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Vôo para o infinito

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Amilcar Del Chiaro

    Com o conhecimento da Doutrina Espírita a nossa visão se amplia, fazendo com que entendamos melhor a vida, as circunstâncias, as pessoas. Passamos a entender e sentir o que Jesus de Nazaré quis dizer com a vida em abundância, a que se referiu no Evangelho, especialmente porque passamos a ter uma nova compreensão deste livro, que, com a ótica espírita, adquire matizes que não podem ser percebidos pelos que não são espíritas. Por muitos milênios fizemos uma ideia tão humana de Deus, que acabamos por lhe atribuir virtudes e defeitos puramente humanos. Chegamos até a dar-lhe uma forma antropomórfica, para satisfazer as nossas necessidades. Com isto fizemos do infinito, um ser limitado por uma forma.  É bem verdade que sempre existiram filosofias e religiões, mesmo que iniciáticas, que nos acenaram com o desenvolvimento de potencialidades desconhecidas para nós, os seres comuns, dando-nos uma ilusória sensação de liberdade. Até hoje, ainda há doutrinas, afirmando que basta pensar que somos felizes, para sê-lo realmente.  De repente, era como se tivéssemos dormido vermes e acordado no dia seguinte como colorida e alada borboleta. Extasiados, deixamos que a luz do sol nos osculasse, e ficamos a voejar de flor em flor, em curtos voos e devaneios, limitados a um pequeno espaço que nos parecia o infinito.  Com asas frágeis de libélula, como o fino papel de seda, deixamo-nos prender nas malhas de doces sonhos e esperanças. Era preciso ousar para subir a patamares mais altos. Muitos preferiram ficar com o limitado universo de umas poucas folhas verdes e algumas flores. Para que aspirar mais do que isto? indagavam. Para que se cansar em inúteis esforços, se ser borboleta já é vencer os grilhões que nos prende ao solo do planeta? Porém são muitos os que têm em si aquela força que impulsionou Fernão Capelo Gaivota, sempre para mais alto, em busca de novas praias. Estes descobriram um dia a Doutrina Espírita, e os arcanos se abriram para revelar uma sabedoria profunda e simples, bela e consoladora, sem enfeites dispensáveis, sem guirlandas e ouropéis.  A princípio a mudança não foi tão marcante. Era, talvez, apenas um novo modo de voar. Mas, pouco a pouco, sentimos as nossas asas se fortalecerem e pedirem mais arrojo. Timidamente subimos um pouco mais e extasiamo-nos com os novos horizontes que a nossa visão alcançava. Ousamos estudar mais, pesquisar mais, subir mais, ousar mais e banhamo-nos numa luz profunda, que mudou valores dentro de nós. A imortalidade, por exemplo, adquiriu novas cores e novo dinamismo.             Agora sabemos porque e para quê somos imortais.  Pouco a pouco, as frágeis asas de borboleta se transformam nas vigorosas asas de Condor, e novos patamares de conhecimentos são conquistados. Logicamente todo esse processo não acontece de um momento para outro. Pode levar anos. Também não ilude o conquistador dos espaços para que ele abandone o solo e permaneça lá em cima, nem a construir ninhos nos picos mais altos das montanhas, pois a solidariedade nos chama para o rés do chão, onde irmãos nossos rastejam iludidos pelas riquezas ou pela revolta. Há também aqueles que preferem o voo volúvel da borboleta, pois lhes satisfaz os anseios de ver ou produzir fenômenos como as curas de enfermidades, a resolução de problemas vivenciais, o brilho das bajulações, e ali permanecem até que os ventos adversos, as tempestades destruam as diáfanas asas de libélula, quando então, olhando para o infinito verão os condores do conhecimento planando acima das correntes de ventos e das tempestades, quais Noés modernos, a navegarem, serenos, acima do mar agitado das paixões humanas, embora trazendo, ainda em seu veículo físico, as células animais que compõe seu organismo, e também levantarão o seu vôo para o infinito.  Guarde a paz.

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