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Em Defesa da Vida – Alguns Argumentos contra a Prática do Aborto IV

Em Defesa da Vida – Alguns Argumentos contra a Prática do Aborto IV

No entanto, equivocados estão os que pretendem ver na Doutrina Espírita a reedição
de doutrinas escatológicas fustigantes e anatematizadoras.

Estribando-se na lógica e no raciocínio e exaltando a liberdade de consciência,
o Espiritismo não condena, mas esclarece; não ameaça, conscientiza. E muito mais
que revelar o mal que há no homem, tem por objetivo ajudá-lo a encontrar o Bem.

Espíritos imaturos, comprometidos com leviandades e inconsequências, somos todos,
ou não estaríamos na Terra, planeta de expiação e provas. Pesa sobre nossos ombros
o passado delituoso, impondo-nos experiências dolorosas. Nem por isso devemos atravessar
a existência cultivando completamente de culpa.

O que distingue a mulher que praticou o aborto é apenas uma localização no tempo.
Ela se comprometeu hoje, tanto quanto todos nos comprometemos com males talvez mais
graves, em vidas anteriores.

E se muitos estão resgatando seus crimes nas grades do sofrimento, com cobrança
rigorosa da Justiça Divina, simplesmente porque nada fizeram a respeito, há que
se considerar a possibilidade de nos redimirmos com o exercício do Bem.

“Misericórdia quero e não sacrifício” – diz Jesus, lembrando o profeta Oséias
(Mateus, 9:13), a demonstrar que não precisamos nos flagelar ou esperar que a Lei
Divina nos flagele para o resgate de débitos. O exercício da misericórdia, no empenho
do Bem, oferece-nos opção mais tranquila.

A mulher que cometeu o crime do aborto, pode perfeitamente renovar seu destino
dispondo-se a trabalhar em favor da infância desvalida, em iniciativas como a adoção
de filhos, socorro a crianças carentes, trabalho voluntário em creches, berçários
ou orfanatos…

Seu empenho nesse sentido proporcionar-lhe-á preciosa iniciação nas bençãos da
Caridade e do Amor, habilitando-as à renovação e ao reajuste, sem traumas e sem
tormentos”.

“Vai-te
e não tornes a pecar”

Pergunta: O que fazer no caso de uma adolescente, quando esta ficar grávida e não
tiver condições materiais, emocionais e psicológicas para poder criar esta criatura
que está no seu ventre? Não seria pior trazê-la à vida, e no futuro sofrer maus
tratos dos pais, ou podendo ser abandonada?

Resposta de um Mentor Espiritual: Existe uma Lei e esta deve ser respeitada.
Olhemos o caso de um suicida, por exemplo. Na sua maioria são pessoas sem nenhuma
fé religiosa e descrentes de uma vida após a morte. Acham que, interrompendo a sua
vida, passarão a eternidade num sono profundo, aliviando assim o seu sofrimento.
Quando chegam do outro lado, vêem que não é bem assim. Mesmo tendo o total desconhecimento
do Mundo Espiritual, da reencarnação e das Leis de Deus, eles terão que arcar com
as conseqüências deste seu ato infeliz. Daí a necessidade de esclarecer as pessoas
para poderem evitar este tipo de atitude. Com relação ao aborto, o que pode ser
feito é um trabalho preventivo, orientando as pessoas das consequências que poderão
acarretar se praticá­lo. Deus deu a inteligência ao homem, e este, através da ciência
criou métodos anticoncepcionais para evitar a gravidez. Agora, quem já praticou
o aborto, não adianta ficar se remoendo de dor, lamentando o tempo inteiro o dano
causado. Após a orientação recebida, vamos fazer um trabalho daqui para a frente.
Vamos nos libertar das amarras que nos prendem às dores do passado. O que pode ser
feito para aliviar a dor do aborto praticado é procurar praticar a caridade. Ajudar
as pessoas menos afortunadas. Desenvolver um trabalho assistencialista em creches
e orfanatos, ajudar no esclarecimento de outras pessoas à respeito da prática do
aborto. Repetimos: não adianta ficar se remoendo de remorso o tempo inteiro pelo
que já foi feito. Deus é infinitamente bom e caridoso, sempre nos dando novas oportunidades
para reparar os nossos erros praticados no pretérito. Procurem sempre se aperfeiçoar
e lembrar das palavras do Mestre Jesus: “ Vai-te e não tornes a pecar”.

7. “Deixe-me viver” – Luiz Sérgio

8. “Deixe-me viver” – Luiz Sérgio

9. “Familia e Espiritismo” – Edições U.S.E.

10. “Quem tem medo da morte”
– Richard Simonetti

Final

(Publicado no Boletim GEAE Número 471 de 24 de fevereiro de 2004)

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