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A técnica do passe

A técnica do passe

Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra ativamente, estabelece-se
entre ambas, uma corrente mental cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais
o “ativo” exerce influência sobre o “passivo”. A esse fenômeno denominamos magnetização.
Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito,
age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados. A
foto Kirlian concluiu pela emissão dessa energia, através das mãos do curador. Foi
fotografada a energia brilhante que flui do curador para o paciente, o que indica
que a cura envolve uma “transferência de energia do corpo bioplásmatico do curador
para o do paciente.” Temos, portanto, que o passe é uma transfusão de energia do
passista e/ou espírito para o paciente. Pode-se dizer que é uma transfusão fisio-psíquicas,
que resulta na troca de elementos vivos e atuantes, recurso fundamental para rearmonização
do perispírito. Podemos dizer que o passe atua diretamente sobre o perispírito,
agindo de três formas diferentes:

Mecanismo de assepsia, na limpeza do campo vibratório do paciente para o recebimento
de energias salutares. Facilitando até a maior absorção dessas energias.

Revitalizador, compondo as energias perdidas

Dispersante – Eliminando os excessos e distribuindo de uma maneira igual os fluidos
doados ao longo do campo vibratório e por todos os chacras.

Auxiliando assim, na cura das enfermidades, a partir do reequilibro do perispírito.

O Universo (visível e o invisível) trabalha num equilíbrio, num encadeamento
perfeito, de uma harmonia sem par.

Com base nessa orientação, perguntamos:

Que é saúde?

Que é enfermidade?

Definimos a saúde como sendo a harmonia perfeita entre o microcosmo e o macrocosmo,
ou seja, entre nosso tônus vibratório ainda imperfeito com o tônus vibratório da
natureza e do cosmos pela lei Eterna do Amor. Como o resultado de viver em completa
harmonia, em completo acordo, com as Leis que regem o Universo, o Cosmo.

Leis Morais e Materiais, da Natureza. A mudança desse ritmo vibratório normal
(ódio, egoísmo, amor próprio excessivo, gula, paixões inferiores etc.) produz um
desequilíbrio, e é deste desequilíbrio que se origina a enfermidade. Este desequilíbrio
pode ocorrer ao longo dos séculos, várias encarnações por onde o espírito deverá
passar.

A Lei de movimento e evolução implica um sucessivo acondicionamento do ser humano
(encarnado ou desencarnado) a uma contínua transformação, a qual se manifesta em
todas as ordens da vida.

A vida é e será sempre uma perene, eterna e infinita potência criadora no Universo.

À ela, se devem as formas de pensamento, as concepções humanas, que logo se materializam,
se corporificam no plano dos sentidos físicos.

Dessa forma, podemos assimilar a existência de modulações vibratórias que constituem
a essência da Vida, adquirindo diversas densidades de expressão entre o plano material
e o plano espiritual.

A Vida é uma criação de Deus, e das Leis Cósmicas, e por isso, estamos intimamente
ligados ao Todo. No físico ou denso, no sutil ou espiritual.

Esta mesma relação de continuidade opera-se com respeito aos elementos de nosso
planeta, e olhando mais longe, vemos que se estende até às potências cósmicas, dentro
da esfera do Universo.

Traduzindo, portanto, em linguagem mais simples, o homem significa equilíbrio
ou desequilíbrio das forças cósmicas, espirituais ou materiais, ou até melhor, o
homem por ser livre poderá colaborar com a harmonia ou desarmonia onde estiver.

Forças que partem do sutil ao denso e do denso ao sutil. Assim, no que concerne
à Vida, os efeitos são a saúde ou a enfermidade.

Chegados a este ponto, e compreendendo-o, destacamos que, uma pessoa pode estar
fisicamente mal, quando seu mundo espiritual não está em harmonia, o que provoca
o desequilíbrio (a enfermidade) físico por repercussão.

Com o tônus vibratório prejudicado, transfere-se ao corpo somático esta desarmonia
que através dos maus tratos poderá encadear problemas inimagináveis.

OS PRECURSORES DO MAGNETISMO DE CURA

Para compreendermos de maneira diferenciada, vejamos alguns dos principais precursores,
na história do magnetismo e do passe.

PARACELSO – (1493-1541)

Seu nome era FELIX AURELIO TEOFRASTO BONBAST VON HODENHEIM. Médico, antropólogo,
teólogo e um grande médium. Na época denominava-se mago.

Sem ter os conhecimentos científicos, hoje em voga, PARACELSO dizia que a NATUREZA
era a autoridade suprema e que nela dever-se-ia buscar todas as verdades, porque
a natureza, diferentemente do homem, não comete erros.

Mostrava que o mundo natural é “algo mais” daquilo que se pode ver com os olhos,
sentir com as mãos, pesar ou medir. Inclui uma variedade de influências sobre a
vida dos seres humanos.

As coisas não são simples pedaços de matéria inerte: possuem propriedades ocultas
que se fundamentam em um mundo invisível.

Afirmou que o homem possui em si mesmo um fluido magnético e que sem essa energia
não poderia existir. Tratara-se de uma espécie de fluido universal que produz todos
os fenômenos que observamos.

Com base nestes conceitos afirmava que, como o homem emite e recebe vibrações,
pode também emitir ou receber boas ou más vibrações.

PARACELSO foi um dos principais precursores do estudo do magnetismo animal, ainda
que se considere MESMER, posterior quase dois séculos, como o pai da teoria do magnetismo.

PARACELSO aplicava suas idéias à medicina afirmando que “o primeiro médico do
homem é Deus”, autor da saúde, já que “o corpo não é mais que a casa da alma”.

VAN HELMONT – (1577-1644)

JUAN BAUTISTA VAN HELMONT, projetou nova luz sobre o magnetismo animal, tendo
sido o mais importante continuador e discípulo de PARACELSO.

Destacou clara distinção entre o que chamava magnetismo animal proveniente do
corpo físico do homem (exterior), e as vibrações que emanavam do “homem interior”,
de suas forças espirituais.

A Igreja, como sempre, combateu os médiuns, e VAN HELMONT certa feita, respondendo
a um jesuíta as críticas que o mesmo fizera a PARACELSO, atribuindo ao demônio as
curas por ele efetuadas, expressou que os teólogos deveriam se ocupar com as causas
divinas e os naturalistas com as causas da natureza, porque a natureza não havia
escolhido os teólogos como seus intérpretes, e sim os seus filhos, os físicos e
naturalistas.

Afirmava Van Helmont, que os espíritos eram ministros do magnetismo.

MESMER – (1734-1815)

FRIEDRICH FRANZ ANTON MESMER, era médico. As curas magnéticas de MESMER provinham
de uma tradição que reconhecia como expoente máximo PARACELSO.

Sua teoria, com base na tese de doutorado apresentada em Viena em 1776, denominada
de PLANETARUM INFLUXU (A influência dos planetas na cura das enfermidades), proposta
esta que gerou polêmicas em torno do assunto.

A tese descrevia a influência dos planetas por intermédio de um fluido universal
com poderes magnéticos sobre a matéria viva. Descrevia também o magnetismo animal,
que existiria em duas formas opostas e tenderia a emanar dos lados direito e esquerdo
do corpo humano.

Explicava que a cura das enfermidades consistia na restauração do equilíbrio
ou harmonia alteradas entre os dois fluidos.

Com base nestas teorias, MESMER construiu sua técnica terapêutica, utilizando
a fixação dos olhos e os passes com as mãos.

MESMER criou uma escola pelos métodos empregados, o MESMERISMO.

Sua teoria expunha e descrevia que um princípio imponderável atuava sobre os
corpos; que em todo organismo vivente existe um fluido magnético, no qual circula
uma força especial animando tanto o mundo orgânico como o inorgânico; que esse fluido
se transmite, podendo revigorar os corpos debilitados; que as pessoas dotadas de
grande vitalidade podem transmitir essa energia aos outros, se souberem dirigir
essa mesma energia, utilizando a imposição das mãos.

Sobre as forças vitais, MESMER apoiou-se em WILLIAM MAXWELL, que em 1676, na
sua obra MEDICINA MAGNÉTICA, afirma que a alma humana não está contida dentro dos
limites do corpo e atua fora dele; que o corpo humano emite radiações, compostas
de elementos imateriais, que são os veículos que transmitem a ação da alma e que
contém forças vitais.

MESMER assegurava que dirigindo esse fluido segundo métodos corretos, poder-se-ia
“curar imediatamente as doenças dos nervos e mediatamente as outras” e que “a arte
de curar chegaria assim à sua perfeição última”.

Acrescentava MESMER, que o organismo como um todo, age como elemento sensível
e captor das energias fluídicas e qualquer desequilíbrio rompendo a harmonia entre
o homem e o todo, gera a doença.

Dessa forma, acrescentava, não haveria senão uma única doença, sob múltiplos
aspectos, como, similarmente, não haveria senão um único remédio para todos os males:
o magnetismo.

ROBERT FLUDD – (1629)

Afirmou haver obtido curas com água magnetizada

PETÉTIN – (1744 – 1808)

Verificou que o paciente em sono induzido magnético podia chegar ao transe cataléptico
e apresentar então transposição de sentidos (percepção deslocada dos órgãos materiais)

DIVERSOS

Entre os estudiosos e pesquisadores, criaram-se ao longo do tempo escolas que
se diferenciavam na arte e no processo de curas pela magnetização (Passes).

A descrição de MESMER, que fez escola, de que existiriam duas formas opostas,
no magnetismo animal, que tenderiam a emanar-se dos lados direito e esquerdo do
corpo humano, denominou-se POLARIDADE DOS CORPOS. Vários pesquisadores, tendo à
frente H. DURVILLE, afirmavam que o corpo humano, como qualquer outro objeto, seria
polarizado, ou seja o lado direito positivo e o lado esquerdo negativo. Que dessa
forma não se poderia magnetizar indistintamente com a mão direita ou com a esquerda.

No entanto, vários outros pesquisadores, como DU POTET, DELEUZE, GAUTHIER, BUÉ,
BINET e FERÉ e inclusive a Doutrina Espirita, CONTESTAM as conclusões dos POLARISTAS,
afirmando que a potência volitiva do magnetizador UNIFICA a ação radiante dos fluidos
e a conduz com igual segurança ao paciente, de face, de lado, pelas costas, de perto
ou de longe, através de um compartimento para outro, vendo ou não vendo o paciente.

Todos, polaristas ou não, evidenciam um fato: a ação curadora do fluido magnético.

Verificando estas opiniões, vejamos: sabemos que o passe, ou melhor as emanações
de energias se dão de perispírito a perispírito, e que este perispírito não esta
circunscrito a uma área definida do corpo, senão em todo o corpo. Então poderemos
dizer que ficamos com a contestação da Doutrina Espírita sobre estas opiniões. Pois
estamos doando energias boas ou más, sem sequer direcionarmos nossas mãos a lugar
algum.

Para o estudo e a análise, por parte dos leitores interessados, endereçamos às
seguintes obras:

  • MICHAELUS – MAGNETISMO ESPIRITUAL (FEB)
  • JOSÉ LAPPONI – HIPNOTISMO E ESPIRITISMO
  • ALLAN KARDEC – O LIVRO DOS MÉDIUNS
  • ALLAN KARDEC – OBRAS POSTUMAS
  • ALLAN KARDEC – REVISTA ESPÍRITA

ALLAN KARDEC – (03.10.1804/31.03.1869) – Doutrina dos Espíritos

A Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, veio trazer luzes às trevas
do conhecimento humano.

Sua missão, bem como a dos espíritas em geral, é a de contribuir para o aprimoramento
dos espíritos, encarnados e desencarnados, com o fim de libertá-los da ignorância
e da superstição. Racionalizando a fé, conduz o ser à certeza, à convicção das Leis
Imutáveis que regem a Vida, Leis essa que emanam de Deus, Causa Primeira e Inteligência
Suprema do Universo, enfim, ao conhecimento integral da Verdade. Conhecereis a Verdade
e ela vos libertará, afirmou Jesus há quase 2 milênios.

No que tange às curas, ao passe, a Doutrina dos Espíritos, fruto da interação
entre encarnados e desencarnados, hoje aliada às inúmeras pesquisas científicas
em todo o planeta, veio demonstrar a existência do perispírito, estabelecendo sua
origem, suas propriedades e suas funções; veio estudar a propriedade dos fluidos,
bem como a ação desses mesmos fluidos sobre a matéria.

Allan Kardec, para codificar a Doutrina, criou e estabeleceu uma metodologia
científica, que até o presente momento serve de parâmetro para todos os pesquisadores
sérios:

  1.  Localizar e descobrir o fenômeno;
  2. Observar e conhecer o fenômeno na sua manifestação;
  3. Provar e comprovar que o fenômeno existe, e
  4. Estudar, conhecer e formular as causas e o mecanismo desses fenômenos.

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