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Morte, uma luz no fim do túnel

Morte, uma luz no fim do túnel

Jornal Mundo Espírita – Dezembro de 1999

Diversos cientistas de renome, com grande destaque em seus campos específicos de conhecimento, escreveram obras de natureza menos técnica e mais expositiva destinadas a um público leitor mais amplo.

Na área da pesquisa dos fenômenos paranormais, tem merecido justo prestígio o investigador brasileiro Hernani Guimarães Andrade, diretor do IBPP-Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, com mais de meio século de dedicação ao estudo desses fenômenos.

Sempre atualizado com as teorias e os métodos adotados pelos pesquisadores mais conceituados dos Estados Unidos e da Europa, ele mesmo tem contribuído com teorias de alta relevância para o incremento do acervo explicativo da paranormalidade.

Dentre essas, mencionam-se as do campo morfogenético e do modelo organizador biológico, tendo obtido em data recente a evidência factual da validade dessas teorias, com o emprego do Tensionador Espacial Magnético, por ele concebido e projetado.

Por outro lado, aprimorando a metodologia criada pelo psiquiatra norte-americano Ian Stevenson, investigou dezenas de casos de reencarnação e várias ocorrências de parapirogenia (combustão espontânea), “poltergeist” e de sobrevivência da mente extrafísica.

Assim, surgiram as obras de natureza teórica: “Teoria Corpuscular do Espírito” (1958) e “Novos Rumos à Experimentação Espirítica” (1960), devidamente ampliadas e aprimoradas nos livros: “Morte, Renascimento e Evolução” (1983), “Espírito, Períspírito e Alma” (1984) e “Psi Quântico” (1986). Publicou, também, relatos de investigações factuais: “Caso Ruytemberg Rocha” (1971), “Reencarnação no Brasil” (1988), “Poltergeist” (1989) e “Renasceu por Amor” (1995).

Ao lado desses livros de cunho eminentemente inovador ou comprobatório, ele tem brindado o público leitor brasileiro com exposições sintéticas sumárias sobre o contexto das investigações levadas a efeito em outros países numa certa área da paranormalidade, na Folha Espírita, e, também, pelos livros: “Parapsicologia Experimental” (1967), “Transcomunicação Instrumental” (1992) e “Transcomunicação Através dos Tempos” (1997). Está, agora, lançando, pela Editora Jornalística Fe, de São Paulo, a obra “Morte, Uma Luz no Fim do Túnel”, com 116 páginas.

Hernani Guimarães Andrade, no capítulo inicial do seu livro, afirma que “em pesquisa científica dificilmente se obtém provas definitivas e incontestáveis. Tratando-se de conhecimento novo, especialmente, se ele depender de observação de fatos e do testemunho humano, como no caso da existência do Espírito, parece mais correto falar em evidências” e que “as evidências em favor da existência do Espírito são atualmente numerosas e, cada dia que passa, elas sofrem um reforço crescente”.

Discorre nos quatro capítulos subseqüentes acerca das pesquisas efetuadas no exterior sobre quatro assuntos intimamente relacionados com a existência do Espírito e com a sua sobrevivência após a morte do corpo físico: a experiência da quase-morte, as visões no leito de morte, as experiências fora do corpo, casos sugestivos de reencarnação e transcomunicação instrumental, citando ou parafraseando trechos de livros bastante conhecidos pelos estudiosos desses fenômenos, como os de autoria de: Raymond Moody Jr., Maurice Rawlings, Gary Doore, Ernesto Bozzano, William Barrett, Ingo Swann, Ian Stevenson, Brian Weiss, Konstantin Raudive e outros.

Hernani conclui sua exposição, informando que “a tendência de grande parcela dos cientistas interessados nesse problema é aceitar a existência de uma espécie de consciência subjacente à nossa realidade, da qual se originou o espaço, o tempo, a energia e todas as demais coisas que compõem o Universo”.[…] “A existência de Deus, compreendida sob este aspecto, indubitavelmente, tem apoio nas evidências de caráter científico. Desse modo, torna-se possível substituir a simples crença em Deus por um conhecimento positivo de sua realidade”.

É, sem dúvida uma obra indicada para presentear amigos e colegas ainda arraigados na visão da ciência ortodoxa, relutando em aceitar a realidade da vida “post-mortem”.

(Jornal Mundo Espírita de Dezembro de 1999)