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TVP e Sexualidade – Estudo de Casos

TVP e Sexualidade – Estudo de Casos

Palestra Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
e pelo Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Palestrante: Arleir Bellieny
Rio de Janeiro
06/08/2000

Organizadores da palestra:

Moderador: “jaja” (nick: |Moderador|)

“Médium digitador”: “Stone_” (nick: Arleir_Bellieny)

Oração Inicial:

<|Moderador|> Senhor Jesus, aqui estamos nós, mais uma vez, reunidos em Teu nome, com o objetivo de aprendermos um pouco mais sobre a doutrina espírita. Temos a certeza da presença dos amigos espirituais, neste ambiente que, com certeza, conduzirá nossas mentes, de modo a atendermos aos objetivos traçados pelos Espíritos amigos…

Que possamos, então, em Teu nome, em nome de Deus e dos amigos espirituais, dar por iniciada a nossa Palestra Virtual. Que assim seja!

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Arleir_Bellieny> Inicialmente pedimos licença ao nosso patrono e, particularmente, ao meu avô Dr. Bezerra de Menezes, que nos tem acompanhado ao longo da nossa trajetória terrena de um modo especial. Daí a nossa intimidade chamá-lo de avô. Não sei se ele já foi informado disso. 🙂

Agradeço a vocês por ter acessado. Espero preencher este espaço com o melhor proveito possível.

Dr. Hernani G. Andrade fez uma citação significativa no prefácio do livro “Viajantes”, escrito por uma amiga: “A TVP fará a terapia da Humanidade.” Não sou radical a acreditar ser a TVP uma panacéia para todos os males como muito bem cita Dr. Bezerra no livro “Loucura e Obsessão”.

Porém, na minha praxis clínica, tenho experenciado situações que sugerem atenção especial. Os casos que venho acompanhando há alguns anos, têm alcançado os objetivos esperados.

No nosso Seminário de hoje, proponho alguns casos clínicos para reflexão e apreciação de todos vocês. Os casos aqui relatados estão autorizados pelas pessoas e alguns detalhes modificados para que não sejam identificados, guardando o sigilo da ética profissional.

A Senhora X. procurou-me com a seguinte queixa:

“Sou casada há 6 meses e ainda não consegui manter relações sexuais com o meu marido. Todas as vezes que tentamos sinto uma aversão incontrolável e, de súbito, o empurro, fujo, depois me culpo, choro, me desespero. É como se algo me arrancasse de perto dele. Fomos namorados apaixonados, eu o amo e ele a mim. Esta questão me faz pensar que o nosso casamento não dará certo por culpa minha. Estou pensando em anular o nosso casamento. Ele não merece isso. Para lhe ser franca, já pensei até em acabar com a vida, suicidar-me. Não sei mais o que fazer.”

Vou simplificar o caso:

Esta pessoa, em regressão, vai a uma existência passada, cujo personagem, uma jovem de 13 a 14 anos, bonita, frágil, morava a beira de um cais e, sem que ela soubesse, era usada pelo seu pai como contrabandista. Por ser uma jovem frágil, bonitinha, tinha trânsito livre em todas as dependências do cais, onde um “capataz” (gerente do tráfico) recebia o que ela, sem saber, trazia para ele. Ela acreditava entregá-lo encomendas que o pai enviava e vice-versa.

A admiração por esse homem foi crescendo até apaixonar-se profundamente. Seus pais negaram o fato. A jovem foge com ele. na fuga, esconderam-se numa casa de prostituição. Sabiam que estavam sendo perseguidos pelo seu pai e outros comparsas. Foram surpreendidos em um dos quartos, enquanto faziam sexo (ela pela primeira vez). Entre dores, prazer e medo, foram mortos violentamente.

Ao sair do corpo físico ambos juraram nunca mais separarem-se, até mesmo por vingança. Um misto de amor e ódio.

No intervidas (espaço entre encarnações), só se separaram face a encarnação atual da nossa Senhora X. No final da regressão aparece no setting terapêutico o seu amado, ainda desencarnado, furioso, dizendo: “Você é minha! Lembre-se do que prometemos um para o outro: nunca nos separarmos! Não vou permitir que você seja dele!” Todo este diálogo foi repetido pela Senhora X. em estado modificado de consciência (transe regressivo).

Agora, a Senhora X. pode compreender que as suas atitudes do presente estavam ligadas ao passado não lisonjeiro, onde decisões equivocadas foram tomadas em momentos traumáticos, repetindo na vida atual um padrão de comportamento adquirido no passado.

A proposta da TVP, após tomar conhecimento da causa, das origens, é promover a dissociação do hoje e o ontem. Sempre que estiver para repetir esta mesma situação no momento presente, a Senhora X. deverá lembrar-se das decisões passadas e compreender que isto não faz mais sentido para ela na vida presente. Tudo isso fez sentido para o personagem apaixonado do passado. Agora é um outro momento. (t)

Perguntas/Respostas:

<|Moderadora|> <Wania> [01] Paralelo à TVP, desenvolve-se também a terapia comum (não sei se este é o termo exato)?

<Arleir_Bellieny> A TVP consiste em três fases distintas: facilitadora, conscientizadora e transformadora.

A transformação do ser é a ênfase do nosso trabalho. É isso que você está chamando de terapia. Não basta regredir e saber o que aconteceu no passado. Precisa compreender o processo e desejar modificá-lo, transformá-lo. É nisso que constitui a terapia, com base nas vivências passadas. Daí Terapia de Vida Passada. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

<Arleir_Bellieny> O tempo ainda constitui um atraso dos encarnados. Por isso, ainda nos submetemos a ele. Quero dizer que meu tempo acabou. 🙂

Estou deixando com vocês o nosso amigo Mílton Menezes, para dar prosseguimento às respostas e considerações. Tenho a certeza que o bastão está em mãos hábeis e seguras.

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