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Olhar para o espelho

Orson Peter Carrara

Diz um grande amigo, através das páginas do livro Para o dia nascer feliz, exatamente à página 172 no capítulo Dia de Olhar para o Espelho, que “A vida é um grande espelho a refletir nossos estados interiores. A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro”.

Grande verdade essa afirmação. É como uma casa que reflete a condição de seus moradores, nos aspectos de higiene, cuidados, ordem, etc. E mesmo uma cidade: refletem o senso moral, a condição emocional, a cultura e outros aspectos de seus habitantes. Outro exemplo é o próprio planeta: a violência e a miséria que se apresentam em nossa morada, refletem o estado interior da maioria de seus habitantes.

Portanto, podemos concluir, como conclui o autor do texto, que “as coisas que estão ocorrendo em nossa vida refletem o nosso estado interior, o nosso mundo íntimo”.

O próprio autor cita exemplo pessoal de uma fase de sua vida em que passou a ser muito criticado por amigos, conhecidos, familiares e até pessoas com que não tinha muita convivência. Meditando na situação, foi sugerido que buscasse a causa em si mesmo e descobriu, perplexo, que era, ele, pessoalmente, um tremendo crítico da vida alheia. Todo procedimento de alguém era para ele motivo de crítica.

Procurou mudar, fêz o teste de mudar. Parou de criticar e o resultado não se fêz esperar: pouco a pouco foi esquecido de seus críticos.

E viveu ainda outra situação interessante. Foi procurado por outro amigo que desejava saber porque sentia tanta irritação com as propagandas eleitorais na TV, afirmando a desonestidade de promessas nunca cumpridas. Por força da própria experiência vivida, sugeriu ao amigo para que analisasse se também fazia promessas que não cumpria… O amigo empalideceu e depois de alguns segundos de silêncio respondeu que realmente fazia promessas que nunca cumpria…

A vida simplesmente devolvia-lhe o que ele dava à vida. Assim com todos nós. A vida devolve exatamente o que lhe damos. De maneira genérica, pois, tudo o que nos irrita em outras pessoas pode indicar o que se passa conosco. Os problemas que nos atingem podem estar indicando problemas que causamos à vida alheia, individual ou coletiva.

Daí a sugestão do autor para olhar no espelho, para perguntarmos a nós mesmos o que realmente somos, o que estamos fazendo. Para indagar, como sugere o autor: Que pessoas você está atraindo para o seu convívio? Que tipo de pessoa deixa você irritado? Que espécie de pessoa você costuma criticar? Que situação está se repetindo em sua vida?

Permito-me transcrever ao leitor a conclusão do próprio autor: Todas essas pessoas e situações refletem sua maneira de agir, de pensar e de ver a vida. (…) o mundo exterior é apenas o reflexo do que somos por dentro. A grande revolução de nossas vidas é a mudança em nós.

Se o leitor quiser adquirir o livro, que contém magníficos capítulos, o título é Para o dia nascer feliz. Seu autor é o Juiz de Direito, José Carlos de Lucca e foi editado pela Petit Editora. O telefone da editora é 0 xx 11 6684-6000, pelo site www.petit.com.br ou pelo e-mail petit@petit.com.br

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