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Em Defesa da Vida – Alguns Argumentos contra a Prática do Aborto III

Em Defesa da Vida – Alguns Argumentos contra a Prática do Aborto III

Luiz Sérgio narra um caso emocionante, mostrando um diálogo entre um médico e
um abortado, numa tentativa do Plano Maior em recuperar o seu corpo espiritual:

“Outro caso lamentável foi o de Fernando. Da cintura para baixo possuía a forma
de um bebê e da cintura para cima o formato de um homem. Seu olhar cintilava de
ódio. O médico lhe perguntou:

– Você é o Fernando? – ele assentiu com leve movimento de cabeça. Deseja conversar
hoje?

– Não, nada quero, somente morrer de vez.

– Sabe que isso é impossível. E depois, o plano de Deus espera por você. Terá
de voltar à Terra e prosseguir viagem.

– Vocês são loucos e sanguinários. Vejam o meu estado! Obedecendo à Espiritualidade
Maior, freqüentei todos os cursos para o mergulho em novo corpo e hoje, o que restou
de mim? Uma deformação odiosa, pela rejeição de alguém que prometeu acolher-me no
seu ventre. Tudo mentira! Nada quero, não acredito em mais nada. O mundo é feito
de ódio.

– Fernando, por favor, vamos buscar sua antiga forma, ela está na sua mente,
vamos correr para os braços de Jesus e verá que é capaz de fazê-lo. Nada pode tolher
seus movimentos, eles lhe pertencem, portanto, a saúde está em você, busque-a agora,
queira-a, meu Irmão!

Fernando gritava:

– Não posso, não vê que tenho um aleijão? Sou homem e bebê.

– Não, você não é um bebê. Você é que insiste em recordar tão triste fato. Esqueça-o,
Irmão querido, e busque na sua alma a forma verdadeira do seu corpo de homem. Agora,
vamos imaginar cada órgão seu e verá surgir o verdadeiro Fernando.

– Não posso, eles me matam! A mesa … os aparelhos … as seringas … a dor,
a dor, a dor queima, queima! … Não, não me mate, mãe! Nada lhe fiz de mal, peço-lhe
somente: deixe-me nascer!

– Fernando, o seu corpo, o seu corpo, Fernando! Molde-o novamente! Molde-o novamente
como você era antes!

– Não posso! O líquido me queima, estou sendo assassinado friamente! O que fiz
para vocês assassinos? Reduzem-me a feto e, agora, covardemente, abusam da minha
pequenez e me matam! Por favor, deixe-me nascer, não os perturbarei jamais. Abandonem-me
depois para que outros me criem, mas não me matem, covardes. Eu não tenho armas
para me defender. Um dia terão de pagar por isso e o meu ódio será eterno. Como
posso chamá-la de mãe, quando assassina um filho inocente e indefeso? Nem os animais
praticam tão cruel assassinato. Bandidos, bandidos cruéis!

Dizendo isto, desmaiou”.

CASO 2:

“… fui com meu grupo até o auditório, onde uma platéia muito estranha ouvia
atentamente uma preleção de Olavo. Olhei aqueles corpos, sem encontrar palavras
para descrevê-los. Alguns Espíritos, bem deformados, possuíam rosto de criança e
corpo de adulto; outros, o corpo de criança com braços e pernas de adulto”.

Mais adiante, Luiz Sérgio reproduz uma parte da palestra ministrada por Olavo:

– “O desejo está em oposição às tendências morais. A mulher só pratica o aborto
quando se sente incapaz de assumir uma vida, sendo esta a causa de muitas buscarem
ajuda nas clínicas abortivas. Mas os abortados precisam conscientizar-se de que
o aborto é um ato físico e o Espírito não deve ficar reavivando os fatos tristes
que enfrentou. Sei que carrega no corpo a chaga da rejeição, mas nem por isso deve
considerar-se rejeitado. Cada cérebro é uma casa, um mundo, enfim, um universo,
e somente seu dono pode arrumá-lo. Se ficarmos ornamentando nossa casa, nosso mundo,
com enfeites da revolta, da vingança, do ódio, teremos um cérebro perturbado e uma
casa mental em desalinho, fugindo do universo de Deus. Sabemos que no momento do
violento aborto o cérebro, defendendo-se, deseja, em alguns segundos apenas, dar
outra vez nova modelagem ao corpo. Nesse desespero ocorrem anomalias na forma perispiritual.
Não esqueçamos que, para chegar à condição de feto, tivemos de aprender a nos concentrar
de tal modo que, por vontade própria, déssemos ao corpo perispiritual a forma diminuta”.

Vimos no que foi relatado acima, a necessidade do abortado de não ficar alimentando
a vingança, nem de ficar na cômoda posição de rejeitado. Há a forte necessidade
de buscar o equilíbrio mental onde, através de exercícios de concentração e mentalização,
buscar o contorno para um novo corpo espiritual. Vejamos a seguir, um destes exercícios:

“Olavo mudou o tom de voz, falando suave e pausadamente:

– Agora, neste auditório, vamos olhar as lâmpadas que se encontram no teto e
vamos dar um novo colorido à nossa casa mental. Vamos, ainda, buscar no inconsciente
o apagador e, depois de ter retirado da mente os fatos cruéis já vividos, vamos
fazer crescer a vontade da cura e plasmar com amor um corpo perfeito para nós. Vamos
fixar as lâmpadas e agora, como se fôssemos pintores, tocar cada parte do nosso
corpo, dando-lhe as formas das quais ele precisa.

Estabeleceu-se completo silêncio. As luzes ganharam uma nova irradiação e todos
aqueles Espíritos, de olhos bem abertos, fixaram as lâmpadas para depois cerrarem
os olhos e pouco a pouco foram moldando, cada qual um novo corpo”.

CASO 3:

A seguir um outro exemplo do trabalho terapêutico dos Mentores Espirituais com
as Entidades abortadas com deformações no corpo espiritual:

“…e Jacó, em posição de lótus, à frente de Gustavo na mesma posição, iniciou
o trabalho mental. Jacó de mãos juntas sobre o peito, cabeça baixa, orava em silêncio.
Gustavo, também na mesma posição, tentava entrar em sintonia.

Começou Jacó a falar, num tom de voz dulcíssimo. Sua voz era tão suave que receei
também entrar em estado hipnótico.

– Gustavo, a roseira perdoa a mão do jardineiro que lhe furta a rosa perfumada;
a terra não reclama paternidade quando o agricultor a abandona, levando os cereais;
os pais não amaldiçoam os filhos quando saem de casa para construir um novo lar.
A vida só tem valor se a colorirmos de perdão. Neste instante, vamos buscar, na
nossa casa mental, o Médico que ganhou de Deus o diploma da vida e optou pela morte;
que ele possa ser tocado na sua consciência e compreenda o mal que pratica contra
inocentes criaturas; que os aborteiros recebam de nós uma chuva de amor e perdão;
que nas suas consciências brotem a semente do Amor. Vamos buscar Paulo e Andréa
e dizer-lhes que nada se compara à missão dos pais; que interrompendo uma gravidez,
eles estão retardando o momento glorioso de apertar um filho nos braços.

Observava Gustavo, enquanto Jacó prosseguia. Seus olhos pareciam divisar os momentos
dramáticos do seu contato com o corpo de sua mãe. O olhar foi ficando duro. Jacó
só falava em perdão. A medida que foi falando, Gustavo foi também relaxando e adquirindo
um novo olhar, menos vago e mais lúcido. Eu estava emocionadíssimo, mas tinha de
fazer força para não atrapalhar o trabalho. Jacó acrescentou:

– Mantenha o pensamento em Deus, firme n’Ele os seus propósitos e busque recordar-se
do seu corpo na forma adulta, sem deformações; busque o Gustavo homem.

Em poucos segundos Gustavo se nos apresentou um belo jovem de 27 anos; não saira
da posição inicial, apenas crescera ali na frente de Jacó, recebendo forte carga
magnética não só do Irmão-paz, como de todos nós que ali estávamos. A operação foi
longa e me pareceu complicada, tanto que para realizá-la contamos com Jacó, que
na última encarnação foi um líder hindu, conhecedor do magnetismo humano. Gustavo
de tanto esforço, caiu desmaiado, sendo socorrido pelos enfermeiros da casa”.

6) Extraído do livro “Deixe-me viver” de Luiz Sérgio

Continua no próximo Boletim

(Publicado no Boletim GEAE Número 470 de 10 de fevereiro de 2004)

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