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O espírita e o serviço do bem

Espiritismo

Hibernando ancestralmente na descompromissada, confortável, cômoda e aquecida
furna da ignorância, a Humanidade vê-se, agora, na contingência de sair à luta.

Os tempos são chegados!…

Alerta-nos o Espírito de Verdade (1):

“Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a
transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo
do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a Caridade! Seus dias de
trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam
dito a seus irmãos: trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a
fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”,
porquanto o Senhor
lhes dirá: “vinde a mim, todos vós que sois bons servidores, vós que
soubestes impor silêncio às vossas rivalidades e às vossas discórdias,
a fim
de que daí não viesse dano para a obra”!
Mas ai daqueles que, por efeito de
suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e
eles serão levados no turbilhão!…

(…) Deus procede, neste momento, ao censo dos Seus servidores fiéis e já
marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não
usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de
suas tarefas é que Ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da
regeneração pelo Espiritismo.”

Escreve Suely Schubert (2)

“O tempo, para o trabalhador dedicado ao Cristo é hoje; é agora. Não há tempo
para acomodações. Nenhuma desculpa ou dúvida. Há uma ansiedade constante em se
aproveitar de forma cada vez melhor o tempo disponível. O valor do minuto que
passa é inestimável. A oportunidade perdida não retorna em idêntica condição.
Urge contribuir para o bem, realizar alguma coisa, antes que o relógio da Vida
assinale os últimos minutos das últimas horas.

Entretanto, não há pressa, embora seja urgente o serviço do Bem.

O Dr. Bezerra de Menezes lega-nos importante advertência: “é urgente mas
não apressado.”

Por isso, o trabalhador fiel tem paciência ante as dificuldades. Prossegue na
sua faina; não cruza os braços; não adota atitude passiva ou acomodada:
continua, persevera… Ele sabe que com “Jesus e o tempo não há problema
insolúvel.”

Resguarda-se na fé e avança, cônscio de que em breve, modificadas as
circunstâncias, o problema será solucionado.”

Conclama-nos Erasto, discípulo de Paulo (2):

 

“(…) Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!… Sois os escolhidos de Deus!
Ide e pregai a palavra divina. Convosco estão os Espíritos elevados.

Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear,
porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da
enxada e da charrua evangélicas.

Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé!

Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma
da manhã aos primeiros raios do Sol nascente.

A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do
que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e
todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para
removerdes essa montanha de iniqüidades. Aproxima-se a hora em que a Luz Divina
se espargirá entre os dois mundos.

Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção!
Entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois o
vosso caminho e segui a verdade.”

Para esparzir as sementes de luz na terra sáfara dos corações, faz-se
necessário que o trabalhador da Era Nova se assemelhe a um penedo a fim de
suportar o embate das marés furiosas dos adversários da Luz, fortalecido na
fidelidade Àquele que é o verdadeiro Caminho, a Verdade e a Vida, “não
temendo o que nos há de acontecer e perseverando até o fim para receber a coroa
da Vida.” (4)

… o trabalhador fiel tem paciência ante as
dificuldades; não cruza os braços; não adota atitude passiva ou acomodada:
continua, persevera… com “Jesus e o tempo não há problema insolúvel.”

  1. Kardec, A. in “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Capítulo XX, item 5
  2. Suely C. Schubert in “Testemunhos de Chico Xavier”
  3. Kardec, A. in “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Capítulo XX, item 4
  4. Apocalipse, 2:10

(Jornal Mundo Espírita de Agosto de 1998)

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