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Curso de Introdução ao Espiritismo – Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec Parte 4 Provas de Identidade

Graças ao espiritualismo experimental, o problema da sobrevivência, onde as conseqüências filosóficas e morais são incalculáveis, recebeu uma solução definitiva. A alma se tornou objetiva, perfeitamente tangível : sua existência se revela, após a morte como durante a vida, pelas manifestações de toda ordem. Os fenômenos físicos ofereceram de início apenas uma base insuficiente de argumentação ; mas, depois, os fatos se revestiram de um caráter inteligente. Eles foram acentuados ao ponto de que toda negação se tornou impossível. É pelas provas positivas que a questão da existência da alma e de sua imortalidade foram decididas. As radiações do pensamento foram fotografadas ; o espírito, revestido de seu corpo fluídico, de seu envelope imperecível, aparece sobre a placa sensível. Sua existência se mostra assim tão certa quanto a do corpo físico. A identidade dos Espíritos é estabelecida por fatos inumeráveis ; cremos dever citar alguns: O Sr. Oxon (Stainton Moses), professor na Universidade de Oxford, em seu livro ‘Spirit Identity’, relata o caso onde uma mesa fez uma narração longa e circunstanciada da morte, da idade, até o nome do mês, e dos nomes (quatro para um dentre eles e três para um outro) de três pequenos seres, filhos de um mesmo pai, que tinham sido levados subitamente pela morte. ” Nenhum de nós tinha conhecimento desses nomes pouco comuns. Foram mortos na Índia, e, quando a mensagem nos foi dada, não tínhamos nenhum meio aparente de verificação. ” Esta revelação foi entretanto controlada e reconhecida sua exatidão mais tarde, pela testemunha da mãe das crianças, que o Sr. Oxon conheceu posteriormente. O mesmo autor cita o caso de um senhor chamado Abraham Florentine, morto nos Estados Unidos, totalmente desconhecido dos experimentadores, e cuja identidade foi rigorosamente constatada, assim como a data de sua morte : 5 de Agosto de 1874. Oxon concluiu quanto a esse fato : ” Há, no caráter da prova singularmente significativa que tínhamos obtido nessa ocasião, uma demonstração muito evidente do retorno daqueles nos deixaram, que não pode falhar de fornecer aos leitores matéria para as mais sérias reflexões.. Um fato positivo, é que jamais nenhum dentre nós tinha ouvido falar de Abraham Fiorentine; não tínhamos amigos na América que nos dessem as novidades do que se passava, e, mesmo que algo tivéssemos tido, teriam então certamente falado de uma circunstância que não nos interessava de nenhuma forma. Para concluir, afirmo novamente, no interesse da verdade, que o nome, como também os fatos, eram totalmente desconhecido a nós três. ” A história de Siegwart Lekebush, jovem alfaiate que pereceu esmagado por um trem na ferrovia, prova ainda que é contrário à verdade afirmar que as personalidades que se manifestam pela mesa são sempre conhecidos dos assistentes. Segundo Animismo e Espiritismo, de Aksakof, a identidade póstuma dos espíritos prova-se :

  1. Pelas comunicações da personalidade em sua língua materna, ignorada do médium (ver p.538, o caso da Sra. Edmonds, do Sr. Turner, da Sra. Scongall e da Mme Corwin, que se entendeu com um dos participantes por meio de gestos emprestados ao alfabeto dos surdo-mudos, que lhe era desconhecido no estado de vigília).
  2. Por meio de comunicações dadas no estilo característico do defunto, com as expressões que lhe eram familiares, recebidas na ausência de pessoas que o tinham conhecido (p. 543). ” Acabamento de um romano ” de Dickens, Edwin Drood, por um jovem trabalhador iletrado, sem que fosse possível constatar onde termina o manuscrito original e onde começa a comunicação medianímica. Ver por exemplo a história de Luís XI, escrita pela Srta. Hermance Dufaux, com 14 anos de idade (Revista Espírita, 1858). Esta história, muito documentada, contém informações até então inéditas.
  3. Pelos fenômenos da escrita onde se reconhece aquela do defunto (p. 345). Carta da Sra. Livermore, escrita por ela mesma após sua morte. Este espírito estabeleceu sua identidade mostrando, escrevendo e conversando como fazia durante sua vida. Fato remarcável : o espírito escreveu, em francês mesmo, língua ignorada pela médium, Kate Fox. O caso onde o Sr. Owen obtém uma assinatura do espírito que foi reconhecida como idêntica por um banqueiro (ver Guldenstubbe, La Réalité des Esprits). Escrita direta de uma parente do autor, reconhecida idêntica à sua escrita quando vivo (Esses fatos têm sido obtidos inúmeras vezes em nosso próprio círculo de experiências).
  4. Pelas comunicações contendo um conjunto de detalhes relativos à vida do defunto, e recebidas na ausência de qualquer pessoa conhecida (ver p. 436). Pela mediunidade da Sra. Conant, um grande número de espíritos desconhecidos da médium tem sido identificados com pessoas que viveram em diferentes países (p. 559 e seguintes). O caso do velho Chamberlain, aquele de Violette, de Robert Dale Owen, etc.
  5. Pela comunicação de fatos que só eram conhecidos pelo defunto e que, sozinho, pode comunicar (ver p. 466). O caso dos filhos do doutor Davey, envenenado e jogado no mar, fato reconhecido exato pelo seguinte : descoberta do testamento do barão Korff ; o espírito Jack, que indica o que ele devia e o que lhe era devido, etc.
  6. Pelas comunicações que não são espontâneas, como aquelas que precedem, mas provocadas pelos apelos diretos do defunto, e recebidas na ausência de pessoas que o conheciam (ver p. 585). Resposta, pelos espíritos, a cartas fechadas (médium Mansfield). Escrita direta dando resposta à uma questão desconhecida do médium, o Sr. Watkins.
  7. Pelas comunicações recebidas na ausência de todas as pessoas conhecidas do defunto, e que trazem certos estados psíquicos ou provocam sensações físicas que lhe eram próprias (p. 597). O espírito de uma louca, ainda perturbada no espaço. O caso do Sr. Elie Pond, de Woonsoket, etc. (Esses fenômenos são produzidos em número considerável de vezes nas seções dirigidas por nós mesmos).
  8. Pela aparição da forma terrestre do defunto (p. 605).

Por vezes, os espíritos possuem defeitos naturais de seu organismo material para se fazerem reconhecer após sua morte, reproduzindo esses acidentes nas materializações. Algumas vezes, é uma mão com dois dedos recurvados sobre a palma, outra de uma queimadura, ou bem como o indicador dobrado sobre a segunda falange, etc.

Para saber mais:

  • O mundo invisível e a guerra Léon Denis (c. XXV, Provas de identidade)
  • Cristianismo e Espiritismo Léon Denis (n°12, Os fenômenos espíritas contemporâneos; provas de identidade)
  • No Invisível Léon Denis (2ª parte, cap. XXI, Identidade dos Espíritos)
  • O fenômeno Espírita Gabriel Delanne (2ª parte, c. II, Provas absolutas…)
  • La société anglo-américaine pour les recherches psychiques de Bennet (ch. VI, Preuves de l’existence d’intelligences autres…)
  • Aprés la mort de Camille Flammarion (ch. XI, Les manifestations des morts…)
  • Raymond ou la vie après la mort de Sir Oliver Lodge

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