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Enquanto Vive na Escuridão

Espírito enquanto Vive na Escuridão

É preciso, aqui, lembrar que,
freqüentemente, o Espírito manifestante é parcialmente ligado ao médium, horas,
e até dias inteiros, antes da sessão.

Nesses casos, quando se trata de um Espírito desarmonizado, embora a
manifestação não se torne ostensiva, porque isto implicaria admitir mediunidade
totalmente descontrolada, o médium sofre inevitável mal-estar físico, dor de
cabeça, pressão sobre a nuca, sobre os plexos, sensação de angústia indefinível
e, até mesmo, estado febril, prostração, irritabilidade, agressividade e vários
outros sintomas de desarmonização psicossomática.

O médium experimentado e responsável deve estar preparado para isto. Não se
assuste, não se apavore, não tema e, sobretudo não deixe de comparecer ao
trabalho por causa dessas dissonâncias psicofísicas, pois é isso mesmo que
desejam os companheiros desequilibrados, ou seja, afastá-lo dos trabalhos.”


“Obsessão é escravização temporária do pensamento, imantando credores e
devedores, que inconscientemente ou não se buscam pelas leis cármicas.
Pelo pensamento nós nos libertamos ou nos escravizamos.” Obsessão/Desobsessão
– Suely Caldas Schubert


XII – Orai e Vigiai, pois
estamos sendo espionados

(21)”Todos nós, lidadores da desobsessão, não
ignoramos que somos vigiados atentamente pelos obsessores. Ao nos ligar a algum
caso de obsessão, automaticamente passamos a receber vibrações negativas dos
perseguidores invisíveis, que estão atuando na área sob nosso interesse. Somos
assim espreitados, analisados, acompanhados. Meticulosamente examinados, eles
avaliam a nossa posição espiritual, a sinceridade dos nossos propósitos, a
perseverança no bem, o esforço que estamos despendendo para melhorar e, é claro,
as brechas que apresentamos. Nossas falhas e deficiências são observadas e
aproveitadas por eles. Têm mesmo a intenção declarada de nos tirar do caminho,
empregando, para atingir tal intento, todas as armas de que dispõem. Se
estivermos invigilantes, descuidados, oferecemos campo às mentes desequilibradas
que se acercarão de nós e, encontrando desguarnecidas as nossas defesas, terão
possibilidades concretas de conseguir o nosso afastamento e de se regozijarem
com a nossa queda. Muitos são os meios usados pelos obsessores, quase todos eles
bastante estudados, pois já sabemos que sua ação é organizada. Usam de várias
técnicas, insuflando nos integrantes dos grupos as idéias que elaboram. Usam a
idéia de comodismo para afastar as pessoas das reuniões, gerando argumentos do
tipo: “as reuniões são boas, mas hoje eu não vou porque já trabalhei muito”, “eu
já produzi muito nas reuniões, por isto faltar hoje não faz mal”, “eu sou muito
assíduo, todo mundo falta, menos eu”, “estou cansado, vou orar em casa, faz o
mesmo efeito”, etc. São muitos, como é fácil de se imaginar, os recursos
empregados, ressaltando-se também as manobras no sentido de aguçar o
amor-próprio, o melindre, o personalismo, a apego aos pontos de vista pessoais,
a vaidade e toda coorte de deficiências que avassalam o ser humano. Essa a razão
pela qual os Benfeitores Espirituais não se cansam de alertar-nos reiterando a
cada dia os apelos à nossa reforma íntima. Somos ainda bastante teóricos,
sabendo de cor e salteado páginas, citações, livros, mas pouco conseguindo
vivenciar os ensinamentos adquiridos.

Os perseguidores estão cientes disso. Sabem perfeitamente o quanto nos é
difícil vencer as paixões que nos escravizam, sobretudo nas ocorrências do
cotidiano.”

XIII – Postura após o
encerramento da sessão

Devemos ter alguns cuidados especiais, principalmente logo após o final do
trabalho de desobsessão. Vamos evitar fazer qualquer tipo de comentário sobre as
Entidades manifestantes, principalmente no que tange à sua moral.

Antes da manifestação, é feito um longo trabalho de preparação pelo Plano
Espiritual. O doutrinador faz o maior esforço para que a Entidade compreenda a
importância do perdão e de estarmos nos aprimorando para o nosso
desenvolvimento.

Mesmo após o encerramento das atividades, as Entidades podem ainda estar no
recinto. Muitas vezes tem a permissão para acompanhar o médium que deu a
manifestação, ou o doutrinador, para verem o seu dia a dia e se realmente
praticam tudo aquilo que pregaram a ela.

Muitas vezes, uma frase dita impensadamente no encerramento do trabalho, pode
por tudo a perder.

Abaixo, extraímos um trecho de “Diálogo com as sombras” (Hermínio C. Miranda)
que faz alguns comentários sobre esta temática:

“Há sempre o que comentar, após uma sessão mediúnica. É preciso, no entanto,
que tais comentários obedeçam a uma disciplina, para que possam ser úteis a
todos. É que, usualmente, os Espíritos atendidos ainda permanecem, por algum
tempo, no recinto. Seria desastroso que um comentário descaridoso fosse feito,
em total dissonância com as palavras de amor fraterno que há pouco foram ditas
pelo dirigente durante a doutrinação. Os manifestantes, no estado de confusão
mental em que se encontram, tudo fazem para permanecer como estão. Embora
inconscientemente, desejem ser convencidos da verdade, lutam desesperadamente
para continuar a crer ou descrer naquilo que lhes parece indicado. Se percebem
que toda aquela atitude de respeito, recolhimento e carinho é insincero,
dificilmente poderão ser ajudados de outra vez. (…) Mesmo que a sessão tenha
terminado, o comportamento de todos, ainda no recinto, deve ser discreto, sem
elevar demasiadamente a voz, sem gargalhadas estrepitosas, embora estejam todos,
usualmente, felizes e bem humorados, por mais uma noite de trabalho redentor.”

XIV – O poder da prece

Hermínio C. Miranda, em “Diálogo com as Sombras”, sempre nos alerta que a fé
e o amor são os dois grandes instrumentos de trabalho do doutrinador. Associados
a essas virtudes, a prece é de grande eficácia para levar os Irmãos sofredores à
reflexão de suas dores. A prece envolve a Entidade em vibrações pacificadoras,
lhe dando o carinho que há muito tempo não encontrava.

(22)”No momento propício, e mais uma vez temos que recorrer à intuição e ao
senso de oportunidade, convém dirigir-se ao próprio Espírito e propor-lhe a
prece. Dificilmente ele recusará, e, ainda que recuse, devemos fazê-la, mesmo
porque não devemos pedir-lhe permissão para orar, e sim comunicar-lhe que vamos
fazê-lo. Basta dizer, por exemplo:

– Vamos orar? Ou:

– Agora vou fazer uma prece.

Como disse, dificilmente ele se oporá. Poderá, no máximo, dar um muxoxo
desinteressado, ou fazer um comentário condescendente:

– Pode orar, se quiser …

(…)A prece deve ser dita de preferência de pé, ao lado do companheiro
manifestado, com as mãos estendidas para ele, com que a concentrar nele as
vibrações e as benções que invocamos. Alguns informam depois, ou durante a
prece, que se acham “defendidos”, “protegidos” por “couraças” e “capacetes”
invioláveis, nos quais, esperam eles, as energias suscitadas pela prece não
poderiam penetrar.

Dirija a sua prece a Deus, a Jesus ou a Maria, pedindo ajuda para o
companheiro que sofre. Se já dispõe de alguma informação sobre ele, fale
especificamente de seu problema, como um intermediário entre ele e os poderes
supremos que nos orientam e amparam. Eles se esqueceram, às vezes por séculos, e
até milênios, de que esses canais de acesso estão abertos também a eles. Não têm
mais vontade, ou interesse, de se dirigirem a Deus. Ou lhes falta coragem, por
julgarem-se além de toda recuperação, indignos e incapazes de projetarem o
pensamento a tão elevadas Entidades.

Em alguns casos, costumo orar não apenas pelo Espírito manifestante, mas como
se fosse ele próprio, com as palavras e as emoções que ele mesmo escolheria para
dirigir-se ao Pai ou Jesus, se estivesse em condição de fazê-lo.”


“Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que
se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor.” A Gênese
– Allan Kardec)


O hábito da prece

O hábito da prece mantém o médium em estado de vigilância, imprescindível ao
bom êxito de sua tarefa.

Através da oração, isolamo-nos das influências negativas, sintonizando-nos
com as forças espirituais que iluminam.

A prece não nos isenta das provas, mas dá-nos forças para suportá-las.

“Nos momentos de dificuldade e sacrifício, vamos lembrar de orar para Nosso
Pai.

A oração é um santo remédio para os nossos males.

Não é só nas horas de aflição é que devemos recorrer a esse recurso
maravilhoso.

Ela deve ser feita todos os dias. Pela manhã, agradecendo pelo descanso de
nosso corpo físico, e pedir proteção para mais um dia de trabalho aqui na Terra.
Ao anoitecer, antes de dormir, agradecendo pelo dia que tivemos, e pedindo para
que nosso Espírito possa estar com nossos Amigos Espirituais, buscando novos
esclarecimentos para nosso aprimoramento espiritual.

Lamentamos que muitas pessoas só recorrem à oração para pedir a conquista de
bens materiais. Conquistas essas que são perecíveis com o tempo. Devemos pedir,
sim, uma boa saúde para o nosso corpo físico, para que possamos ter a força e a
energia necessária para cumprir com grande sucesso o que nos foi planejado pelo
Plano Espiritual.

Devemos pedir a proteção, os bons conselhos e as inspirações de nossos Guias
Protetores para a resolução de nossos problemas em que, por ventura, estejamos
atravessando.

Mas, devemos orar não só para pedir, mas também para agradecer pelas nossas
conquistas do dia a dia e pelas dádivas recebidas.

Podemos orar para emitir vibrações positivas para aqueles entes queridos que
estejam doentes ou em dificuldades.

Devemos orar, também, e isto mostra a nossa grandeza e elevação de nossa
alma, para os nossos inimigos e por todos aqueles que nos desejam o mal. Vamos
perdoar-lhes cada ato infeliz e impensado que tenha sido desferido contra nós.
Vamos mostrar-lhes o nosso carinho, o nosso Amor, a nossa tolerância, e pedir à
Deus para que façam rever seus gestos, suas posturas. E que as Entidades
Benevolentes possam iluminá-los para a prática de atos mais elevados.

Lembrem-se: a oração é uma benção Divina. Podemos recorrê-la a todos os
instantes. A oração é um ato de Amor, um elo de ligação entre o Plano Espiritual
e o Terreno.

Para orar, não há necessidade de palavras decoradas, ditas sem nenhum
sentimento. Mais valem dez palavras expressas com amor e devoção…

Muitos falam que não sabem rezar. Basta humildemente, com suas próprias
palavras, com uma devoção muito grande, acreditando naquilo que está sendo
pedido, ser concretizado.

Vamos lembrar o que o Nosso Mestre Jesus nos disse: “Pedi e se vos dará“.

Acima de tudo, devemos orar com muita fé!” (23)

(Publicado no Boletim GEAE Número 454 de 29 de abril de 2003)

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