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Joio e Trigo

Cristãos conhecem a parábola: o campo semeado com trigo foi infestado pelo joio, erva
daninha bem parecida com o trigo durante seu crescimento. Enquanto o trigo é útil para consumo humano, o joio é frequentemente infectado por certo tipo de fungo produtor de toxinas, não servindo como alimento.

Pela grande semelhança entre eles, a ponto do joio ser conhecido como falso trigo, são distinguíveis mais facilmente após a formação das espigas, existindo grande risco de extirpar o vegetal errado antes do tempo de maturação.

Por tal motivo, na parábola, os serviçais perguntam se o joio deveria ser arrancado
naquele momento, antes de nascerem as espigas, recebendo como resposta que “não; para que ao colher o
joio não arranques também o trigo com ele”. (Mateus 13:29).

Sábio Jesus! Utilizando conceitos cotidianos, não se limitou a orientar os que lhe foram
contemporâneos, mas a todos nós, milênios após sua passagem por este planeta, não permitindo que sua
mensagem se perdesse ou o fundo moral fosse adulterado.

Deixar crescer até o período da colheita, foi sua orientação. Nesse momento os
trabalhadores separariam as plantas em feixes de trigo e joio, sendo os primeiros destinados ao celeiro e os
segundos, levados para queimar. Sem equívocos, sem enganos.

Conforme esclarece o Espiritismo, a Terra passa por uma transição planetária, termo
utilizado para dizer está evoluindo, deixando de ser mundo de Expiações e de Provas para se tornar, pouco a
pouco, mundo de Regeneração.

A regeneração do planeta se estende à humanidade inteira. Mas como saber quem
merecerá renascer nela quando se tornar um lugar melhor? E como decidir quem não tem condição de aqui
reencarnar, pois ainda moralmente atrasado? Somente a certeza sobre quem sintoniza com o bem ou vibra
com o mal será justa no momento da seleção.

Por isso Deus permite ao homem frutificar!
Ao sentir, pensar, agir, falar, cada pessoa frutifica, ou seja, manifesta sua essência moral,
mostra se está para mais joio ou para trigo. Desse modo, os excessos e extremos experimentados em todas
as áreas humanas apenas refletem afinidades e sintonias, enquanto, ao mesmo tempo, cada indivíduo está
escolhendo seu próximo destino espiritual, a evolução pela escolha do infindável bem, ou o temporário e
doloroso mal.

Assim é que vemos em curso a justiça de Deus.

Autora: Vania Mugnato