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A Desnecessária Mística do Passe

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Nada mais natural, simples e sem formalidades que o abraço da mãe em seu filho pequeno e o carinho com que o afaga e aconchega, sobretudo quando está doente. Nesses momentos, passa para ele seu amor, suas energias mais saudáveis e seus pensamentos positivos. Passa… Essa é, provavelmente, a origem do passe, ou seja, da transmissão de fluidos que a humanidade utilizou desde seus primórdios para curar e beneficiar.

Sob nomes variados e ganhando técnicas desnecessárias, mas próprias dos Homens de cada época, o passe também sempre envolve a evocação de forças da Natureza, de Deus ou de Espíritos/anjos que possam curar. É o que faz a mãe, quando abraçando seu filho doente, pede a cura para ele, mesmo sem saber que é o principal veículo é ela mesma, pois de si emana o maior e mais poderoso recurso, que é o amor.

Nas circunstâncias da vida, muitas e muitas vezes transmitimos e recebemos passes, ou seja, energias positivas, através de um abraço afetuoso, de um sorriso sincero, de olhar bondoso e da atenção verdadeira. E todos podemos testemunhar que esse passe aconteceu, sem formalidades e até mesmo sem intenções, porque nos sentimos melhor, acalentados e fortalecidos. As crianças e os animais domésticos são peritos em passar essas bênçãos aos adultos!

Nas doenças e indisposições daqueles que moram conosco ou convivem muito proximamente, a ação de passar-lhes benefícios energéticos, o passe, é perfeitamente natural e não acarreta nada de ruim para ambas as partes, até porque estamos acostumados com a qualidade energética dessas pessoas e elas com a nossa. E, ao evocarmos ajuda espiritual, os bons Espíritos participam dando qualidades melhores e até específicas à necessidade.

Esses exemplos diários, mostram que a emissão de energias/fluidos que beneficiam outrem, depende de como nos sentimos em relação a essa pessoa ou animal e da nossa disposição de colaborar.

Certamente, em nenhum dos casos acima arrolados, aquele que transmitiu/ passou as energias favorecedoras, esteve preocupado se estava perfeitamente sadio, se esteve pensando coisas tristes e negativas, se estava bem acompanhado espiritualmente, se o ambiente estava perfeitamente higienizado, se demorou o tempo certo, se havia sido treinado, se podia, se, se, se… Não! Nenhuma dessas “neuras” visitou-lhe a mente, e se o tivesse feito, o passe não aconteceria, porque a insegurança e o orgulho se interporiam e estancariam a emissão das boas energias.

Por que? Porque, é o pensamento, que determina a qualidade dos fluidos que emanamos! E essa informação nos vem dos Espíritos da Codificação e pode ser encontrada nos estudos sobre fluidos, sobretudo em A Gênese, de Kardec.

Então, qual a razão de precisamos de tantas regras, formas e cuidados especiais, quando organizamos um trabalho de passes na Casa Espírita? Na verdade não precisaríamos, pois nos basta saber que o importante é doar energias boas, mas não absorver as do outro. Até porque se isso acontecer, fomos nós que recebemos o passe, mesmo que de energias ruins…

No entanto, se vamos atender as mais variadas pessoas, é preciso saber se temos condições energéticas para tanto, ou seja, se nossa emissão de recursos é volumosa o suficiente para não nos faltar e ficarmos prejudicados.

Também, é necessário analisar o que costumamos ficar pensando, para melhorar a qualidade dos nossos fluidos e as companhias espirituais. Ou os Espíritos curadores terão que se ocupar mais com nossas encrencas mentais que com aquele que precisa do passe.

E acima de tudo, é preciso que haja amor ao próximo e disposição de doar seu tempo.

A qualidade de um serviço de passes, na Casa Espírita, então, não depende das regras adotadas e sim da qualidade dos pensamentos que prevalecem naqueles que se dedicam a essa tarefa.

Se, por exemplo, um médico ficar se condoendo com a dor do seu paciente e perturbar-se por isso; se viver preocupado se está totalmente sadio ou se comeu o que a regra manda; se ficar inseguro porque passou nervoso no trânsito ou dormiu menos nessa noite, com certeza cairá, e muito, a qualidade de seu atendimento, cirurgia ou diagnóstico. Lógico que há circunstâncias emocionais, doenças pessoais ou perturbações espirituais que pedem a suspensão da atividade de um médico, assim como a de um doador de energias pelo passe.

O que mais tem mitificado e atrapalhado esse hábito saudável de curar, é a banalização do passe, ou seja, sua utilização sem fins de cura, bem como as regras esdrúxulas e limitadoras que lhe são impostas.

O amor de uma criança por seu animalzinho, dá-lhe o passe que precisa, se não está bem de saúde; o cuidado de uma pessoa com suas plantas, dá-lhes o passe que precisam, se estão debilitadas; o tipo de pensamentos que cultivamos qualifica, ou desqualifica, as energias que doamos. Basta observar com atenção.

A natural bondade do coração, a mente limpa e a sabedoria de não “pegar” o que é do outro… precisamos mais que isso para transmitir bons fluidos pelo passe?

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