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Aprendizagem – Interação

Aprendizagem – Interação

Na entrevista ao Jornal do Brasil, no dia 28/12/99, intitulada O futuro da
escola, o Prof. Nelson Pretto, conta que em 1998, a aula inaugural na Faculdade
de Educação da UFBA foi dada por dez crianças de 8 a 14 anos. Elas, com uma
intimidade total com as tecnologias, fizeram tudo sem inibições. Na ocasião ele
perguntou a uma menina de oito anos como eles conseguiam jogar um jogo novo que
vinha em inglês. Ela olhou espantada e respondeu: “Oxente! Futucando!”.
Complementa o Prof. Pretto: Ela constrói a forma de aprender, constrói o
conhecimento, experimentando, fazendo, reconstruindo, errando, acertando,
testando hipóteses.”

Esse exemplo, nos fez lembrar o resultado de uma pesquisa feita com cerca de
500 empregados da Unidade Química de Santo André e apresentado no 18º Congresso
Europeu de Recursos Humanos, em junho/97, em Lisboa, apresentado por Iací M.
Rios e José Emídio Teixeira.

Uma das perguntas feitas nessa pesquisa era: “quais os processos que você usa
normalmente para aprender e qual o ambiente que facilita?”

O resultado mostrou que as pessoas aprendem mais descobrindo, fazendo, e não
no modelo tradicional de exposições orais (“em sala com apresentação de
transparências”). Ou seja, aprendem como a baianinha de 8 anos – “Futucando”.


No entanto, quando se vai para a escola, e posteriormente para as empresas, essa
participação ativa do aprendiz na construção do seu conhecimento, muito
característico na infância, é cerceada pelos modelos tradicionais que
privilegiam o ensino em detrimento da aprendizagem. Os conferencistas Iací M.
Rios e José Emídio Teixeira, apresentaram naquele congresso, um gráfico que
reflete bem essa realidade.

Conclusão:

Sair do modelo ensino e partir para o modelo aprendizagem, não é novidade.
Mas por que ainda se insiste tanto no modelo ensino?

Será por:

  • desconhecimento do profissional responsável pela transferência de
    conhecimentos de como desenvolver processos centrados na aprendizagem, e que
    acaba repetindo os modelos que viu na escola?
  • comodismo, já que planejar processos centrados na aprendizagem são mais
    desafiantes e trabalhosos do que os modelos tradicionais?
  • comodismo dos aprendizes, acostumados a uma atitude passiva no processo
    e não pró-ativa como exige modelos cerntrados na aprendizagem?

Enfim, uma certeza temos: se desejamos enfrentar os desafios deste futuro que
já se faz presente, precisamos buscar modelos que privilegiem a aprendizagem.

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