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Jesus

Jesus

 

A vida de Jesus vendo causando controvérsias com o passar do tempo, visto
que, a Bíblia, esconde o período em que o menino Jesus esteve neste orbe dos
treze aos trinta anos. Na minha simplicidade, pois assim fui criado, procuro
emitir um parecer que julgo plausível, respaldado pelo que tenho lido no
decorrer de minha aprendizagem espiritual, através desta maravilha Doutrina, que
é a Espírita.

Alguns exegetas, doutrinadores, escritores, oradores procuram expor opiniões,
as mais diversas possíveis, mercê de suas “inteligências” e “conhecimentos”,
pelos estudos auferidos da doutrina mais bela do mundo. Diante de tais fatos,
quero salientar que não somos dono do mundo e a diversidade de deduções mostra
ou denota que alguém está errado, ou interpretando a doutrina ao seu bel-prazer.

Outro assunto que tem causado um certo impacto e espanto é, o que se sabe, a
respeito de Jesus e o Espírito da Verdade; muitos confrades afirmam ser Jesus o
Espírito em alusão. Não concordo com esta afirmativa e os que assim procedem,
apesar de mostrarem certo conhecimento do Espiritismo, estão distorcendo fatos.
Já ouvi alguém de sã consciência afirmar que o Espírito da Verdade é Jesus e aí
indago: é ou não é?

Lendo um artigo de um confrade Fernando A. Moreira, concordo com ele eu
gênero, número e grau, senão vejamos: “Não consigo imaginar Jesus, por três
horas seguidas dando pancadas na parede do escritório de Kardec, para lhe avisar
que, na trigésima linha de seu trabalho havia cometido um erro”. Ora, se Jesus
quisesse participar com representatividade da Codificação, o faria dando todas
as mensagens durante todo o tempo, de maneira clara, insofismável e com
inigualável alumbramento em todas elas, como sempre fez, como lhe seria
permitido como Governador deste planeta.

Existem os mais exaltados que não admitem sequer uma opinião, o que dizer?
Tenho que engolir sem contestar? Não. Não é o meu caso, pois apesar dos meus
parcos conhecimentos procuro unir o útil ao agradável. Jesus não teria nenhuma
razão para esconder-se sob qualquer denominação.

Faltaria o motivo da incógnita, como frisa muito bem nosso confrade em
alusão. Lembremo-nos que quando o Mestre aqui esteve, não deixou nenhum escrito
ou mensagem, delegando poderes a seus apóstolos, confiando-os que eles seriam
capazes de transmitir condignamente seus ensinamentos, as futuras gerações.

“Sob o nome de Consolador, de espírito da Verdade, Jesus anunciou a vinda
daquele que havia de ensinar todas as coisas e de lembrar o que ele dissera,
nada ficaria esquecido, como também o que poderia ser desvirtuado com o passar
do tempo e a falta de interesse da população, daquela época e de hoje”. Por ele
foi dito que, o Espírito da verdade viria tudo restabelecer e de combinação com
Elias, restabelecer todas as coisas, isto é, pô-las de acordo com o verdadeiro
pensamento de seus ensinamentos”.

A polêmica causada e as dúbias interpretações de alguns de nossos irmãos,
talvez, tenham origem numa mensagem recebida por Kardec, em que, o emissor teria
assinado a mesma com o nome de Jesus, outros afirmam que essa mensagem está
verdadeiramente assinada por Jesus de Nazaré. Esta mensagem foi guardada por
muito tempo, já que, merecia um estudo mais aprofundado, para certificação de
sua autenticidade e posterior divulgação.

Lembremo-nos de uma passagem bíblica que afirma, Jesus se recolheu ao deserto
e jejuou por quarenta dias e quarenta noites, foi tentado por um espírito
inferior (demônio, satanás), induzindo o mestre a cometer certos atos indignos a
sua pessoa, oferecendo-lhes coisas impossíveis, que Jesus na sua qualidade de
Espírito Puro jamais poderia aceitar. Entendo que este acontecimento é mais uma
alegoria que verdade, já que, sendo Jesus um Espírito Puro jamais poderia ser
tentado por um espírito inferior. Onde ficaria a lei de causa e efeito, e de
ação e reação?

O Espiritismo realiza, todas as condições do Consolador que ele prometeu,
quem ler João XIV em todos seus versículos, não poderá afirmar ou chegar a
conclusão absurda que Jesus prometeu que mandaria ele mesmo como Consolador.
Jesus claramente indica que o Consolador não é ele, e tais afirmações são de
Kardec, são do codificador, alguns estudiosos conhecidos afirmam com uma certa
veemência, que a idéia do consolador prometido saiu da própria consciência de
Kardec, não vou embarcar nesta nau, pois corro o risco de naufragar.

Para os neófitos queria esclarecer o seguinte O Espírito São Luiz participou
com mais dezesseis colaborações, Santo Agostinho, com onze, O Espírito Protetor
com oito, o Espírito da Verdade com oito (Usando as denominações seguintes:
Espírito da Verdade, Espírito-Verdade, na maioria das vezes Espírito de
Verdade), das Obras Básicas podemos extrair mais de cinqüenta comunicações
espirituais.

Sobre o que falei anteriormente a mensagem publicada no L.M: cap XXI, pág
450(publicado em 1861, diz Kardec): “Esta comunicação foi assinada com um nome
que o respeito não nos permite reproduzir, senão sob todas as reservas, esse
nome é o de Jesus de Nazaré”.

Como já dissemos, quanto mais elevados são os espíritos na hierarquia, com
tanto mais desconfiança deve seus nomes ser acolhidos nos ditados. Para um bom
entendedor duas palavras bastam. Ou não?

Porém uma coisa deve reconhecer: a superioridade incontestável da linguagem e
das idéias, deixando que cada um julgue por si mesmo se aquele de quem ele traz
o nome não a renegaria. Para ilustrar esta posição: queria contar um fato
narrado por nosso irmão Chico Xavier que nos fala de um cachorro obsessor.

Se for verdade ou apenas um fato hilariante não me cabe julgar. Já te disse
que, para ti, sou a Verdade; isto, para ti, quer dizer discrição; nada mais
saberás a respeito. A frase em alusão denota claramente a intenção de Kardec e
do Espírito Superior em não revelar a identidade do Espírito. É uma grande
responsabilidade, Kardec jamais poderia cair numa esparrela, apesar de seus
conhecimentos e poderes também fazia parte do rol de Espíritos imperfeitos.

Aqui não vai nenhuma crítica, apenas um alerta, pois dar identidade aos
espíritos, querendo suplantar-lhe o desejo de permanecer desconhecidos é cair
num grande processo de adivinhação, processos estes em sua maioria fadados ao
erro, se temos o direito de desrespeitá-los!

O Espiritismo, A Doutrina Espírita, esta doutrina maravilhosa, o presente
mais valioso que Deus nos deu, não foi colocar em evidencia o revelador, mas A
Revelação, quer queiram, quer não, é de origem divina; A Verdade foi mais
importante do que, revelar o Espírito. Sabemos que ele está presente em toda
obra da Codificação. É polêmico? Talvez.

É muita antiga nossa preocupação em conhecermos qual teria sido a aparência
real de nosso Irmão Maior, Jesus Cristo e principalmente uma mensagem “repassada
por Ele”. O nome de Jesus vem do hebraico; Ieschuach, cujo significado é
“Salvador”. Sua vida pública começou pelos trinta anos como nos contam os
inúmeros livros escritos por experts no assunto.

Os exegetas não são unânimes em determinar a duração da pregação evangélica
de Jesus Cristo. O Islamismo considera-o um grande profeta como Moisés, mais
inferior a Maomé. Quanto à comparação a Moisés não concordo, já que Jesus jamais
dizimou um ser humano sequer, Moisés em seu furor, ordenou a seus seguidores
dizimarem mais de três mil judeus, na busca da terra prometida.

O sinal secreto dos primeiros cristãos, erro o peixe em Roma, no tempo das
perseguições, os irmãos de fé eram conhecidos por este símbolo. “Ichthys” “Iesus
Chistós Theou Yós”, em português, língua mãe Jesus Cristo, Filho de Deus. Para
encerrar esta matéria queria dizer que o profeta Daniel, que conheceu Cristo
afirmou: “seus cabelos eram brancos como a neve”.

Deixo aqui mais uma interrogação: Já outros estudiosos dizem o contrário; o
cabelo do Mestre é da cor de fogo. Resolvi me prolongar mais um pouco na minha
exposição, dando um enfoque especial ao título desta matéria que leva o título
de Jesus, nosso Irmão Querido.

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