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Enquanto Vivem na Escuridão

Enquanto Vivem na Escuridão

Pergunta: Qual o requisito para ser um bom doutrinador e como se conduzir no
exercício dessa função?

Divaldo Franco: Para alguém ser um bom doutrinador não basta ter boa vontade.
Recordo-me que, quando estava muito em voga o termo boa vontade, um Espírito
escreveu pela psicografia o seguinte: – A boa vontade não basta. Já afirmava
Goethe que “não pode haver nada pior de que um indivíduo com grande dose de boa
vontade mas sem discernimento de ação.” – Acontece que a pessoa de boa vontade,
não sabendo desempenhar a função a contento, termina fazendo uma confusão
terrível. Não é suficiente ter apenas boa vontade, mas saber desempenhar a
função. É melhor uma pessoa com má vontade que saiba fazer corretamente a tarefa
do que outra de boa vontade que não sabe agir. Aliando-se as duas qualidades o
resultado será mais positivo.

O médium doutrinador, que é também um indivíduo suscetível à influência dos
Espíritos, pode desajustar-se no momento da doutrinação, passando a sintonizar
com a Entidade comunicante e não com o seu Mentor e, ao perturbar-se, perde a
boa direção mental ficando a dizer palavras a esmo.

Observa-se, às vezes, mesmo em reuniões sérias, que muitos companheiros
excelentes, ao invés de serem objetivos, fazem verdadeiros discursos no
atendimento aos Espíritos sofredores, referindo-se a detalhes que não têm nada
com o problema do comunicante.

Não é necessário ser um técnico, um especialista, para desempenhar a função
de doutrinador. Porém, é preciso não abdicar do bom senso.

Deste modo, quando o Espírito incorporar, cabe ao doutrinador acercar-se do
médium e escutá-lo para avaliar o de que ele necessita. Não é recomendável
falar-se antes do comunicante procurando adivinhar aquilo que o aflige. A
técnica ideal, portanto, é ouvir-se o que o Espírito tem a dizer, para depois
orientá-lo, de acordo com o que ele diga, sempre num posicionamento de
conselheiro e nunca de um discutidor. Procurar ser conciso, porque alguém em
perturbação não entende muito do assunto que seu interlocutor está falando.

Torna-se imprescindível que o dotrinador ausculte a problemática da Entidade.
Por exemplo: o médium está em estertor e não consegue dizer nada. O doutrinador
aproxima-se e pergunta com delicadeza: – Qual é o seu problema ou dificuldade?
Estamos aqui para lhe ser úteis. Você já percebeu porque foi trazido a este
local? Qual a razão de encontrar-se tão inquieto?

A Entidade retruca: – Eu estou com raiva!

E o doutrinador: – Você já percebeu o quanto a raiva é prejudicial para a
pessoa que a está sentindo?

– Pois eu odeio.

– Mas, tudo nos ensina a amar. Procure superar esse sentimento destruidor.

O comunicante deve ser encaminhado ao autodescobrimento. Não adianta
falar-lhe sobre pontos doutrinários, porque ele não se interessa. Vamos
ilustrar: Chega uma pessoa com dor de cabeça e aconselha-se: – Tome um
analgésico, descanse, depois vamos conversar. – Isto significa dar o remédio
específico para o problema do paciente.

No atendimento mediúnico o doutrinador deve ser breve, porque nas discussões
infindáveis e nas doutrinações que não acabam nunca, o medianeiro se desgasta
excessivamente, e o que se deve fazer é preservá-lo ao máximo.

Pergunta: Durante a doutrinação deve-se fornecer muitas informações
doutrinárias à Entidade sofredora que se manifesta?

Divaldo Franco: Não. Essa é uma particularidade que devemos ter em mente.

Coloquemo-nos na posição do comunicante. Quando alguém está com uma forte
enxaqueca, por exemplo, não adianta nenhum médico se deter na explicação sobre a
origem da doença. A enxaqueca está causando tanto mal-estar que o indivíduo não
assimila nada do que é dito. Ele deseja apenas um medicamento para o curar o
mal.

Quanto menos informações forem dadas melhor. Os Espíritas, com exceções, é
claro, têm um hábito que não se coaduna com esta atividade: o de usarem
vocabulário específico da Doutrina, esquecendo-se que nem todo Espírito que se
comunica é um adepto do Espiritismo, capaz de conhecer os seus postulados.

Comunica-se um Espírito e diz-se-lhe: – Você está desencarnado. – Ele não tem
a menor idéia do que a pessoa está falando. Ou então: – Você precisa afastar-se
do médium, desligar-se. – Tampouco ele entende desta vez. Devemos, nos lembrar,
sempre, que este é um vocabulário específico da Doutrina Espírita que somente
pode ser entendido por Espíritas praticantes. É o mesmo que um engenheiro
eletrônico chegar-se para outra pessoa e começar a explicar Eletrônica na
linguagem científica. O ouvinte, não entendendo do assunto, demonstra total
desinteresse pelo que está sendo transmitido e, terminada a explanação, continua
no mesmo estado mental.

A função das comunicações dos Espíritos sofredores tem por finalidade
primordial o seu contato com o fluído animalizado do médium para que ocorra o
chamado choque anímico. Allan Kardec usou a expressão fluido animalizado ou
animal, porque, quando o Espírito se acopla ao sensitivo para o fenômeno da
psicofonia ou psicografia, recebe uma alta carga de energia animalizada que lhe
produz um choque.

Como se pode depreender, às vezes, quando advém a desencarnação, o psiquismo
do Espírito leva com ele todas as impressões físicas, não se dando a menor conta
do que ocorreu. Ele continua no local do desenlace, estranhando tudo em sua
volta, sem a mínima idéia da cirurgia da morte que aconteceu há muito tempo.

Quando se dá incorporação, o Espírito recebe um choque vibratório que o
aturde. Se nessa hora forem dadas muitas informações, este estado se complica
ainda mais e a Entidade não assimila, como seria de desejar, o socorro de
emergência a ser ministrado.

O doutrinador deve ser breve, simples e, sobretudo, gentil, para que o
desencarnado receba mais pelas suas vibrações do que pelas suas palavras.

Imaginemos alguém que teve uma parada cardíaca e subitamente desperta num
Hospital de Pronto Socorro com uma sensação de desmaio. A situação é comparável
ao despertar pela manhã depois de uma noite de sono. Qual a nossa reação
psicológica se alguém, aproximando-se da nossa cama, nessa hora nos diz: – Você
já morreu. – Damos uma risada e respondemos: – Qual nada! Estou aqui no quarto
acordado. – E continuamos, no entanto, a manter as impressões do sono. No caso
de um Espírito desencarnado que se comunica, nesse momento é a vibração do
interlocutor que vai torná-lo mais seguro, embora as palavras ditas suscitem
nele alguns conflitos. Somente são necessários alguns esclarecimentos
preparatórios para que os Mentores façam-se recordar-se da desencarnação em
outra ocasião.

Em casos especiais é viável, quando o Espírito permite, dizer-se que a sua
desencarnação foi consumada, pois toda regra é adaptável às circunstâncias.
Chega por exemplo, um Espírito dizendo: – Estou sofrendo há muito tempo, não
consigo livrar-me desta dor desconfortável. – Redargue o doutrinador: – Você já
notou o que lhe aconteceu? Há muito tempo você está sentindo esta dor? – E o
diálogo prossegue:

– Ah! Eu não me lembro. Não tenho a menor idéia.

– Meu amigo, isto é preocupante. Veja bem, examine-se, observe, onde você se
encontra. Você sabe que lugar é este?

– Não sei.

– Você se encontra entre amigos. Note a forma como está falando. Você já
percebeu que se está expressando através de outra pessoa?

O Espírito vai ficar surpreso porque está convencido de estar falando com os
seus próprios recursos. Terminada a pausa, o diálogo continua:

– Você já notou que até agora esteve falando e ninguém lhe respondia,
enquanto neste momento estou lhe respondendo? Sabe o porquê? Note que até agora
tem pedido ajuda e ninguém lhe apareceu, qual a razão disto?

Enfim o doutrinador deve fazê-lo perceber, gentilmente, que algo aconteceu e
ele não se deu conta.(…) Não há, pois, justificativa para a preocupação de
dar-se muitos informes. É como dizer-se para uma criança o que ela não tem
condição de assimilar. Não adianta falar muito. Tem que ser prático e objetivo.
(…) Às vezes, o doutrinador fala em demasia, e não deixa o Espírito expor o
seu problema. Observa-se com freqüência um hábito que deve ser eliminado: o
médium apresenta os primeiros estertores – e isso depende da organização nervosa
ou da constituição psicológica do sensitivo – e logo o doutrinador,
aproximando-se, e sem ouvir o problema da Entidade, propõe: – Tenha calma, tenha
calma …

O Espírito, nem sequer disse uma palavra, e já foi tolhido de falar.

Necessário deixar-se que a comunicação se dê, para o doutrinador sentir o
problema do comunicante, a fim de encontrar a forma mais sensata de atendê-lo.

Se o Espírito está gemendo, ouve-se dizer: – Venha com Deus ou venha na paz
de Deus.

Existe uma outra fórmula muito corriqueira, que se costuma usar:

– Ore, pense em Deus.

São chavões que não levam a lugar nenhum. O doutrinador tem primeiro que
ouvir as alegações da Entidade, para depois iniciar a argumentação específica,
como se faz no relacionamento humano. Se alguém está chorando não se diz: –
Calma, calma, não chore, não chore… – Deixa-se a pessoa chorar um pouco, e
depois pergunta-se: – Qual é o problema? Por que está chorando tanto?

Damos um outro exemplo:

Aproxima-se de nós uma pessoa muito nervosa, e se quisermos atendê-la,
dizemos: – Pois não… – E mantemo-nos em silêncio até a outra extravasar os
sentimentos. Depois é que a interrogamos. Interrogar na hora do desespero cria
confusão e a irritação acontece, prejudicando o êxito do atendimento.

Portanto, poucas informações são um sinal de bom senso. (…)

Na hipótese da Entidade recalcitrar na teimosia, deve-se-lhe dizer:

– Você veio aqui em busca de ajuda, deixe-me ajudá-lo.

Tratando-se de Espíritos perturbadores que, por princípio, se deduz que sabem
o estado em que se encontram, agindo, portanto, com intenção maléfica, o
doutrinador usa outra técnica. Aliás, é bom alertar: a tática do obsessor é
discutir para ganhar tempo e perturbar o ambiente. Enquanto está discutindo,
irradia vibração desagradável que a todos irrita e provoca mal-estar;
enfraquece-se o círculo vibratório e ele se torna senhor das mentes que emitem
animosidade na sua direção. (…)

Nota-se que o número de obsidiados que se curam hoje, é bem menor do que nos
primórdios. A razão disso, é porque o Espiritismo em muitos corações tem tido o
efeito de uma reunião social, de um clube em que a pessoa vai participar com
certa unção mas, saindo dali acabou-se, não mais se interessa, tem a vida
profana normal, é o homem social comum, e por isso, os Espíritos que nos
observam não acreditam em nossas palavras. Os vingativos não abandonam as
vítimas que não demonstrem propósitos de melhorar-se intimamente, nem também
levam em consideração as palavras destituídas do respaldo dos bons atos.

Desta forma, quando convivermos com os obsessores, a melhor técnica é não
discutir com eles, porque são faladores e têm o objetivo de confundir;
principalmente os inimigos do ideal superior, as Entidades “religiosas”, frias,
cínicas, sofistas.

A atitude do doutrinador deve ser sempre pacifíca e gentil. Caso percebamos a
intenção do Espírito em demorar-se além do necessário, digamo-lhe: – Agora, você
pode ir-se. Já lhe atendemos conforme podíamos. Vamos aplicar-lhe uma medicação,
– e utiliza-se da indução hipnótica.

Às vezes o Espírito reage, mas a medicação faz efeito, porque, quando tomamos
esta postura, os Mentores Espirituais aplicam-lhes sedativo indispensável para o
tratamento específico – hipnose ou certos produtos de origem espiritual que os
anestesiam – e retiram-se.

Esta é a técnica ideal.

ASSISTÊNCIA

Pergunta: A função do médium e a do doutrinador, nas práticas mediúnicas, são
facilmente identificadas. De que forma os outros integrantes de uma reunião
mediúnica devem participar? Eles se tornarão um dia médiuns ou doutrinadores?

Divaldo Franco: O capítulo XXIV de O Envagelho Segundo o Espiritismo dá-nos a
resposta. No estudo ali realizado, Allan Kardec refere-se à mediunidade como
sendo uma certa predisposição orgânica inerente a todas as pessoas, como a
faculdade de ver, de falar, de ouvir, …

Numa prática mediúnica temos três elementos básicos no plano físico: o
doutrinador, o médium (de psicografia, psicofonia ou de outra faculdade
qualquer, como a clarividência, clariaudiência) e o assistente, que não é
platéia.

A prática mediúnica sempre faz recordar uma sala cirúrgica, onde existem as
equipes de cirurgiões, paramédica e de auxiliares. Todos eles em função do
paciente, que é o Espírito sofredor.

O trabalho mediúnico pode ter o caráter simultâneo de educação do médium e de
desobsessão. De educação, porque somos sempre principiantes; e de desobsessão,
porque os Benfeitores espirituais trazem Espíritos perversos, imbuídos de
sentimentos maus, perseguidores contumazes para serem doutrinados.

Todos já conhecemos as funções do doutrinador e do médium. Todavia, nem
sempre isto acontece quando se trata do assistente, que não sabe como
conduzir-se.

Numa sala cirúrgica o assistente é alguém sempre disposto a cooperar com o
que seja necessário. (…)

Não raro, o doutrinador fica sindicando, num diálogo ainda não direcionado,
para identificar o problema que traz o comunicante e assim conversar com
segurança. Além disso, o doutrinador, às vezes, se equivoca, o que é natural e
humano. Inicia a doutrinação de uma forma, que não corresponde à necessidade do
Espírito, e os Mentores sentem dificuldade em induzi-lo para que haja uma boa
recepção. No entanto, um assistente pode identificar perfeitamente o problema.
Cabe-lhe, neste caso, concentrar-se, ajudando o doutrinador, enviando
mentalmente mensagem acertada para que ele encontre a diretriz segura na
orientação a ser ministrada.

É muito comum, em todos os grupos, por indisciplina mental dos assistentes,
quando se trata de Entidade zombeteira ou perversa, fazer-se o jogo do
desencarnado, não colaborando com o doutrinador, principalmente quando se trata
de discussão que, aliás, deve ser sempre evitada.

Freqüentemente o assistente fica torcendo para que o Espírito perturbado
vença a querela e até sente uma certa euforia quando nota o embaraço do
orientador. Não se dá conta que, nesse estado mental, entra em sintonia com o
Espírito malfazejo, que exterioriza uma radiação capaz de ser absorvida por
qualquer pessoa na mesma faixa mental.

Ou seja, o assistente tem um papel preponderante para o êxito do trabalho
mediúnico. Se, às vezes, o processo das comunicações não ocorrendo com sucesso,
em grande parte a responsabilidade é da equipe auxiliar. São a eficiência e a
qualidade do trabalho dessa equipe que sustentam o valor da obra.

Por outro lado, nos trabalhos medúnicos, o assistente deve aproveitar o
momento para meditar, acompanhando as comunicações, ao invés de se deixar
envolver pelo cochilo. Realmente, fica monótono o transcorrer de uma prática
mediúnica, quando a pessoa não se integra nos detalhes do que ali acontece.
Somente assim procedendo consegue o assistente libertar-se do desejo de dormir
ou de ser acometido por mal-estar, o que sempre ocorre quando a pessoa não se
concentra para acompanhar atentamente as comunicações que estão acontecendo.
(…)

Por fim, todos os assistentes devem manter-se em atitude receptiva, porque a
manifestação mediúnica pode irromper a qualquer momento, em qualquer um deles,
não necessariamente com caráter obsessivo, mas também inspirativo positivo. Pode
surgir uma idéia edificante, um pensamento feliz, e cabe, à pessoa, no momento
de silêncio, exteriorizar essa emoção, que pode ser um começo de uma
manifestação no desdobramento de faculdades embrionárias.

Desta forma, o assistente deve colaborar positivamente com as suas emissões
positivas no transcorrer das comunicações, pois ele é uma espécie de auxiliar de
enfermagem na cirurgia mediúnica. De sua mente devem sair recursos energéticos
para o trabalho anestésico a benefício do paciente desencarnado. A sua
participação deve ser ativa e vigilante em todas as atividades ocorridas durante
os trabalhos ali desenvolvidos. Suplicando ajuda espiritual, acompanhando e
observando os diálogos, ele se transforma numa peça imprescindível na cooperação
para o bom êxito das tarefas de intercâmbio espiritual.(…)

Pergunta: Quando um dos componentes da prática mediúnica percebe que
determinada doutrinação não está sendo bem conduzida, ele pode ou deve
interferir? Qual o momento adequado? De que forma?

Divaldo Franco: O ideal será a pessoa ficar colaborando através das vibrações
e da atitude oracional. Excepcionalmente, a depender do laço de confiança e da
humildade do doutrinador, pode-se dizer: “Fulano, você não acha que se
aplicássemos tal recurso não seria melhor?”

Notando-se qualquer sinal de agastamento, por parte do doutrinador, deve-se
imediatamente calar.

Com freqüência ocorre o assistente sintonizar melhor do que aquele que está
doutrinando. Isto porque, quando alguém se aproxima do médium que está dando a
comunicação, se contamina com as vibrações do Espírito comunicante e aquela
irradiação envolvente, quando negativa, leva o doutrinador a entrar num
verdadeiro pugilato com o Espírito, em decorrência do envolvimento emocional.

Torna-se difícil para alguém inexperiente manter o tipo de serenidade capaz
de impedir esta contaminação.

Por isso não é recomendável que os doutrinadores sejam médiuns atuantes, para
que não haja facilidade de assimilação da carga fluídica do comunicante. Ao
assimilá-la, deixa-se envolver pelas provocações do Espírito.

PALAVRA

Pergunta: A terapia básica do doutrinador é a palavra. É sobre ela e com
recursos complementares que as demais terapias serão aplicadas. Com o auxílio de
que indicadores podemos avaliar a eficácia dessa terapia?

Resposta do Projeto Manuel Philomeno de Miranda: Iremos apenas sistematizar
alguns itens para facilitar a avaliação da reunião mediúnica sob esse aspecto:

Móvel da comunicação identificado: esse é o item fundamental. Se o
doutrinador percebe o problema do Espírito, a terapia pode chegar a bom termo.
Em caso negativo o trabalho se restringirá ao choque anímico podendo inclusive
sofrer prejuízos, o Espírito e o médium. Alguns Espíritos expressam claramente o
seu problema; outros o disfarçam, quando não é o caso de dificuldades inerentes
ao próprio médium que não consegue interpretar a mensagem lucidamente. Não seja
isso, todavia, uma dificuldade insuperável, mas um teste a ser vencido pela
carga de sentimentos elevados que o doutrinador deve colocar no seu trabalho.

Bons atendimentos ficarão por conta sempre, de doutrinadores de percepção
rápida, com intuição clara, tato psicológico, empáticos e otimistas.

Diálogo sustentado é a base sobre a qual se estabelecerá o entendimento.
Haverá de saber o doutrinador, ouvir e tomar a fala na hora certa, para tornar a
cedê-lo em seguida, para receber o feed back que abrirá espaço para o padrão de
Qualidade seguinte.

Espírito induzido à reflexão: João Cléofas, em Intercâmbio Mediúnico,
psicografia de Divaldo P. Franco, ensina que dialogar com esses companheiros que
pedem espaço através da mediunidade, é a arte de compreender, psicologicamente,
a dor dos enfermos que ignoram a doença em que se debatem, usando a palavra
oportuna e concisa qual um bisturi que opera com rapidez, preparando o paciente
para uma terapia de longo curso. Por isso, propõe que se não tenha a pretensão
de erradicar, naqueles breves minutos de diálogo, problemáticas profundamente
enraizadas mas que se aponte o rumo, despertando esses sofredores desencarnados
para uma visão mais alta e otimista da vida, por meio de cujos recursos os
realmente interessados no próprio progresso porão em prática as reflexões e
orientações recebidas.

Pelo interesse revelado pelo Espírito atendido saberá o doutrinador que
aquele diálogo induziu o ser desencarnado a uma reflexão que poderá frutificar
no amanhã.

Constitui-se momento extremamente feliz para o grupo quando alguns, dentre os
muitos Espíritos que foram atendidos na reunião, voltam para agradecer.

(Publicado no Boletim GEAE Número 455 de 13 de maio de 2003)

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