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Parábola das Bodas

Tendo ido ao templo de Jerusalém, onde foi arguido pelos príncipes dos sacerdotes
e pelos fariseus, disse-lhes Jesus: “O reino dos céus se assemelha a um rei que,
querendo festejar as bodas de seu filho, despachou seus servos a chamar para o festim
os que tinham sido convidados; estes, porém, recusaram ir”. O rei despachou outros
servos com ordem de dizer da sua parte aos convidados: Preparei o meu jantar; mandei
matar os meus bois e todos os meus cevados; tudo está pronto; vinde às bodas. Eles,
porém, sem se incomodarem com isso, lá se foi um para sua casa de campo, outro para
o seu negócio. Os outros pegaram dos servos e os mataram, depois de lhes haverem
feito muitos ultrajes. Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando contra
eles seus exércitos, exterminou os assassinos e lhes queimou a cidade. Depois, disse
a seus servos: O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para
ele foram chamados não eram dignos dele. Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para
as bodas todos quantos encontrardes. Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram
todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas
que se puseram à mesa. Entrou em seguida o rei, para ver os que estavam à mesa,
e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial, disse-lhe: Meu amigo, como
entraste aqui sem a túnica nupcial? O homem guardou silêncio. Então, disse o rei
à sua gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores; aí é que
haverá prantos e ranger de dentes, porquanto, muitos são os chamados, mas poucos
os escolhidos” (Mateus, 22:1 a 14).

Parábolas, como sabemos, são narrações alegóricas, encerrando doutrina moral.

Jesus, pedagogo emérito, recorria freqüentemente a elas, já porque era a melhor
maneira de interessar os seus ouvintes, já, também porque sabia que é muito mais
fácil assimilar e reter qualquer ensinamento, quando materializado, isto é, objetivado
através de um enredo, do que quando ministrado de forma subjetiva.

Na parábola em tela, o Rei é Deus, nosso Pai Celestial, e o festim de bodas,
é claro, simboliza o Reino dos Céus, cujo advento coube a Cristo Jesus anunciar
e preparar, pela pregação de seu Evangelho.

Os primeiros convidados são os hebreus, pois a eles é que foram enviados os primeiros
emissários, ou sejam, os profetas, anunciando-lhes a vinda do Messias, bem assim
exortando-os a que se arrependessem de seus erros e se conduzissem de forma mais
condizente com as Leis Divinas reveladas no monte Sinai.

As palavras desses emissários, porém, não encontraram receptividade entre os
hebreus, que lhes desprezaram as advertências e exortações.

Não obstante a má vontade manifestada, por eles, à semelhança da parábola, envia-lhes
Deus o próprio Jesus, a fim de lhes recordar e aperfeiçoar o conteúdo daquelas Leis,
cuja observância lhes daria a conhecer o estado de alegria e gozo espiritual que
constitui o Reino dos Céus. Todavia, sobremaneira preocupados em conseguir vantagens
puramente materiais (os hebreus aspiravam à hegemonia política do mundo), escusaram-se
de novo, sendo que alguns, enervando-se com tal insistência, não só repeliram a
mensagem do Cristo, como ainda o ultrajaram e o imolaram na cruz.

Continua a parábola, dizendo: “Diante disso, o rei enviou exércitos contra os
assassinos, que foram exterminados, bem assim queimados a sua cidade”. O que aconteceu
aos hebreus, posteriormente à crucificação de Jesus, todos o sabem, corresponde
exatamente a esse trecho da narrativa: foram trucidados pelos romanos, e sua capital,
Jerusalém, foi quase totalmente destruída.

“Depois, mandou o rei convidar a todos quantos fossem encontrados nas encruzilhada:
“bons e maus”, o que significa que o Evangelho seria pregado a todos os povos, pagãos
e idólatras, e que estes, acolhendo a Boa Nova, seriam admitidos ao festim em lugar
dos primeiros convidados, que se mostraram indignos dele .

Não basta, porém, ser convidado; quer dizer, não é suficiente dizer-se membro
desta ou daquela Igreja, para tomar parte no banquete celestial. Faz-se necessário,
como condição expressa e indispensável, estar-se revestido da “túnica nupcial”,
isto é, possuir aquela pureza, mansuetude e bondade que caracterizam os verdadeiros
cristãos.

Os hipócritas, os que se comprazem na indecência, os belicosos, os que defraudam
e sacrificam seus semelhantes, os que vivem exclusivamente para si, indiferentes
às dores e às aflições do próximo, estes, embora convidados a participar das bodas,
serão encontrados sem as “vestes” adequadas e, pois, não poderão permanecer entre
os demais, sendo lançados fora.

Eis porque disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os
escolhidos.

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