que só existe obsessão porque existe imperfeição.

Desse modo, nós é que somos elementos facilitadores, muitas das vezes, do processo. Por exemplo: nos imaginemos como atração pela bebida alcoólica, de maneira irresponsável. Não precisará ser nenhum espírito que nos queira mal para nos obsediar, basta apenas aquele que se compraz no vício, como nós. (t)

<[moderador]> [7] – <OzzyMetal_Whiskeyinthejar> Eu tenho a sensação de estar preso na cama na hora de acordar, isso pode ser um sintoma?

<Mario_Coelho> Não. Em geral, é ainda pouca experiência em lhe dar com o fenômeno de desdobramento (Kardec o chama de Emancipação da Alma). (t)

<[moderador]> [8] – <cfeitosa> Nesse caso [resposta 06], de alguma forma os obsessores, provocam também benefícios a nossa disposição?

<Mario_Coelho> Pode ocorrer a falsa melhora quando pensamos em procurar ajuda. Quando lidamos com obsessores inteligentes, que não querem perder a “presa”, pode ocorrer sensação de bem-estar que nos faz achar que não precisamos mais buscar ajuda. Mas esse bem-estar nunca é pelo contato e sim pelo afastamento deles, pois a “má árvore não pode dar bons frutos”. (t)

<[moderador]> [9] – Quando fazemos alguma coisa ruim por influência de outro poderemos nos liberar da culpa de tal ato? Ou seja, se um espírito me faz cometer um erro, posso atribuir exclusivamente a ele?

<Mario_Coelho> Diz-nos o “O Livro dos Espíritos”: “que não existe fatalidades para os atos da vida moral”. Desse modo, poderemos ser influenciados de toda maneira, mas a decisão final de fazer ou não fazer, é sempre nossa. Não existe arrastamento irresistível, diz-nos “O Livro dos Espíritos”. (t)

<[moderador]> [10] – <cfeitosa> Boa reflexão esta quando nos sentimos já livres e abandonamos o socorro, principalmente da Casa. Porém pensava eu que pelo fato do espírito conhecer as fraquezas do encarnados, podem em apontando os problemas fazer algum benefício? O que o irmão acha dessa possibilidade?

<Mario_Coelho> São raros as pessoas que conseguem com uma crítica destrutiva construir alguma coisa. Desse modo, raríssimas pessoas conseguiriam um benefício com uma crítica daqueles que nos apontam o erro sem piedade. (t)

<[moderador]> [11] – <_Alves_> Qual o tratamento mais indicado para os casos de obsessão?

<Mario_Coelho> A grande maioria das vezes, o tratamento não se resume em apenas um “remédio”, necessário se faz não só o esclarecimento do obsessor, seja no plano espiritual, ou numa reunião mediúnica, como também toda sorte de recursos que facilite a sua mudança de vibração e pensamento, que não permita a influenciação direta e constante sobre ele nesse caso, entra a oração, o estudo, a reflexão sobre os próprios atos, a mudança de atitudes, pois não basta retirar o obsessor, pois já dizia Jesus:

“Se um homem está endemoniado e é retirado o espírito imundo dele, este vaga por um tempo, e depois tenta voltar para aquela casa e a encontra limpa. Ele vai e trás mais sete espíritos piores do que ele e passam de novo a habitar junto aquele homem”.

Quis Jesus dizer com isso que se a nossa “casa mental” continuar limpa, ou seja vazia de propósitos nobres, estaremos ainda receptivos à influenciação daquele espírito que nos obsedava, ou de outro qualquer. (t)

<[moderador]> [12] – <dindafoz> Um obsessor que se utiliza de um obsediado para atingir uma terceira pessoa, pode, por vezes, causar sofrimentos físicos, psíquicos em ambos e chegar a destruir relacionamentos pessoais?

<Mario_Coelho> Sim, desde que não nos voltamos para as soluções pacíficas, superiores e evangelizadas ao tentar resolver os nossos próprios problemas. Entendemos que não é tanto a influenciação que nos faz mal e sim se a aceitamos ou não. Não podemos impedir que o abutre voe sobre nossas cabeças, mas podemos impedir que ele faça ninho na mesma. (t)

<[moderador]> [13] – <_Alves_> Um médium trabalhador em grupo de desobsessão pode ser prejudicado neste trabalho?

<Mario_Coelho> Não. Se a Casa é séria e se esta tem a proteção dos guias espirituais. (t)

<[moderador]> [14] – <_Alves_> Mas por que alguns médiuns reclamam de passar mal depois de uma sessão de desobsessão?

<Mario_Coelho> A grande maioria das vezes não é por conta do obsessor que foi socorrido ou por falta de apoio dos guias, e sim por dificuldade do médium que ainda não aprendeu a lidar com as vibrações antagônicas. (t)

<[moderador]> [15] – <Maethorin> Por que a desobsessão deve ser feita em ambiente privativo? Qual a melhor forma de ajudar um obsedado que não aceita muito ajuda, principalmente por falta de conhecimento doutrinário?

<Mario_Coelho> Algumas casas espíritas ainda fazem reuniões de desobsessão não privativas, mas o nível de socorro fica sempre aquém das reuniões privativas, pois se já é difícil doutrinar um espírito sofredor e/ou obsessor numa reunião privativa, imaginemos a dificuldade em ele vendo ali aquele encarnado a quem ele quer mal.

Seria muito mais difícil convencê-lo, sem contar a vibração, se não antagônica, pelo ao menos de medo daquele que é obsedado, ao ouvir do obsessor certas ameaças de perseguições eternas.

Quanto a segunda pergunta, somente a nossa oração pode ir minimizando o processo até que as próprias Leis de Deus aja em favor de ambos. (t)

Considerações finais do palestrante:

<Mario_Coelho> Apenas para fechar o tema, trazemos aqui a consideração de Kardec, em “O Livro dos Médiuns”: “O mais poderoso meio de combater a influência dos maus espíritos é aproximar-se o mais possível da natureza dos bons”. (t)

Oração Final:

<Wania> Boa noite, amigos! Que Jesus possa nos ampara sempre o propósito da divulgação da doutrina espírita. Doutrina que nos esclarece, que nos conforta, que nos consola e que nos mostra a realidade do espírito.

Obrigada Pai pela oportunidade do trabalho.

Obrigada Pai pelos companheiros que nos ajudam a dar continuidade a esta tarefa.

Obrigada Pai, por este meio de comunicação, que nos possibilita levar as Tuas mensagens aos mais distantes pontos deste planeta, permitindo que tantos outros companheiros possam estudar e refletir.

Obrigada Pai, pelos amigos espirituais, que nos auxiliam, nos orientam e nos conduzem.

Obriga Pai, pela Tua misericórdia, pelo Teu amor, pela Tua confiança nos filhos, que ainda imperfeitos, não dizem não ao Teu chamado, desempenhando uma tarefa, que ainda tem tanto por fazer, tantas coisas para acertar, mas, certamente, também muito amor e boa vontade.

Que os Teus exemplos sejam o nosso roteiro, sejam o nosso guia, sejam como um farol a nos conduzir pela estrada que escolhemos trilhar.

Obrigada Senhor da Vida!

Que possamos sair deste encontro, mais esclarecidos e mais resignados diante das dificuldades encontradas no caminho.

Permaneça conosco agora e sempre. Que assim seja! (t)

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