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Espiritismo, Alimentação,Vampirismo

“É melhor uma verdade dura do que uma fabula reconfortante.” Carl Sagan

Sempre que nos referimos a Alimentação Carnívora por parte das pessoas, sobretudo dos espíritas, ouvimos como resposta que cada um tem o seu tempo e suas necessidades. Acreditamos nisso, mas também acreditamos que assim como os espíritas, os animais igualmente possuem as próprias necessidades, necessidades estas que roubamos deles em benefício próprio.

A Doutrina Espírita situa-se dentro de um magnífico cabedal de conhecimento que é constantemente ignorado pelos próprios estudiosos da Doutrina no que se refere aos animais. Os mais ilustres baluartes do espiritismo repetem de cor e salteado o caminho da mônada até a esfera hominal. Conseguem falar durante horas do Amor de Jesus, de seus atos e da soberana bondade de Deus. A cada momento nos chamam a atenção para vibrarmos pelo Outro, a amarmos sem condições, a nos entregarmos de corpo e alma nas mãos de Jesus e a agir tal como Ele agiu, nesta hora não nos dizem que temos o nosso momento e as nossas necessidades, afinal o Outro por quem temos que vibrar é o Outro humano e não o Outro animal.

Mas o que nos impede de mudar? Se for a falta de conhecimento do que ocorre com os animais, tal problema se dissipará agora com o trecho do Livro “Iniciação a Viagem Astral”. Nele Lancellin mostra não apenas o que ocorre com o animal enquanto matéria, mas o que ocorre momentos após a sua morte. O que ele relata neste capítulo, a carne do animal ao qual ele se refere , é exatamente a mesma carne que vai virar bife e parar no seu prato.Vejamos o que nos coloca o espírito Lancellin neste primeiro trecho:

(…)

Daí a pouco, demos entrada em um matadouro de gado bovino, ambiente turvado de um magnetismo deprimente, mas, antes, o nosso guia espiritual nos reuniu e falou com sabedoria:

— Meus irmãos, nunca são demais as advertências. Hoje não trouxemos mais companheiros encarnados por ser o ambiente muito inferior. É preciso, pois, muito equilíbrio emocional para que possamos ajudar sem ferir, ajudar sem julgamento, ajudar sem desprezar as coisas de Deus. Cada fato se processa no lugar certo, e o que vamos contemplar agora, estudando, existe na Terra pelo que ela é. A escala que o nosso planeta atingiu até agora requer essa violência com as vidas inferiores. Caso um de vós altere as emoções, tornar-se-á visível a determinados Espíritos vampirizadores, o que irá dificultar os nossos trabalhos. Vamos nos lembrar do Mestre, quando advertiu desta maneira:Vigiai e orai.

Primeiro Lancellin descreve o local que lhes serviria como sala de estudo e coloca que é um lugar turvado de um magnetismo deprimente e um ambiente muito inferior. Só por esta primeira descrição deveríamos urgentemente reavaliar nossa alimentação que provém de um ambiente deprimente e inferior, onde não apenas permitimos que ocorram a morte de animais, mas onde obrigamos aquele nosso Outro, a quem deveríamos respeitar e amar, a matar para nós. Qualquer pessoa, não apenas Lancellin, precisaria manter o equilíbrio emocional dentro de um abatedouro, tamanha a crueldade praticada la dentro.Contra o que se vê num abatedouro, a palavra de nenhum baluarte espirita que permite a alimentação carnívora consegue se sobrepor. Ou seja, é sempre preciso continuarmos a Pensar e não apenas a ouvir e agir conforme aquele que nos fala.

E o Espírito prossegue em sua explicação do lugar ao dizer que as cenas as quais irão assistir ainda existem “na Terra pelo que é ela é” – (vide artigo “Terra, um Planeta de expiação e provas”) e que infelizmente “requer essa violência com as vidas inferiores” . Seria uma justificativa ou uma explicação? Lancellin justifica a maldade dos seres humanos para com os animais alegando que isso ocorre pelo que a Terra ainda é – Planeta de expiação e provas, Planeta inferior com seres inferiores – e a Terra ainda é o que é porque nós somos o espelho onde ela se reflete.Não é o Planeta que é ruim, somos nós, e o primeiro passo é admitirmos isso para conseguirmos operar uma Transformação em nós mesmos.Em seguida ele explica que os seres humanos e não o Planeta, “requer essa violência com a vida dos seres inferiores” , ou seja, por sermos seres inferiores, deficientes moral e eticamente, nos aproveitamos daqueles que estão em uma escalada evolutiva abaixo de nós – por isso o termo inferior – seres que ainda se encontram num estágio pelo qual passamos um dia, que nos supriu com qualidades que hoje usamos contra eles : Inteligência, racionalidade.

Talvez o mais assustador , a quem quer que leia o trecho em questão, seja a referência de Lancellin sobre os Espíritos Vampirizadores que ali se encontram, isso mesmo, vampiros ao redor do boi,este irmãos animal que irá morrer, virar bife e parar no prato das pessoas, sejam espíritas ou não.

Vamos ler mais um trecho da fala de Lancellin:

Penetramos em um lugar assustador; estavam em círculo vinte vampiros, cuja descrição preferimos omitir. Com o chefe, formavam um magote de vinte e um. O que estava chefiando vestia-se de vermelho encarnado, com uma espécie de capuz bipartido atrás e tendo nas pontas duas bolas pretas; no alto da cabeça, duas saliências o destacavam dos outros. Os bois estavam em filas obrigatórias, devido às cercas laterais que os prendiam, sem que eles pudessem ao menos se mexer. Ao passarem em determinado ponto, caía em suas nucas uma lâmina mortal. Logo adiante, um homem carrancudo fazia escorrer o sangue do animal já ajoelhado e exteriorizando suas dores.

Eu sentia reações profundas, sem que as deixasse passar para as emoções. Confesso, estava encontrando dificuldades para me manter em equilíbrio. Procurei a Dezenove e não a vi. Fiquei inquieto, e como Miramez sentiu que as minhas perguntas íntimas poderiam perturbar os trabalhos que requeriam muito silêncio, aproximou-se de mim e falou baixinho:

— Lancellin, não viste que ela começou a desmaiar, não suportando a visão do ambiente? Foi levada às pressas para o corpo de carne, pelo Padre Galeno.

Cortei as minhas indagações e passei a prestar atenção no meu dever, o dever de informar pelas minhas anotações, com o cuidado que exigem a moral e a paz dos encarnados, transmitindo somente o que pode ser dito. Parece que Miramez deixou que os vampiros iniciassem sua ação, para que pudéssemos ter uma ideia de como as coisas acontecem nos frigoríficos.

Lancellin continua a narrar a visão perturbadora que todos estão tendo do frigorífico, os bois enfileirados a espera da morte, seguem cercados de vampiros astrais que desejam sugar seus fluidos plasmáticos, e tal visão dificulta o equilíbrio emocional dos presentes, e acredito que dificulte até essa leitura discreta que o espírito faz sobre , como ele mesmo coloca, “de como as coisas acontecem nos frigoríficos”.

O que questionamos agora é:

Estaria Lancellin mentindo sobre o que ocorre aos animais dentro dos frigoríficos?

Estaria ele inventando ações irreais apenas para apavorar os espíritas diante do que estes fazem aos seus irmãos inferiores evolutivamente?

Porque, ao ouvirmos o discurso de muitos palestrantes espíritas de renome, nos parece que Lancellin está apenas a fazer uma piada sobre o que ocorre dentro de um abatedouro, tal o desrespeito à vida dos animais no qual estes doutrinadores se lançam.

Já ouvimos inúmeros desdéns as palavras do Irmão X em sua defesa pelos animais, sabemos que este espírito é querido por todos, respeitado e amado, porém parece que quando se refere aos animais “não sabe o que fala”. Seria isto o que ocorre ? Suas palavras servem apenas na defesa da vida humana e não da vida animal?

Quando Irmão X nos diz:

Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.

Não sabe ele o que diz então?

Supostamente estaríamos autorizados a alegar que não, Irmãos X, André Luiz, Emmanuel, Lancellin e tantos outros não sabem o que dizem a respeito dos abatedouros e da carne se não soubéssemos nós de onde provém o bife que está em nosso prato.Nós sabemos, apenas não aceitamos que nos digam pois somos seres vampirizadores dos animais quando nos sentamos a mesa de refeição, apenas nos negamos a aceitar nossa inferioridade diante disso.

Ao prosseguir na narrativa, torna-se ainda mais difícil a leitura do que ocorre a nossos irmãos animais: 

Quando o magarefe enterrou a lâmina no pescoço do animal, cortando-lhe as veias, o vampiro-chefe avançou em primeiro lugar e sorveu, de mais ou menos uma distância de trinta centímetros, o fluido do plasma sanguíneo com uma habilidade espetacular. O plasma etérico se dividia, pela vontade dele, em dois jatos de energia que entravam pelas narinas e por sua boca, posicionada em forma de bico. Era grande a satisfação. Depois que sugou de uns três animais, ante a inquietação dos outros, ele deu um sinal para o primeiro. Esse veio e fez o mesmo, sugando as energias vitais do animal. Quando chegou a vez do quinto Espírito,senti que para mim era um sacrifício imputado aos meus sentimentos. Era demais! Então, pude observar que vampiro e magarefe eram uma coisa só. Miramez segredou-me, mesmo estando eu com a emoção um pouco alterada:

— Vê, Lancelin! A mediunidade se processa em toda a parte. Este irmão está servindo de instrumento para os Espíritos da sua mesma faixa se alimentarem com as energias do animal. E o pior é que essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma freqüência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos. É por isso que os comedores de carne dos animais mostram, de vez em quando, no cotidiano, algo que lembra esses Espíritos. Os espíritas se livram deste magnetismo inferior com os recursos dos passes, da água fluidificada e, por vezes, de prolongadas leituras espirituais; os evangélicos e também alguns católicos se libertam dele nos ambientes das igrejas, mas sempre fica alguma coisa para se transformar em doenças perigosas.

A medicina tem quase a idade do planeta, se buscarmos sua origem, e quanto mais descobre remédios, mais surgem doenças, por lhe faltar um senso profundo, um entendimento mais correto sobre as causas. Ela trata, infelizmente, somente dos efeitos.

Todas as causas são morais, na extensão desta palavra. O mundo todo se preocupa só em instruir a humanidade, esquecendo que o melhor é Educar, mostrar-lhe o valor do bem. A salvação da humanidade encarnada e desencarnada está na descoberta do Amor, mas o amor universal.

Senti grande bem-estar com a conversa de Miramez. Ele nos convidou para uma oração. “O quê?”… pensei logo, “oração aqui, neste ambiente aterrador?”

Lancellin faz referências importantes ao que ocorre com os animais neste lugar aterrador e com o corpo que irá virar bife, o magnetismo recebido pelos vampiros que lhes realça o instinto animalizado e a transferência do magnetismo pesado e inferior deles, vampiros, para o corpo sem vida do animal, lembrando que este corpo irá ser vendido nos açougues e com a qual “os homens, depois, vão inundar seus organismos.”

“essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma frequência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos.”

Estes que vão se inundar deste baixo magnetismo, estes que tiraram a vida do animal, nosso irmão, estes somos todos Nós que nos alimentamos de suas carnes, que desdenhamos dos Espíritos que defendem a vida animal como se a vida de cada um deles de nada nos valesse. Somos nós que ignoramos suas dores ao dizer que temos o Nosso Momento, que temos a Nossa Necessidade, e que egoisticamente praticamos o massacre de bilhões de animais todos os anos.Por isso Lancelin nos diz que todas as causas de nossas doenças são morais, por isso nos fala sobre a importância do Educar e não do apenas Instruir nas noções do Bem; e para demonstrar a importância dessa educação , trazemos outra citação do Irmão X :

”A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma.”

“Ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma” ,uma superficialidade ética e moral, uma superficialidade que não nos permite atingir o Amor Universal, que nãos nos permite ver os animais como irmãos e que não nos permite fazer da Terra um lugar melhor, onde não seja necessária, como coloca Lancellin, a morte de seres inocentes.

Nós lemos as frases de Lancellin: “essa classe de Espíritos recebe magnetismo inferior do animal, fortalecendo seus instintos mais baixos, e transmitem para o mesmo animal, ou seja, para a sua carne e ossos, outro tipo de fluidos pesados na mesma frequência, com os quais os homens, depois, vão inundar seus organismos.”

De André Luiz

“Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo dos superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?”

De Emmanuel

1“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.”

De Irmão X

Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante.Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.

Mas não permitimos que elas toquem a profundeza de nossa alma,e nos distanciamos dia a dia do amor acreditando que o bem só é bem se for de ser humano para ser humano, ideia falaciosa que projetamos uns nas mentes do outros apenas para que continuemos a ser o que somos, seres inferiores e egoístas.

A dúvida é: Até quando?

Talvez a oração realizada por Miramez não faça bem apenas aos vampiros astrais, mas consiga igualmente tocar nossa alma de vampiros materializados para que rumemos novamente no caminho do bem.Vamos ler a oração e ver se ela não foi feita para o seres humanos:

Antes que os vampiros continuassem seus exercícios das trevas, de sugar energias dos animais abatidos, Miramez fez alguma evoluções com as mãos, cortando as suas atividades, a contra-gosto deles, e passou a orar deste modo:

Deus de eterna bondade!…

Tem compaixão destes nossos irmãos, que não sabem o que fazem. Ajuda-nos a ajudá-los, no ponto que eles carecem desta assistência, sem violentá-los, colocando em suas mentes estacionadas no mal algumas advertências e tendências para o bem. Que a influência do amor possa constituir uma verdade, uma luz, sem que se desfaça no regime de inferioridade. Compadece-Te deles!…

Não queremos alterar nada que seja da Tua vontade, mas faze, Senhor, o que deve ser feito e convoca-nos para os trabalhos que devem e podem ser mudados. Pedimos paraesses animais sacrificados, na linha evolutiva a que pertencem; que os anjos possam cuidar deles, como filhos também do Teu amor, na sequência da Luz e do despertar.

Cria, Senhor, em nós, um ambiente de serenidade para assistir a tudo como sendo a Tua vontade, porque, se assim não fosse, nada disso aconteceria. Novamente dizemos: faça-se a Tua vontade e não a nossa. Pedimos para a nossa companheira Dezenove, que não suportou a visão que teve a oportunidade de contemplar neste recinto de morte.

Assim seja.

Nós somos os irmãos que “não sabem o que fazem” , somos nós que carecemos de assistência porque permanecemos estacionados no mal, que cristalizamos maus hábitos e usamos palavras bonitas para justificar nossos atos mais hediondos, sem respeita a vida de seres que igualmente são filhos do Amor Divino. E seguimos com um último trecho do livro:

Ouvi o chefe dos vampiros dizer:

— Tem alguma coisa no ar que não nos interessa, pois o ambiente mudou. De vez em quando se dá isso. Vamos embora! Pode ser uma traição da Luz, para nos prender. Não vamos ser escravos de ninguém, queremos a nossa independência! Vamos!

Os que não puderam sugar a vitalidade dos animais saíram contrariados, blasfemando contra as ordens.

Os animais, depois da oração de Miramez, enfrentavam o corredor da morte com serenidade. Entregavam-se aos rudes processos de evolução, tendo como instrumentos os homens, ou vampiros encarnados, servindo de motivo de escândalo. Miramez nos mostrava no ar a nuvem negra voando, dizendo:

— Olhai lá os vampiros dos matadouros volitando sob o comando do chefe vermelho. O Espírito que os dirige é mago negro e os domina a todos, tendo alguns poderes um tanto ou quanto desenvolvidos.

Percebemos, entristecidos, que na faixa em que eles volitavam ia ficando um odor repugnante. Finalizou Miramez:

— Ali o egoísmo se petrificou. Eles somente sentem e vêem as suas próprias necessidades. Mas, graças a Deus, a qualquer hora dessas surgirá a dor, que começa no centro da consciência e se derrama para a mente, de forma insuportável, de modo a anular todos os seus movimentos no mal. Ela os obrigará a pedir socorro a quem passar, como prenúncio de arrependimento ou vestígio de oração. Surgirá o momento em que a Luz aproveitará para levá-los às devidas corrigendas. O Senhor, meus filhos, não criou ninguém sem os recursos de melhorar. O ar, as chuvas, o sol, a luz, as águas, e por fim o amor, tudo isso existe porque está na Sua vontade. Tudo foi feito por Deus e se move n’Ele, obedecendo à Sua magnânima vontade.

Segundo a fala de Miramez, os animais seguiam serenos para a morte como se estivessem confortados, isso ainda seria uma “desculpa “, um “alívio”para os nossos atos se nos esquecêssemos de que os animais são seres sencientes e que a dor vai novamente cortar-lhes os laços que os ligam a matéria, mas não podemos esquecer disso e por mais serenos que seguissem para a morte, isso nos isentaria de sermos culpados por ela. não. E Miramez reforça esse pensamento nos fazendo lembrar das palavras de Jesus ” O escandalo há de vir, mais ai daquele por quem o escândalo vier”. Sim, os animais precisam evoluir, mesmo através da dor (escândalo), mas de que forma irão evoluir(pelos homens),o que nos coloca em culpa(ai daquele por quem o escândalo, desta forma, Miramez traduz a justificava dos atos em culpabilidade dos seres humanos.

Nós somos culpados pela morte dos animais, de bilhões de animais.Nós tratamos como coisas, objetos, não como filhos de Deus e tentamos a todos momento justificar nossos atos violentos contra eles.

Os Incas e Astecas também achavam necessário sacrificar pessoas … no entendimento deles, a manutenção da vida (deles) igualmente “requer essa violência(sacrifício humano) com seres inferiores sacrifícios humanos,mas por que no limiar do Século 21 precisamos aceitar que o estágio de evolução no qual nos encontramos ainda requeira essa violência e justamente contra aqueles que nomeamos de “inferiores”?

Porque somos inferiores tanto quanto julgamos nosso Outro, seja ele animal ou hominal, essa nossa desculpa para a prática e a cristalização no mal.

Por isso temos que tomar muito cuidado com tudo que lemos e ouvimos, pois a cristalização de pensamento não permite a mudança de uma mentalidade de maus hábitos para bons hábitos. podemos notar que , para a continuidade da existência dos frigoríficos, muitos amigos citam Emmanuel e os problemas econômicos que o seu desaparecimento poderia causar. Alguém acredita que os frigoríficos desapareceriam do dia para a noite deixando desempregados milhares de pessoas que se sustentam com a morte dos animais? E as fábricas de armamentos que igualmente matam crianças, jovens, velhos, não devemos ser contra elas também ou devemos pensar nas milhares de pessoas que igualmente se sustentam com o genocídio? Assim o é com o trafico de drogas, com as grandes corporações de fumo e álcool, criando dezenas de doenças e desavenças entre as famílias. Mas, infelizmente só pensamos deste modo, como Emmanuel narra,quando se trata de animais, e o mais complicado nisso tudo é que, tais palavras, vindas de um Espírito de Luz são extremamente significativas para muitos espíritas, cristalizando neles a necessidade da morte dos animais.

Só não nos apercebemos que esse mesmo pensamento de justificação no mal pode , igualmente, justificar uma guerra contra os mais fracos, mesmo que sejam humanos, ou que alguém de um outro Planeta, que seja mais intelectualizado que nós, nos use como servos e nos abata como abatemos os animais.

Não é mais possível deixar que Outros pensem por nós. não é mais possível ler as frases que citamos acima e ficarmos ignorantes ao que ocorre com os animais, somos tão vampiros deles quanto os vampiros que se encontravam nos abatedouros, os animais possuem tanto medo de nós quanto deles, é necessário que repensemos se desejamos a Terra como está, requerendo a violência , ou se desejamos torná-la um lar para todos nós, seres hominais, animais, e vegetais.

 

REFERÊNCIAS

Iniciação – Viagem Astral. João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin. Editora Espírita Fonte Viva Cartas e Crônicas. Irmão X – Psicografia de Chico Xavier. O Consolador – Emmanuel – Psicografia de Chico Xavier.

 

Ps.: Os conceitos aqui emitidos não expressam necessariamente a filosofia Feal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus autores.