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A Adequação do Centro Espírita

que o Espiritismo é o Consolador prometido, que veio, no
devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, “restabelecendo
todas as coisas no seu verdadeiro sentido”, trazendo, assim, à Humanidade as
bases reais de sua espiritualização;

  • que é cada vez maior o número de pessoas que buscam no
    Espiritismo a orientação de que necessitam, e a solução para os múltiplos
    problemas que as afligem;
  • que os Centros e demais entidades espíritas – neste Documento
    denominado “Centro Espírita” -, como escolas de formação espiritual e moral
    que devem ser, desempenham papel relevante na divulgação do Espiritismo e no
    atendimento a todos os que nele buscam orientação e amparo;
  • que, para bem atender às suas finalidades, o Centro Espírita
    deve ser núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base
    no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita;
  • que o Centro Espírita deve ser compreendido como a casa de
    grande família, onde as crianças, os jovens, os adultos e os mais idosos
    tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar;
  • que o Centro Espírita deve proporcionar aos seus
    freqüentadores oportunidade de exercitar o seu aprimoramento íntimo pela
    vivência do Evangelho em seus trabalhos, tais como os de estudo, de
    orientação, de assistência espiritual e de assistência social;
  • que o Centro Espírita deve criar condições para um eficiente
    atendimento a todos que o procuram com o propósito de obter orientação,
    esclarecimento, ajuda ou consolação;
  • que o Centro Espírita, como um recanto de paz construtiva que
    deve ser, precisa manter-se num clima de ordem, de respeito mútuo, de
    harmonia, de fraternidade e de trabalho, minimizando divergências e procurando
    superar o personalismo individual ou de grupo, a bem do trabalho doutrinário,
    propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de
    Jesus: “Amai-vos uns aos outros”.
  • que o Centro espírita deva caracterizar-se pela simplicidade
    própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente, com a total ausência de
    imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer
    manifestações exteriores, tais como batizados e casamentos;
  • que o Centro Espírita, na condição de uma sociedade civil,
    deve organizar-se não apenas para desenvolver com eficiência as suas
    atividades básicas, mas também para cumprir as suas obrigações legais;
  • considerando, finalmente, que o Centro Espírita, como unidade
    fundamental do Movimento Espírita que é, deve manter um clima de entendimento,
    de harmonia e de fraternidade em relação aos demais Centros Espíritas,
    procurando unir-se a todos com o propósito de confraternizar, permutar
    experiências visando ao aprimoramento das próprias atividades e a promover
    realizações em comum

 

RESOLVE, por unanimidade, RECOMENDAR que os Centros Espíritas
observem no seu funcionamento as seguintes diretrizes:

a) ORIENTAÇÃO

Reconhecer que a vivência do Evangelho de Jesus-Cristo é o
objetivo a ser atingido pela Humanidade.

b) ATIVIDADES BÁSICAS

  1. Promover, com visitas ao aprimoramento íntimo de seus
    freqüentadores, o estudo metódico e sistemático e a explanação:
  1. Da Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto- científico,
    filosófico e religioso-, consubstanciada na Codificação Kardequiana;
  2. do Evangelho, segundo a Doutrina Espírita;
  1. promover a evangelização da criança, à luz da doutrina
    Espírita;
  2. incentivar e orientar o jovem para o estudo e a prática da
    Doutrina Espírita e favorecer-lhe a integração nas tarefas do Centro Espírita;
  3. promover a divulgação da Doutrina Espírita, também através do
    livro;
  4. promover o estudo da mediunidade, visando oferecer orientação
    segura para as atividades mediúnicas;
  5. realizar atividades de assistência espiritual, mediante a
    utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina Espírita, inclusive
    mediúnicas privativas de desobsessão;
  6. manter um trabalho de atendimento fraterno, através do
    diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro
    Espírita;
  7. promover o serviço de assistência social espírita, assegurando
    suas características beneficentes, preventivas e proporcionais, conjugando a
    ajuda material e espiritual, fazendo com que este serviço se desenvolva
    concomitentemente com o atendimento às necessidades de evangelização;
  8. incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no
    Lar.

c) ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

  1. Manter organização própria, segundo as normas legais vigentes,
    compatíveis com a maior ou menor complexidade de cada Centro e estruturada de
    modo a atender às finalidades do Movimento Espírita;
  2. estabelecer metas para o Centro Espírita em suas diversas
    áreas de atividades, planejando periodicamente suas tarefas e avaliando seus
    resultados;
  3. facilitar a efetiva participação dos freqüentadores nas
    atividades do Centro Espírita;
  4. estimular o processo de trabalho em equipe;
  5. dotar o Centro Espírita de locais e ambientes adequados, de
    modo a atender, em primeiro lugar, às atividades prioritárias;
  6. zelar para que as atividades exercidas em função do Movimento
    Espírita sejam gratuitas, vedada qualquer espécie de remuneração;
  7. não envolver o Centro Espírita em quaisquer atividades
    incompatíveis com a Doutrina Espírita;
  8. aceitar somente os auxílios, doações, contribuições e
    subvenções, bem como firmar convênios, de qualquer natureza e procedência,
    desvinculados de quaisquer compromissos que desfigurem o caráter espírita da
    Instituição ou que impeçam o normal desenvolvimento de suas atividades, em
    prejuízo das finalidades doutrinárias, preservando assim, a total
    independência administrativa da Entidade.

d) ATIVIDADES DE COMUNICAÇÃO

  1. Promover a difusão do livro espírita;
  2. utilizar os meios de comunicação-inclusive jornais, revistas,
    boletins informativos e volantes de mensagens, rádio e televisão-, na difusão
    da Doutrina Espírita e do Evangelho, de maneira condizente com os seus
    princípios;
  3. incentivar o estudo e a divulgação do Esperanto como
    instrumento neutro de fraternidade entre os homens e povos do mundo.

e) ATIVIDADES DE UNIFICAÇÃO

  1. Participar efetivamente do movimento de unificação;
  2. conjugar esforços e somar experiências com as demais
    Instituições Espíritas de uma mesma localidade ou região de modo a evitar
    paralelismo ou duplicidade de realização.

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