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Você sabia ?

Você sabia ?

 

O dirigente espírita enfrenta, às vezes, situações embaraçosas que exigem
muito jogo de cintura. Conta-se que uma senhora simplória chegou, certo dia,
numa casa espírita e inquiriu o dirigente: – O senhor que é médium vidente,
consegue ver meu marido agora? – Não! Os fenômenos espirituais, Dona Valdevina,
somente acontecem quando os Espíritos querem. Mas a senhora poderá ver o seu
finado marido. – Como? – Em suas preces, repita sempre que quer vê-lo, e
aguarde… Dona Valdevina foi embora e alguns dias depois voltou contente.- “Seo”
Odorico, o senhor sabe mesmo das coisas. Disse que eu ia ver o meu marido e eu
já vi. – Como foi isso, Dona Valdevina? – Um dia desses, eu sai do quarto e ao
passar na sala para chegar a cozinha eu vi o retrato dele dançando sobre o
móvel. Quando eu virei para me certificar se era verdade, lá estava ele,
encostado no móvel, sorrindo para mim. Mas uma coisa me encabulou, “seo” Odorico.
– O que foi desta vez, dona Valdevina? – No “outro mundo” tem dentista? – Por
que me pergunta? – Porque quando eu enterrei o meu marido ele tinha umas “faias”
de dentes e agora me apareceu com todos os dentes… – Pois fique sabendo que
“lá” tem dentista, pois os dentistas também desencarnam. (1)

Um Espírito, duas personalidades

O Reformador checo João Huss, bacharel em Artes e
Teologia, em Praga, onde foi Professor de Filosofia e mais tarde Reitor da
Universidade, foi um bravo dissidente da Igreja Católica, que o envolveu num
estranho e injusto processo que culminou com sua condenação à fogueira, no dia 6
de julho de 1415. Em mensagem psicografada por Chico Xavier, em 22 de setembro
de 1942, Irmão X ( Humberto de Campos) informa: – “O Mestre aproxima-se do
abnegado João Huss e lhe fala, generosamente: – O Evangelho do Amor permanece
eclipsado no jogo de ambições desmedidas dos homens viciosos! Vai, amigo,
abrirás novos caminhos…” “Daí algum tempo, no albor do século XIX, nascia
Allan Kardec em Lyon…” (2)

Reencarnação

Joseph Richard Myers, eng. americano, acredita que a reencarnação pode ser
provada cientificamente através do estudo de impressões digitais. Depois de
longas pesquisas, ele identificou algumas de suas vidas anteriores. Na última,
delas, acredita ter sido o escritor americano Edward Bellamy. Analisando este
caso, o escritor brasileiro, espírita, Hermínio C. Miranda afirma: “Não há
somente uma perfeita identidade de pontos de vista filosóficos, como tendências
pessoais e até mesmo extraordinária semelhança física entre Bellamy e Myers.” As
fotos que ilustram este comentário mostram isso com bastante clareza. “Ainda que
se queira admitir um processo consciente ou inconsciente de imitação, ao deixar
crescer a barba e pentear os cabelos da mesma forma, há iniludíveis traços
comuns, no formato do rosto e da cabeça, no traçado das sobrancelhas e na
expressão do olhar.”(3)

Evangelho desfalcado

José Jorge, estimado confrade do Rio de Janeiro, escritor e expositor tinha
uma palestra marcada no Centro Espírita “Léon Denis”, em Bento Ribeiro, no Rio.
Rumou para lá e foi apresentado a outra ilustre visita, o não menos estimado
confrade Romeu Grisi, de Votuporanga, SP. José Jorge quis que o visitante o
substituísse na palestra, Grisi não só fez a explanação, como respeitou o tema
do estudo sistematizado que era um tópico do “Livro dos Médiuns”. Durante a
palestra, Grisi contou que tinha o hábito de presentear seus empregados com obra
de Allan Kardec, particularmente o “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Um dia,
um dos seus empregados procurou Grisi e medrosamente, solicitou mais um
Evangelho. – Como? – Lembrou-lhe Romeu – já não lhe dei um? Que fez você do
livro que ganhou? Muito sem jeito, o empregado explicou: – Sabe “seu” Romeu,
emprestei o meu Evangelho para uma amiga e ela me devolveu o livro assim!… O
exemplar tinha emagrecido, faltava-lhe inúmeras páginas. É que, antes de
devolver o livro, arrancou para guardar todas as páginas, cujo conteúdo lhe
impressionara. Romeu Grisi não só deu um novo exemplar ao empregado, como quis
visitar sua amiga, a quem deu, também, um exemplar do “Evangelho Segundo o
Espiritismo”, a fim de que ela não tivesse mais necessidade de subtrair folhas
de outro exemplar alheio. Mas o seu interesse ardente pelas coisas do Evangelho
é um exemplo que jamais será sacado de nossa memória. (4)

“A Mediunidade e a Lei”

No Brasil, já ouve uma época, dentro do período da ditadura de Getúlio
Vargas, que a Doutrina Espírita foi posta à marginalidade. Suas reuniões e
práticas passaram a ser controladas pela Polícia. Com a intenção de tapar o Sol
com a peneira, o jurista Nelson Hungria redigiu um anteprojeto de lei para ser
votado pelo Poder Legislativo. O Dr. Carlos Imbassay escreveu o livro “A
Mediunidade e a Lei” e achando que era “persona grata” às ostes da Federação
Espírita Brasileira, encaminhou o trabalho a ela, supondo que estava prestando
uma colaboração à casa mater do Espiritismo. Enganou-se redondamente. O livro,
em vez de ser editado, foi classificado como instigador. Quando Imbassay
ponderou que havia uma necessidade de se rebater os ataques do novo projeto de
lei, a FEB respondeu: – “Não devemos dar cartaz a eles!” (5)

A cura pelas mãos

O padre MacNutt escreveu o livro “The power to heal” (O poder de curar), onde
procura demonstrar que a aplicação das mãos sobre o doente é realmente um meio
eficiente de cura, cita as pesquisas realizadas na Universidade de New York, por
um grupo de não-religiosos. E informa que no American Journal of Nursing, de
maio de 1975, Dolores Krieger narra suas observações e as instruções que
ministrou às enfermeiras daquela Universidade sobre como “estender as mãos sobre
pacientes” visando a uma finalidade terapêutica. Em testes por ela efetuados,
comprovou-se o aumento da taxa de hemoglobina no sangue dos enfermos. Está
convicta de que a imposição das mãos (laying on of hands) enseja a emanação de
uma “força natural” que, quando proveniente de enfermeiras sadias e imbuídas do
desejo de ajudar a cura, realmente pode curar. O conceituado escritor espírita
Aureliano Alves Netto, ao analisar essas colocações do padre Francis MacNutt,
comentou: “Sem dúvi-da. Não só das enfermeiras, como de qualquer pessoa munida
de boa vontade e bem assistida pelo Plano Espiritual” (6)

Um lindo caso de cura

Escreveu a jornalista Manuela Vasconcelos, portuguesa, que corriam os anos
80, quando a filhinha de uma das colaboradoras da Comunhão Espírita Cristã, de
Rio Tinto (Portugal) estava em tratamento no Ambulatório do Hospital de São
João, do Porto, de grave moléstia num dos pulmões, com algumas “cavernas”.
Apesar dos remédios, a enfermidade não cedia. Era inverno, bem frio no norte de
Portugal, mas de manhãzinha a menina levantou-se e, descalça, foi ter com a mãe,
à sua cama. Repreendendo-a pela falta de sapatos, lembrando-lhe o “dói-dói” que
piorava, ouviu da criança resposta surpreendente: – “Eu já não estou doente,
mãe! Esta noite, quando tu dormias, veio o velhinho de barbas brancas que me
disse que me ira curar e, depois, eu já estava boa! É aquele ali, mãe!” E feliz,
por poder identificar o “velhinho de barbas brancas” apontou uma foto de Bezerra
de Menezes que existia em cima de um móvel, no quarto. Surpreendida, a mãe fê-la
repetir tudo outra vez e outra ainda, e mais outra… e quando se convenceu que
a filha lhe dizia a verdade, porque não havia variações na história e a menina
não teve mais nenhum ataque de tosse matinal, arranjou-se, vestiu a pequena e
foi ao Porto, para a consulta do Hospital. A médica da menina, ao vê-la
inquietou-se: – Que passa? Não tem consulta hoje. Ela está pior? – Eu só quero
que a examine, doutora! Por favor! Depois, eu conto… E assim aconteceu:
primeiro, esperando encontrar a respiração de costume; depois, mais
insistentemente, procurando o que não achava; levando a um colega, examinando-a
ao raio-X.- Que aconteceu! – Ela não tem mais nada! Se não fosse eu a sua
médica, diria que nunca teve nada! Que aconteceu? Aí a mãe contou-lhe que era
espírita e que trabalhava num Centro Espírita… E descreveu-lhe a narrativa da
filhinha. Na mesma semana, a a médica visitou o Centro, comprou os livros de
Allan Kardec e buscou aprender o que é o Espiritismo. (7)

Bibliografia:

  • (1) “Arquivo Pessoal”;
  • (2) “Chico Xavier – Fonte de Luz e Bênçãos”;
  • (3) “Anuário Espírita/1980”;
  • (4) “Reformador”/agosto 1968;
  • (5) “Memórias Pitorescas de Meu Pai”;
  • (6) “Caboclos, Índios, Pretos Velhos… e Outros Assuntos”;
  • (7) “SEI nº 1664/Abril/2000.

 

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