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A Oratória na Evangelização Espírita

Andrey Cechelero

Como utilizar a Oratória na Evangelização Espírita? Bem, de algumas maneiras.

Em primeiro lugar, toda vez que estivermos, como evangelizadores, coordenadores de grupos de estudo e palestrantes, trazendo o Espiritismo para um público, estaremos nos utilizando, de certa forma, da Oratória. Dizemos “de certa forma”, pois na grande maioria não somos “oradores”, mas somos divulgadores das lições, das verdades, e por isso a Oratória se faz muito necessária. Assim sendo, todo aperfeiçoamento pessoal nesta área será bem-vindo, desde a melhoria do conhecimento de nossa própria língua, até os treinamentos envolvendo didática, postura e técnicas.

Mas aqui também se encaixa uma outra modalidade de Oratória, a Oratória Dramática, ou melhor, o Teatro.

A dramatização de histórias, ensinamentos, casos, é outra grande aliada do evangelizador, pois traz para a realidade, para mais próximo dos evangelizandos, o que se deseja ensinar.

 

“O verdadeiro mérito, quer do escritor, quer do orador, consiste em fazer pensar, em provocar nas almas os nobres e santos entusiasmos, em elevá-las a alturas radiosas, onde elas percebem as vibrações do pensamento divino em uma suprema comunhão.”

Léon Denis _ A Arte e o Espiritismo

 

O Teatro, como todas as outras expressões de Arte, deve extrapolar as esferas do simples entretenimento, ou do divertimento; deve alcançar os sentimentos, purificando-os, educando-os e servindo como ânimo para sua elevação.

A matéria-prima das peças teatrais terá sempre uma riquíssima fonte na literatura espírita, que narra histórias maravilhosas de esforço, dedicação e amor _ exemplos que devem inundar o espírito que deseja crescer rumo à perfeição.

Eis o exemplo de algumas obras que já foram adaptadas para os palcos:

  • O Abismo e a Estrela, do livro “Primícias do Reino” (Amélia Rodrigues), contando a história evangélica de Maria de Magdala;
  • Ontem, Hoje, Amanhã, das obras: “O Cavaleiro de Numiers”, “O Drama da Bretanha”, e “Nas Voragens do Pecado” (Yvonne Pereira);
  • Uma Pequena Chama, da obra “A Esquina de Pedra”(Wallace Leal Rodrigues);
  • Flor do Ar, do livro “Amor e Ódio”(Ivonne Pereira); e
  • Entre o Céu e o Coração, da obra “Redenção” (Vitor Hugo).