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Teus Encargos

Teus Encargos

Livro “Segue-me!…”

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Carlos Roberto
Rio de Janeiro
25/12/2002

Dirigente do Estudo:

Jailton Pinheiro

Oração Inicial:

<jaja> Senhor Jesus, neste momento, querido Mestre, damos início a mais um estudo promovido pelo IRC-Espiritismo. Gostaríamos de pedir as tuas bênçãos para os momentos em que aqui passaremos juntos, de modo a que possamos discorrer sobre o tema em estudo com bastante aproveitamento. Que os bons espíritos nos sustentem, trazendo também boas vibrações, que possam nos ajudar, nos amparar nas nossas tarefas do dia-a-dia. Que a Tua luz, Senhor, se faça presente neste momento e que possas auxiliar nosso querido amigo Carlos a desenvolver a tarefa que lhe cabe. Que em Teu nome, em nome de Deus e da espiritualidade amiga que nos dirige esta tarefa, possamos dar início à mesma!

Que assim seja!

Mensagem Introdutória:

TEUS ENCARGOS

“… Sede vós perfeitos como perfeito é o nosso Pai Celestial.” – Jesus (Mateus, 5:48)

Cada qual de nós, conforme as leis que nos regem, se encontra hoje no lugar certo, com as criaturas adequadas e nas circunstâncias justas, necessárias ao trabalho que nos compete efetuar, na pauta de nosso próprio merecimento.

Observa os encargos que te honorificam a existência como sendo, desse modo, atividades de alta significação em teu benefício, porquanto se erigem todos eles em tope de realização a que, por enquanto, te podes consagrar.

Seja em casa ou na oficina, no grupo de serviço ou na tela social, és uma peça consciente na estrutura da vida, desfrutando a possibilidade de criar, agir, colaborar e fazer, na elevação da própria vida.

“Sede perfeitos como é perfeito nosso Pai Celestial” – exortou-nos Jesus.

Pensemos nisso, melhorando-nos sempre.

Sem dúvida que outros conseguem substituir-te no trabalho a que te entrosas; no entanto, em se tratando de ti, é justo recordes que Deus nos fez, a todos, espíritos imortais com o dever de aprimorar-nos até que venhamos a identificar-nos inteiramente com o seu infinito amor, conservando embora, em todo tempo e em qualquer parte, a prerrogativa de seres inconfundíveis da criação.

Teus encargos – tuas possibilidades de acesso a planos superiores.

Realmente nós – os espíritos em evolução nas vias terrestres – estamos ainda muito distantes da angelitude; entretanto cada um de nós, onde estiver, poderá, desde agora, começar a ser bom.

Emmanuel
Do Livro: Segue-me
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Editora: O CLARIM

Exposição:

<carlosroberto> Quando estamos falando sobre nossas próprias necessidades, mais difícil se torna, porque estamos falando sobre nossas próprias dores, sobre nossas próprias dificuldades.

Este é o caso desta noite, pois ele se aplica a mim mesmo!

Quando o Chico Xavier disse “Tudo está sempre certo”, enunciou uma verdade ainda fora do alcance integral para a maioria de nós.

Como “Tudo está sempre certo”?

Pensamos que se tivéssemos esta ou aquela facilidade, as coisas seriam mais fáceis para nós.

É natural que vejamos as coisas por este ângulo. Estamos encarnados, possuímos uma visão limitada das coisas, porque somos limitados.

Como compreender que se não temos facilidades, pode ser que ainda não soubéssemos tê-las, sem nos comprometer com desperdício, com a malversação dos bens. Tal é o famoso:

“Se eu ganhasse na loteria, dava uma ajuda para a casa espírita que eu freqüento, bem como para a minha família.”

Quando tivermos a coragem e a capacidade de olharmos de frente para nós e para nossas necessidades, aí sim, compreenderemos que nos são concedidas todas as oportunidades educativas que necessitamos para progredir. Daí Emmanuel ter afirmado: “- Cada qual de nós, conforme as leis que nos regem, se encontra hoje no lugar certo, com as criaturas adequadas e nas circunstâncias justas, necessárias ao trabalho que nos compete efetuar, na pauta de nosso próprio merecimento.”

Interessante Emmanuel nos afirmar, que nos são concedidas as oportunidades máximas que podemos aproveitar por ora. Claro que nós mesmos ao longo de uma reencarnação, podemos distender estes limites, até porque as oportunidades nos são concedidas aos poucos, na maioria das vezes.

Uma vez fui conversar com um casal que se queixava de haver perdido muitos bens materiais. Eles possuiam caminhões, carros, lojas comerciais, etc. E, viram-se, num dado momento, apenas com o apartamento em que moravam. Conversando com atenção e respeito, sem pressa, chegou o momento em que eles falaram que não tinha filhos. Depois, a revelação: haviam feito seis abortos.

Não é o caso de refletirmos que eles podem ter perdido tudo o que perderam, porque aqueles bem materiais eram o que os filhos mereciam – ou precisavam – de apoio a caminhada espiritual deles, e que havia sido concedidos aos pais, porque eles haviam se comprometido a orientá-los, e, foi retirado dos mesmos, porque os verdadeiros “donos” não puderam permanecer encarnados.

Na medida em que vivenciamos “Buscai primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça e o resto vos será dado por acréscimo”, perceberemos que se ampliarão os nossos recursos no bem, porque nos colocamos verdadeiramente mais disponíveis para o mesmo!

Emmanuel em consonância com André Luiz no início do livro “Mecanismos da Mediunidade” nos fala da possibilidade que temos de sermos emissores, receptores, transformadores de energias, pensamentos, sentimentos.

Não nos furtemos a colaborar de algum modo a nossa volta com o bem-estar comum. Uma palavra de orientação, um gesto de cuidado com a segurança pública, um tempo como ouvinte atento e interessado na angústia alheia, geram benefícios a nosso próprio favor, do qual nos dão notícias os que enviam mensagens do plano espiritual.

As convivências familiares, e às vezes, as sociais, nos são muito complicadas. Pensamos que seria melhor estar com esta ou aquela pessoa, neste ou naquele ambiente, normalmente diverso da realidade que nos diz respeito.

Desfazer uma ligação e iniciar outra, é parte da vida.

Mas, o que deve nos motivar a tal? Se os nossos motivos não forem bem fundamentados, corremos o risco de apenas trocar de endereço, ou seja, continuaremos convivendo com as nossas próprias dificuldades.

E, se não convivermos com as nossas próprias dificuldades no próximo relacionamento, possivelmente será porque agora estamos vivendo com uma pessoa que não nos testa ou pressiona em nossos pontos fracos. Podemos ter a impressão de que “Agora sim! Este sou eu! Agora não me aborreço, não me estresso!”, quando na realidade ficam como que mascaradas, adormecidas, escondidas as minhas falhas, até que novamente a vida se encarregue de expô-las a nosso próprio benefício, atendendo nossas necessidades de aprendizado espiritual.

Emmanuel nos aponta o trabalho em geral – nossos encargos – como sendo o caminho natural para acesso aos planos superiores.

Venho particularmente refletindo muito nisto. Ontem mesmo estive numa situação em que, para levar adiante uma determinada tarefa, diante de pessoas que não estavam, momentaneamente colaborando, precisava de perseverança. Comecei a pensar que deveria ter paciência. Então, me ocorreu que não era a paciência que eu deveria buscar, e sim, o fazer o trabalho com amor. Fazendo com amor, não precisaria fazer uso da paciência.

Parece complicado, mas vai deixando de ser, na medida em que nos esforçamos nesta direção, como diz Joanna de Ângelis:

“A disciplina antecede a espontaneidade.”

Muito engraçadinha a forma de Emmanuel nos incentivar ao bem, lembrando-nos que “cada um de nós, onde estiver, poderá, desde agora, começar a ser bom.”

Ser bom, omitindo uma palavra de sarcasmo, ouvindo de novo a história já conhecida, como se fosse pela primeira vez, dando a orientação sem a preocupação de ser ouvido, antes falando com carinho, lembrando o bem onde quer que esteja.

Agradeçamos a Deus, o muito que ele nos concede em lições como esta.

Oração Final:

<jaja> Senhor Jesus, muito Te agradecemos pela oportunidade de estudar o Teu evangelho de luz, com o esclarecimento que a Doutrina Espírita nos dá. Te pedimos, Mestre querido, que nos auxilie, nos ajude em nossa caminhada terrena, diante de nossas tarefas, de nossos encargos, Senhor. Dê-nos forças para que vençamos as dificuldades, os obstáculos e que saibamos compreender a necessidade da existência deles em nossas vidas. Que o Teu amor permaneça sobre todos nós, durante não somente a semana do Teu Natal, mas em todos os dias do próximo ano que em breve se inicia. E que assim, mais animados e felizes possamos nos despedir, pedindo a Tua permissão, a permissão de Deus, nosso Pai, e a permissão dos Espíritos amigos que nos dirigem esta tarefa.

Que assim seja!

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