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A Disciplina Antecede a Espontaneidade

A Disciplina Antecede a Espontaneidade

 

“ Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”. Paulo – 1 Coríntios, Cap. 14 v.40.

Tudo na natureza está submetido a uma rigorosa ação da disciplina, em obediência às determinações da Soberana Sabedoria do Universo, que estabelece em seus sábios mecanismos os princípios para uma perfeita harmonia na sinfonia do concerto realizado pelas sublimes e imutáveis Leis Divinas.

O Sol nosso conhecido Astro Rei, que todos os dias ressurge esplendoroso iluminando e aquecendo o nosso planeta, não tira férias desde que o vimos brilhar pela primeira vez, prestando seu concurso valoroso cumprindo sua importantíssima e indispensável função; a fonte de águas cristalinas segue do se nascedouro até o encontro com o mar, enfrentando e superando desafios, fomentando a bênção da vida em todo o seu percurso; as árvores não se descuidam de seus compromissos de ofertar sombra aos viajores, saciar a fome com seus frutos e embelezar e perfumar os caminhos com suas flores de belezas indescritíveis etc.

Constatamos também que todas as regras da cadeia alimentar na natureza são rigorosamente executadas com normalidade e equilíbrio para que ninguém fique desprovido dos imprescindíveis recursos para o cumprimento de sua porcentagem de colaboração no desenvolvimento e engrandecimento da mãe Terra.

Dessa forma, fica fácil compreender que tudo que a natureza nos oferece está submetido a uma determinação superior e segue a sequência normal de um perfeito planejamento definido pelos Espíritos Esclarecidos como sendo a Lei do Progresso, que segue seu curso engendrando os necessários mecanismos para a evolução do ser humano em nosso planeta.

  1. Tendo dado ao homem a necessidade de viver, Deus lhe facultou, em todos os tempos, os meios de o conseguir?

Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver, sem lhe dar os meios de consegui-lo.

Essa a razão por que faz que a Terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.” (1)

Sabemos que não estamos a passeio por este abençoado planeta, e que precisamos desenvolver e utilizar de todos os benefícios que trazemos no íntimo do Ser, para construção da nossa própria felicidade, conforme a questão que segue.  

  1. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza. (2).

Urge entendamos que em relação a nós seres humanos que nos encontramos reencarnados neste planeta de expiações e provas, Deus nos capacitou do mecanismo do livre arbítrio que nos garante a liberdade da execução ou não de qualquer obra de caráter positivo ou negativo, deixando-nos a responsabilidade de arcar com a colheita doce o amarga dos frutos dessa semeadura, e para nossas reflexões sobre o cuidado no plantar Jesus nos esclareceu dizendo que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

Preciso se faz observar que uma semeadura para ser proveitosa deve se fundamentar no trabalho no bem, na caridade desprovida de qualquer desejo de retribuição, no dever retamente cumprido. Porque tudo o que não levar em conta a ordem, que não respeitar a disciplina, que não estabelecer limites, isto é, sem dimensões e sem respeitar horários estará fatalmente condenada ao fracasso e ao caos.

Torna-se imperioso que atentemos para essas realidades e procuremos nos enquadrar nos parâmetros previamente estabelecidos e nos empenhemos para uma boa e salutar convivência com nossos semelhantes, não só exigindo nossos direitos, mas não esquecendo em hipótese alguma que também temos as nossas obrigações e que por isso mesmo somos devedores do respeito aos direitos do irmão que segue ao nosso lado na caminhada evolutiva.

Jesus nos abençoe.

Bibliografia:

1 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB, 76ª edição.

2 – Idem, Idem.

Francisco Rebouças.

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