Tamanho
do Texto

Porque o Médium Fica Ofegante na Comunicação

1

Um observador crítico analisando a mediunidade da Sra. Piper afirma que, no transe completo a respiração é em metade mais lenta do que a normal e com muito estertor.

Ele é de opinião que esta variação profunda da respiração, com a diminuição da oxigenação do sangue é provavelmente a potência por meio da qual é impedido o funcionamento da consciência normal.

Resumindo e entendendo o que ele disse:

– No transe “alguém” ou a simples influência/presença do Espírito comunicante ou a própria sintonia do médium com uma dimensão de vibração diferenciada produz uma redução na respiração. Daí acontece uma redução na oxigenação do cérebro o que provoca uma perda de parte da consciência.

Este processo (a redução da consciência) facilita a intervenção do Espírito sobre o médium.

Atente para o seguinte detalhe: quanto menos consciente o médium maior possibilidade de clareza na comunicação. Da mesma forma, quanto mais abnegação e abertura dos canais de recepção mais facilidade e qualidade na intervenção.

Sobre vários aspectos, portanto, é interessante esta pesquisa pois esta dificuldade respiratória por parte do médium na incorporação é um problema para os dirigentes e para os próprios médiuns.

É comum dizer-se que a falta de educação mediúnica provoca este estertor ou um estado de tensão tanto do agente como do receptor. Este estado de tensão seria proveniente da falta de experiência ou conhecimento principalmente do médium. Pressupõe-se que o Espírito comunicante venha já bem informado e treinado para realizar o contato, pois entende-se que os Espíritos coordenadores da fenomenologia espírita sejam habilitados para estes eventos.

Há mesmo aqueles que preferem dizer que o médium mistifica, criando uma situação não existente, para impressionar o público. Pode ser em alguns casos, pois às vezes a própria mensagem é mistificada. Todavia, no caso desse estado ofegante do médium eu prefiro ficar com a opinião do pesquisador mencionado.

A propósito em minhas pesquisas e exercícios respiratórios, eu noto que a respiração das pessoas é muito falha, deficiente e isto provoca uma perda de consciência por parte da  pessoa, reduzindo sua qualidade de vida. A criatura fala com dificuldade e pensa lentamente. Talvez isso, inclusive, tenha motivado o Budismo a enunciar que as pessoas dormem.

Na verdade, só estamos plenamente acordados ou no domínio total de nossa intelectualidade e percepção, quando respiramos adequadamente, isto é, quando absorvemos o ar pelo nariz e o localizamos no abdômen, com regularidade.

Em minha experiência prática, como médium psicofônico, por incrível que pareça devo muito da minha facilidade às atividades que desenvolvi junto ao um Centro de Umbanda em Guarulhos. A dirigente era a Dona Mariquinha e o Sr. José, grandes amigos que já deixaram o corpo físico.

Lá eu aprendi a “receber” Espírito com absoluto controle e a trabalhar mediunicamente com os olhos abertos, sem a necessidade de fechar os olhos ou concentrar-me. Tudo ocorre com suavidade e fluência.

É claro que não basta isso. Como informam os Espíritos  nas obras da codificação a maior interferência que o médium pode exercer num fato mediúnico é através da sua moral.

Seja que tipo de mediunidade a pessoa tenha, esteja onde  estiver e seja ela morena, branca, pobre ou intelectualizada. A moral dela será sempre o ponto de equilíbrio.

É uma aventura deliciosa, atraente e muito reveladora atravessar os portais da espiritualidade para realizar este magno evento, oferecer, através da mediunidade, o seu universo pessoal para que alguém possa transitar para este lado de cá a fim de restaurar-se e reintegrar-se na posse de sua consciência para retornar ao mundo espiritual livre e pronto para novas e alvissareiras aventuras.