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A ordem dos fatores (II)

A ordem dos fatores (II)

 

Deus, desde a criação do Universo, tem deixado patente que a ciência é o único

e principal meio pelo qual o homem conseguirá vê-Lo, senti-Lo e se aprimorar
na senda da elevação espiritual

Este método pouco evidente já não é aceito pelos cientistas e estudiosos modernos,
que preferem transitar somente na esfera natural das evidências, sem se utilizar
recursos pouco ortodoxos, em que as principais bases de pesquisas não se utilizam
de meios sem características exatas, em conformidade até com os princípios adotados
por Kardec em suas pesquisas. Essa é, inegavelmente, a melhor forma de se combater
os embusteiros e de colocá-los diante da razão face a face.

Deus, desde a criação do Universo, tem deixado patente que a ciência é o único
e principal meio pelo qual o homem conseguirá vê-lo, senti-lo e se aprimorar na
senda da elevação espiritual. Assim é que, para tanto, o homem, desde a descoberta
do fogo, tem sido obsequiado com uma série enorme de evidências científicas, que
são colocadas ao seu alcance através de acontecimentos tidos como acidentais ou
ocasionais. Sem se fazer de rogado, o homem em muitas ocasiões primeiro usufrui
da fenomenologia para depois tentar decifrar o fato. Usando ainda o fogo como exemplo,
o primitivo homem ao se deparar com o fenômeno não quis saber como acontecia. Usou-o
deliberadamente para diversos fins, para então, somente alguns milhões de anos após
se interessar mais de perto sobre essa ocorrência e descobrir que o fogo é provocado
pela combinação do oxigênio com o carbono e outros elementos contidos em substâncias
orgânicas, de tal forma que produz calor, luz e via de regra, chama. Em síntese,
é o processo mediante o qual a combinação de um elemento químico com outro produz
calor, luminosidade e chama, e quando tais elementos se reduzem ao estado gasoso.
Por este motivo, como já frisamos no início, o fogo é um fenômeno tão generalizado
pelo Globo, que não existe ninguém que não esteja bem familiarizado com ele.

E assim ocorre com inúmeros outros fenômenos colocados à disposição dos homens
pela Providência Superior. Muitos já estão desvendados pela ciência e não constituem
mais nenhum segredo ou mistério; outros ainda não conseguiram ser desvendados e
se constituem em sérios quebra-cabeças aos pesquisadores. Mas, alguns dos mais importantes
ao bem-estar e necessidade do homem já estão plenamente em evidência.

A profunda e indiscutível Lei de Causa e Efeito não deixa nenhuma dúvida de que
o nosso orbe foi criado por uma inteligência superior, isto é, por um ou mais cientistas
com profundos conhecimentos de Física, assim como sobre todas as suas aplicabilidades
Logísticas, Matemáticas, Astronômicas e Naturais. Se o Universo existe, logo tem
uma Causa. A partir desse conceito científico-filosófico só não aceito pelos que
não conseguem acreditar nem no “som” que ouvem ou na “água” que bebem é que fica
claramente, precisamente e inequivocamente caracterizado que Deus existe. ELE é
a Ação, os fatos em torno do homem, a partir do próprio homem é a Reação, Causa
e Efeito, Ação e Reação, surgiram com Leis quando surgiu a primeira centelha componente
da Criação Universal. A ciência materialista já não consegue mais distinguir a para
realidade sem reconhecer este evento, pois o instinto é um sentimento metafísico
que não permite ao homem continuar se enganando e conseqüentemente tentar explicar
o inexplicável, pois o vazio sempre acaba surgindo como epílogo.

A ciência moderna começa a deixar longe as explicações ingênuas e até desconexas
sobre o surgimento do nosso Planeta e da vida que nele habita, em que há explicações
afirmando ter Deus criado o mundo com um sopro, apontando o dedo e fazendo aparecer
a água, terra e ar, além do fogo, ter trabalhado 6 dias e, para descansar, (sic!)
repousou no sétimo dia (outro sic!). Depois criou a vida, com um homem chamado Adão.
Deu-lhe uma companheira, forjando-a através de uma sua costela, Eva. Em seguida
foram responsáveis pelo surgimento do pecado, tiveram filhos. Caim e Abel. O primeiro
matou o segundo. Fugiu. Constituiu família e retornou ao regaço dos pais com os
filhos. Só não se sabe, até em nossos tempos atuais, debalde todas as tentativas
elucidativas, uma mais esdrúxula de que a outra, com quem Caim casou e teve filhos,
sendo Adão e Eva os primatas da Terra. Aí as inúmeras mudanças nos textos bíblicos
havidas durante os últimos séculos, sempre com intuito de encobrir os absurdos contidos
na Bíblia, na medida em que o homem vai se aprimorando e descobrindo as fraudes
adulterativas ocorridas e motivadas por interesses diversos.

O avanço das ciências tem desmascarado e tornadas inúteis as explicações oferecidas
sobre este e outros casos. Os dados da Física, por exemplo, são relacionados na
observação do mundo exterior, entre os fenômenos de maior efervescência e facilidade
de interpretação. A tentativa de estabelecer correlações entre as várias características
de fenômenos naturais e de confirmar a existência dessas correlações tornou necessária
a observação – controlada – , de modo a se poder variar qualquer dos parâmetros
considerados importantes, deixando outros propositadamente invariáveis. Esta técnica
foi amplamente utilizada por Allan Kardec em suas milhares de pesquisas. Suas experiências
sempre se basearam em métodos experimentais e teóricos antes de serem expressadas
em livros e na sua Revue Spirit. Aliás, o gigantesco trabalho científico do Professor
de Lyon requereu uma grande necessidade de criação intuitiva, além de domínio dos
instrumentos físicos e metafísicos. A par disso, observa- se que para a realização
de sua obra, Kardec possuía, indiscutivelmente, alta engenhosidade, conhecimentos
profundos de técnicas variadas, habilidade extraordinária sobre planejamento experimental
e muita perseverança na superação de dificuldades, demonstrando em muitos de seus
trabalhos de pesquisas, ter se utilizado de conhecimentos sobre Psicologia avançada.Allan
Kardec, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos maiores cientistas surgidos na Terra
nestes últimos séculos dos milênios recém-encerrados. É dever de todo espírita mantê-lo
na memória como tal e lembrar constantemente à humanidade através de palestras,
escritos e relatos breves que sua obra veio para ilustrar e elevar a moral do homem,
além de livrá-lo da escravidão religiosa e dizimeira. A codificação de Kardec estabeleceu
uma Ciência, uma Filosofia e uma Religião que surgiu para desmistificar as falsas
crenças e mostrar ao Mundo que o homem não sobrevive sem bases instrutivas sólidas,
que irão facilitar-lhe o acesso à compreensão real sobre a vida e a ensiná-lo a
distinguir os diversos porquês que giram à sua volta e muitos só perceptíveis e
entendíveis através de uma atualizada filosofia religiosa, e uma ciência soberana.
Essa ciência que faculta ao homem o correto saber e o direito de transigir; de reconhecer,
negar, discutir e discernir, sempre em respeito aos ensinos dos Espíritos Superiores,
que respeitam as dúvidas em nome de um esclarecimento final, que possa espantar
definitivamente as trevas.

(“Não podendo nenhum homem criar o que a Natureza produz, a causa primária é,
conseqüentemente, uma inteligência superior à humanidade”. – O Livro dos Espíritos)

FILOSOFIA.

O sentido próprio dessa palavra analisando a junção dos dois radicais (filos
– amigo, e Sofia – sabedoria) é de que o filósofo não é detentor de todo o saber,
mas um pretendente à sabedoria, já criada e naturalmente disponível, formatizada
pela ciência.

Pela Filosofia, pode o homem ter uma visão do mundo, uma concepção de vida, um
melhor entendimento sobre tudo que o cerca, fazendo-o compreender e distinguir melhor
a Lei de Amor, que soberanamente regula todo o Universo.

No tempo dos sofistas e de Sócrates, a palavra filosofia era empregada para designar
o cultivo sistemático de qualquer conhecimento teórico. O homem difere dos seres
inferiores pela sua capacidade de criar contextos explicativos do meio e do Universo.
Não vive, como os animais, no mesmo plano que as coisas. O mundo em que realiza
sua existência é mais psíquico que material; mais sensitivo, mediúnico, metafísico
e espiritual do que pode supor a nossa imaginação. Ou, como se afirma mais comumente,
“do que pode supor a nossa vã filosofia”.

(continua)

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 366 de Julho de 2001)

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