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19 de Julho, Dia da Caridade

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Eurípedes Barsanulfo foi um médium extraordinário e uma pessoa que irradiava atitudes do Bem por onde andava. Gosto muito dele, não o conheci pessoalmente, mas em Espírito, tive a oportunidade de estar com ele, através da mediunidade.

Ele atuava junto de Jésus Gonçalves, no apoio ao grupo que organizei para auxiliar hansenianos. Estivemos em várias cidades e hospitais com a Caravana da Fraternidade e de vez em quando o Tio Oripes, como era chamado pelo povo, se comunicava por meu intermédio. Era uma sensação extraordinária tê-lo em minha atmosfera energética, uma experiência ímpar.

Estive em Sacramento, onde ele viveu, conheci o Centro Espírita, o Colégio Allan Kardec e Tia Heigorina, uma criatura maravilhosa. Inspirados e monitorados por ele, os jovens daquela cidade edificaram uma vila de casas para os pobres, numa atitude espiritual de grande peso social.

Senti lá a energia dele ainda se irradiando pela cidade. Ainda hoje, no cemitério, as pessoas colocam roupas, fotos, apelos e depoimentos de gratidão, por curas conseguidas. Vi o local em que ele em processo de desdobramento e visão espiritual se debateu direto com Torquemada, o Inquisidor, um dos espíritos mais violentos que se viu na história.

Conta-se que no lugar onde eles desenvolveram esse encontro a grama é queimada, devido à energia irradiada por aquele espírito. E o debate teve que ser assim, sem os recursos da mediunidade e ao ar livre, não para o público, mas para que sob a proteção da Natureza, Eurípedes pudesse desenvolver esse processo de abrandamento daquela alma desalinhada, que na verdade procurava o amor, como diz o autor espiritual de Chanceler do Amor, em relação às criaturas que odeiam.

Recentemente, li o livro “Do Outro Lado”, psicografado pelo Bacceli, transmitido pelo Dr. Inácio Ferreira onde ele narra a saga de Torquemada, quando este Espírito busca se esconder, através do renascimento e se desvencilhar dos obsessores. Foi encontrado e levado à tortura em labirintos localizados no interior da Terra. No entanto, a ação de equipes de resgate conseguiu tirá-lo dos opressores, permitindo-lhe voltar ao corpo e continuar sua existência.

Pois bem, um simples fato levou Eurípedes Barsanulfo para essa missão que ele desempenhou com extrema dedicação e talento. Um amigo lhe deu de presente um livro: “Depois da Morte”, escrito por Leon Denis, filósofo francês que viveu na época de Allan Kardec. Ele ficou fascinado pelo assunto e a partir daí quis conhecer e entender a Doutrina Espírita.

Como se vê, uma pequena atitude pode abrir um caminho de luz. Um livro que você dá; um bate papo descontraído; um apoio em momento certo, enfim, há muitas maneiras de você realizar a caridade.

No dia 19 de julho, oficialmente, se comemora o Dia da Caridade. Não a caridade que se transforma num trampolim para a criatura galgar os degraus da espiritualidade; ou então a caridade mascarada pelo medo, quando a ajuda acontece porque se a pessoa não fizer isso, poderá sofrer o assédio de espíritos obsessores ou ainda a caridade da ação socialmente correta, onde se premia uma instituição com a presença, para garantir aplausos.

Um dia, eu estava no Sanatório Santa Fé de Três Corações, com a caravana. Nos reuníamos naquela praça para conversar com os doentes, após os passes, as orientações e a distribuição de roupas e material de curativo. De repente, um filhote de passarinho passou num vôo indeciso, frágil e ia, com certeza, bater de frente com o ônibus, ali estacionado.

Ficamos olhando, aflitos, sem nada poder fazer. De pronto, surgiu, vindo do outro lado, um outro passarinho, com certeza a mãe daquele filhote e num vôo preciso alcançou-o e tocou o corpo do pássaro impulsionando-o para cima, fazendo com que ele ganhasse altura e passasse por cima do veículo.

Todos ficamos emocionados com aquela cena que o Universo nos mostrou para dizer que para auxiliar uma outra criatura, onde quer que ela esteja, basta um toque, porque um toque de amor pode ser o suficiente para que ela altere seu jeito de caminhar, permitindo-lhe desanuviar a mente e desfazer o ódio que ameaça tomar conta da sua alma.

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