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Utilidade das Evocações

Utilidade das Evocações

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Palestrante: Alexandre Lobato
Rio de Janeiro/RJ
28/07/2000

Organizadores da palestra:

Moderador: “jaja” (nick: [Moderador])
“Médium digitador”: Maria Helena (nick: Alexandre_Lobato)

Oração Inicial:

<Wania> Jesus, amigo nosso de todas as horas, mais uma vez aqui estamos, com o objetivo de estudarmos e refletirmos sobre os conceitos da Doutrina Espírita. Sustenta-nos no desenvolvimento das tarefas que abraçamos na divulgação doutrinária. Ampara a este ambiente virtual, e às outras frentes de trabalho do IRC-Espiritismo.

Que nunca nos falte a vontade de trabalhar por Ti e para Ti. Envolva, especialmente o companheiro Alexandre, que conduzirá a palestra desta noite. Que seja em Teu nome, Mestre querido, em nome dos Espíritos que coordenam este trabalho, mas sobretudo em nom de Deus, a realização de mais este momento de estudo e reflexão em torno da Doutrina Espírita. Que assim seja!

Apresentação do Palestrante:

<Alexandre_Lobato> Boa noite, meu nome é Alexandre Lobato, sou colaborador das atividades do Departamento Mediúnico no Centro Espírita Léon Denis. (t)

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Alexandre_Lobato> DA UTILIDADES DAS EVOCAÇÕES DOS ESPÍRITOS.

Ao estudarmos o cap. XXV de “O Livro dos Médiuns”, nos informamos que evocar é chamar os espíritos. Kardec recomenda este método de trabalho, destacando que assim “chamando”, ou seja, evocando tal ou qual espírito, se cria uma barreira que, em se tratando de reuniões sérias e bem constituídas, impedem os espíritos intrusos e estabelecem laços que motivam o espírito a atender o chamado que se faça.

A partir daí, sempre se levando em consideração o critério, a segurança e os objetivos sujeitos que devem marcar o fenômeno mediúnico em quaisquer situação, veremos a evocação dos espíritos nas mais variadas situações.

Citaremos aqui alguns momentos em que, dentro da casa espírita, se evocam os espíritos no que consideramos evocações formais: Momentos de prece na abertura ou no término de qualquer reunião pública ou privativa; mensagens do Plano Espiritual, (instruções com os guias espirituais), trabalhos de passes em geral, reuniões de desobsessão ou socorro espiritual, etc. (t)

Perguntas/Respostas:

<[Moderador]> [01] <marcos_cunha> Qual a real utilidade da evocação de espíritos para a Humanidade?

<Alexandre_Lobato> A Doutrina nos ensina que o espírito desencarnado tem suas percepções mais desenvolvidas podendo, é claro, por este motivo nos trazer uma gama de informações superiores, ensinamentos evangélicos, enfim todo um horizonte de conhecimentos que a humanidade encarnada teria mais dificuldades de obter, uma vez que não tivesse a possibilidade de se comunicar com os espíritos. Não custa nada lembrar que a própria codificação nos chegou a partir de comunicações com espíritos de todas as condições morais e evolutivas e a importância dela para toda a humanidade. (t)

<[Moderador]> [02] <Reinaldo_> Como ter certeza de que o espírito que se manifesta é aquele mesmo que se evocou?

<Alexandre_Lobato> Kardec, em “O Livro dos Médiuns” cap. 25, nos diz que é sempre interessante ter dentro do trabalho da evocação alguém que conheça o espírito comunicante, isto em se tratando de um trabalho onde seja necessária a identificação com pormenores, com detalhes desse mesmo comunicante. Em geral o que se procura observar é a natureza da resposta ou da comunicação em si, se ela é superior, útil e verdadeira.

Imagine que uma pessoa conhecida sua lhe enviou uma carta. Como você poderia comprovar que ela é mesmo dessa pessoa que você conhece? Através de sinais característicos, expressões conhecidas, gestos familiares e até a própria assinatura, da mesma forma se deverá proceder na identificação do comunicante. Repetimos ainda uma vez que existe essa necessidade apenas para o caso de ser realmente imprescindível esse tipo de identificação.

Há de se acrescentar que para isto são necessários médiuns especiais, maleáveis (“O Livro dos Médiuns”, item 192), médiuns positivos ( “O Livro dos Médiuns”, item 193) e médiuns experimentados (“O Livro dos Médiuns”, item 192). (t)

<[Moderador]> [03] <marcos_cunha> A evocação de espíritos inferiores, muitas vezes até mesmo recalcitrantes no mal, traz algum benefício? Se traz, para quem? Para o Espírito em questão ou para aquele que o evocar?

<Alexandre_Lobato> Beneficia ao evocador e ao evocado. Ao evocador porque tem a chance de observar com maior clareza a conseqüência na vida futura, dos erros e falhas morais características da humanidade terrena. E para o evocado, a oportunidade de se instruir e encontrar conforto, consolo enfim, certeza da justiça de DEUS, que se consegue nos trabalhos chamados de Reuniões de Desobsessão ou Atendimento Espiritual. (t)

<[Moderador]> [04] <Wania> Há alguma diferença, em relação ao tipo de trabalho a ser realizado, entre a comunicação espontânea e a por evocação?

<Alexandre_Lobato> Sim. Conforme Kardec ensina em “O Livro dos Médiuns”, 1tem 269, as comunicações espontâneas são mais adequadas aos trabalhos que são realizados regular e continuamente e onde já se conhece os espíritos que habitualmente os freqüenta.

Já as evocações propriamente ditas, se fazem necessárias nas Reuniões onde os espíritos precisam, de alguma maneira, ser identificados com mais particularidades a respeito de sua natureza de modo que não causem problemas ao desenvolvimento do trabalho.

Vale a pena ressaltar que, quando houver necessidade de comunicar-se com determinado espírito, a evocação se faz imprescindível (“O Livro dos Médiuns”, ítem 260). (t)

<[Moderador]> [05] <marcos_cunha> Podemos evocar a um Espírito de um nosso inimigo de outros tempos, sem que com isso nos coloquemos em uma faixa vibratória perigosa, em que possamos ser obsediados por este mesmo Espírito?

<Alexandre_Lobato> Depende, se for por um motivo sério, instrutivo e superior não há nenhum inconveniente (“O Livro dos Médiuns, ítem 274). Os perigos estariam presentes em caso de uma evocação por simples curiosidade ou motivos fúteis. (t)

<[Moderador]> [06] <[Larissa-Rj]> Quais são os componentes que ajudam nas evocações? Poderia nos explicar?

<Alexandre_Lobato> Para que o trabalho transcorra em segurança e atenda seu objetivos deverão haver cuidados com o ambiente, com as intenções dos evocadores que deverão ser sempre sérios, com os médiuns, que precisam compreender com clareza seu papel de intermediários. Enfim, conhecer e respeitar a responsabilidade e a importância do intercâmbio com o mundo espiritual. (t)

<[Moderador]> [07] <Wania> e <[Larissa-Rj]> Existem causas que possam impedir a manifestação de um espírito? Se existem, quais são?

<Alexandre_Lobato> Sim. De um modo geral podemos dizer que as causas são de ordem pessoal ou circunstancial (“O Livro dos Médiuns” item 274). As pessoais: As ocupações do espírito evocado que pode julgar ter coisas mais importantes a fazer. O estado de encarnação também pode influir. Espíritos encarnados em mundos superiores podem vir com mais facilidades; já aqueles pertencentes aos mundos inferiores ou as esferas de punição ou não podem vir ou somente virão com permissão da espiritualidade maior.

As causas estranhas: Os espíritos poderão não atender a evocação por se incompatibilizar com o médium em sua natureza moral, com o evocador, com os motivos da evocação e até om o ambiente em que ela é realizada (“O Livro dos Médiuns”, 275). (t)

<[Moderador]> [08] <Yoshimatsu> Como devemos proceder para saber notícias de um ente querido desencarnado há pouco tempo, sem fazer uma evocação desnecessária ou inoportuna?

<Alexandre_Lobato> Devemos usar do bom senso. Vamos nos lembrar de como era este ente querido antes do desencarne. Ele possuía uma compreensão razoável da vida futura, por exemplo? Se possuía, é bem provável que, após um período relativamente curto, ele já esteja bem integrado à vida espiritual.

Pode-se observar a situação emocional daquele companheiro desencarnado. Se ele era apegado à pessoas, à coisas da vida terrena, deve estar, após o desencarne, com problemas nesse campo, o que nos sugere a intenção de poupá-lo de maiores desgaste e, por fim, realmente pensar na utilidade deste tipo de evocação, uma vez que o esclarecimento Doutrinário – Evangélico sempre nos aponta outros meios de nos consolarmos e também ao desencarnado como, por exemplo, a prece. (t)

<[Moderador]> [09] <Wania> Quem não é médium pode evocar Espíritos?

<Alexandre_Lobato> Depende. Dentro de trabalhos específicos, deve se procurar o médium na acepção da palavra, ou seja, com possibilidades ostensivas e conhecedor das leis que regem a comunicação com o mundo invisível. Nos valendo de uma colocação do espírita Hermínio Miranda, “a prática Mediúnica não deve ser improvisada, pois não perdoa despreparo ou ignorância”.

Porém, se formos ao Dicionário veremos que evocar pode significar também “trazer a lembrança”. Desse ponto de vista, todos podemos fazer evocações. (t)

<[Moderador]> [10] <Selma_AM> Em reuniões de tratamento de desobsessão devemos evocar os espíritos ou aguardar que eles se manifestem espontaneamente?

<Alexandre_Lobato> Nesse caso, devemos fazer a evocação, até porque os processos que a envolvem facilitam a proteção espiritual que esse tipo de trabalho exige. (t)

<[Moderador]> [11] <[Larissa_RJ_Estudos]> As evocações poderiam ser inconscientes? Feitas por criança? Como podemos proceder diante deste fato?

<Alexandre_Lobato> Podem. Nesse caso em se tratando de crianças o que se deve fazer é não sobreexcitá-las e ensiná-las o hábito de orar e, principalmente, mostrar a elas o respeito e a naturalidade que sempre devem envolver as relações com os habitantes do mundo espiritual. (t)

<[Moderador]> [12] <Wania> e <Reinaldo_> Existem inconvenientes nas evocações? As evocações podem ser feitas fora de uma casa espírita?

<Alexandre_Lobato> Existem. Quando não se observam as recomendações que já vimos discutindo hoje (“O Livro dos Médiuns”, cap. 25). De um modo geral, não se deve pensar que elas as evocações, só devam ser feitas dentro da casa espírita; e sim só devem ser feitas em um ambiente onde se respire seriedade e sentimentos superiores.

Vale lembrar mais uma vez que, pelo simples fato de lembrarmos dos nossos queridos desencarnados, já estamos efetuando um tipo de evocação. A evocação em verdade é uma situação natural entre seres dos dois planos da existência humana. (t)

<[Moderador]> [13] <[Larissa_RJ_Estudos]> A segurança mediúnica faz com que acreditemos melhor nas evocações? Elas se realizam mais facilmente?

<Alexandre_Lobato> Sem dúvida. Vamos lembrar do “O Livro dos Médiuns”, item 272, quando Kardec nos ensina a importância da evocação vir através de médiuns experimentados. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

<Alexandre_Lobato> Como podemos ver as evocações fazem parte do nosso cotidiano, sejamos nós Médiuns em trabalho específico ou simplesmente nos lembrando daqueles que partiram para a vida espiritual. E em se tratando das reuniões espíritas onde se busca um intercâmbio direto com o mundo invisível surgirá então como imprescindível as instruções contidas na codificação de Alan Kardec, seja em “O Livro dos Médiuns” que é também o Guia dos Evocadores, como também nas demais obras da codificação, onde aprendemos as leis que regem o mundo invisível e seus habitantes. Há de se levar em conta também o sentimento que deverá ser sempre superior quando nos dirigirmos ao mundo dos desencarnados. No outro lado da existência estão seres que esperam de cada um de nós, respeito, sinceridade de propósitos, AMOR. (t)

Oração Final:

<Selma_AM> Elevemos, então os nossos pensamentos ao Nosso Mestre Maior, para, de coração, dizermos assim:

Amado Jesus, Amigo incondicional de todas as horas, gratos a Ti somos, por teres nos concedido mais esta oportunidade de aprendizado fraterno, onde, unidos no ideal de elevarmos os nossos conhecimentos, aqui compartilhamos da beleza e responsabilidade de Teus ensinamentos, à luz da Doutrina Consoladora. Possamos nós, Mestre amigo, firmarmo-nos no próposito de buscarmos a cada dia tornarmo-nos um pouco melhores, a fim de que atinjamos o ideal por nós almejado, que é a perfeição, para a qual fomos criados.

Que possamos refletir sobre as nossas responsabilidades diante da vida, que não se restringe apenas à essa existência física, mas que é eterna, pois que somos Espíritos eternos. E que, cientes dessas responsabilidades, possamos enfim, amarmo-nos incondicionalmente, ajudando-nos uns aos outros, certos de que, formamos uma só família.

Que essa paz que nos envolve, permaneça em nossos corações, não somente neste momento, mas, durante todos os instantes de nossas vidas, porque Tu, Mestre amigo, estás conosco! Abençoa-nos, hoje e sempre! Que assim seja! (t)

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