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Sentenciados

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“O Livro dos Espíritos” – Questão 1009

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Deise Bianchini
Mato Grosso do Sul
05/02/2000

Dirigente do Estudo:

Mauro Bueno

Oração Inicial:

<Flavyo> Senhor! Nosso irmão Francisco de Assis nos exemplificou o amor à pobreza, assumindo uma vida completamente voltada ao trabalho, ao serviço, ao próximo. É com o espírito contagiado pelo nosso irmão Francisco que iniciamos mais este trabalho de estudos na noite de hoje.

Pedimos, como ele, Senhor, que possamos ser instrumentos de tua paz! Levando amor, onde estiver presente o ódio! Amor que reconstrói, liberta, abençoa e salva. Amor que perdoa, arrancando do coração a sensação da ofensa! Amor que une, onde antes se poderia encontrar apenas discórdia! Amor que semeia a Fé e compreensão, vontade de crescer e evoluir! Conhecimento e informação; onde outrora só se poderia encontrar dúvidas! Pai amoroso! Nosso querido Francisco nos ensinou a necessidade do aprendizado, do estudo – e este é um canal de estudos! Ele te chama de Divino Mestre! E nós outros, aqui reunidos para aprendermos, Pai, pedimos a benção à nossa mestra desta noite! Que os ensinamento de hoje sejam reforço para que aprendamos a servir mais, sem esperarmos ser servidos! Amar mais que sermos amados, para que, dando de nós, possamos receber a nossa paz! Abençoa-nos, Pai! Hoje e sempre! Assim seja!

Exposição:

<@Deise_Bianchini> Boa noite , amigos.

Procura-se incentivar o homem ao bem, e a se afastar do mal, prometendo-lhe recompensas e ameaçando-o com castigos eternos. O bom senso e a razão rejeita a idéia da condenação perpétua, pois, para que isso ocorresse, seria necessário que Deus fosse terrível, ciumento e vingativo, tendo, portanto, a paixão dos homens.

Quando recebemos os ensinamentos de Deus, que nos coloca como primeiras virtudes o amor, a caridade, a misericórdia, o esquecimento das ofensas, poderíamos supor que ele próprio poderia não ter as qualidades que são o nosso dever? Essa teoria, das penas eternas, recebe a rejeição do mínimo pensamento lógico. Deus não pode ser menos bom do que seria um homem. Outra contradição nesse pensamento: Deus, tudo sabendo, criar almas votadas à infelicidade eterna. Deus sabia, sem dúvida, que ela faliria, mas lhe dá os meios de se esclarecer por sua própria experiência, por suas próprias faltas.

A doutrina das penas relativas todos podem compreender. É necessário que a alma expie seus erros para ser melhor consolidada no bem, a porta da esperança não lhe é fechada para sempre. O momento de sua libertação dependerá dos esforços que faz para o atingir: ” A cada um segundo suas obras “.

Por outro lado, a eternidade dos castigos corresponde à eternidade do mal. Enquanto houver o mal entre os homens, subsistirão os castigos. Seria preciso admitir que o mal fosse eterno. Porém, Deus não criaria o mal eterno, pois aí negaríamos seu soberano poder. Não é soberanamente poderoso quem cria um elemento destruidor de suas obras.

E o que é o castigo? É a conseqüência natural para a alma que se distancia do objetivo da criação. É uma soma das dores necessárias.

O castigo é a dor que desperta o ser para que ele possa retomar o caminho. Parecerá eterno enquanto dure. A duração dos sofrimentos na vida futura se rege por leis em que se revelam a sabedoria e a bondade de Deus. A duração do sofrimento baseia-se no tempo necessário para que melhoremos. Sendo o estado de sofrimento, ou felicidade, proporcionado pelo grau de purificação do Espírito, a natureza e a duração dos sofrimentos dependem do tempo que ele gaste em melhorar-se. À medida que o Espírito progride e os seus sentimentos se depuram, seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza.

Os sofrimentos do Espírito durariam eternamente, se ele pudesse ser eternamente mau. Se jamais se arrependesse e melhorasse, sofreria eternamente. Deus não criou seres tendo por destino devotação perpétua ao mal. Apenas os criou simples e ignorantes, tendo todos, no entanto de progredir em tempo mais ou menos longo, conforme o decorrer da vontade de cada um.

Lembrando o final da oração de Francisco de Assis (parece que eu e o querido Flavyo combinamos). “É dando que recebemos. Perdoando que somos perdoados. E é morrendo que nascemos para vida eterna.”

É preciso “matar” o homem velho, cheio de paixões, para que nasça o homem novo. É assim que nasceremos para a vida eterna e nos livraremos das reencarnações expiatórias, habilitando-nos aos planos mais altos do infinito.(t)

Perguntas/Respostas:

[01] <MBueno_Estudos> O amor debela o castigo, certo? Então porque espíritos amorosos como o Chico Xavier sofrem?

<Naema> É uma maneira de entender o sofrimento para nossa atual condição (expiação e provas). Nunca poderemos conhecer a real felicidade, aquela que vem de um ambiente onde não existe ódio, inveja, maus pensamentos e etc. E será que o Chico sofre? Ou ele está terminando seu compromisso antes de partir para o mundo maior? (t)

[02] <Sergio_PR> Haverá uma maneira real de sabermos se um sofrimento é expiação ou prova, ou apenas devemos confiar nas intuições?

<Naema> A cada efeito temos uma causa, como não lembramos de nossos compromissos pretéritos, fica difícil sabermos o porque de certas aflições. Seja prova ou expiação, servirão para o adiantamento moral do espírito, dependendo da forma como ele receber as diferentes situações da vida.

Isso não quer dizer que devamos ser infelizes, que devemos levar uma vida de sofrimento. Quer dizer apenas que ainda não estamos prontos para a felicidade total, longe do egoísmo, onde possamos olhar cada ser humano e encará-lo como nosso irmão.

Essa é a nossa busca. Tentemos passar pelas dificuldades da vida, aceitando nossas dificuldades, mas usando sempre os instrumentos que Deus nos dá. (t)

[03] <baiana_> Cada dificuldade que passamos é relacionada a nossa missão aqui nesse plano?

<Naema> Todas as nossas dificuldades, ou compromissos, fazem parte de nossa caminhada evolutiva. Através dessas dificuldades conseguimos crescer. Apenas não devemos deixar para depois, tentemos resolver tudo agora, para que cada processo reencarnatório seja cada vez mais fácil e com menos débitos. (t)

[04] <baiana_> Somos nós que escolhemos como viremos? As dificuldades, nossos espirito protetor, nossa mediunidade, etc.?

<Naema> De maneira geral pode-se dizer que sim. Escolhemos, em linhas gerais, os processos que nos facultarão o crescimento. Isso não quer dizer que todo nosso destino está traçado, pois aí seria fatalidade, algo com que a Doutrina Espírita não concorda. Temos uma linha geral, mas durante a caminhada podemos não arcar com todos os compromissos. Com isso só estaremos adiando nossos débitos, pois todos deverão ser cumpridos.

A mediunidade também pode ser uma escolha, para que, no serviço aos necessitados, possamos fazer todo bem que deixamos de fazer em algum momento de nossas vidas. Os Espíritos protetores são aqueles que se afinizam conosco, que querem o nosso progresso e nos acompanham auxiliando em nossas dificuldades. (t)

[05] <baiana_> Se uma pessoa vem para esse plano como médium, significa que ele veio para praticar sua mediunidade, sem ter direito a escolha?

<Naema> Sempre temos direito a nossas escolhas e não se esqueça que todos somos médiuns. Porém, pelo que tenho visto, aqueles que vem com a mediunidade aflorada e que por um motivo ou por outro deixam de praticá-la acabam sofrendo problemas orgânicos ou espirituais. Saindo um pouco do tema, o médium é um canal aberto que, através do estudo e da disciplina aprende a controlar a recepção.

Os Espíritos estão ao nosso redor, e se aproximam daqueles que por algum motivo chamam sua atenção no caso da mediunidade, acham que poderão ser ajudados por aquela pessoa. Um médium “educado” sempre poderá dizer, que não é o momento, procurar esclarecê-lo com uma prece, orientá-lo a procurar ajuda em um Centro Espírita. A mediunidade não é para ser praticada a qualquer hora ou lugar, aí entra a disciplina. Resumindo, é melhor não se furtar aos compromissos. (t)

[06] <Sergio_PR> Sabemos que a natureza das provas e expiações são escolhidas pelo próprio espírito, quando na erraticidade. Mas, e aqueles que se negam a evoluir e reencarnar?

<Naema> Os Espíritos podem se comprazer em seu estágio evolutivo, mas não será uma situação duradoura, ele sempre, mais cedo ou mais tarde, compreenderá essa necessidade. Existem aqueles também que tem encarnações compulsórias, principalmente os que ainda não estão preparados para escolhas, ficam num processo, de ódio ou outros sentimentos terríveis, que como que se auto hipnotizam. Aí, para que possam evoluir, e aqueles a quem querem mau também possam, acabam sofrendo a reencarnação compulsória. Porém, cedo ou tarde virá o despertamento. (t)

Oração Final:

<{_lili_}> Boa noite a todos. Neste instante elevamos nossos pensamentos a nossos amigos espirituais que são nossos grandes colaboradores do IRC-Espiritismo e em todas as suas atividades, e também pensamos em Jesus Nosso Mestre e Evangelizador de nossas almas agradecendo todas as oportunidades felizes que nos proporcionam com imensas reservas de amor para que nos exercitemos no estudo que edifica e consolida em nós aprendizados tão necessários ao nosso crescimento espiritual.

Neste momento em que agradecemos, também queremos vos pedir, Mestre Jesus que oportunidades como esta sejam dilatadas em muitos pontos de nosso planeta, e rogando por todos nosso irmãos nós vos agradecemos, desejando que a paz que inunda nossos corações, agora, possa continuar a nos envolver para que a partilhemos com nossos semelhantes. Sê por nós, Jesus, hoje e sempre! Que assim seja.