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Traços Biográficos de Espíritos

Traços Biográficos de Espíritos

MORLOT, François Nicolas Madeleine Prelado francês, arcebispo de Paris e
Cardeal. Nascido em 1795 e desencarnado em 1862.

PAULO, APOSTOLO Nascido em Tarso, florescente cidade da Cilicia,
possivelmente no ano 10 ou 12 da nossa era, e martirizado em Roma, no ano 67.
Cognominado “O Apostolo dos Gentios”, foi um dos mais destacados divulgadores
das idéias cristas, levando as palavras de Jesus Cristo aos grandes centros
populacionais da época, principalmente Antioquia, Atenas, Éfeso, Corinto,
Macedônia, Jerusalém e Roma. Escreveu grande numero de Epistolas, que estão
contidas no livro dos “Atos dos Apóstolos”, onde também se encontram descrições
bastante elucidativas sobre o seu apostolado e suas atividades incomparáveis em
favor da propagação do Cristianismo nascente. Seu nome de origem era Saulo,
alatinado posteriormente para Paulo. Embora não fosse um dos apóstolos de Jesus,
mereceu esse titulo devido a grandiosa tarefa por ele desempenhada.

PASCAL, Blaise Geometra, físico, filosofo e escritor francês, nascido em
Clermont, no ano de 1623, e desencarnado em Paris, em 1662. Aos onze anos de
idade compôs um tratado dos sons; aos doze descobriu a trigésima segunda
proposição do primeiro livro de Euclides. Aos dezesseis anos escreveu o seu
“Ensaio para os cônicos” e, para ajudar o trabalho matemático do pai, aos
dezenove anos imaginou a sua maquina aritmética, na qual levou dez anos de
trabalho. Escreveu trabalhos sobre o vácuo, sobre os cálculos das possibilidades
e, depois de uns tempos de vida mundana, voltou-se para a religião, dedicando-se
a produção de obras de cunho metafísico e espiritual. Foi um dos grandes
expoentes do pensamento religioso e filosófico de seu tempo.

S. AGOSTINHO (Aurelius Augustinus, 354-430) Bispo de Hipona, teólogo,
filosofo, moralista e dialético. Apos uma mocidade conturbada, foi atraído a
vida religiosa sob a inspiração do Espírito iluminado de Ambrosio. Por injunção
de sua mãe, Mônica, deixou a África e foi tentar carreira mais promissora no
Império, indo para a Itália. Escreveu numerosos sermões, ajudou os pobres e
manteve-se na segunda parte de sua vida no firme propósito de servir a Igreja e
ao Cristo, chegando a ser o mais celebre dentre os doutores da Igreja Católica.
Procurou conciliar o platonismo com o dogma católico, a inteligência com a fé.
Suas principais obras: “A Cidade de Deus”, “Confissões” e um tratado sobre a
graça.

S. LUIS (Luis IX) Rei de Franca, viveu de 1215 a 1270. Reinou primeiramente
sob a tutela de sua mãe, Branca de Castela. Tomou parte nas 7a e 8a Cruzadas e
desencarnou vitima de peste ao desembarcar em Cartago. Foi bom e piedoso, sendo
canonizado pela Igreja Católica em 1297. E citado constantemente na Revue
Spirite, mercê das numerosas comunicações dadas pelo seu Espírito.

S. VICENTE DE PAULO (1576-1660) Sacerdote francês, celebre pelos seus atos
caridosos. Foi o instituidor das creches e hospitais de caridade. Quando as
províncias de Lorena, Picardia e Champagne foram assoladas pela guerra e pela
fome, esse apostolo da caridade deu tudo de si, a fim de minorar as agruras das
populações daquelas regiões.

VIANNEY, Jean Marie Baptiste Viveu de 1786 a 1859. Quando na Terra, era cura
da pequena aldeia de Ars, na Franca, sendo mais conhecido por Cura de Ars.
Durante o século passado logrou grande popularidade, devido as inúmeras curas
que conseguiu realizar e pelo atendimento fraterno que dispensava aos doentes de
todos os matizes, que demandavam a sua obscura aldeia. Projetou sua paróquia por
forca dos fenômenos mediúnicos, dos quais era intermediário, e que o povo
encarava como autênticos milagres. A sua celebridade fez com que outros
sacerdotes se sentissem diminuídos, apesar de ser ele um pároco que “não tinha
onde reclinar a cabeça”. Diziam: “E um ignorante que foi ordenado por
comiseração, por caridade. Que não sabe três palavras do latim, nem uma migalha
de teologia, que se atreve a confessar multidões, a tratar, freqüentemente, de
casos complexos e perigosos”, e com essas acusações proibiam aos adeptos de irem
visitá-lo. O abade Borion escreveu-lhe: “Senhor Cura: quando se tem tão pouca
teologia como e o seu caso, deveria haver relutância de sua parte em entrar num
confessionário.” Ao receber essa carta, o Cura de Ars prorrompe em choro e
exclama: “E verdade, e verdade!” Em sua resposta a essa critica, ponderou: “Meu
querido e venerado irmão: Quanta razão tenho para amar-vos! Unicamente vos me
haveis conhecido bem. Ajudai-me a obter a graça que venho pedindo ha tanto
tempo, no sentido de que, sendo substituído neste cargo, para cujo exercício não
me considero digno, devido a minha ignorância, possa retirar-me a um pequeno
lugarejo, onde possa chorar sobre minha pobre vida”.

(texto retirado a versão eletrônica de “O Evangelho segundo o Espiritismo” da
Federação Espírita de São Paulo que está disponível na página WWW do GEAE)

(Publicado no Boletim GEAE Número 281 de 24 de Fevereiro de 1998)

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