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Palestra sobre Allan Kardec

Palestra sobre Allan Kardec

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Lúcia Moreira
Rio de Janeiro – RJ
28/09/2002

Dirigente do Estudo da Noite:

Safiri

Oração Inicial:

<Safiri> Vamos então nesse momento
Abrandando nossos corações e sintonizando o plano maior para que buscando harmonia , possamos compreender os ensinamentos que aqui hoje serão deixados. O estudo de hoje nos traz grande alegria, pois com ele poderemos aprender sobre Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita. Que o plano maior permita-nos compreender e seguir o que tanto Kardec nos indica em suas próprias atitudes: Estudo. Que Assim Seja. (t)

Mensagem Introdutória:

CONVITE AO ESTUDO

“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem e o homem mau, do mau tesouro tira o mal; porque a sua boca fala o de que está cheio o coração.” (Lucas,6:45.)

Pugnadores do cepticismo diante das investigações das ciências modernas apresentam apressadas conclusões pessimistas através das quais subestimam os informes espiritualistas com sarcasmos e azedumes. Tratadistas da negação arremetem, desesperados, contra as expressões imortalistas, apoiando-se nas filosofias do desespero como se elas pudessem equacionar todos os enigmas da inquietação humana. Anarquistas apaixonados, face às alterações econômico-sociais, arremetem revoltados, em fúria brutal contra as vivas lições cristãs, como desejando tudo romper e aniquilar… Mais do que nunca, portanto, se afigura a necessidade consciente do estudo espírita como veículo de libertação da consciência e rota iluminativa na viagem da evolução… O estudo espírita conduz o discípulo ao esclarecimento que é base de segurança, condição precípua à paz. Muitos estudiosos do Espiritismo, não obstante as convicções que esposam, sem a necessária maturidade ante problemas de pequena monta, desertam das fileiras da fé, afirmando que novos conhecimentos os afastaram das realidades espíritas por se encontrarem estas ultrapassadas. A Doutrina Espírita, no entanto, portadora das informações que oferecem segurança e harmonia íntima, requer demorado estudo e bem estruturada reflexão, para ser melhor assimilada e mais facilmente vivida… Aprofunda, por tua vez, o pensamento no estudo da revelação kardequiana, reservando algum tempo do dia, cada semana, ao -estudo freqüente, a fim de impregnar-te da convicção e da renovação indispensáveis à preservação do patrimônio espiritual com o qual despertarás além da vida orgânica. [Examina o conhecimento geral à luz do Espiritismo e assimilarás melhor as conquistas dos dias modernos, despertando em definitivo para a vida melhor, curado das mazelas antigas fixadas no espírito e assim ascenderás além e acima das vicissitudes. Outro não foi o título exigido por Jesus, senão o de Mestre, fazendo-nos discípulos permanentes ante o sublime livro da vida. Da mesma forma, a fim de poder ministrar a lição clarificadora do Espiritismo à humanidade, Kardec fez-se professor para ajudar-nos a estudar e a refletir as sagradas lições do dever e da caridade que são as metas para a nossa real liberação. Joanna de Ângelis
Do Livro: Convites da Vida
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Editora: LEAL

Exposição:

<Lucia_Moreira> Antes de começar, gostaria de endereçar a todos os internautas um boa noite bem gostoso, com gosto de morango com chantilly. Hoje nós vamos falar sobre Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita. Seu nome verdadeiro era Hippolite Léon Denizard Rivail. Nasceu em Lion, na França, em 3 de outubro de 1804, e desencarnou na França em 31 de março de 1869. Numa época em que a situação sócio-política-religiosa da França era muito incerta. A ciência e a religião viviam em “guerra”, embirando o positivismo (sistema filosófico que pretendia emancipar-se da metafísica; basear-se em dados da observação e da experiência e encarar a vida pelo lado prático material – Auguste Conte). Kardec foi um homem de grande cultura, foi discípulo de Pestallozi, professor da Sorbbone, grande conhecedor de física, química, matemática, astronomia, francês, gramática, tendo vários livros publicados. Altamente conceituado no mundo literário e científico. Tanto que, na Enciclopédia Francesa, o dicionário de biografias francesas, está lá reverenciando Kardec como “pensador laborioso que soube honrar a França”. Grande era o seu conhecimento intelectual e moral. Poliglota, conhecedor do magnetismo de Mesmer. Homem de grande fé, disciplina, determinação, humildade e amor ao próximo. Em 1854 era grande na Europa a notícia das chamadas “mesas girantes” – raps. Kardec, por intermédio de um seu amigo, senhor Fortier, foi convidado a assistir uma dessas seções em que operavam-se tais fenômenos. Nada o espantou, pois já tinha conhecimento de magnetismo e a possibilidade do fluido magnético desponderabilizar a matéria, fazendo com que ela pudesse tomar movimento (Mesmer), e também porque já tinha conhecimento do fenômeno realizado em Hydesville com as irmãs Fox. Tomando conhecimento dos fenômenos, pôde observar que poderia tirar dali grandes conceitos, grandes esclarecimentos, pois chegou à conclusão de que o fenômeno era produzido por espíritos desencarnados que provocavam esses efeitos em pessoas com qualificações próprias. Primeiramente, as pessoas que freqüentavam as sessões, faziam questionamentos frívolos, pessoais e tolos. Kardec modificou completamente essas práticas, passou a fazer perguntas inteligentes; primeiramente aquelas que mais lhe interessavam dentro do campo da ciência e da psicologia. E foi sentindo que o mundo espiritual nada mais era do que os homens desencarnados, e como tal variam os caracteres, conhecimentos e personalidades. Com esse trabalho, kardec deu a conhecer ao mundo: realidade do mundo espiritual, realidade dos espíritos desencarnados e sua comunicabilidade, sobrevivência da alma, moralizou a reencarnação, explicação lógica e racional da razão da existência, facultando ao homem de onde veio, para que veio, para onde vai. Provou: se os fenômenos maravilha, esses fenômenos estudados, mas analisados pela ciência podiam: maravilhar, instruir, melhorar, moralizar e consolar. O método por ele usado foi o método experimental (observava, comparava, experimentava, vários médiuns, várias perguntas, vários espíritos). Percebeu nos fenômenos a chave para muitas respostas. Passado, presente, futuro da humanidade, revelação das crenças e das idéias. Em 18 de abril de 1857 publica o Livro dos Espíritos, não assinou o seu nome porque não queria influenciar os leitores. Foi aconselhado pelo espírito que dirigia esse trabalho da codificação (Espírito Verdade) que adotasse o nome de Allan Kardec, nome este que tivera quando junto aos celtas, fora um sacerdote druida. O Livro dos Espíritos que publicou em 1857 não é esse que nós estudamos. A primeira edição saiu com 501 perguntas. Esgotou-se rápido.
Revendo a nova edição, em 1860, que em 1945 aqui no Brasil foi traduzida por Guillon Ribeiro. Kardec publicou vários outros livros e viu que a doutrina nova que nascia era filosofia, ciência e também religião. Filosofia da religião, religião da ciência e ciência da filosofia. Quando estuda a mediunidade ela é ciência. Quando ensina o homem a viver com dignidade, é filosofia. Quando moraliza e consola, é religião. Religião de observação, revivência do evangelho do senhor Jesus, destrói o materialismo, o maravilhoso e o sobrenatural. Não cria idéias pré concebidas, mas dá ao homem a condição de renovar as suas idéias. Kardec sofreu muitos ataques a sua pessoa com a publicação dos livros, sofrimento esse que já tinha sido avisado pelos espíritos que o dirigiam que haveria de ter. Foi atacado, injuriado, mas resistiu a tudo com confiança, fé e humildade. Fora escolhido como o missionário que viria trazer para a humanidade modificações dos seus conhecimentos.

Perguntas/Respostas:

01.] <Alex_Krycek> Qual a razão de Kardec ter publicado a primeira versão do Livro dos Espíritos ainda não completa como hoje a conhecemos?

<Lucia_Moreira> Bem, ele estava começando a tomar conhecimentos novos com a espiritualidade e sentiu que podia ampliar esse questionamento observando que na espiritualidade tem espíritos de grande gabarito e de grandes conhecimentos morais, filosóficos e científicos, como Sócrates, Platão, Galileu, Fénelon, Hanemaniani, Pasteur, grandes espíritos da Igreja Católica e muitos outros. E que a tarefa não seria só de informar, mas também de consolar. Uma das grandes preocupações de Kardec era ver o grande sofrimento do povo, a vacilação diante da fé, a desesperança. Com todas essas informações, ele ampliou a segunda edição, que contém 1019 perguntas, fora as sub-perguntas, acrescentando as leis morais e a justiça divina, a fé no futuro, etc.

02. <Alex_Krycek> Gostaria de solicitar à Senhora Lucia_Moreira os esclarecimentos possíveis relativos às circunstâncias do desencarne de Allan Kardec, a respeito do qual nada sei.

<Lucia_Moreira> Kardec desencarnou, como eu já falei, em 1869, de um problema cardíaco, hoje o que nós chamamos enfarte. É muito oportuna a sua pergunta, porque costumam dizer por aí que Kardec suicidou-se. Apenas ele dedicou-se de corpo e alma, todas as horas do seu dia, junto com a sua companheira inseparável, amiga e colaboradora, Amelie Boudet, por isso que dizem que ele suicidou-se, porque em 15 anos ele publicou o Livro dos Espíritos, O que é o Espiritismo, Livro dos Médiuns, Céu e Inferno, Gênese, Obras Póstumas, Evangelho segundo o Espiritismo, uma coleção da Revista Espírita (de 1858 a 1869), fora várias viagens.

03.<ChevalierRJ> Kardec estabeleceu alguma ordem de leitura para os livros da codificação? Qual seria a ordem de leitura ideal para um iniciante?

<Lucia_Moreira> Bem, eu aconselharia a você, Chevalier, a começar: 1º O que é o Espiritismo, 2º Livro dos Espíritos e Evangelho, 3º Livro dos Médiuns, depois você pode ler O Céu e O Inferno, A Gênese E se você tiver “disposição e tempo” para a leitura, os 12 volumes da Revista Espírita. Aí você vai estar “formado” em Doutrina Espírita.

04.<SILzinha30> não entendi por que surgiu o boato do suicídio

<Lucia_Moreira> Nem eu também. Talvez tenha sido porque o Espírito Verdade, quando lhe deu a missão falou que ele teria que se dedicar de corpo e alma à tarefa e talvez até sua própria saúde seria abalada, quando lhe confiou a missão e que ele aceitou de corpo e alma e com toda humildade.

05. <Alex_Krycek> A espiritualidade previu e esperava que o Espiritismo se difundisse tão significativamente no Brasil e não na França ou algum outro país?

<Lucia_Moreira> Nós podemos dizer o seguinte : a Doutrina Espírita nasceu nos EEUU, floresceu na França e solidificou-se no Brasil. Por quê?
Culpa do Brasil ser o coração do mundo e a pátria do Evangelho, culpa da chamada reencarnação. Sabe por quê? O que tem de francês reencarnado aqui no Brasil, “não é mole”. :o)

Oração Final:

<mobsued> Vamos pensar em Jesus neste momento.. Elevar também nossos sentimentos..
Entrar em comunhão com os nossos mentores espirituais.. Assim agradecemos..
Por esta reunião tão proveitosa..
Pelas provações diárias..
Que nos fazem crescer..
Peçamos pela melhora geral do planeta.. Irmãos mais infelizes que nós..
Possam receber a esperança., o entendimento necessário. Assim seja!

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