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Temor da Morte – Parte II

Temor da Morte – Parte II

“O Livro dos Espíritos” – questões 941 e 942

Estudos Espíritas
Promovidos pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Deise Bianchini
Amambaí
11/09/1999

Dirigente do Estudo:

Mauro Bueno

Oração Inicial:

< Aleph_I > Amigo e mestre Jesus, através da concentração e da instauração da compreensão mútua, tuas palavras foram claras, Mestre, mas o que precisa se tornar preciso são os nossos sentimentos e, estudando os teus ensinos, retiramos o véu da nossa própria ignorância, mas é preciso que nos lembremos sempre que, a medida que nos esclarecemos, precisamos auxiliar o nosso próximo, pois se o amor pessoal é importante, o amor ao próximo é tanto quanto e este amor só se concretiza a medida que trabalhos par e passo com as Leis. Cientes disto clamamos a tua presença e a dos teus emissários. Assim Seja!

Exposição:

<Deise_Bianchini> Boa noite a todos! Estudaremos hoje as questões 941 e 942 de “O Livro dos Espíritos”, Medo da Morte. Segundo “O Livro dos Espíritos”: “A morte não inspira ao justo nenhum medo; porque, com a fé, ele tem a certeza do futuro; a esperança lhe faz esperar uma vida melhor, e a caridade, da qual praticou a Lei, dá-lhe a certeza de que não reencontrará, no mundo em que vai entrar, nenhum ser do qual deva temer o olhar. No entanto, muitos tem medo da morte, porque desconhecem inteiramente o processo e, principalmente o que os espera na espiritualidade.

Que se passa no momento da morte? Como se desprende o Espírito? Que impressões e sensações o esperam nessa ocasião?

As religiões, que deveriam preparar os fiéis para a vida além–túmulo, alertando-os da sobrevivência da alma e abrindo a cortina que separa os dois mundos, pouco fazem nesse sentido levando as pessoas a acreditar em um inferno e um paraíso, mas que é mais certo que elas irão para o inferno, porque lhes dizem que o que está na natureza é um pecado mortal para a alma. Quem persiste nessa crença teme o fogo eterno que as deve queimar, sem destruir. Os que tem um pouco de julgamento, não podem admitir isso, e se tornam ateus ou materialistas, crendo que fora da vida presente não há mais nada. O que todas as religiões e filosofias nos deixaram ignorar, os Espíritos vem nos ensinar. O Espiritismo é a luz que ilumina os caminhos misteriosos do retorno, afugentando temores irracionais e constrangimentos perturbadores. Com a Doutrina Espírita podemos encarar a morte com serenidade, preparando-nos para enfrentá-la. Isso é muito importante, já que se trata da única certeza da existência humana: Todos morrerão um dia!

O primeiro passo para esse preparo é o de tirar da morte o aspecto fúnebre, mórbido, temível, sobrenatural. O Espiritismo nos oferece recursos para encarar a morte com fortaleza de ânimo, inspirados na fé. Uma fé lógica, racional, consciente. Uma fé inabalável de quem conhece o que o espera esforçando-se para que o espere o melhor. O medo da morte decorre, geralmente, da falta de informação.

Espíritos eternos, transitoriamente estagiando nesse mundo, não podemos esquecer que nossa morada definitiva, legítima, situa-se no Plano Espiritual. As sensações que precedem e se seguem à morte são variadas e dependentes sobretudo do caráter, dos méritos e da elevação moral do espírito que abandona a Terra. A separação é quase sempre lenta, e o desprendimento da alma opera-se gradualmente, e se completa quando se rompem os últimos laços fluídicos que unem o perispírito ao corpo.

De qualquer forma que se dê, dolorosa ou fácil, a separação da alma e do corpo é seguida de um tempo de perturbação, mais ou menos longo conforme o estado do Espírito. A hora da separação é cruel para o espírito que só acredita no nada. Pacífica para aquele que deixa a Terra confiante no futuro. Se fazemos da reencarnação uma estação de férias, marcada pelo acomodamento e pela indiferença, alienados dos objetivos da existência, fatalmente sentiremos medo antes de morrer.

Aqueles que transitam distraídos das finalidades da jornada reencarnatória constatarão que a morte apenas revela os pesados grilhões que colocaram em si mesmos. Em nosso benefício é fundamental que desenvolvamos uma consciência da eternidade, reconhecendo que não somos meros aglomerados celulares dotados de inteligência, seres biológicos que surgiram no berço e desaparecerão, aniquilados no túmulo. Somos Espíritos eternos! Já existíamos antes do nascimento, e continuaremos a existir após a morte física. É preciso viver em função dessa realidade, superando mesquinhas ilusões, a fim de que, livres e firmes, busquemos os valores inalienáveis da virtude e do conhecimento. (t)

Perguntas/Respostas:

[01] <_angelo_> Algum receio que ainda nos resta da desencarnação ainda não seria fruto de nos desnudarmos (pelos equívocos)?

<Deise_Bianchini> Você poderia explicar melhor a dúvida?

[02] <_angelo_> Acho que ainda temos medo de nos mostrarmos tal qual somos, a matéria cria uma grande ilusão, não é?

<Deise_Bianchini> Ao deixarmos a matéria, ficamos realmente mais expostos e, assim como nós, outros poderão ver nossas falhas. Acho que esse é um grande receio. (t).

[03] <ingraine> Deise_Bianchini, você citou que a separação pode ser dolorosa, refere-se a dor física?

<Deise_Bianchini> Não é bem física, porque o que sentimos com o espírito são impressões de nosso corpo carnal. Mas se torna mesmo assim dolorosa, pois o espírito está densamente preso à matéria, e tem dificuldade de libertar as últimas amarras. Não aceitamos o momento e o prendemos, se formos ligados demasiadamente à matéria. Ocorre também com os familiares que ficam ao lado do moribundo prendendo-o, chamando-o, causando grande sofrimento (moral) por isso essas melhoras momentâneas que algumas pessoas à morte tem, os familiares ficam mais calmos, a pessoa conversa com eles, e podem partir tranqüilamente nesse momento. (t)

[04] <{Joao}> Qual a razão de se ter medo de ser enterrado vivo (ser sufocado)?

<Deise_Bianchini> São medos atávicos. Hoje em dia, com os avanços da ciência, isso é impossível de ocorrer. No Brasil não se pode ser enterrado sem o laudo médico, que pode determinar exatamente a morte da pessoa. (t)

[05] <{Joao}> No caso de um espírito bem evoluído, como se dá o desligamento?

<Deise_Bianchini> O desligamento ocorre aos poucos, havendo a separação do perispírito e do corpo, quando os últimos laços se rompem, o espírito está liberto. Passa por uma ligeira perturbação, e logo se irá integrar ao novo mundo. Para os outros, essa perturbação será mais demorada, podendo sentir que ainda está vivo, e confundir seu perispírito com o corpo de carne. Poderá ficar vagando, ou mesmo sentindo as adulterações de seu corpo (se for suicida), poderá voltar ao lar e não ser reconhecido. João, o seu destino será estar junto aos de mesma evolução e já poderá se iniciar nos trabalhos do Plano Espiritual. (t)

[06] <JaymeB> Até que ponto o conhecimento da Doutrina Espírita pode nos ajudar no momento do desencarne?

<Deise_Bianchini> O esclarecimento que nos causa maior medo é o desconhecido ou esperar pelo nada. O fato de sabermos de nossa destinação já nos leva a nos prepararmos a procurar sermos melhores a cada dia para que não tenhamos nada a temer ou nos envergonhar. (t)

Oração Final:

<PimentaDoce> Jesus Amigo, companheiro de todas as nossas horas, nesse momento em que vamos interrompendo esses momentos de estudo, nós elevamos nossos pensamentos e nossos corações a Deus, agradecidos pela oportunidade sublime de refletir sobre essas verdades imorredouras, que tanto nos consolam o coração.

Obrigada, Pai de Amor, por esse espaço tão especial de reflexão. Obrigada pela palavra inspirada da amiga, que tanto nos esclareceu. Que possamos assimilar esses ensinamentos, fixando-os no mais profundo de nosso ser, de modo que no dia-a-dia, na hora de vivermos as nossas dificuldades, na hora de oferecermos a palavra amiga a um coração que sofre, a luz sublime que emana desses ensinamentos possam iluminar nossa mente, nossos corações e nossa fala possam iluminar nossos olhos, nossos gestos, de modo que sejamos mensageiros do teu Amor e da tua Sabedoria.

Na certeza da tua presença sempre junto a nós, nós nos dispomos a, por nossa vez, estarmos contigo sempre. Assim Seja!

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