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União do Princípio Espiritual à Matéria

União do Princípio Espiritual à Matéria

“O Livro dos Espíritos” – Questões 17 a 36

Estudo Espírita
Promovido pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositor Mauro Bueno
Manaus
18/03/2000

Dirigente do Estudo:

Mauro Bueno

Oração Inicial:

<Safiri> Senhor, nosso amado Deus, faz-nos compreensíveis a suas palavras, faz-nos verdadeiros e únicos nesta jornada, onde buscamos aprimoramento moral e intelectual. Ajude-nos a enfrentar as dificuldades dos dias de hoje, ajude-nos a tornar esses dias difíceis em dias de gloria. Que cada derrota seja a conquista, que cada lágrima seja a luz em nossas almas, posso eu sentir seu abarco, Sua luz e Seu brando olhar. Permita-nos que essas palavras, seja nosso guia, nosso alerta a vigiar. Vamos agora, abraçar nosso irmão Mauro, que fará para nos a palestra de hoje. Que assim seja!

Exposição:

<@Mbueno> O Estudo a seguir é de um pesquisador Espírita: Ditado por espíritos diversos, recebido por P. A. Ferreira

Esta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer meio, sem autorização prévia do autor, desde que se o faça integral e gratuitamente, de modo a preservar seu espírito inicial que é o de incentivar a integração da Ciência e do Espiritismo e o progresso da humanidade no sentido científico e moral.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais : Todos nós sabemos intuitivamente o que é força. De uma forma simplificada (que não é a mais correta por já ter sido ultrapassada por conceitos mais modernos), a Física nos mostra que as substâncias são compostas por átomos que possuem elétrons que giram em volta de um núcleo central formado por prótons e neutrons.

Mostra ainda que na natureza existem quatro tipos de força: a eletromagnética, que está presente nos fenômenos elétricos e magnéticos, a gravitacional, responsável pelo peso das coisas, a forte, responsável pela união dos prótons no núcleo atômico e a fraca, presente nos fenômenos de emissão de elétrons pelo núcleo atômico.

Bem, para cada força a Física associa um campo que é um conceito abstrato criado para explicar como essas forças atuam à distância. O conceito de éter em repouso, em voga no século passado, foi substituído pelo de campo que não teria uma estrutura mas que possui sempre uma partícula associada. Mas isto já seria mais complicado de explicar neste livro porque a Física trabalha com conceitos muitos precisos que precisam ser aprendidos com detalhe antes de serem usados. É como o aprendizado de uma linguagem onde cada palavra deve ser memorizada com seu significado. A Física estuda apenas aquilo que pode ser reproduzido, estabelecendo e quantificando as leis que governam essas quatro forças. Portanto, a Física não estuda a mente, o Amor Divino e os fenômenos espíritas.

O Espiritismo estuda os fenômenos espíritas, e as leis morais, procurando esclarecer de onde viemos e para onde vamos após a morte do corpo físico. Seus fenômenos não são reprodutíveis à vontade em laboratório porque envolvem a participação dos Espíritos, que somos nós mesmos após a morte e sede de nossa inteligência e personalidade enquanto encarnados. Pelo contrário, a presença de descrentes e zombeteiros durante as manifestações dos Espíritos, tende a afastá-los, dificultando ou impedindo a realização dos fenômenos. Para os espíritas o homem na Terra é constituído de corpo e alma, sendo a alma definida como o espírito quando encarnado.

A alma ou o espírito são constituídos do ‘espírito propriamente dito’ e do perispírito. Neste livro para evitar que quando falarmos de espírito os não-espíritas fiquem sem saber se estamos falando do Espírito ou do núcleo do Espírito, chamaremos esse núcleo de alma (vide referência 6 no Cap1, – Do Holograma) e quando o Espírito estiver no corpo, o chamaremos de ‘Espírito encarnado’. Portanto, daqui por diante, o Espírito é formado de perispírito e alma.

Mas, de que são formados o perispírito e a alma?

De acordo com “O Livro dos Espíritos”, o perispírito é um envoltório fluídico semi-material e a alma uma centelha divina; na “Gênese”, Cap.XIV, podemos ver que os fluidos ainda são considerados matéria: “A qualificação de fluidos espirituais não é rigorosamente exata, uma vez que, em definitivo, é sempre da matéria mais ou menos quintessenciada. Não há de realmente espiritual senão a alma ou princípio inteligente. São assim designados por comparação, e em razão, sobretudo, de sua afinidade com os espíritos. Pode-se dizer que são a matéria do mundo espiritual: é por isso que são chamados de fluidos espirituais”. Em alguns livros recentes, nos é dito que o perispírito é formado de antimatéria. Por outro lado, no programa “Pinga Fogo” da TV Tupi de São Paulo em 28 de julho de 1971, o Espírito Emannuel, incorporado em nosso querido Chico, em resposta a um telespectador sobre a existência de vida em Marte, agora que as sondas americanas mostraram não haver vida naquele planeta, explica aos repórteres:

“Sabemos que o espaço não está vazio. Mas precisamos esperar o progresso científico na descoberta mais ampla e na definição mais precisa daquilo que chamamos antimatéria. Então, devemos aguardar que a ciência possa interpretar para nós a vida em outras dimensões.”

Quando recebi estas mensagens ainda não tinha lido nenhum destes livros mais recentes; sua leitura foi para mim uma reforço a mais na certeza que já tinha de que as conclusões a tirar destas mensagens estavam corretas. Vamos então à primeira mensagem:

Primeira mensagem:

Vou estar no Centro Espírita de Valinhos na Quinta-feira. Meu mentor também vai. Só posso falar com o auxílio dele. Leve a mãezinha até lá.

Nós os amamos pai, como também à mãezinha, Lucinha, Paulão e o Ângelo. Não fiquem tristes. Tem um Centro Espírita muito bom bem perto de onde vocês vão morar no Rio de Janeiro. Vocês poderão continuar os estudos espíritas lá. Estamos iniciando agora um estudo sobre a constituição da matéria. Você poderia participar. As aulas são nas Quintas-feiras pela manhã. No fim de semana poderia lhe passar os pontos.

É só sentar aqui nesta mesa como agora. Nesta primeira aula estudamos o éter; é mais ou menos da forma como você pensa. O magnetismo virá depois. A gravidade se propaga por um meio que a Ciência ainda não conhece e que é familiar para nós, daí a facilidade de fazermos levitação.

Não é mental, pois a mente é ainda mais fundamental e tem características holográficas, podendo atuar sobre o campo gravitacional, modificando-o. O éter é o campo dos fenômenos eletromagnéticos, mais intenso e difícil de manipular, mas também o conseguimos. O Amor Divino é uma força presente em tudo e está muito além do que podemos estudar e compreender, embora possamos senti-lo. É como se fosse uma luz sutil que a tudo ilumina. Ainda estamos longe de poder equacioná-lo cientificamente.

Além do Amor, da mente, do eletromagnetismo e da gravidade ainda temos mais três campos de força: a fraca, a forte e mais uma que não tenho o nome aí na Terra e que passaremos agora a chamar, conforme sua sugestão, de Fluido Cósmico Universal (FCU) com sua força vital associada.

São sete campos ao todo, dos quais quatro estão presentes no dia a dia da Ciência: o gravitacional, o eletromagnético, e os das forças forte e fraca. E três estão presentes no dia a dia do Espírito: o mental, o Fluido Cósmico Universal e o Amor. Da mesma forma que a matéria é uma condensação dos campos eletromagnéticos e gravitacional, a antimatéria é uma condensação do antiéter e do campo antigravitacional e a alma é uma condensação do Amor Divino.

O perispírito é constituído de antimatéria e FCU, mas tem estrutura variável conforme o nível de energia em que se situa. Quando no mundo material o FCU do perispírito se liga às partículas materiais, enquanto que no mundo virtual, dependendo do nível em que situa, ele é constituído principalmente de antimatéria e de FCU.

Nos fenômenos de materialização de espíritos é necessária a presença de um médium que libere ectoplasma que cobrirá o espírito para torná-lo visível. O ectoplasma, sendo produzido a partir do perispírito do médium, também é formado de FCU, mas traz consigo uma certa quantidade de matéria. É notável que a estrutura projetada pelo holograma, neste caso, se assemelha a um tecido como a gaze, com a finalidade de reduzir a quantidade de matéria necessária à materialização, sendo essa a razão da maioria das materializações de espíritos se apresentarem com um véu. O espírito continua invisível, tudo que vemos é o ectoplasma, mesmo quando se distingue as feições por baixo do véu. Este tecido tem ainda a propriedade de emitir luz tênue, permitindo que seja visto no escuro. Para poder avançar na compreensão dos fenômenos espíritas a Ciência deverá iniciar pelo estudo do ectoplasma.

A antimatéria pode coexistir com a matéria num mesmo lugar do espaço, mas em diferentes níveis de energia, só interagindo com aquela muito fracamente ou quando em estados excitados. Nossa constituição é um pouco diferente daquela a que estávamos acostumados. Nos próximos fins de semana daremos mais detalhes.

Campinas, 14/2/95.

Segunda mensagem:

Quero apresentar-me. Chamo-me Sir Macklay, vivi no país de Gales de 1837 a 1891. Era estudioso de Ciência e de Espiritismo. Faleci devido a uma doença rara na época.

Hoje sou mentor do Alexandre para assuntos científicos. Ele está aqui ao seu lado, e está aprendendo a comunicação com os encarnados. Só estará apto após dois anos de curso, mas talvez possa mandar alguma mensagem antes. Será nessa época que você estará apto a recebê-las. Na quinta-feira passada não houve a aula de estrutura da matéria porque na época de Carnaval nos preparamos todos para o serviço de Socorro na Terra. No próximo final de semana continuaremos. O Alexandre está bem e um pouco preocupado com a sua saúde. Seu problema está no perispírito e será necessário sua Reforma Íntima imediata.

Estaremos ajudando. Tenha confiança em Deus. Por que se amofinar e se preocupar tanto? Não há mais tempo para ficar com essas coisas. Mude já!

Ame paizinho!

Campinas, 1/3/95.

“Além da Matéria Densa” – Alberto de Souza Rocha – Ed. Espírita Correio Fraterno do ABC, 1ªEd. 1997

“Correlações Espírito-Matéria” – Jorge Andréa dos Santos – Ed. Soc. Espírita F. V. Lorenz , 3ªEd. 1992

“As Vidas de Chico Xavier” – Marcel Souto Maior – Editora Rocco (3ªEdição 1994) Cap. IX, pág. 175.

Estava pensando no Fluido Cósmico Universal conforme definição em “O Livro dos Espíritos”. A escrita correta pode não ser exatamente esta, mas deve ser um homófono como, por exemplo, Sir Macaulay.

Resumo das duas primeiras Mensagens
Nestas duas mensagens iniciais foram mostradas a existência de sete campos fundamentais: o gravitacional, o eletromagnético, o das forças forte e fraca, o mental, o FCU e o Amor Divino, em contraste com os quatro campos fundamentais da Física.

O campo eletromagnético foi chamado de éter, porém, como veremos, esse éter não é o mesmo do século passado, não estando em conflito com a Ciência atual. Foi dito que o perispírito é constituído de FCU e de antimatéria que, como veremos adiante, devido à sua baixa densidade nas proximidades da Terra, se comporta como um fluido semimaterial.

O Fluido Cósmico Universal (FCU), com sua força vital associada, é outro dos sete campos de importância fundamental em nossos estudos. O ectoplasma, também é formado de FCU e, nas materializações, se assemelha a um tecido como o filó. Deve ser entendido que o termo materialização aqui não significa criação de matéria, mas revestimento de corpos espirituais pelo ectoplasma, dando a ilusão de um corpo material.

A materialização permanente seria realizada pelo transporte de corpos materiais de outro local remoto, por efeito túnel, ou de transporte de átomos ou pedaços de matéria para montagem do corpo no local.

Terceira mensagem

  1. Do Holograma

O Universo é mais complexo do que imaginamos aí na Terra. Os campos que mencionei na primeira mensagem se complementam e influenciam a matéria. Podemos observar e participar dessa influência usando nossa vontade que é agora mais livre. Quando não estamos próximos à matéria vivenciamos o mundo espiritual em toda a sua grandeza. Essa vivência é bem diferente da que é experimentada aí. Tudo aqui é mais leve, mais fluido, mais rápido, mais luminoso e mais fácil de ser modificado.

A Doutrina Espírita esclarece que o homem é composto do corpo material, do perispírito e da alma, enquanto que nós, espíritos, temos apenas o perispírito e a alma. Na alma está a mente, e no perispírito, que serve de ligação entre a mente e o corpo material, são registradas as memórias de todas as nossas vidas anteriores. É no perispírito, por um processo natural, que é realizada a transformação da percepção tridimensional para a dimensão mental da alma, da mesma forma que o cérebro do corpo material realiza a transformada (o cérebro é um transformador) das impressões dos sentidos materiais em percepção tridimensional.

Conforme relatei em outra mensagem, aqui tudo é mental e a analogia mais próxima para nos referirmos à constituição de nossa alma é o holograma. Entretanto, embora semelhante na conceituação básica, a mente é muito mais complexa do que um holograma comum.

A Ciência já está aceitando a mente como um holograma, mas ainda não possui nenhum modelo matemático que se assemelhe à estrutura da mente em toda sua complexidade. Portanto, ao citarmos o holograma como analogia, ainda corremos o risco de não explicar todos os fatos de forma coerente. Mas sendo o único modelo que se aproxima, vamos tentar usá-lo para uma introdução ao assunto.

Cada partícula material, cada partícula de um corpo espiritual, está presente em todos os pontos do holograma da mente universal. Como no holograma, cada ponto da mente possui todas as informações do Universo, com a diferença que a estrutura da mente não é rígida. Uma pequena modificação em um ponto da mente se revela em todos os pontos dessa estrutura.

Como o holograma não ocupa lugar no espaço, por estar em uma dimensão diferente, essas modificações podem ser detectadas em pontos distantes do Universo. Decorre daí a aparente ação à distância, com velocidade infinita, como na Interpretação de Copenhague de que a Ciência está agora se dando conta.

Para nós o espaço e o tempo são mera ilusão, pois o registro de todas as partículas de matéria estão em todos os pontos do holograma, e qualquer ação entre duas partículas é sentida imediatamente em qualquer parte do universo, independentemente da distância. Assim a distância não existe no plano mental, pois tudo estaria num mesmo e em todos os pontos do holograma.

Na fotografia em três dimensões temos a fonte de laser, o filme com o holograma e a imagem, tudo disposto no espaço tridimensional. No Universo a luz coerente é o Amor Divino, o filme com o holograma é o campo mental, e a imagem é o Universo, o virtual e o material. Cada um de nós é um ponto da imagem e, ao mesmo tempo, nossa mente é parte do holograma, sendo capaz de ter consciência do restante do Universo. Aqui temos, portanto, uma diferença básica para a fotografia holográfica.

No Universo o holograma e a imagem gerada se interpenetram e um ponto da imagem pode estar consciente do restante através da parte da mente que está co-presente. É como se houvesse uma fonte de laser em cada ponto do Universo, gerando cada uma a imagem global a partir do holograma.

Em termos de Física, diz-se na atualidade que o observador determina o comportamento do experimento, criando com sua mente os resultados que espera observar. Existiria, entretanto, um acordo tácito entre os diversos observadores para que todos vejam, sintam e aceitem conforme uma convenção aprovada pela maioria.

Sem esta convenção nada teria sentido. O termo acordo tácito não é o mais adequado para descrever o conceito, já que nossa mente é parte da mente universal e o acordo advém da mente universal. Seria, portanto, melhor dizer que o observador antecipa o resultado do experimento e que ele muda o comportamento do experimento mudando o experimento, recaindo assim na interpretação clássica.

Dos Espíritos:

Quando um espírito sai do corpo terreno, dependendo de sua evolução, poderá permanecer em diversas situações :

  • apenas como alma, sem perispírito, em planos do campo mental, para aqueles em estágios mais elevados de evolução;
  • como espírito com perispírito, em planos intermediários, vivendo uma vida semelhante à que vivia na Terra, para aqueles que tem uma evolução normal como a maioria das pessoas deste planeta de expiação e provas; seu perispírito se apresenta pouco denso, formado de FCU e antimatéria, sendo que essa densidade diminui quanto maior for a evolução do espírito.
  • como espírito com perispírito em planos inferiores, quando o espírito é renitente no mal. Neste caso, seu perispírito se apresenta mais denso, com maior quantidade de antimatéria.

A morte no corpo físico não altera o estado do espírito, que, naturalmente, irá para perto daqueles que se lhe assemelham em evolução, recomeçando no outro lado no ponto em que se encontrava na Terra. Seu sofrimento ou felicidade será sempre função do plano em que se situam, sendo tudo uma conseqüência automática de seus atos. E a todos é permitida a mudança de comportamento para um retorno aos planos superiores em um futuro apropriado, após ter completado sua evolução.

Para nós, espíritos, que estamos vivendo aqui num corpo fluídico, tudo se passa como aí na Terra e vemos também uma ilusão convencional que se comporta como um mundo tão real como o material. Nossos sentidos, porém, são mais potentes, comandados por nossa mente, e podemos ver, sentir, e nos fazermos sentir em qualquer parte e em vários ou em todos os lugares simultaneamente, dentro da mesma analogia com o holograma mencionada acima. Um sensitivo vivo também pode fazê-lo em transe, ficando seu corpo material num ponto do planeta e aparecendo como espírito em local distante por comando de sua vontade, ou até em mais de um lugar ao mesmo tempo. Para nós tudo isso se torna bem mais fácil, pela ausência da matéria densa. Nós espíritos podemos, se assim o desejarmos, nos habituarmos a sentir como se ocupando todo o espaço do universo, mas não o fazemos porque não necessitamos disso já que temos consciência de termos o Universo em nós, e porque ainda estamos habituados a nos relacionarmos com outros corpos espirituais de forma humana.

Limitamos, assim, nossa “visão”, bastando para isso desejá-lo, por ser mais cômodo em nosso estágio atual de evolução. Tudo depende, de novo, de estarmos mais ou menos ligado ao perispírito. Quando “descemos” à Terra (poderíamos também dizer, subimos para o nível de energia da matéria) operamos uma transformação para ajustar nosso corpo perispiritual à matéria, processo a que damos o nome de densificação, de modo a ocuparmos um espaço material. Mas cada parte de nossa alma, cada pequeno ponto formador do todo, continua contendo todas as informações do Universo, como no holograma. A densificação ocorre apenas no perispírito e é efetuada pela incorporação de partículas do campo material.

Quando dizemos que o corpo fluídico envolve a alma não estamos nos referindo à alma como um núcleo que ocupa um centro no perispírito, mas que a alma é como um suporte, uma essência ou uma matriz que está presente em cada elemento do corpo fluídico. Ele toma então a forma de matéria etérea, sutil, constituída de moléculas e átomos sobre essa matriz subjacente. Dito de outra forma, o corpo fluídico é uma projeção do holograma da alma que existe em outra dimensão.

Essa estrutura existe estando o espírito desencarnado ou não e é por ela que é feita a programação de nossos corpos em cada encarnação, antes mesmo da que será materializada pelos cromossomas. Temos aí também a origem dos fenômenos de materialização, provocada pela migração dos átomos materiais para a estrutura previamente formada do holograma. Em planos mais altos, estando o espírito em estágios de evolução adiantados, não existe mais a necessidade dessa estrutura atômica, e o espírito pode existir como forma holográfica, mais sutil, desprendendo o corpo fluídico. Isso sem prejuízo da “forma” externa que pode ser vista ainda como uma projeção holográfica na mente dos espíritos que conosco se comunicam.

É notável também, que neste caso, não havendo mais a noção de espaço, podemos todos ocupar ou não um mesmo lugar no espaço material. Mas, ainda por hábito, vemos os demais espíritos e tudo a nossa volta, como ocupando um lugar que convencionamos existir, sendo tudo uma questão de sintonia de nossas mentes que podemos modificar à nossa vontade.

Da mesma forma, a matéria pode ser entendida como uma projeção holográfica da mente Divina que todos os seres humanos convencionaram ver da forma como é vista, convenção esta que tem sido transmitida de geração em geração.

Bem, amigos, os próximos tópicos são sobre gravitação, sobre os quarks, partículas fundamentais da matéria e assim por diante. Para entrarmos mais a fundo, precisaríamos desenvolver um pouco de Física Relativística, o que fica muito complexo.

Perguntas/Respostas:

[01] <Baader> Em um plano superior espíritos podem coabitar um mesmo espaço? Isso mantendo a sua individualidade ou podem atuar como entidade única?

<Caminheiro> Baader! Boa noite, meu irmão! Em qualquer plano, seja no mais denso como no mais “etéreo”, os espíritos podem sim ocupar um mesmo lugar. Perceba, meu irmão, que nós nos acotovelamos com os espíritos em nosso ambiente, já aqui na Terra mesmo! Conheço relatos inúmeros a respeito de espaços muito grandes, vislumbrados por médiuns videntes, a respeito de lugares com espaço muito restrito.

Cada um de nós somos filhos únicos de Deus e, por isso mesmo, seguiremos em nossa jornada evolutiva nessa mesma condição infinitamente. Se admitíssemos a possibilidade de tornarmo-nos uma entidade única depois da evolução, estaríamos aceitando a tese panteísta, que Kardec descarta em “O Livro dos Espíritos”. Então, vale frisar que nossa identidade, nossa individualidade, permanecerá para sempre.

O Magnetismo e a Gravidade se entrelaçam, o Plasma consegue imiscuir-se na matéria e assim por diante. Diferentes níveis vibratórios podem se interpor sem dificuldades. (t)

[02] <aquario> A frase: um sensitivo vivo também pode fazê-lo em transe, só em transe? E se for espontâneo?

<Caminheiro> Para responder essa tua pergunta, teríamos que perscrutar o estudo aprofundado da mediunidade. Essa tarefa, graças a Deus, já foi implementada pelo nosso querido irmão André Luiz, especialmente na obra “Nos Domínios da Mediunidade”!

Mas, indo diretamente à sua questão, ou melhor, à resposta para a sua questão, eu diria que não somente em transe pode acontecer o fenômeno mediúnico, mas também de forma espontânea ou até de forma provocada e sem transe! Seja qual for o fenômeno Mediúnico!

Assim, posso afirmar que conheço casos de mediunidade plenamente consciente, em que os fenômenos de psicografia, cura e até mesmo psicofonia, ocorrem sem a necessidade do transe. Mas, devemos destacar que o fenômeno específico de desdobramento, implica no distanciamento do espírito em relação ao corpo, que a este fica ligado por um fio “de prata” e que, por isso, ainda que não ocorra propriamente um transe, acontecerá um estado que determinará uma diferença no estado aparente do físico do médium. Em outras palavras, ele parecerá anormal. como se estivesse em transe! (t)

[03] <mobsued> O que é anti-matéria e de onde são aquelas mensagens?

<MBueno> http://home.ism.com.br/~pauloaf/Materia.html. A resposta está completa neste brilhante artigo. (t)

[04] <mobsued> Como o amor se relaciona com nossa mente? Ou que forma de inteligência ele é?

<@MBueno> O amor, não é “um tipo de inteligência’, ainda que algumas correntes psicológicas o coloquem no hall das “inteligências emocionais”! O amor é, na verdade, sublimação do sentimento! Nossa mente pensa não apenas de maneira lógica – ao menos quando nos referimos à lógica capenga e limitada que conhecemos. Nossa mente vai além disso e se supera. Assim o amor está para a inteligência assim como a filosofia está para a ciência!

O amor é o que nos concede a possibilidade de exercitarmos nossa inteligência, e exercitando-a, acabamos por tentar racionalizar pela nossa lógica incompleta o que seja o amor! Em todo caso, a inteligência e o amor estão intimamente ligados – como eu disse acima, o amor está para a inteligência assim como a filosofia está para a científica – pois que apenas o animal racional é capaz de amar! (t)

O amor cria vínculos que transcendem a distância, atravessam dimensões em vários níveis e é indestrutível. Em qualquer ponto do universo, dois espíritos que se amam trazem entre si um laço de ligação vivo energético e construtivo. A força destes laços amplia-se com o tempo, reverbera em todas as direções e faz com que outros ao redor se beneficiem dele. O amor é a energia mais construtiva do Universo! (t)

Considerações Finais:

<MBueno> Me reportando a questão 27 de “O Livro dos Espíritos” digo a vocês: Os três elementos do Universo: Matéria, Espírito e Deus são o conjunto de tudo o que há! São diferentes entre si e se interagem. Tudo o que somos e conhecemos advém destas interações, Chamo-lhes a atenção para este ponto: Deus não é Espírito! Deus é Deus, algo que não podemos ainda conceber! (t)

Oração Final:

<Safiri> Senhor , nosso Deus, agradecemos mais uma noite de estudos, o qual, com certeza , acumulou uma grande quantidade de informações , que vamos levar conosco.

O aprimoramento, que advém dos estudos, nos torna fortes, únicos, e nos prepara para aceitarmos , com um melhor entendimento, os efeitos que passamos , de nossas ações. Agradecemos, Pai, esse local, essa sala virtual, agradecemos, mais uma vez por estarmos vivos e dispostos a aprender. Nos permita sempre buscarmos o estudo, porque certamente, é através do conhecimento que nos reformamos! Que assim seja!

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