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Politeísmo e Sacrifícios

Politeísmo e Sacrifícios

“O Livro dos Espíritos”
Questões 667 a 673

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Andréia Azevedo
Osasco – São Paulo
01/12/2001

Dirigente do Estudo:

Andréia Azevedo

Oração Inicial:

<Joshuairc> Vamos nos aquietar.. e elevar o pensamento ao nosso Pai, ao nosso Mestre, e aos espíritos amigos que por caridade nos vem ajudar a aprender. Lembremos da figura do Cristo…

Mestre,

Nós te procuramos agora para agradecer… pelo oportunidade de pela sua vontade, e acima de tudo, pela vontade do Pai… estarmos aqui reunidos em prece no meio virtual… para falarmos um pouco da Doutrina que nos toca a tanto o coração.. Agradecemos a ti pelo exemplo de amor, pela paciência e confiança infinita em nossa capacidade… de por meio da bênção do tempo de da reencarnação… aprendermos passo a passo.. a importância da caridade para com o nosso próximo e para conosco mesmo. Abençoa-nos e ajuda-nos..

a nos aproximarmos de ti pelos fios fortes da simpatia verdadeira, da palavra e da ação no bem.. permita-nos que sejamos dignos do título de discípulos, como foram tantos outros do passado que souberam honrar o teu nome no circo, no silêncio, no exemplo. e ajuda-nos, para que nossas imperfeições não nos atrapalhe a transformação moral individual. e que possamos estar em paz e em clima de fé. hoje, agora e sempre, e que acima de tudo, seja feita a vontade de nosso Pai que zela por nos desde o começo. obrigado e que assim seja.

Mensagem Introdutória:

SERVIR A DEUS

Em nome do amor a Deus, acumulam-se, na Terra, tesouros e monumentos. Centenas de santuários, sob a rubrica de cultos diversos, espalham-se em todos os continentes. Pagodes e mesquitas, catedrais e basílicas, torres e capelas aparecem, majestosos, na Ásia e na África, na Europa e na América, pretendendo honorificar a Providência Divina. É assim que surgem, aqui e ali, casas de adoração com variada nomenclatura. Templos-palácios.
Templos-estilos.
Templos-museus.
Templos-consagrações.
Templos-claustros.
Templos-troféus.

Os altares para os ofícios religiosos, que os hebreus da antiguidade remota situavam em mesas de pedra, no alto dos montes, são hoje relicários suntuosos, faiscantes de pedraria. E para o curso das orações, convertidas em cerimônias complexas, há todo um ritual de cores e perfume, reclamando vasos e paramentos que valem por vigorosas afirmações, nos domínios da posse material. Longe de nós, porém, qualquer crítica destrutiva aos irmãos que adornam, assim, o campo da própria fé. A intenção nobre e reta, seja onde for, é sempre digna e respeitável. Contudo, em nos reportando à interpretação espírita, que exprime o pensamento cristão claro e simples, como honrar o Criador, relegando-lhe as criaturas aos desvãos da miséria e às sombras da enfermidade?

Que dizer da estância, em que os filhos felizes, a pretexto de homenagear a munificência paterna, fingem desconhecer a presença dos próprios irmãos, mais fracos e mais humildes, extorquindo-lhes o direito da herança? Como glorificar o Todo Compassivo, inscrevendo-lhe o nome bendito em tábuas de ouro e prata, junto daqueles que se cobrem de andrajos e soluçam de fome? Lembremo-nos de Jesus, o expoente maior da maior lealdade ao Senhor Supremo. Anjo entre os anjos – desce ao mundo num leito rude de estrebaria. Engenheiro de excelsas rotas – pisa a lama terrestre em louvor do bem. Puro entre os puros – é a esperança dos pecadores. Mensageiro da luz – toma a direção dos que se afligem nas trevas. Magistrado incorruptível – de ninguém exigia certidão de pobreza a fim de ser útil.

Embaixador da harmonia sublime – é remédio aos doentes. Detentor de conquistas eternas – vale-se de barcos emprestados para o ensino da Boa-Nova. Justo dos justos – deixa-se crucificar entre malfeitores, para engrandecer, entre os homens, o poder do perdão e a força da humildade. Cultiva, pois, tua fé, conforme os ditames do coração, mas não te esqueças de que, no fundo da consciência, ajudar com desinteresse e instruir sem afetação, é a única maneira – a mais justa e a mais alta – de servirmos ao Nosso Pai.

Emmanuel

Do Livro: Religião dos Espíritos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: FEB

Exposição:

<Safiri> Boa Noite Amigos

O Politeísmo

O Politeísmo é uma das crenças mais antigas e mais espalhadas. O homem na sua incapacidade mental, principalmente no passado, onde havia tão pouca informação e, principalmente, evolução e conhecimento, acreditava que qualquer fenômeno espírita , seria a aparição de um “Deus”. Tudo quanto não compreendia devia ser obra de um poder sobrenatural. Os espíritos pareciam deuses.

A palavra deus tinha, entre os antigos, acepção muito ampla. Não indicava, como presentemente, uma personificação do Senhor da Natureza. Era uma qualificação genérica, que se dava a todo ser existente fora das condições da Humanidade. Ora, tendo-lhes as manifestações espíritas revelado a existência de seres incorpóreos a atuarem como potência da Natureza, a esses seres deram eles o nome de deuses, como lhes damos atualmente o de Espíritos. Pura questão de palavras, com a única diferença de que, na ignorância em que se achavam, mantida intencionalmente pelos que nisso tinham interesse, eles erigiram templos e altares muito lucrativos a tais deuses, ao passo que hoje os consideramos simples criaturas como nós, mais ou menos perfeitas e despidas de seus invólucros terrestres.

Se estudarmos atentamente os diversos atributos das divindades pagãs, reconheceremos, sem esforço, todos os de que vemos dotados os Espíritos nos diferentes graus da escala espírita, o estado físico em que se encontram nos mundos superiores, todas as propriedades do perispírito e os papéis que desempenham nas coisas da Terra. Vindo iluminar o mundo com a sua divina luz, o Cristianismo não se propôs destruir uma coisa que está na Natureza. Orientou, porém, a adoração para Aquele a quem é devida. Quanto aos Espíritos, a lembrança deles se há perpetuado, conforme os povos, sob diversos nomes, e suas manifestações, que nunca deixaram de produzir-se, foram interpretadas de maneiras diferentes e muitas vezes exploradas sob o prestígio do mistério.

Enquanto para a religião essas manifestações eram fenômenos miraculosos, para os incrédulos sempre foram embustes. Hoje, mercê de um estudo mais sério, feito à luz meridiana, o Espiritismo, escoimado das idéias supersticiosas que o ensombraram durante séculos, nos revela um dos maiores e mais sublimes princípios da Natureza.

Os Sacrifícios

A prática do sacrifício humano remonta a mais alta Antiguidade O homem acreditava que esse tipo de prática poderia agradar a Deus por mera “inocência”.

Eles não compreendiam a Deus como sendo fonte de bondade. Acreditavam que fazem “doações” de vidas de seus semelhantes poderiam obter resultados
que hoje sabemos muito bem que advém de nossa fé, paciência, caridade, amor incondicional. Fomos premiados com a vinda de nosso amado Jesus até nós nos elucidando ainda mais sobre a evolução e alcance de nossos objetivos, os quais, devam sempre estar sincronizados com o Amor.

Nos tempos remotos, da mais alta antiguidade, reinava com predominância o material. Se hoje se nos é difícil a compreensão de tudo o que se passa em nosso plano, imaginemos como era naquela época. O sacrifícios humanos não foram gerados de um sentimento de crueldade , mas de uma falsa concepção do que seria agradável a Deus. De tudo, e até hoje, Deus julga a intenção. A falta de conhecimento e ignorância daquele povo que vivia em época tão desprovida de conhecimento, é o que valia aos olhos de Deus segundo as intenções. E não é assim conosco hoje também ?

De que nos adianta reproduzirmos todas as palavras do evangelho com tanta veemência e conhecimento se na verdade nossos corações não estão de acordo com nossas palavras ? Ai também se emprega o uso da intenção que temos, tão qual era no passado junto ao culto dos sacrifícios humanos. Das guerras santas vemos ocorrer por quanto de impulso dos maus espíritos. Ignorância e falta de conhecimento também prevalece ali.

Esses povos devem se esclarecer e fazer predominar as religiões por amor e doçura .. nunca por matança . Toda oferenda a Deus… Tudo o que o homem tenta fazer ao se aproximar a Deus é válido aos olhos dele do que decorre da intenção, e a melhor oferta a Ele é o amor que aplicamos aos nossos semelhantes . No dia a dia , em nossas casas com nossos familiares Através da brandura e amor de nossos corações alcançaremos as paragens da paz e o amor Dele. (t)

Perguntas/Respostas:

1.<_Dulce_> o seu comentário me fez lembrar a passagem de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” que fala sobre o sacrifício mais agradável a Deus…o do nosso orgulho e do nosso egoísmo. Poderia comentar um pouco mais sobre isso?

<Safiri> Dulce, sim. O Sacrifício mais agradável a Deus é sem dúvida vencer nossos sentimentos inferiores O orgulho e o egoísmo nos torna arrogantes amargos impiedosos em nossas atitudes como se fossemos verdadeiros verdugos das pessoas que nos cercam hoje nessa vida. A brandura e a doçura de nossos coração , nos faz sempre valiosos aos olhos de Deus. Vencer as más tendências (orgulho, egoísmo, ódio, vingança , amargura, inveja etc ) É o maior sacrifício que podemos ofertar a Deus. Pois nossa meta é a evolução. E alcança-lá é estar mais próximo Dele (t)

2.<Joshuairc> Quero completar a sua idéia Safiri. Não que esteja faltando algo, mas é que me lembrei de algo importante a esse respeito.

<Safiri> Por favor

<Joshuairc> _Dulce, se você der uma olhadinha na primeira Lei moral em “O Livro dos Espíritos”, verá que ela se destina exatamente à questão da Adoração. O que não poderia ser diferente se lembrarmos que existe no homem o sentimento de adoração a Deus desde que existe o homem. No entanto esse sentimento esteve sempre carente de esclarecimento. E está até hoje, se repararmos como nos recomenda Emmanuel na mensagem que Safiri trouxe, o quanto o Homem tem desviado a atenção do que realmente é divino para o que é sua obra. Sensibilizamo-nos muito facilmente com o uso dos sentidos e pouco com o coração. Quero o templo gigante, mas excluímos os mineráveis de dentro dele.

Recentemente estive em Ouro Preto. Não pude deixar de ficar emocionado com a devoção do povo Brasileiro. Mas também fiquei triste com as histórias sobre as igrejas, no séc. XVI e XVII as igrejas eram construídas por congregações, e estas escolhiam quem teria permissão de entrar nestes templos. Assim, existia a igreja dos nobres, dos artesãos, dos comerciantes, e a dos escravos. A dos escravos era a mais pobre e situada em local distante. Os escravos eram proibidos de entrar numa das igrejas dos nobres… Adivinhem qual o “santo” dava nome a essa igreja? São Francisco de Assis.

Por que estou falando isso tudo?

Claro que não tenho a menor intenção de criticar outros credos que merecem tanto respeito como a nossa doutrina espírita. O que quero ressaltar é o erro, que não é só da igreja romana, é NOSSO. Por muito tempo temos adorado Deus da forma errada! O Adoramos no mármore frio das catedrais, no ouro dos candelabros da fé, nas roupas e pompas dos padres e clérigos em geral. E esquecemos da multidão que passa frio, fome, e todo tipo de infortúnio ao lado de fora. Os espíritos nos dizem na Lei Moral a que me referi que a verdadeira adoração é feita com o coração. Ela não precisa da matéria, mas de algo muito mais precioso, O nosso sincero sentimento de doação.

E ai chegamos finalmente a sua questão Dulce. D e que tipo de doação estamos falando? Acredito que seja da doação de nós mesmos em favor de nós mesmos. De morrermos para viver, como disse Jesus. “Aquele que quiser viver, que perca sua vida”. combater o orgulho e o egoísmo é morrer para um mundo que não acredita que seja esse o caminho, que acredita na possibilidade de felicidade atrás da porta larga.

Assim, se consideramos morrer como um verbo que se relaciona com o substantivo sacrifício, então dizemos que ao buscar a porta estreita do cristianismo, estamos cometendo auto-sacrifício em favor de nós mesmo. Esse, acredito, é o verdadeiro sacrifício que os homens buscam a tanto tempo nos animais, depois na matéria. Não se trata de uma paradoxo o sacrifício em favor de nós mesmos se considerarmos que o eu é a fonte do orgulho. Sacrificamos o eu em favor do nós, e assim cumprimos o dever perante a lei que nos recomenda “amar ao outro como a nós mesmos”.

<Safiri> Ficou lindo amigo Joshua
Acho que você nos acrescentou muito e fechou com chave de ouro.

Oração Final:

<Safiri> Senhor, ensina-nos:
a orar sem esquecer o trabalho;
a dar sem olhar a quem;
a servir sem perguntar até quando;
a sofrer sem magoar seja a quem for;
a progredir sem perder a simplicidade;
a semear o bem sem pensar nos resultados; a desculpar sem condições;
a marchar para frente sem contar os obstáculos; a ver sem malícia;
a escutar sem corromper os assuntos;
a falar sem ferir;
a compreender o próximo sem exigir entendimento; a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração; a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento. Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades. Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre. Emmanuel

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