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A Criança Evangelizada é a Maior Esperança do Mundo

As Crianças Evangelizadas são a Maior Esperança do Mundo

Todos os nobres e grandes exemplos de edificação começam impreterivelmente
por Jesus Cristo. Ninguém conseguiu, como Ele, ser o exemplo fiel do Pai e ao
mesmo tempo traçar um modelo de sabedoria e humildade para o mundo. Quando o
chamaram de Bom, não aceitou o título, proclamando que bom era só o Pai que
estava no Céu, mas aceitou o título de Mestre. E o foi por excelência.

Conduziu os seus seguidores e os conduz ainda hoje, através dos ensinamentos
que legou para a humanidade. Não orientou, entretanto, apenas os grandes, ou
adultos. Valorizou a capacidade da criança na apreensão e fixação do
conhecimento superior quando se apresentou aos doze (12) anos para os doutores
do templo e quando solicitou aos apóstolos que deixassem ir ter com ele os
pequeninos. Mostrou, com isso, a necessidade de se cuidar muito cedo, na
infância, da educação espiritual do homem, pois é nessa fase que a conquista do
Reino de Deus (através da evolução para a felicidade futura) vai favorecer o
espírito reencarnado, com a recepção de novos valores educativos, cujas bases e
essências estão todas no Evangelho do Cristo.

Hoje, quando repassamos o Novo Testamento da Bíblia, observamos a preocupação
que Jesus teve em ensinar, em difundir a Boa Nova, em valorizar a reforma moral
e a prática do bem. Observamos que todos os chamados prodígios de Jesus Cristo
foram realizados após suas pregações.

O que está acontecendo nos centros espíritas

Atualmente vemos ocorrer um fenômeno singular nos Centros Espíritas. As
pessoas não querem, estão cansadas demais, ou simplesmente não acham importante
aprender a mudar os seus destinos e caminhar com segurança rumo à paz, à saúde,
ao equilíbrio e à felicidade. Reclamam das palestras, porque o passe está
demorando, como se Doutrina Espírita fosse apenas isso. E muitos expositores,
também, (preferimos essa expressão a de oradores ou tribunos) se perdem em
longas exposições ou bombásticos discursos onde predomina o palavrório cheio de
intelectualismo, sem quase nada que console os aflitos ou edifique os corações
para a fé em Deus e a confiança em Jesus, o nosso único guia para a reforma do
caráter e a prática do bem. Kardec os fustigou no ítem 09, capítulo XIX de O
Evangelho Segundo o Espiritismo, quando os comparou à figueira estéril – “… os
oradores que mais brilho têm do que solidez, cujas palavras trazem superficial
verniz, de sorte que agradam aos ouvidos, sem que, entretanto, revelem algo de
substancial para os corações”.

As crianças, por sua vez, estão relegadas ao mais cruel abandono.

É comum ouvirmos de pais, que se dizem espíritas e freqüentam as reuniões, a
seguinte falsa justificativa: “meus filhos ainda são muito novos para entenderem
a complexidade da Doutrina e quando crescerem eles escolhem o caminho que
quiserem seguir”.

E agora, quem educa os nossos filhos? A rua? A televisão? Os seguidores de
outras religiões com os quais infalivelmente conviverão e muitas delas, com base
nas teologias humanas e que são verdadeiras fábricas de ateus e materialistas?
Assim agindo podemos nos comparar a um pai ou a uma mãe que se deliciam com um
manjar saboroso e relegam aos filhos um detestável angu de caroço; ou em uma
alusão ao Cristo, enxergamos a luz e deixamos nossos filhos nas trevas ou serem
conduzidos pelos cegos do mundo. E se um cego guiar outro cego onde os dois irão
parar?

Emmanuel, na questão 109 do livro O Consolador, nos ensina que até aos sete
anos uma criança é passível de ser educada (podemos observar suas tendências
negativas e modificá-las), mas que depois desse período apenas as duras provas
do mundo corrigirão os desvios dos seus caminhos.

Não nos falta tempo para o restaurante, para o barzinho, para o clube, para
os passeios de toda ordem e quando falamos em fazer o culto do Evangelho no lar
ou levar nossas crianças para a Evangelização, estamos muito cansados,
precisamos dormir mais, temos muitos compromissos inadiáveis.

Esquecemo-nos de que nos será perguntado, mais cedo ou mais tarde, o que
fizemos dos Espíritos confiados à nossa guarda, na jornada evolutiva.

Não devemos esperar as provações chegarem para buscarmos a luz, assim como
não podemos deixar que os nossos filhos percam mais esta oportunidade que estão
tendo de não precisar sofrer para aprender.

Quantos pais choram nas campas de filhos adolescentes, ou já na idade adulta,
que partiram, precipitadamente, perdidos nos descaminhos da droga, da bebida, da
insânia da velocidade, do suicídio, do homicídio, das doenças graves, súbitas,
ou de loucuras outras que poderiam ser evitadas pelo conhecimento precoce das
Leis Morais, da Lei da Evolução, da Lei da Reencarnação, da Lei da Causa e
Efeito, da Lei de Amor ou Comutação das Penas (o amor cobre a multidão de
pecados), bem como pelo conhecimento da obsessão, a prática e, conseqüentemente,
a proteção da prece e de todos os princípios de ordem moral e social que a
Doutrina Espírita ensina. Não disse Jesus em João XVI, 8? “… Quando o Espírito
da Verdade, o Paráclito, vier, ele irá convencer (pela educação) o mundo de
pecado, de justiça e de juízo”?

Ideal seria que o processo educativo prosseguisse na juventude, na idade
adulta e na velhice, uma vez que somos Espíritos em evolução para a felicidade
eterna e não robôs programados para as ilusões da carne mortal.

André Luiz nos lembra que já vivemos séculos incontáveis e estamos diante de
milênios sem fim e isso nos faz lembrar que nossas crianças são espíritos com
grande experiência, nem sempre positiva, e muitas vezes de doloroso resgate e
que esse resgate só não se fará mediante a reforma íntima, a mudança de
atitudes, a troca das tendências inferiores por aprendizagem de amor e prática
do bem, desde a mais tenra idade.

Encerramos nossas reflexões com Emmanuel, um dos maiores educadores cristãos
de todos os tempos, na sua página magistral, extraída do livro Fonte Viva,
psicografado por Francisco Cândido Xavier:

CRIANÇAS

“Vede, não desprezeis alguns desses pequeninos…”
Jesus ( Matheus, 18:10)

Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não
somente medidas providenciais alusivas ao pão e à vestimenta.

Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos
enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente
o clima de trabalho necessário à sua sublimação.

Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a
alma a lamentável abandono.

A vadiagem na rua fabrica delinqüentes que acabam situados no cárcere ou no
hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais
de perversidade e loucura que, em muitas ocasiões, amparados pelos postos de
evidências, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento,
sombra e ruína, com deplorável impunidade frente à justiça terrestre.

Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da natureza
animalizada.

Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do
Divino Mestre.

O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não
podemos esquecer “que nem só de pão vive o homem”.

Lembremo-nos da nutrição dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos,
avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a
criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos
serviços de que se responsabilizará amanhã.

Deixai vir a mim as crianças e não embaraceis, porque destas
tais é o Reino de Deus”- Jesus em Marcos 10:14

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