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Relações Humanas no Centro Espírita

Relações Humanas no Centro Espírita

Na dinâmica de funcionamento de uma Instituição Espírita, um dos
elementos fundamentais a ser considerado é, indubitavelmente, o relacionamento
humano interpessoal de seus integrantes, pois sendo a Casa Espírita um ambiente
de paz, fraternidade, concórdia e amor, está a exigir de todos nós uma postura
comportamental compatível com estes requisitos, a fim de que suas finalidades
junto à criatura humana não venham a ser comprometidas por qualquer tipo de
desarmonia. A ausência de testemunho, neste sentido, poderá abalar a unidade da
Instituição, além de enfraquecer a ação transformadora espírita desenvolvida
pela Casa; daí devermos envidar todos os esforços no sentido de que nossa
convivência com os companheiros de jornada se faça sempre de forma saudável,
pois é inconcebível que, por questões de ordem pessoal, muitas vezes motivadas
pelo orgulho e a vaidade, comprometamos os bons serviços prestados pela Casa
junto a nossos irmãos encarnados e desencarnados.

Sabemos que todos os trabalhadores de um Centro Espírita são criaturas
animadas do desejo comum de bem servir à causa do Cristo à luz dos preceitos
espíritas, entretanto, também é sabido que cada um traz consigo suas realidades
e experiências individuais e isto, por vezes, constitui motivo de discordância
no grupo de trabalho. Todavia, na qualidade de espíritas, deveremos estar
atentos para o fato de sermos cada um de nós seres em diferentes faixas
evolutivas e que estas diferenças são situações naturais que não devem servir de
pretexto para nos separar e sim para nos unir em nossos propósitos de
crescimento individual e coletivo, na medida em que nos auxiliamos uns aos
outros. Neste sentido o exercício da paciência, da humildade, do respeito aos
sentimentos alheios, do controle emocional, da cortesia, da disciplina e de
tantos outros valores nobres da alma humana se faz imperativo.

É muito natural que num grupo de trabalho as pessoas discordem, contudo,
essas discordâncias devem contribuir para o crescimento do grupo e não para seu
esfacelamento. Se assim agirmos aboliremos de uma vez por todas, nessas
ocasiões, as figuras dos vencidos, dos vencedores e dos melindres, pois que
prevalecerá o bom senso, a unidade da Casa e a coerência doutrinária. Nos
momentos em que os conflitos se fizeram inevitáveis, mantenhamos a serenidade, a
ética e o respeito humano, buscando sempre, no diálogo, o entendimento, a
concórdia e, acima de tudo, mantenhamo-nos fiéis à causa e à Casa que nos
acolhe, preservando-as sempre de quaisquer danos. Atentemos para o conselho do
apóstolo Paulo (Efésios, 4:1-3):

“Exorto-vos a que leveis uma vida digna da vocação a que fostes chamados, com
toda humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros na caridade.
Esforçai-vos por preservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz.”

Urge que nós, espíritas, paremos e reflitamos acerca da forma de nos
relacionarmos uns com os outros em nossas Instituições. Não nos esqueçamos de
que a reforma cristã do homem é a grande meta espírita. Fazê-lo feliz, justo,
fraterno, amoroso e bom consigo mesmo e com seu semelhante é o objetivo de toda
Casa Espírita; daí devermos envidar todos os esforços no sentido de que em
nossas searas de trabalho o clima de convivência humana esteja sempre em
consonância com tão nobres propósitos doutrinários a fim de que Nosso Senhor
Jesus-Cristo, ao chegar, encontre a obra pronta.

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